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Já sentiu um desejo que consome e não espera? Já cedeu ao proibido, mesmo sabendo o risco? “Onde a noite não dorme” é um conto sobre um querer, um beco, um momento… Venha conferir!!! #+18
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Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
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Eder B. Jr.
Uma crônica sobre vidas que se cruzam em um olhar. Um pedaço do meu mundo, visto pela janela do seu… Vem espiar!
Nua
Despojada de máscaras,
desvendo o que sou:
mais que pele,
mais que forma,
um vestígio de voos interrompidos.
Meus temores,
pedaços sem simetria,
espalhados na mesa.
E você, artesão de sentidos,
molda a fragilidade em beleza;
faz das fendas um mosaico,
vê poesia na minha dor.
Faz-me força
quando sou cinzas,
faz-me mulher,
quando sou apenas eco.
Torna-me sua
sem roubar o que é meu.
É desejo que arde,
mas não só na carne:
é labareda que acende a alma
no mistério que nos circunda.
Quero mais que seu corpo,
quero seus pensamentos,
suas rotas sem mapa
e as esquinas de silêncio.
Quero o que desconheço:
a imensidão em você.
Mas, acima de tudo,
quero o que somos
desatados do mundo.
Quando a solidão
nos cobre…
e o amor
nos despe.
Crs Ribeiro
Despojada de máscaras,
desvendo o que sou:
mais que pele,
mais que forma,
um vestígio de voos interrompidos.
Meus temores,
pedaços sem simetria,
espalhados na mesa.
E você, artesão de sentidos,
molda a fragilidade em beleza;
faz das fendas um mosaico,
vê poesia na minha dor.
Faz-me força
quando sou cinzas,
faz-me mulher,
quando sou apenas eco.
Torna-me sua
sem roubar o que é meu.
É desejo que arde,
mas não só na carne:
é labareda que acende a alma
no mistério que nos circunda.
Quero mais que seu corpo,
quero seus pensamentos,
suas rotas sem mapa
e as esquinas de silêncio.
Quero o que desconheço:
a imensidão em você.
Mas, acima de tudo,
quero o que somos
desatados do mundo.
Quando a solidão
nos cobre…
e o amor
nos despe.
Crs Ribeiro
As pessoas mais justas
são feitas de dor fermentada.
Feridas, carregam nos ossos
a medida exata da angústia.
Com ferro não marcam,
nem se deixam marcar.
Temem as chagas
não por fraqueza,
mas porque sabem:
o que volta, volta pior,
e não pede licença;
vem com força e sem aviso.
Sabem que o rosto
é pano mal costurado,
e o coração,
uma fera solta
no escuro,
quando ninguém espreita.
Confiar?
Só com provas!
Olham, espiam, desconfiam.
Sabem que o mundo
é um rastro de ciladas
e a ingenuidade,
luxo dos tolos.
Escaldadas,
vivem como quem queima ao toque.
Pois só quem sente o peso do abismo
entende o valor
do próximo passo.
Crs Ribeiro
são feitas de dor fermentada.
Feridas, carregam nos ossos
a medida exata da angústia.
Com ferro não marcam,
nem se deixam marcar.
Temem as chagas
não por fraqueza,
mas porque sabem:
o que volta, volta pior,
e não pede licença;
vem com força e sem aviso.
Sabem que o rosto
é pano mal costurado,
e o coração,
uma fera solta
no escuro,
quando ninguém espreita.
Confiar?
Só com provas!
Olham, espiam, desconfiam.
Sabem que o mundo
é um rastro de ciladas
e a ingenuidade,
luxo dos tolos.
Escaldadas,
vivem como quem queima ao toque.
Pois só quem sente o peso do abismo
entende o valor
do próximo passo.
Crs Ribeiro
Dia pesado? Tivemos! #diasmelhoresvirão
O não cresce,
se alastra
e se faz espinho.
O sim,
com dedos trêmulos,
insiste.
Como não sucumbir
ao que não se diz?
Como fazer de mim mesma
uma razão para seguir?
A dor vem sem aviso,
disfarçada de amanhecer.
E não há caminho
sem que ele se desfaça.
Ou a vida me rouba os sonhos,
ou me toma as asas.
E em cada escolha,
eu me perco,
me encontro.
Qualquer rumo,
uma queda:
um desabafo engasgado.
O futuro me chama,
mas com o rosto
de quem já passou…
Crs Carneiro
O não cresce,
se alastra
e se faz espinho.
O sim,
com dedos trêmulos,
insiste.
Como não sucumbir
ao que não se diz?
Como fazer de mim mesma
uma razão para seguir?
A dor vem sem aviso,
disfarçada de amanhecer.
E não há caminho
sem que ele se desfaça.
Ou a vida me rouba os sonhos,
ou me toma as asas.
E em cada escolha,
eu me perco,
me encontro.
Qualquer rumo,
uma queda:
um desabafo engasgado.
O futuro me chama,
mas com o rosto
de quem já passou…
Crs Carneiro
Tua língua lasciva
se insinua
em dança despudorada;
faísca que risca minha pele,
atravessa meu corpo
e me arde no ventre:
entorpece minha mente!
Tua boca faminta
me suga,
devora mais que a pele:
aspira sentidos,
derruba o juízo;
desarma certezas.
Meu corpo já não me pertence!
É altar e oferenda,
deseja ser profanado
em nosso leito sagrado
abençoado em tantas fases da lua.
Anoitece em mim,
ali, no céu da boca
onde nasce o grito,
áspero, urgente;
gemido rouco preso
nos grandes lábios do silêncio
onde me tomas para ti.
Crs Ribeiro
#
se insinua
em dança despudorada;
faísca que risca minha pele,
atravessa meu corpo
e me arde no ventre:
entorpece minha mente!
Tua boca faminta
me suga,
devora mais que a pele:
aspira sentidos,
derruba o juízo;
desarma certezas.
Meu corpo já não me pertence!
É altar e oferenda,
deseja ser profanado
em nosso leito sagrado
abençoado em tantas fases da lua.
Anoitece em mim,
ali, no céu da boca
onde nasce o grito,
áspero, urgente;
gemido rouco preso
nos grandes lábios do silêncio
onde me tomas para ti.
Crs Ribeiro
#
Tua boca me diz;
e eu extasiada a ouvir:
tanta paixão!
Quase me desfaço…
Uma carícia,
e já não estou mais aqui.
No chão, talvez,
ou dentro de ti.
Tua boca me lê,
como quem decifra segredos.
Abençoa minha pele,
desfaz as bordas do que eu era.
Amolece.
Me toma,
me engole inteira!
Tua boca abre mundos
que eu nunca soube querer:
arde,
umedece;
se alimenta do meu gozo,
bebe de mim até nada restar.
Tua boca, agora, já nada diz.
Esgota a língua,
muda,
alucinada.
Então falo em braille,
toco-te no vazio do entendimento
e, juntos,
respiramos palavras não ditas.
Somos febre,
fome que não cessa;
pira que não se apaga.
Somos nós.
Crs Ribeiro
#
e eu extasiada a ouvir:
tanta paixão!
Quase me desfaço…
Uma carícia,
e já não estou mais aqui.
No chão, talvez,
ou dentro de ti.
Tua boca me lê,
como quem decifra segredos.
Abençoa minha pele,
desfaz as bordas do que eu era.
Amolece.
Me toma,
me engole inteira!
Tua boca abre mundos
que eu nunca soube querer:
arde,
umedece;
se alimenta do meu gozo,
bebe de mim até nada restar.
Tua boca, agora, já nada diz.
Esgota a língua,
muda,
alucinada.
Então falo em braille,
toco-te no vazio do entendimento
e, juntos,
respiramos palavras não ditas.
Somos febre,
fome que não cessa;
pira que não se apaga.
Somos nós.
Crs Ribeiro
#
Que a morte por amor
seja minha sorte,
mas só depois de
me perder
em teus braços.
Suspiro…
Cansada de tanto
a m a r,
eu respiro.
Suspiro…
E findo.
Meu último fôlego:
teu abraço.
Crs Ribeiro
seja minha sorte,
mas só depois de
me perder
em teus braços.
Suspiro…
Cansada de tanto
a m a r,
eu respiro.
Suspiro…
E findo.
Meu último fôlego:
teu abraço.
Crs Ribeiro
#desafiodaescrita
O lápis chega sem permissão,
desliza sobre a folha,
derrama-se em traços.
Desenha cicatrizes que a ferem e
libertam.
De repente, a folha suspira.
É agora mensageira de urgências,
receptáculo de memórias!
Carrega recados de um dia
apressado,
promessas que morrem
antes do passado
ou mesmo lembretes tolos
de algo sem importância…
Mas há momentos
(ah, há!) em que ela é mais.
Em que nela nascem
os sonhos mais caros,
cartas que explodem no peito
calado;
confissões guardadas no silêncio.
Ali, entre linhas marcadas,
ela torna-se tudo:
arte, dor, amor, mentira.
Pois a escrita consome e
transforma
como tudo que,
um dia, foi tocado
pelo desejo de ser imortal.
Crs Ribeiro
O lápis chega sem permissão,
desliza sobre a folha,
derrama-se em traços.
Desenha cicatrizes que a ferem e
libertam.
De repente, a folha suspira.
É agora mensageira de urgências,
receptáculo de memórias!
Carrega recados de um dia
apressado,
promessas que morrem
antes do passado
ou mesmo lembretes tolos
de algo sem importância…
Mas há momentos
(ah, há!) em que ela é mais.
Em que nela nascem
os sonhos mais caros,
cartas que explodem no peito
calado;
confissões guardadas no silêncio.
Ali, entre linhas marcadas,
ela torna-se tudo:
arte, dor, amor, mentira.
Pois a escrita consome e
transforma
como tudo que,
um dia, foi tocado
pelo desejo de ser imortal.
Crs Ribeiro
Bem vinda, semana!