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#desafio

Postagens públicas e visíveis que usam esta marca. Boa para capítulos, diários de criação, séries e publicações em andamento.
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@MarU há 1 semana
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#desafio 304 —Amores— A verdade é que eu nunca procurei o amor. Procurei liberdade, independência. Procurei forças. Procurei prazeres que não fossem complexos, nem causassem dependência. Procurei tanto, que o amor me encontrou, mais de uma vez. Do amor, sou profundamente conhecedora. Já amei demais. Amei mais que qualquer pessoa. Amei e amo, amarei amores até morrer e viverei de amor enquanto eu viver. O amor me ama, isso é inegável. Aos amores que amei nesta vida, deixo o meu legado. A liberdade de amá-los me trouxe dependência. Ganhei forças, enquanto minhas pernas fraquejam. Me contradigo, sempre que tento renegar. Das suas graças, tenho dependência. Sou apaixonada, de nascença. Sempre terei a quem amar. Ainda que um amor, me renegue, serei grata, eu o amo. Uma hora o amor se transforma. Em mim, se renova. Amarei de volta, redamando. Jamais deixarei de amar. MarU
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@MarU há 2 semanas
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#desafio 303 -Outros tempos... Em outros tempos, hoje escreveria sobre as mãos que tanto amo, passeando pelas curvas do meu corpo, alisando a minha pele com maestria, dedilhando suas notas, nos desejos dos meus contornos. Faríamos músicas, usando seu instrumento. E com suas mãos agarrando minha cintura e matriculada em meus cabelos, união de corpos em movimento. Em outros tempos, hoje seria o dia, de tomar seus pensamentos, Só pra mim. Te provocando com minhas cenas de alma nua, criando dilemas em verdades cruzadas, de vontades, de ardor e amor, que você sabe serem só por ti. Faríamos uma viagem ao infinito, você e eu no mesmo barco, apressando uma bandeira pirata num mastro largo, viajaríamos os sete éguas. Seríamos a emprestar da borboleta e o vampiro, dançaríamos tango pelos, Derramando vinho. Seria Lindo! Em outros tempos, Hoje seria um dia, Muito mais feliz. Trocaríamos energia e mensagens, A cada momento do dia. Receberíamos sinais por telepatia. Falaríamos sobre música, letratura, filosofia, e sobre a vida. Faríamos planos para o futuro, mas os planos mudaram, Não é? Hoje. os tempos já são outros. ... eos planos também. E não incluir mais Eu com você. MarU
Traduzido automaticamente do inglês.
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#desafio 303 —Outros tempos— Em outros tempos, hoje escreveria sobre as mãos que tanto amo, passeando pelas curvas do meu corpo, alisando a minha pele com maestria, dedilhando suas notas, nos desenhos dos meus contornos. Faríamos músicas, usando seu instrumento. E com suas mãos agarrando minha cintura e enrolada em meus cabelos, conjunção de corpos em movimento. Em outros tempos, hoje seria o dia, de tomar seus pensamentos, só pra mim. Te provocando com minhas cenas de alma nua, criando dilemas em verdades cruas, de vontades, de ardor e amor, que você sabe serem só por ti. Faríamos uma viagem ao infinito, você e eu no mesmo barco, hasteando uma bandeira pirata num mastro largo, viajaríamos os sete mares. Seríamos a lenda da borboleta e o vampiro, dançaríamos tango pelados, derramando vinho. Seria lindo! Em outros tempos, Hoje seria um dia, muito mais feliz. Trocaríamos energias e mensagens, a cada momento do dia. Receberíamos sinais por telepatia. Falaríamos sobre música, literatura, filosofia, e sobre a vida. Faríamos planos para o futuro, mas os planos mudaram, não é? Hoje, os tempos já são outros. … e os planos também. E não incluem mais eu com você. MarU
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@MarU há 2 semanas
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#desafio 302 — Digestão — Alguns dias são mais confusos Que outros. Como vozes críticas, como sabotagens de Ínfimas, como controvérsias íntimas... ou internalizando cada detalhe Insosso. Vou digerindo tudo Sem o gosto. Ou engolindo tudo, Sem mastigar. E remoo. Nem mais o silêncio Grita. Ele só fica e eu, inerte, Absorvo. Não me movo. Hoje me dei conta que a esperança não conta. Que o gosto das coisas, uma vez perdoado, não volta. A memória afetiva, em relação àquela coesão, Mudou. Se rasgau outra. Uma que me dá enjoo. Esta é a verdade indigesta, que continua a degustar. MarU
Traduzido automaticamente do inglês.
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#desafio 302 — Indigestão— Alguns dias são mais confusos que outros. As vozes críticas, as sabotagens ínfimas, as controvérsias íntimas… vou internalizando cada detalhe insosso. Vou digerindo tudo sem o gosto. Vou engolindo tudo, sem mastigar. E remoo. Nem mais o silêncio grita. Ele só fica e eu, inerte, absorvo. Não me movo. Hoje me dei conta que a esperança não conta. Que o gosto das coisas, uma vez perdido, não volta. A memória afetiva, em relação àquela coisa, mudou. Se tornou outra. Uma que me dá enjoo. Está é a verdade indigesta, que continuo a degustar. MarU
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@MarU há 3 semanas
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#desafio 301 -Quimera... Sou uma quimera amorosa. São tanta partes quebradas, dispostas num mar de águas revoltas. Sou espírito de outras vidas, outros amores, bolorada, partida, Descartada... que já não me reconheço, se alguma para encontrar. Sou uma quimera amorosa, sempre em movimento, me ajustando ao que o outro gosta. Vai-me perdoar de mim mesma, me descartando como algo que não importa. Sou uma quimera... e amores não são pra mim. Amo-os sem respeito comigo, eu entrego, me descartam, Eu recrio. Sempre foi assim. Sou quimera, meramente imperfeita, uma obra da vida, das circunstâncias, da minha próxima natureza. Sou a quimera que te ama e, estranhamente, não ama a si. Sou quimera de partes fragmentadas, nessas águas de amores que nunca foram Pra mim. MarU
Traduzido automaticamente do inglês.
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#desafio 301 —Quimera— Sou uma quimera amorosa. São tantas partes quebradas, dispostas num mar de águas revoltas. Sou espelho de outras vidas, outros amores, moldada, partida, descartada… que já não me reconheço, se alguma for encontrada. Sou uma quimera amorosa, sempre em movimento, me ajustando ao que o outro gosta. Vou me perdendo de mim mesma, me descartando como algo que não importa. Sou uma quimera… e amores não são pra mim. Amo-os sem respeito comigo, me entrego, me descartam, me recrio. Sempre foi assim. Sou quimera, meramente imperfeita, uma obra da vida, das circunstâncias, da minha própria natureza. Sou a quimera que te ama e, estranhamente, não ama a si. Sou quimera de partes fragmentadas, nessas águas de amores que nunca foram pra mim. MarU
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@MarU há 3 semanas
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#desafio 300 —Anotações do silêncio— Acho que estou aprendendo a me comunicar com o silêncio. Estou entendendo nas linhas vazias o que falta nas entrelinhas. Tenho aprendido a ouvir com a alma o que a boca não fala, mas, numa pausa um pouco mais longa, suspira. Tenho ouvido o batimento, quando a mão hesita. Tenho permanecido, mesmo que nada seja favorecível. E acredito no que vivemos, ainda que não tenhamos vivido. A vida tem continuado e, mesmo o que parece “nada”, revela algo no íntimo. Algo que faz diferença pra mim. Você nunca me fala: “Não se afasta!”… mas eu sinto. E quando te falo que preciso… mas demonstro todos os dias, que não consigo. Há algo que não supera a falta, algo que vem aprendendo a manter a calma. E eu tenho aprendido contigo… Não no meu tempo, mas no tempo que for preciso. MarU
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@MarU há 4 semanas
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#desafio 299 —Chama coração— Seu coração é joia rara, que ama e doa-se em brilho luminescente como nenhum outro. Seu coração é chama viva, que vem acender o escuro, aquecer o dia chuvoso, secar todas as lágrimas, prover conforto, verter poesia. Seu coração tem a batida da vida, que convida à dança, que anima a alma que brinca, como criança. Trazendo alegria, cativa a quem vê em seus olhos o brilho do verde oceano, esperança marítima, encanto cigano, odalisca, entardecer. MarU
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@MarU há 1 mês
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#desafio 298 —Amor é…— Dizem, que amar também é deixar ir. … mas quando é amor de verdade, ainda que parta, te parta, se parta… não se apartará de ti. Amor de verdade, permanece na gente até o final. MarU
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@rodrigosantos · há 1 mês
Eu amo esses jogos de palavras
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@MarU há 1 mês
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#desafio 297 —Me beija— Com os olhos, me beija demorado! Passa seu olhar por mim, encarando meus lábios. Mira minha boca, molhada e sedenta. Imagina o sabor da minha saliva. A textura da minha língua, acariciando a sua, boca adentro. Sente, em pensamento. Entorpecida no meu hálito de desejo. Invade minha boca, me beija! Se insira, olhar adentro. Me mira! Me beija! MarU Em homenagem ao 06 de Julho que é o dia Mundial do beijo.
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@MarU há 1 mês
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#desafio 296 —Ventos de partida— Deixei o vento passar por mim. Em pele nua, à luz da lua, o reflexo clarim. No vento, sabor de maresia e aroma de Oceania. A noite queimava e ardia dentro de mim. O frescor do vento norte, traz no pensamento um sentimento forte, que insiste e não me deixa esquecer de ti. Com ele, me deparo comigo e tudo que não te digo, mas insisto em não deixá-lo partir. Hoje, o vento frio sussurrou ao meu ouvido, que tudo que tenho sentido, enterrarei nas areias dentro de mim. Soprarei pra você um sentido. Darei pra você o motivo e o deixarei ir-se daqui. Um dia, talvez o vento te conte, que segui… mas nem de longe esqueci o que senti. MarU
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@MarU há 1 mês
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#desafio 295 —Tempestade— E o vento sopra saudades. Vejo as nuvens de tempestade, de novo, sinto estremecer por dentro, de frio, e me acolho. E quando o vento chega, dança em meus cabelos soltos. Com o vento, embalo meu corpo e o sigo, dançando de novo. Vejo os raios na tempestade e não me assusto. As cores das nuvens fazem o dia escuro, mas eu acho bonito. É tarde, admito… mas ficarei, mais um pouco. Não espero mais nada, não culpo o universo. Apenas sinto, sentada aqui… e me permito. Observo, aprecio e me acolho. A tempestade vai passar e eu me molho. MarU
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@MarU há 1 mês
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#desafio 294 - Sin que me veas... La boca no habla, la palabra escrita Não me revela nada, creoficciones en mi cabeza. Ya no sé si vivo soñando despierta, o si morí durando, en un sueño y ni lo advierta. Como é que se sente? me quedé parada frente a vos, e não há nada que haga, que mar forte para que me veas. Quizás, emocionada... yo estuviera equivocada, y confundí el sentido con cualquier otra cosa que no sea la misma. Con la cabeza baja, me aparte de tu caminho, sintiéndome humillada, Por mim... - Sim. La boca que calla, habla más que mil palavras... yo yo lo siento. Sobre tudo, que perdí a mi amigo. MarU
Traduzido automaticamente do inglês.
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#desafio 294 —Sin que me veas— La boca no habla, la palabra escrita no me revela nada, creo ficciones en mi cabeza. Ya no sé si vivo soñando despierta, o si morí durmiendo, en un sueño y ni lo advierta. Como alma en pena, me quedé parada frente a vos, y no hay nada que haga, que sea bastante para que me veas. Quizás, emocionada… yo estuviera equivocada, y confundí el sentimiento con cualquier otra cosa que no sea la misma. Con la cabeza baja, me aparto de tu camino, sintiéndome humillada, por mí misma… y me retiro. La boca que calla, habla más que mil palabras… y yo lo siento. Sobre todo, que perdí a mi amigo. MarU
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@MarU há 1 mês
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#desafio 293 —Meu céu— No meio da tarde, parei para respirar, olhei para o céu… como eu, no fundo azul, entre nuvens brancas, algumas escuras. Anunciarão tempestade? No peito o aperto e o desejo: que não venha agora… mais tarde. MarU
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@MarU há 2 meses
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#desafio 292 —Mãe de carga— Então… ventava lá fora, estava escuro e fazia frio. A lua penitente com benevolência projetava sua luz e por alguns dias, iluminava o caminho. Ela estava cansada e segurava a mão um filho. Ela estava determinada a encontrar segurança e abrigo. A Terra girava, o sol a açoitava nos dias, as noites o frio. Ela não tinha nada, mas sempre encontrava um jeito de resistir e seguiu. Uma mulher com coragem encara a dor com amor e faz o milagre possível. Caminhando passo a passo, hora sangrando, hora sorrindo. Seu caminho é escolha e é difícil… mas guia-se pelo que vê de mais bonito: O filho. Se falar que não precisa de nada, está errada! Precisa apenas do amor, para completar o que era vazio. MarU
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@rodrigosantos · há 1 mês
Nem sempre, quase nunca, a dor das mães é vista
@rodrigosantos · há 1 mês
Que texto lindo!
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@MarU há 2 meses
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#desafio 291 —Rumo ao infinito— Não sou sereia, apesar do “mar”, mas estou voltando pra casa; longe da terra, cansada… não quero mais ter que andar por essa terra empoeirada usando salto. Nem nadar em águas salgadas, contra a correnteza no oceano vasto, que me arrasta. Quero adentrar o barco, navegar distante, onde minha alma veleja em uni-versos. Onde a doçura da água, ou o sal, sejam poemas e não dilemas. Onde eu apenas veja a beleza do mar, nas águas… aprofunde meus pensamentos, mergulhe em mim mesma e, às vezes, regue minha clareza em vinho tinto, na taça. Tomada por incertezas, mas ciente de que aqui, a navegar, não as necessito. No vento, me deixo levar. E vou... rumo ao infinito. MarU
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@MarU há 2 meses
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#desafio 290 —Se não fosse…— Se não fosse esse orgulho ferrenho e a sua indiferença, poderíamos estar vivendo o agora, juntos em corpo e presença. Pela manhã, acordaríamos nus e agarrados, refrescaríamos o hálito para os beijos e tomaríamos café, aos risos, muito animados. Nos despediríamos para um dia corrido, mas trocaríamos mensagens a cada minuto de tempo disponível. Para “nós”, nunca estaríamos ocupados, seríamos cúmplices de um amor compartilhado. Ao findar o trabalho, correríamos para o nosso encontro diário, falaríamos sobre qualquer coisa, nunca faltaria assunto, a não ser… que nossos olhos entrassem em contato. Aí, a temperatura subiria de nível e a conversa seria na cama, despidos… nos amaríamos com a fúria da paixão. Sentiríamos nossos corpos fundidos… e o cansaço, o tormento, e tudo que tivesse acontecido no dia, iria embora, gasto, até que descolássemos nossos corpos exaustos, descansaríamos. Minha cabeça em seu peito suado, onde ouviria seus batimentos acelerados, nossas pernas enroladas, suas mãos entrelaçadas em meus cachos, com o poder de quem pode simplesmente agarrar minha nuca e, recobrando as energias, recomeçar tudo de novo… até raiar um novo dia ou acabar o mundo todo. MarU
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@MarU há 2 meses
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#desafio 289 —Projeto de amor— Ninguém estará pronto
 para o amor. Não... O amor é construção diária, é obra sem fundação, terreno sem projeto; dizem que Deus 
é arquiteto, mas não… o amor não tem nada a ver 
 com o divino! O amor é íntimo, está no âmago da alma, no cerne da consciência; o amor é individual 
para cada um
 que o experimenta. O amor é doação,
 não troca. O amor é compreensão 
e não cobra do outro 
consentimento. O amor acontece 
independente
 de ser recíproco. O amor não escolhe quando
 ou quem amar, segue o fluxo do indivíduo… e isso é um processo interno. Inferno, eu lhe digo! Dentro de si, o amor não se basta; ele quer se expandir, dividir com o amado
 seu sentimento, partilhar momentos, quer ser saciado 
por quem ele ama. O amor sozinho
 não é chama, precisa inflamar 
o ser amado, tem que ter lenha
 pra queimar a fogueira, tem que alimentar 
o amor, para haver
 labaredas. Amores construídos, prontos, não são amor; são qualquer outra coisa
 que seja... pois um projeto de amor tem que ser pensado, conciliando as vidas, as histórias, as memórias das pessoas envolvidas. O amor não é nada fácil… não! O amor é um elemento raro, na composição 
da vastidão humana. O amor, às vezes, engana, mas, quando é de verdade, o amor persiste na alma 
de quem ama, resiste, mesmo que escolha
 não alimentar a chama; queimará além dos tempos, consumirá o amante, será sarça ardendo 
dentro de si, constante... hipnotizantemente belo. Quem te perceber 
 em amor o verá flamejante em brilho externo do que transborda, queima além de si. MarU
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@MarU há 2 meses
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#desafio 288 —Ainda que…— Ainda que não chame, sou chama flamejante. Hipnótica… te chamo, te aqueço, te queimo. Vem! Ainda que não olhe como eu te olho, em minhas lágrimas, molho minha carência e… em outros momentos minha indecência, entre minhas pernas. Ainda que não me queira, meus pés caminharão sem barreiras. Em terra fértil, fixarão raízes à minha maneira. Adentrando sulcos de solo arado, alcançarão profundos o inferno… dando frutos em solo sagrado. Ainda que o tempo passe e esteja ventando bastante… ainda que sinta, na pele, o frio cortante. Até sussurrar ao meu ouvido que passe, não morrerei de frio. Talvez apenas de saudades, com o coração apertado… para preencher o vazio. MarU
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@MarU há 2 meses
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#desafio 287 —Histórias de amor— Quantas histórias de amor como a nossa, são segredo? Palavras escritas em textos, escondidas nas entrelinhas… que só nós dois compreendemos. Quantos amores não viveram e viverão o que vivemos? Quantos… me diga? Desde que o mundo é mundo, o coração vagabundo escolhe suas vítimas. É do instinto humano, amar o que não é possível, o inalcançável, proibido. Que terão sido dos amores não vividos? Histórias e mitos. Quem serei eu na sua história? Presente, futuro, passado… Serei eu digna, de algum espaço na memória? Serei anjo ou diabo? Será nosso amor indigno de ser sequer lembrado? Ou pior… serei nada, pois nada aconteceu. Um nome do passado, esquecido na lista de contatos bloqueados… — Na minha história, você é o amor que me trouxe à vida. Viverei todos os dias com saudades do que nunca teve princípio… nem fim, em mim. MarU
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@MarU há 2 meses
Público
#desafio 286 —Segundos Infinitos— Olhando o firmamento, meu pensamento me trai por um momento. Sinto o calor invadir meu corpo, os dentes travados, sorvo a sensação de outros dentes no meu pescoço. A língua lasciva subindo para a orelha, arrepios íntimos, pulsares invasivos, a umidade descendo entre minhas pernas, mamilos acesos, pelos arrepiados. Em fração de segundos, somos corpos suados, rolando línguas no céu de nossas bocas. Nestes breves segundos, somos presente, passado, futuro. Somos tudo, sem sermos nada além de pensamentos dentro de mim. Te sinto aqui, inteiro. Te vivo em mim nestes momentos, pequenos momentos que me fazem transbordar além das estrelas, ao infinito. MarU
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@MarU há 2 meses
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#desafio 285 — Ex-vizinha — Pequeno conto em forma de carta. Maio, 20 de 1314. Olá, vizinho! Está em casa? Lembra de mim? Costumávamos deixar a porta apenas encostada para quando quiséssemos nos visitar, mas eu mudei. Não tem muito tempo, mas foi tempo o bastante para não saber mais de você. Espero que esteja bem! Talvez nossa amizade seja daquelas antiquadas, sem ligações ou mensagens curtas de “bom dia!”. Talvez sejamos de cartas longas, falando sobre a vida, dessas que levamos um mês ou mais escrevendo e que, quando postamos, o correio demora para fazer a entrega e, às vezes, até extravia, mas que, ao ler o nome do remetente, recebemos sorrindo e lemos, com o coração acelerado, cada detalhe. Agora que não estou mais à sua porta, não sei se também está sentindo falta do tempo em que fomos vizinhos e não precisávamos de portas; éramos “de casa”. Confesso que tenho sentido. Eu mudei. Não estou assim tão mais longe, mas, por algum motivo, não consegui me desfazer do meu apartamentinho. Ao sair, não pude fechar a porta; deixei apenas encostada, para o caso de sentir minha falta, precisar respirar nos dias que te sufocam. Mesmo sendo um apartamento vazio das coisas, lembranças não faltam em cada cantinho. Sei, pois eu mesma ainda visito usando qualquer desculpa ou motivo. Entro pela porta escura em silêncio, fecho os olhos e respiro… Por alguns instantes, viajo no tempo. Revivo cada momento bonito; os mais doloridos, coloridos pelo sorriso trazido por você; os frios, aquecidos pelos momentos em que nos deixamos aquecer. Você estava lá comigo, organizando a bagunça que não me deixava ver o que importa. Este velho apartamento, caindo aos pedaços, me deixou muitas saudades ainda agora… Nunca te dei as minhas chaves, mas tem uma cópia no capachinho. Sei que deve estar ocupado, mas, se puder, dê uma passada de vez em quando para ver se está tudo certinho… Agradeço! Ou… se for muito difícil e quiser fechar a porta de vez com a chave do capachinho, vou entender. Não ficarei chateada contigo. Será o fechamento de um ciclo, a carta branca para eu vender. Hoje passei em frente ao seu andar. Fitei o número no elevador, mas não apertei. Não quero te incomodar. Sua vida é muito corrida para receber quem quer que seja sem avisar. Ia passar esta carta por baixo da sua porta, mas não deixei. Tive receio de encontrá-la fechada. Deixei a carta na portaria do nosso condomínio. Nela tem o endereço da minha nova casa. Sinta-se sempre bem-vindo, meu velho amigo. Onde eu estiver, nunca vou te esquecer. Amo você! Sua ex-vizinha. MarU
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@ellenelowen · há 2 meses
Essa porta encostada ficou muito viva. Gostei de como o texto não pede resposta, mas deixa uma chave onde a saudade possa encontrar caminho.
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