#desafio 295
—Tempestade—
E o vento
sopra
saudades.
Vejo as nuvens
de tempestade,
de novo,
sinto estremecer
por dentro,
de frio,
e me acolho.
E quando
o vento chega,
dança
em meus cabelos
soltos.
Com o vento,
embalo
meu corpo
e o sigo,
dançando
de novo.
Vejo os raios
na tempestade
e não me assusto.
As cores
das nuvens
fazem o dia
escuro,
mas eu
acho bonito.
É tarde,
admito…
mas ficarei,
mais um pouco.
Não espero
mais nada,
não culpo
o universo.
Apenas sinto,
sentada aqui…
e me permito.
Observo,
aprecio
e me acolho.
A tempestade
vai passar
e eu
me molho.
MarU
Chorei de uma tristeza infundada
cimentada na história contada
pelos versos de um vida comprida
e cumprida feito cartilha de letras
por estas estrofes e os espantalhos
dos atalhos e caminhos sortidos
que percorri e abracei sem medo
num arremedo sorri e dancei
para logo lagrimar o mar
mesmo nua tua lembrança é distante
um instante que quase esqueci
feito farinha torrada nesta toada
cantei nosso passado amassado
e por fim adormeci sozinho
neste chão que fora benzido
resta perdido apenas um poeta
Edu Liguori
Capítulo 1 de "Um Tour Quase Perfeito": 1
"UM MelinaMelina sai do ambiente climatizado e aconchegante da secretária da universidade Unieras com o peito transbordando alegria."
Leia o capítulo no Literunico: https://literunico.com.br/read-v3/22/chapters/16906
#UmTourQuasePerfeito
#desafio 294
- Sin que me veas...
La boca no habla,
la palabra escrita
Não me revela nada,
creoficciones
en mi cabeza.
Ya no sé
si vivo soñando despierta,
o si morí durando,
en un sueño
y ni lo advierta.
Como é que se sente?
me quedé parada frente a vos,
e não há nada que haga,
que mar forte
para que me veas.
Quizás, emocionada...
yo estuviera equivocada,
y confundí el sentido
con cualquier otra cosa
que no sea la misma.
Con la cabeza baja,
me aparte de tu caminho,
sintiéndome humillada,
Por mim...
- Sim.
La boca que calla,
habla más que mil palavras...
yo yo lo siento.
Sobre tudo,
que perdí a mi amigo.
MarU
Traduzido automaticamente do inglês.
Ver original
#desafio 294
—Sin que me veas—
La boca no habla,
la palabra escrita
no me revela nada,
creo ficciones
en mi cabeza.
Ya no sé
si vivo soñando despierta,
o si morí durmiendo,
en un sueño
y ni lo advierta.
Como alma en pena,
me quedé parada frente a vos,
y no hay nada que haga,
que sea bastante
para que me veas.
Quizás, emocionada…
yo estuviera equivocada,
y confundí el sentimiento
con cualquier otra cosa
que no sea la misma.
Con la cabeza baja,
me aparto de tu camino,
sintiéndome humillada,
por mí misma…
y me retiro.
La boca que calla,
habla más que mil palabras…
y yo lo siento.
Sobre todo,
que perdí a mi amigo.
MarU
Não foi nada…
Só senti saudade. E nem é novidade.
Saudade até das brincadeiras que sempre terminavam em risadas, das cosquinhas das quais eu reclamava só para que você não parasse.
Não foi nada.
Só percebi que a ausência tem um talento cruel de transforma gestos simples em lembranças imensas.
É assim que a gente entende, quase sempre tarde demais, que o que parecia rotina era, na verdade, um privilégio de um beijo roubado, um carinho sem motivo, um abraço que fazia o mundo caber ali.
Mas não era nada, não…
É o que eu repito constantemente para convencer o coração.
Enquanto isso, vou fingindo que esqueci, fugindo do que ainda mora em mim.
Chamando de “nada” aquilo que, era tudo
Mas, agora não é nada
Não.
Nem todo dia é fácil,
tem dias que a única melodia
é o silêncio.
Ele também é necessário
para organizar os obstáculos
de nossa vida.
Valorize o momento de pausa,
existe uma sabedoria oculta nele.
Branca ✍️
#desafio 293
—Meu céu—
No meio da tarde,
parei para respirar,
olhei para o céu…
como eu,
no fundo azul,
entre nuvens brancas,
algumas escuras.
Anunciarão
tempestade?
No peito o aperto
e o desejo:
que não venha agora…
mais tarde.
MarU