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@CrisRibeiro

Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
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@CrisRibeiro
há 9 meses
Público
#Desafio153



Mais um dia amanhece gelado.
Mas é fogo que me toma por dentro.

Fecho os olhos, renego o real.
Me lanço a ti : febre, ritual.

Teu sorriso, safado, torto,
convida: “Vem! Me perde no corpo”.

Teu olhar me despe com fúria.
Tua língua: incêndio que murmura.

Tuas mãos: audácia e veneno.
nos meus seios, meu pescoço, terreno.

Abro as pernas. Sou altar, oferenda.
Mas tu me nega. E isso me acende.

Te demoras. Me bebes. Me cravas.
Feiticeiro da carne, desejo que lava.

Teu gozo é culto. Meu corpo, altar.
Sommelier do amor

a me devorar.

Crs Ribeiro

****Releitura
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@CrisRibeiro
há 9 meses
Público
#Desafio 152

***IMENSIDÃO DO OBSERVAR

Há quem veja. E há quem enxergue o que ninguém mais vê.
Aqui, olhos são portais: os poetas sussurram sobre aquilo que escapa no cotidiano, mas grita na alma.

O livro te observa até que você se veja inteiro.

Imensidões por um fio é uma travessia com olhos, carne e alma.
Cada poema, um convite.
Cada autor, uma olhar que talvez seja o seu.

 Adquira agora.
 Viva a sua própria imensidão.
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@CrisRibeiro
há 9 meses
Público
#Desafio 151

✧ IMENSIDÕES POR UM FIO:
Um livro.
Sete abismos que arrebatam por dentro.

***IMENSIDÃO DO SER

Quando a pergunta é maior que a resposta, o que ecoa é poesia.

É sobre o ser que se estilhaça no silêncio do universo.
É sobre o sagrado que vive no peito.
Sobre existir entre o ruído e o sopro.

Imensidões por um fio é mais do que um livro.
É uma travessia com olhos, carne e alma.
Cada poema, um convite.
Cada autor, uma voz que talvez seja sua.

 Adquira agora.
 Viva a sua própria imensidão.
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@CrisRibeiro
há 9 meses
Público
#Desafio149



Teus pelos,

meu olhar:

minhas mãos

a deslizar.

Tuas pintas,

o meu fraco:

minha língua

a mapear.

Teu desejo,

os meus lábios :

meu pescoço

a ritmar

Teu suspiro,

meu prazer.

Minha aflição:

te ver gozar.

Teu gemido,

meu sorriso:

minha boca

a se fartar.

Teu carinho,

meu amor.

Nossas mãos

a entrelaçar.

Crs Carneiro
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@CrisRibeiro
há 9 meses
Público
#Desafio148

Inteira

Sou a escolha
que espera
ser feita.

(por mim)

A dança
entre o risco
e o enraizar.

Nada de metade.

Meu desejo
não é tropeço:
é bússola de pele.

Meu tempo é colheita.
Sei onde sangro,
sei onde floresço.

Me basto.

Mas, se quiserem ficar,
que venham com as mãos nuas
e o coração
sem tréguas.

Crs Ribeiro
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@CrisRibeiro
há 9 meses
Público
#Desafio147

A chuva chove
os olhos, olham

A ansiedade?
Ansia, ora bolas!

Tudo é.
Menos o amor…

Preguiçoso,
se espreguiça no limiar
e não se atreve.

Que medo de tentar!

Crs Ribeiro
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@CrisRibeiro
há 9 meses
Público
#Desafio146

Não mata de uma vez.
Corteja.

Faz do corpo
violino em desatino,
encordoado em nervo,
arqueado em angústia.

É flor do mal
sem vaso.
Não carece jardim:

brota do sangue,
na veia do “tanto faz”.

Cheira amargo:
infância mal digerida,
conselho de mãe cansada.

Dá náusea.

Não,
não é alcaloide.
Não é estricnina.
Não é veneno vendido.

É só a consciência.

Essa vadia elegante
que te visita
ao romper da manhã,

ensinada por infelizes
a se importar com todos
e esquecer de si.

Como uma puta.
Ou uma metralhadora de afetos
em forma de mulher
que, por ser,

já morre
de si.

Crs Ribeiro
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@CrisRibeiro
há 9 meses
Público
#Desafio145

Em Trânsito

Nunca
os vi.

Nunca.

Mas
nos lemos
por dentro.

Nos salvamos
em madrugadas tortas,

sem toque,
sem rosto.

Presença que atravessa,

não é tela.

É
pele.

Agora
vou.

A estrada:
rito.

Travessia para
tornar
carne

o que já
era
coração.

Urgência
do
tato.

fim
de
exílio,

fome
de
abraço,

olho
no
olho.

Suor.

Riso.

Presença.

Ao vivo.

Não é São Paulo,

são
eles.

Vozes
que
me
cabem.

Amores
que
me
invadem.

Afetos
que
o
corpo
desconhece,

mas
a
alma…

chama
de
casa.

Dia doze:
partida.

Dia treze:
encontro.

Meu mundo
se rende:

sentimento,

verdade.

Sem distância.

Crs Ribeiro
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