Lábios aventureiros
percorrem a estrada sinuosa
apertam, sugam sorrateiros
envolvem de forma majestosa
língua, língua venenosa
molha, toca como veludo
sabe os segredos é perigosa
não há limites quer tudo
mãos, mãos delicadas
exploram e potencializam
sempre gentis e apaixonadas
o mal exorcizam
da garganta a final submissão
é loucura arfante em agonia
ponto final de entrega e paixão
consome até a última energia
Edu Liguori
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EDU LIGUORI
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RAFAEL ARAUJO
Chorei de uma tristeza infundada
cimentada na história contada
pelos versos de um vida comprida
e cumprida feito cartilha de letras
por estas estrofes e os espantalhos
dos atalhos e caminhos sortidos
que percorri e abracei sem medo
num arremedo sorri e dancei
para logo lagrimar o mar
mesmo nua tua lembrança é distante
um instante que quase esqueci
feito farinha torrada nesta toada
cantei nosso passado amassado
e por fim adormeci sozinho
neste chão que fora benzido
resta perdido apenas um poeta
Edu Liguori
cimentada na história contada
pelos versos de um vida comprida
e cumprida feito cartilha de letras
por estas estrofes e os espantalhos
dos atalhos e caminhos sortidos
que percorri e abracei sem medo
num arremedo sorri e dancei
para logo lagrimar o mar
mesmo nua tua lembrança é distante
um instante que quase esqueci
feito farinha torrada nesta toada
cantei nosso passado amassado
e por fim adormeci sozinho
neste chão que fora benzido
resta perdido apenas um poeta
Edu Liguori
Daqui onde finco os pés
entre mangues e os igarapés
vejo siris, palmeiras e bandeiras
carcarás, maritacas, aves faceiras
sinto no ar a brisa que sopra do mar
lugar divino, terraço de amar
trago areia nas chinelas de couro
o dendê, o coco, meu ouro
mandacaru, aratu e tronco
sanfona, cachaça e um beijo tonto
entre vaza barris e coxim o povo
peixe-boi, dunas, a lama e o novo
te amo morena da terra nua
é aqui que me encanto sob a lua
obrigado pelo cajá, caju e umbu
teu suco o caldo de eu e tu
Edu Liguori
entre mangues e os igarapés
vejo siris, palmeiras e bandeiras
carcarás, maritacas, aves faceiras
sinto no ar a brisa que sopra do mar
lugar divino, terraço de amar
trago areia nas chinelas de couro
o dendê, o coco, meu ouro
mandacaru, aratu e tronco
sanfona, cachaça e um beijo tonto
entre vaza barris e coxim o povo
peixe-boi, dunas, a lama e o novo
te amo morena da terra nua
é aqui que me encanto sob a lua
obrigado pelo cajá, caju e umbu
teu suco o caldo de eu e tu
Edu Liguori
Não gosto de você
porque você não faz o que eu quero
Não gosto de você
porque você não está comigo
Não gosto de você
porque você me faz rir
Não gosto de você
porque me faz sentir tua falta
Não gosto de você
porque me compele a escrever
Não gosto de você
porque me vejo dizendo besteiras
Não gosto de você
porque me deixas cego
Não gosto de você
porque vivo pensando no futuro
Não gosto de você
porque não consigo dizer
que não gosto de você
Edu Liguori
porque você não faz o que eu quero
Não gosto de você
porque você não está comigo
Não gosto de você
porque você me faz rir
Não gosto de você
porque me faz sentir tua falta
Não gosto de você
porque me compele a escrever
Não gosto de você
porque me vejo dizendo besteiras
Não gosto de você
porque me deixas cego
Não gosto de você
porque vivo pensando no futuro
Não gosto de você
porque não consigo dizer
que não gosto de você
Edu Liguori
Me perco todos os dias
e noites de luar
Me perco quando vejo flores
ou sinto teus sabores
Me perco quando quero somente trovar
e me faltam as palavras certas
Me perco sempre que fecho os olhos
escuridão e medo pra dizer te amo
Me perco entre a multidão
caminhando só e mal acompanhado
Me perco quando toca aquela música
que me faz lembrar ainda mais
Me perco sob a luz que ilumina tua face
estes sentimentos difusos
Me perco também porque talvez não queira me achar
somente talvez caminhar
Me perco na tua voz
no teu olhar
Me perco a procura do fim
este ponto final sem par
Me perco nas rimas
nas cantinas
Me perco dentro da obsessão
de ser eu mesmo ninguém mais
Me perco na gramática
na acentuação
Me perco nas regras
que mais desejo quebrar
Me perco no tempo
que amo passar
Me perco em mim
por te desejar
Edu Liguori
e noites de luar
Me perco quando vejo flores
ou sinto teus sabores
Me perco quando quero somente trovar
e me faltam as palavras certas
Me perco sempre que fecho os olhos
escuridão e medo pra dizer te amo
Me perco entre a multidão
caminhando só e mal acompanhado
Me perco quando toca aquela música
que me faz lembrar ainda mais
Me perco sob a luz que ilumina tua face
estes sentimentos difusos
Me perco também porque talvez não queira me achar
somente talvez caminhar
Me perco na tua voz
no teu olhar
Me perco a procura do fim
este ponto final sem par
Me perco nas rimas
nas cantinas
Me perco dentro da obsessão
de ser eu mesmo ninguém mais
Me perco na gramática
na acentuação
Me perco nas regras
que mais desejo quebrar
Me perco no tempo
que amo passar
Me perco em mim
por te desejar
Edu Liguori
Ela parece perfeita
eu exagerando
quem se importa
sou só um poeta
seguirei rimando
se abrir a porta
estarei a espreita
e aceitarei pulando
como quem desperta
de um sonho lindo
meigo e sorrindo
Edu Liguori
eu exagerando
quem se importa
sou só um poeta
seguirei rimando
se abrir a porta
estarei a espreita
e aceitarei pulando
como quem desperta
de um sonho lindo
meigo e sorrindo
Edu Liguori
Você não me percebe
embaixo das nuvens
somos mortais
entre as areias e os sais
eu vou e tu vens
um dia quem sabe
Edu Liguori
embaixo das nuvens
somos mortais
entre as areias e os sais
eu vou e tu vens
um dia quem sabe
Edu Liguori
Ser poeta é imaginar vidas que não existem
construir sonhos em nuvens brancas
viajar nas brisas de verão
voar entre as folhas e pétalas do jardim
cair em poços escuros
se afogar na lama densa
e mais uma vez sorrir porque ser poeta é simplesmente
nunca desistir
Edu Liguori
construir sonhos em nuvens brancas
viajar nas brisas de verão
voar entre as folhas e pétalas do jardim
cair em poços escuros
se afogar na lama densa
e mais uma vez sorrir porque ser poeta é simplesmente
nunca desistir
Edu Liguori
Gosto de brincar
diversão nunca faz mal
diga-se que machucar outrem
não é brincadeira
fantasia é fazer o bem
é eu e você no vale do gozo
no rio dos sorrisos
na trilha do carinho
te quero aqui pertinho
já te disse
quem sabe
um dia
Edu Liguori
diversão nunca faz mal
diga-se que machucar outrem
não é brincadeira
fantasia é fazer o bem
é eu e você no vale do gozo
no rio dos sorrisos
na trilha do carinho
te quero aqui pertinho
já te disse
quem sabe
um dia
Edu Liguori
Ele envelheceu
não é mais o mesmo
é preciso paciência
resgate
o poeta está vivo
o artista está alerta
a experiência está na gaveta
ele envelheceu
não esqueceu
não é mais a mesma
a vida acelerada
a pauta emergencial
o gosto pelo flash
ele envelheceu
guarda as memórias
saudades
deseja só
que quem sabe
ainda exista mais uma estrofe
Edu Liguori
não é mais o mesmo
é preciso paciência
resgate
o poeta está vivo
o artista está alerta
a experiência está na gaveta
ele envelheceu
não esqueceu
não é mais a mesma
a vida acelerada
a pauta emergencial
o gosto pelo flash
ele envelheceu
guarda as memórias
saudades
deseja só
que quem sabe
ainda exista mais uma estrofe
Edu Liguori