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Bebi mais uma dose
torpor que quase revela
do âmago muitos segredos
da pele sempre o tremor
ela me faz poses
navega a caravela
escapando dos rochedos
enquanto me escondo em dor
trêmulo confuso
exalo obtuso
tamanho desejo
sem razão ou valor
nada procuro
nada obtenho
mas tal qual vejo
isso não é amor
ode cruel do embriagado
que enxerga além mar
balança além bar
sonha sem nexo
quero sair do escuro
e olhar perplexo
tudo que não tenho
mas saio carregado
Edu Liguori
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Isso porque não falei de tetas
tetas magras, tetas gordas
tetas e tetas e mais tetas
do teu seio liberdade
de teu alimento vida
de teu amor o calor que me anima
sagradas, caídas ou empinadas
me possua em teu colo mimoso
Edu Liguori
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O Safado
adj. Pop. Descarado, desavergonhado; atrevido, insolente.
Bras. Devasso, libertino, obsceno.
Bras. Irado, encolerizado, zangado: ficou safado com os amigos.
S.m. Indivíduo vil ou imoral; safardana.
Possui olhar enviesado
traja um paletó amassado
e mantém o cabelo despenteado
pobre safardana, eternamente enfeitiçado
por elas sempre obstinado
atrevido, sim verdade
não lembra nem da própria idade
libertino, porém solitário
chega muitas vezes insolente
num rompante de repente
vive o dia e a noite a sonhar com o imaginário
obsceno, descarado
devasso, libertino
só um pobre desamado
perdido em desatino
não o confunda pelo tarado
este sim vil e imoral
o safado
é apenas um reflexo do animal
ele respira, deseja, almeja
pretende, busca, caça
e invariavelmente termina apenas com uma taça
gelada com cerveja
Edu Liguori
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Quarta feira e aparentemente já baixou a poeira
da fumaça do cigarro não se veem mais confetes
um entardecer quente e abafado umedece as paredes
meu suor não cheira mais como antes delicado
parece ácido, sufocado
da festa e ilusão, não sobrou nem cores nem chão
os pés doem depois da confusão
os olhos ardem e não refletem mais o folião
quarta feira
dia sombrio e de cinzas
restos mortais de um velho vulcão
o palhaço adormeceu
a columbina desapareceu
Edu Liguori
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Cada verso seu
que leio e interpreto
é alimento meu
que forma o concreto
da base mais fonética
que lapida o meu ser
reconstruo a poética
no meu escrever
sem ti sou nada
ler é crescer
da frase encorpada
faço o meu florescer
Edu Liguori
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Hoje meu corpo sente
não tolera mais abuso
é o tempo senhor da razão
abatendo cada célula viva
Luto sem tréguas
exercito a mente e a paixão
mas na tarde quente
rangem os ossos e adormeço
Poesia ainda tem seu uso
sonhos com rimas e réguas
que por fim mantém ativa
tal existência em seu recomeço
Edu Liguori
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Inspira e expira
agradável ser
Sinta o pulsar da vida
que digita sem pensar
Das palavras respira
o poeta sem ver
Sua função sua lida
repartir sem cansar
Edu Liguori
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A morte
ser estranho sombrio
diz que é passagem
mas é obscura
Sentimento forte
romper de um fio
fim de uma miragem
terminal e sem cura
Saudade que bate
vazio interior
dor intensa
lágrima que desce
Um único arremate
com força superior
nada compensa
o ser que desaparece
Edu Liguori
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Um desabafo: Estou muito desanimado, estava começando a selecionar meus textos para um terceiro livro, mas nem o Kindle Unlimited tá ativo. Não vendi um mísero livro desde Abril.
É isso.
Vou me aposentar.
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Com olhos de lupa
vejo pequenos grãos de areia
entre teus seios perdidos
Por dentro do biquíni
pele alva e úmida
um coração rosado
Beijar-te nua numa tarde de verão
sem rever o passado
nada de culpa
Sobre teu corpo de sereia
amados, unidos
o sentir da alma tímida
por dentro do biquíni
Edu Liguori
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