Nunca me faltou coragem
nem sonhos
sou muito destemido
léguas não me afligem
entre grãos de areia
e conchas mortas
caminho seguro
em busca do que é devido
será o que será de ser
tua boca carmim
teus olhos claros
e talvez
nossa vida futura
nunca me faltou
hoje sou eu
amanhã você
Edu Liguori
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RAFAEL ARAUJO
Quantos furacões
cabem em uma
única cabeleira
entre fios de cobre
as esmeraldas
e um rubi escarlate
composição do ar
que venta e arrasta
tudo ao seu redor
capturado e rendido
o poeta voa aos céus
rodopiando entregue
chegou a estação
a era dos sonhos
tempo de ventanias
Edu Liguori
cabem em uma
única cabeleira
entre fios de cobre
as esmeraldas
e um rubi escarlate
composição do ar
que venta e arrasta
tudo ao seu redor
capturado e rendido
o poeta voa aos céus
rodopiando entregue
chegou a estação
a era dos sonhos
tempo de ventanias
Edu Liguori
Me engano
muito mais que acerto
me aperto
muito mais que devia
como seria
se fosse esperto
não entrasse pelo cano
o engano que me persegue
Edu Liguori
muito mais que acerto
me aperto
muito mais que devia
como seria
se fosse esperto
não entrasse pelo cano
o engano que me persegue
Edu Liguori
Só eu me entendo
só eu sei o que existe
no fundo do fundo
a dor e o valor
de cada ideia
de cada suspiro
o honesto ingênuo
e mais fraco elo
o que rompe
e se perde
por mim
Edu Liguori
só eu sei o que existe
no fundo do fundo
a dor e o valor
de cada ideia
de cada suspiro
o honesto ingênuo
e mais fraco elo
o que rompe
e se perde
por mim
Edu Liguori
Por que eu louco
me encanto pelas doidivanas
aventuras do tempo e do amor
por que os poetas são assim
novelos de fios desencapados
bisturis afiados
em busca de lábios carmim
ah que loucura e dor
passar todas as incontáveis semanas
rouco
louco em busca do amor
Edu Liguori
me encanto pelas doidivanas
aventuras do tempo e do amor
por que os poetas são assim
novelos de fios desencapados
bisturis afiados
em busca de lábios carmim
ah que loucura e dor
passar todas as incontáveis semanas
rouco
louco em busca do amor
Edu Liguori
As vezes me confesso
sem padre nem madre
confesso para o outro
a outra a quem ouvir
medo nunca tive de ser
o que sou e onde vou
mau olhado é palha
onde já se viu poeta
cheio de segredos
minha missão é a
confissão
Edu Liguori
sem padre nem madre
confesso para o outro
a outra a quem ouvir
medo nunca tive de ser
o que sou e onde vou
mau olhado é palha
onde já se viu poeta
cheio de segredos
minha missão é a
confissão
Edu Liguori
Não tenho lembranças
como queria do teu amor
que foi tão breve e partiu
tanto dissemos e pouco
fizemos nesta imensidão
das tranças e da dor
fugiu ao som rouco
do furacão
Não mais te vi
Não mais te ouvi
Dança e morte
sem dúvidas ou sorte
o balé cigano
do nosso engano
fui seu
você morreu
Por opção
Edu Liguori
como queria do teu amor
que foi tão breve e partiu
tanto dissemos e pouco
fizemos nesta imensidão
das tranças e da dor
fugiu ao som rouco
do furacão
Não mais te vi
Não mais te ouvi
Dança e morte
sem dúvidas ou sorte
o balé cigano
do nosso engano
fui seu
você morreu
Por opção
Edu Liguori
Sou o último que acredita em Goethe
que leu O
que estudou Barthes
que chora com Belchior e Caetano
que espera pelo incondicional amor
acima de todas as coisas
sou o que chamam de trouxa
que riem nos bares
que debocham nos salões
converso com o garçom
e confesso que ela não respondeu
compro flores e bombons
para quem não mereceu
viajo distâncias empoeiradas
escrevo cartas e poemas
por um pequeno ponto obscuro
que acredito será luz
sou o último
e jamais me arrependo
Edu Liguori
que leu O
que estudou Barthes
que chora com Belchior e Caetano
que espera pelo incondicional amor
acima de todas as coisas
sou o que chamam de trouxa
que riem nos bares
que debocham nos salões
converso com o garçom
e confesso que ela não respondeu
compro flores e bombons
para quem não mereceu
viajo distâncias empoeiradas
escrevo cartas e poemas
por um pequeno ponto obscuro
que acredito será luz
sou o último
e jamais me arrependo
Edu Liguori
Vivi tantas loucas nuas viagens
em todas elas você foi vertigem
sonhei mil e uma dunas de areia
que o vento levou pelas semanas
gozei as palmeiras e suas sombras
bebi a água dos beijos imaginários
construí tendas de cotidiano e lar
acreditei no que nunca conquistei
dentre todas as fantasias que vesti
esta virou tatuagem por usucapião
Edu Liguori
em todas elas você foi vertigem
sonhei mil e uma dunas de areia
que o vento levou pelas semanas
gozei as palmeiras e suas sombras
bebi a água dos beijos imaginários
construí tendas de cotidiano e lar
acreditei no que nunca conquistei
dentre todas as fantasias que vesti
esta virou tatuagem por usucapião
Edu Liguori
Um dia fui herói
no outro lama
de passo em passo
ultrapasso a cama
a rua e a estrada
toda essa vida dói
mas que sabor
tem o pouco amor
que por ventura
durou uma temporada
não salvei ninguém
não poupei um vintém
só a gastura
de transbordar
todo meu penar
Edu Liguori
no outro lama
de passo em passo
ultrapasso a cama
a rua e a estrada
toda essa vida dói
mas que sabor
tem o pouco amor
que por ventura
durou uma temporada
não salvei ninguém
não poupei um vintém
só a gastura
de transbordar
todo meu penar
Edu Liguori