O poeta
que homem é esse
um dia colibri
uma noite corvo
as vezes sorri
outras estorvo
brinca com as palavras
mas não se diverte
por mais que aperte
sobram lhe as favas
que poeta é esse
o homem
Edu Liguori
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EDU LIGUORI
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RAFAEL ARAUJO
Não me rendo ao fácil
não sucumbo ao comum
não aceito o óbvio
não admito o medo
velho guerreiro
já dizia comunicar
é arma nuclear
tiro certeiro
exponho
sonho
componho
mais sonho
punk, funk,
ringue, estilingue
Pato Fu, Kung Fu
não importa qual porta
sim enfrento
sim comento
sem cimento
só fermento
Edu Liguori
não sucumbo ao comum
não aceito o óbvio
não admito o medo
velho guerreiro
já dizia comunicar
é arma nuclear
tiro certeiro
exponho
sonho
componho
mais sonho
punk, funk,
ringue, estilingue
Pato Fu, Kung Fu
não importa qual porta
sim enfrento
sim comento
sem cimento
só fermento
Edu Liguori
Malícia
Sob os cabelos
a nuca desnuda
onde dedos finos
alisam e escorrem
a malícia felina
uma unha afiada
entre os montes
percorre o vale
e da serra
entre pelos
atinge o planalto
até a foz da carne
cachoeira e sino
não há pecado
sob os cabelos
negros
badala o sino
do sorriso
e do gozo
Edu Liguori
Sob os cabelos
a nuca desnuda
onde dedos finos
alisam e escorrem
a malícia felina
uma unha afiada
entre os montes
percorre o vale
e da serra
entre pelos
atinge o planalto
até a foz da carne
cachoeira e sino
não há pecado
sob os cabelos
negros
badala o sino
do sorriso
e do gozo
Edu Liguori
Se eu tivesse uma companheira
iria propor bem agora nessa hora
vamos caminhar na orla da praia
não no calçadão, mas na areia
molhar os pés até que a sede caia
e desejemos retornar para a ceia
o jantar dos corpos sujos de desejo
o beijo, o aperto, o suor, a demora
quem tem muita pressa se apavora
o amor é feito com calma e força
torça meu bem pode ser nossa vez
Edu Liguori
iria propor bem agora nessa hora
vamos caminhar na orla da praia
não no calçadão, mas na areia
molhar os pés até que a sede caia
e desejemos retornar para a ceia
o jantar dos corpos sujos de desejo
o beijo, o aperto, o suor, a demora
quem tem muita pressa se apavora
o amor é feito com calma e força
torça meu bem pode ser nossa vez
Edu Liguori
Não gosto de gente passiva
temos tanto poder e tantas razões
não gosto de gente medrosa
temos poucas chances para viver
não gosto de gente fria
o corpo é uma erupção contida
provoque, revolucione, quebre
cicatrizes são lindas
goze sempre que possível
quando não for possível
tente outra vez
Edu Liguori
temos tanto poder e tantas razões
não gosto de gente medrosa
temos poucas chances para viver
não gosto de gente fria
o corpo é uma erupção contida
provoque, revolucione, quebre
cicatrizes são lindas
goze sempre que possível
quando não for possível
tente outra vez
Edu Liguori
Décadence avec élégance
assim eles vivem
quer se cante ou se dance
eles sorriem
vestido oncinha
barrigas sobressalentes
salto e bolsinha
se misturam contentes
bêbados, alegres, distraídos
boêmios, românticos, bregas
não ligam pra moda são descontraídos
negros, brancos, mestiços, colegas
no fundo da padaria
ao som do Karaokê
uma lição de vida para o dia a dia
você não é o que tem, nem o que se vê
Edu Liguori
assim eles vivem
quer se cante ou se dance
eles sorriem
vestido oncinha
barrigas sobressalentes
salto e bolsinha
se misturam contentes
bêbados, alegres, distraídos
boêmios, românticos, bregas
não ligam pra moda são descontraídos
negros, brancos, mestiços, colegas
no fundo da padaria
ao som do Karaokê
uma lição de vida para o dia a dia
você não é o que tem, nem o que se vê
Edu Liguori
Não sou nordestino de nascença
sou de voença e bisavoença
nessa onda de vai lá e vença
peguei minha trouxa e pensa
lá ele fazer mais aventurança
Tô aqui chegado nessa aurora
que feito uma dança pirapora
ao longo do rio Sergipe mora
nesse forró a vida nunca piora
é zabumba triângulo e melhora
O fole grita o gole se engole
ela linda suspira e a fulô brilha
enfim sou poeta e nessa trilha
finquei meu ser para enfim viver
Edu Liguori
sou de voença e bisavoença
nessa onda de vai lá e vença
peguei minha trouxa e pensa
lá ele fazer mais aventurança
Tô aqui chegado nessa aurora
que feito uma dança pirapora
ao longo do rio Sergipe mora
nesse forró a vida nunca piora
é zabumba triângulo e melhora
O fole grita o gole se engole
ela linda suspira e a fulô brilha
enfim sou poeta e nessa trilha
finquei meu ser para enfim viver
Edu Liguori
De tão linda se odiava
não acreditava nos homens
mutilava sua beleza e chorava
esquecia seus nomes
Viveu pouco
deixou acontecer intensamente
mas só amou um louco
que a desprezou solenemente
Mesmo assim escolheu a morte
doía muito ser a atração
nunca aceitou seus atributos como sorte
sem crer no amor perfurou o próprio coração
Edu Liguori
não acreditava nos homens
mutilava sua beleza e chorava
esquecia seus nomes
Viveu pouco
deixou acontecer intensamente
mas só amou um louco
que a desprezou solenemente
Mesmo assim escolheu a morte
doía muito ser a atração
nunca aceitou seus atributos como sorte
sem crer no amor perfurou o próprio coração
Edu Liguori
Aposentei a poesia
por falta de amor
agora coleciono conchas
de água, ar e sal
nesta brisa que testemunha
vivo o inédito envelhecimento
sob o sol, a chuva e o vento
tenho todos os elementos
sou pobre e sigo rico
Edu Liguori
por falta de amor
agora coleciono conchas
de água, ar e sal
nesta brisa que testemunha
vivo o inédito envelhecimento
sob o sol, a chuva e o vento
tenho todos os elementos
sou pobre e sigo rico
Edu Liguori
Eu preciso sair da toca
preciso falar
preciso rir
preciso beijar
eu preciso ir com você
à praia
ao cinema
jantar
eu preciso ver teu sorriso
em frente a TV
ao sentir o aroma da minha comida
ao beber um café
eu preciso que você se sinta livre
confortável
excitada
ao meu lado
eu preciso estar vivo
de mãos dadas
com você
Edu Liguori
preciso falar
preciso rir
preciso beijar
eu preciso ir com você
à praia
ao cinema
jantar
eu preciso ver teu sorriso
em frente a TV
ao sentir o aroma da minha comida
ao beber um café
eu preciso que você se sinta livre
confortável
excitada
ao meu lado
eu preciso estar vivo
de mãos dadas
com você
Edu Liguori