O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é:
130 - Fale sobre um livro que conte mentiras.
Li este livro na minha adolescência sob aquela aura de história real. Tinha fotos das pessoas, com seus nomes, e do lugar. É muito bem bolado e assustador, porém mais tarde fiquei sabendo que a história era invenção e que o pai da família Lutz reconheceu que tinha feito um acordo pra ganhar dinheiro mentindo que tinha vivido mesmo isso. 🙁 Perdeu um pouco a graça, mas ainda é um bom livro.
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O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é:
129 - Fale sobre um livro que trate de doenças infecciosas.
Já ia me esquecendo deste. Guardo duas cenas deste livro no coração, embora não tenha fixado bem toda a história na minha cabeça. Outra obra-prima de Gabriel García Márquez que recomendo.
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O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é:
128 - Fale sobre um livro que trate de imposição religiosa.
Este livro guarda um peso simbólico bem importante, mas, assim como Fahrenheit 451, a narrativa não me impressionou tanto. Mais um caso em que a premissa é melhor que a escrita em si (não estou dizendo que é mal escrito, longe disso, só não me prendeu). Mas, enfim, aqui as mulheres são oprimidas em nome da religião.
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#Desafio130
Areia Movediça
Não foi justo
ter permitido.
Tarde demais,
fiz-me presa.
Afundo em ti:
areia movediça
de um amor sem fim.
Não tento escapar.
Ignoro os cipós lançados.
Salvar-me de quê?
Quero ser engolida,
mastigada,
deglutida.
Quero a prisão.
Cedo demais,
fui permitida.
E é justo,
justíssimo,
morar na tua imensidão.
Cr💞s Ribeiro
*** A você que permitiu: não foi descuido.
Foi abrigo. Foi casa. Foi sim. E segue sendo.
#Desafio 128
*Toillet das ladies*
O tempo para,
no toillet
das ladies.
Atracadas
entre beijos ardentes…
Desejo,
que exala
a luxúria vertente.
Garotas
de mini saia,
em carícias calientes.
Arfando
em suspiros,
entre risos contidos,
e vapores
a embaçar
espelhos e vidros.
Acionam a descarga,
pra abafar os ruídos.
Uma borrifada
do perfume favorito.
Ajeitam os vestidos,
cabelos…
Retocam o batom
e saem aos risos…
Como se
“nada”
tivesse acontecido,
no toillet
das ladies.
MarU
ComportaVento (VII)
Ele a ama de forma bela.
Mas ele a ama tanto
E sem quaisquer entraves,
Que não lhe deu uma cela;
Confiou a ela, no entanto,
As suas próprias chaves.
Alberto Busquets
#Desafio 129
Eu não sei;
eu sinto.
Eu não argumento;
eu sonho.
Eu não me interesso;
eu amo.
E nesses sonhos sensoriais
que teimo em me apaixonar,
eu não os escrevo;
eu me derramo.
Alberto Busquets.
#Desafio 128
Ela sente-se triste.
O mundo em seus ombros,
opiniões externas na cabeça,
pedaços de sentimentos
num coração já tão apertado...
Respira fundo.
Despe-se de parte da carga.
Repara na superfície líquida
à sua frente.
E pensa: "por vezes,
somos todos gotas d'água
em uma piscina de condomínio.
Cada gota carrega o peso de toda a piscina;
mas, se algumas escaparem
em fugas-borrifos,
elas secarão. E a piscina continuará aqui,
sob a cabeça de cada gota restante."
Respirou fundo novamente. Mergulhou.
Deixou-se levar pelo confortável abraço
da água tratada em todo o seu corpo.
Sentiu-se mais leve,
mais calma,
mais viva.
Descansou seus ombros, mente e coração.
Passou a pensar nas gotas que fogem.
Secam, simplesmente?
Não. Transformam-se.
Livres do peso, há muito mais para ver
e ser
do que ficar naquela piscina.
E voam danceando por aí,
Juntando-se a outras, em
Espetáculos-nuvens,
Chovendo quando dá vontade.
Ao sair, levou fatalmente consigo
algumas gotas sortudas
que pingarão pelo caminho,
secarão,
e estarão livres, para pairar pelos céus.
Ela também saiu mais leve e livre.
Sabe que há um mundo inteiro
não para carregar,
mas para ser explorado.
Antes, sentia-se triste.
Agora, sente-se gota.
Livre.
Alberto Busquets.
#Desafio 127
Quando não caibo mais em mim,
na praia de um papel qualquer
atiro-me qual tempestade.
Ter a poesia como monção
é extravasar nosso excesso
(ou escassez)
de humanidade.
Alberto Busquets
#Desafio 126
Algumas tristezas rápidas
eu deságuo em rimas.
Outras mais caudalosas
rompem marés em prosa.
Mas há poucas
que doem tanto
a ponto de silenciar
meu oceano inteiro.
Estas
eu aprisiono
abissalmente,
tendo a calmaria
da superfície
como
testemunha
e
carcereiro.
Alberto Busquets.
#Desafio 125
#Desafio 128
Coração Desalojado
Meu peito:
um quarto vazio.
Vivo
por teimosia.
É certo:
aqui não mora mais
coração.
Músculo ingrato.
De tanto pulsar por outro,
abandonou-me.
Sem mais.
Sem bilhete.
Sem cerimônia.
Sem olhar para trás.
Mudou de corpo
como quem muda de estação:
satisfeito.
Morando no leito
de quem tanto desejou.
Fiquei eco.
Ausência.
Poema.
Não julgo
a sua ousadia
(invejo).
Quisera eu,
todo dia,
domada por encantos
e alegrias miúdas,
descansar
onde mora a poesia.
Onde mora ele.
Onde repousa
e suspira
aquele que não soube
ficar.
Cr💞s Ribeiro
O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é:
127 - Fale sobre um livro que trate de conflito de gerações.
Mais um livro que eu li no Ensino Médio. O conflito entre o professor adulto e seus alunos adolescentes vai além de um conflito de gerações e termina com morte de fato 😳. Gostei do livro na época e costumávamos ler em aula só pra sacanear os professores. Plot twist: hoje eu sou professora. 😂😂😂😂
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#Desafio 127
*Decidi*
Decidi
me calar.
Apesar…
Que minhas decisões
não têm valido
de nada!
Decidi
me afastar.
Apesar…
De que tudo
à minha volta
me acende
a sua presença.
Decidi
te ignorar.
Apesar…
Do meu coração
me desobedecer
a cada mínimo indício
da sua existência.
Decidi
não te querer.
Apesar…
Do timbre
da sua voz,
dizendo:
“Saudades!”
me fazer voltar atrás
e esquecer.
Decidi!
Mas não decido
nada…
E sigo assim,
completamente apaixonada,
querendo amar você
ainda mais.
MarU
O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é:
126 - Fale sobre um livro de psicologia.
Mais uma oportunidade de roubar no jogo 🤭
Não li livros de psicologia, então vou usar esse livro de paraPSICOLOGIA. Ian Stevenson era pesquisador da Universidade de Virginia e tem vários livros (li todos). Os casos são bem interessantes e, no mínimo, intrigantes. Depois da morte dele, um colega seguiu sua pesquisa e também lançou livro sobre (também li). Um jornalista (acho que do Washington Post) duvidou da pesquisa de Ian, que o convidou a sair com ele a campo e depois disso o próprio jornalista lançou um livro, impressionado, acreditando na seriedade do trabalho do parapsicólogo. Yo no creo en las brujas, pero que las hay, las hay, né?
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