Pingente
Eu era tão, mas tão pequena
Tinha um vaso no jardim
Porcelana branca e anil
Pensei que fosse pedra
Abracei pra não sumir
Como amei...
Fui mostrar o meu quarto a ele
Quebrei em mil pedaços
O que eu vi não eram cacos
Eram cacos de mim mesma
Mamãe, que bom que chegou!
Você não ia dar um presente?
Meu vaso mais lindo quebraste
De mim não terás mais presente
É castigo, está dito, está feito!
Aquilo eram só palavras
Por dentro, minha mãe estilhaçou
Pegou um dos cacos do chão
Estranho e deformado coração
Juntou a um restinho de barbante
Pendurou em mim um pingente
Um quadro a não ser esquecido
Relicário encravado no peito
@bekagabypoeta8
Rebeka Gabrielly
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Terapia de Ex-Casal (ou de Autoafirmação)
— Qual é a sua queixa?
— Tenho medo de demonstrar amor.
— E como pretende lidar com isso?
— Me olhar no espelho, dizer "eu te amo"... Hmmm... Preciso de um tempo. Vou ali tomar um ar.
Rebeka Gabrielly ☯️黎
— Qual é a sua queixa?
— Tenho medo de demonstrar amor.
— E como pretende lidar com isso?
— Me olhar no espelho, dizer "eu te amo"... Hmmm... Preciso de um tempo. Vou ali tomar um ar.
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Conjugação
O bom e velho verbo amar
Não conjuga igual aos outros
Eu te flerto, você me encara
Me conquista e eu devaneio
Vacilamos, gargalhamos, vivemos
Não mais me sobrecarrego
Nós dividimos o peso
Não mais eu me isolo
Nos preenchemos mutuamente
Dou presente, me elogia
Dou um beijo, me abraça
Uma graça
Agora eu idealizo
Por isso eu me iludo
Me abro e se esconde
Se revela e eu não aceito
Discutimos por coisas vãs
Voamos e caímos
Concordamos, discordamos
Reatamos ou desatamos?
Despedimos ou nos unimos?
Tantos dilemas conjugais...
Resta o esperar, o esperançar
O aceitar das sequelas deste êxtase
Que flechas ardentes me deixaram
Num coração que só conjuga o verbo amar
Recuarei ou insistirei?
Do embaraçar e entrelaçar
Do incendiar e apagar
Dois se conjugam em um
Até serem tudo ou nada
Amor conjugal
Rebeka Gabrielly ☯️黎
O bom e velho verbo amar
Não conjuga igual aos outros
Eu te flerto, você me encara
Me conquista e eu devaneio
Vacilamos, gargalhamos, vivemos
Não mais me sobrecarrego
Nós dividimos o peso
Não mais eu me isolo
Nos preenchemos mutuamente
Dou presente, me elogia
Dou um beijo, me abraça
Uma graça
Agora eu idealizo
Por isso eu me iludo
Me abro e se esconde
Se revela e eu não aceito
Discutimos por coisas vãs
Voamos e caímos
Concordamos, discordamos
Reatamos ou desatamos?
Despedimos ou nos unimos?
Tantos dilemas conjugais...
Resta o esperar, o esperançar
O aceitar das sequelas deste êxtase
Que flechas ardentes me deixaram
Num coração que só conjuga o verbo amar
Recuarei ou insistirei?
Do embaraçar e entrelaçar
Do incendiar e apagar
Dois se conjugam em um
Até serem tudo ou nada
Amor conjugal
Rebeka Gabrielly ☯️黎