Bem-vindo ao Litverso
Você está vendo a versão pública. Entre para publicar, curtir e comentar.
Todas as origens, em ordem cronológica
avatar
@ricardovillardo há 11 meses
Público
avatar
@Cilene há 11 meses
Público
Gol Contra Comecei cedo a faxina decidida a pôr ordem em tudo: no armário, nos papéis, nas fotografias, na poeira dos cantos, no chão do quarto. Uma mancha vermelha escorria do assoalho em um pulso próprio. Fiquei do joelhos e contra-atacamos - éramos um time: eu e o balde, água e sabão. Esfreguei até os nós dos dedos arderem. O líquido pegajoso sumia, mas logo voltava - mais vivo, mais escuro. Substituí os jogadores. Tentamos desinfetante, vinagre, álcool de posto que usava para limpar os espelhos. A cada produto, um breve alívio: o horizonte de uma superfície inócua. Porém, bastava levantar os joelhos e o líquido retornava, insistente, zombando de mim. Exausta, chorei sobre aquele chão. Minhas lágrimas mal se misturaram ao vermelho plasmático. A mancha não desistia. Meu time sucumbiu. Eu, ali, ajoelhada em prece há horas e a mancha cuspia de volta o que eu tentava apagar. Deixei-a. Deitei naquele chão, quem sabe se ignorar, ela vai embora. O vermelho, no entanto, escorreu-se rapidamente para todos os cômodos. A mancha estava vencendo, ela me afogaria contente, ali, sem memória de minha posição fetal. Um jogador que assistia do banco, me ativou uma ideia - completamente desesperada, alucinada, uma última tentativa: um acendedor de velas quebrado na minha cômoda. Convoquei novamente o álcool - definitivamente não era uma partida normal, dava pra substituir as tentativas quantas vezes eu aguentasse. Molhamos a cortina, os lençóis da cama, o abajur, o pufe de crochê feito pela minha bisavó… eu e meu jogador que, esgotado, pediu pra sair. Ah! Mas tinha ainda meia garrafa de Vodka, que não dei conta na noite passada. Substituição! Absolutamente para a sala. Taquei, também, o Gim na cozinha. Obrigada meninos, vocês jogaram muito bem! A torcida na minha cabeça gritava o nome dele. Era chegada sua hora. Já estava fora da gaveta, no aquecimento, sobre a pia. Acompanhei-o até a porta, na beira do campo. Enquanto ele alongava a cabeça, orientei: “vai com tudo, artilheiro”. Risquei o fósforo. O fogo subiu em espirais, queimando madeira, paredes, cortinas, lembranças — queimando também a esperança. Do lado de fora, os vizinhos viam apenas uma casa em chamas. Por dentro, era o meu coração que ardia, e, infelizmente, ainda escorria em meus seios, incapaz de se limpar, condenado a sangrar para sempre. Perdi outra vez. —————————————— Cilene Resende @seria.uma.sereia
avatar
@novidadesliterunico há 11 meses
Público
✨ Henri Alain-Fournier (1886–1914) deixou sua marca na literatura francesa com o romance O Bosque das Ilusões Perdidas, obra que captura a beleza e a melancolia da juventude, dos sonhos e das desilusões. Sua escrita delicada e poética transformou um único livro em um legado duradouro, lembrado até hoje como uma joia da sensibilidade literária. 📚✨ O Bosque das Ilusões Perdidas: <a href="https://www.literunico.com.br/books/1281">Aqui!</a> #HenriAlainFournier #literunico #literatura
avatar
@katleenxavierautora há 11 meses
Público
Foto de Katleen Xavier - Autora em 02 de outubro de 2025.
Traduzido automaticamente do inglês.
Ver original
Photo by Katleen Xavier - Autora on October 02, 2025.
avatar
@tibianchini há 11 meses
Público
Nunca mais Nunca mais o reflexo dos teus olhos Nunca mais o perfume da tua pele. Nunca mais a esperança e euforia De te ver e sentir que és minha metade. Nunca mais a alegria da tua voz, De manhã, cantarolando e sorrindo. Nunca mais a ansiedade no encontro De duas almas buscando a mesma felicidade. Há algo de saudade no inacabado: Nunca foi pouco, mas sempre quis mais; Mas, por mais que queiramos, a vida real Insiste em nos mostrar que é querer demais. Nunca vou te esquecer, nem o que senti, O que sentimos, o que viveríamos... Nunca mais
Últimas respostas
@JuNaiane · há 11 meses
Ai, meu coraçãozinho! Romântico e melancólico, amo isso.
Ver conversa completa
avatar
@marcoshmartinsescritor há 11 meses
Público
EROS & PSIQUÊ Os lençóis queimam sob sua pele. O gozo perverso da espera. Você não entende, apenas quer. O escuro do quarto se enche de minha presença O bater de asas. O estalar do desejo obscuro. O arrebatamento em meus braços. O amante que você não vê. Sente-se apenas carregada aos céus. Ou seria um sonho? Sonho molhado pelo transbordar da taça da volúpia. Suspensa no ar, um balé de sentidos, os olhos fechados. Fechados pelo medo. Medo de ver meu rosto e quebrar o encanto. Não sabendo se quem te possui é um anjo ou um homem. Olhos fechados no êxtase da entrega. O penetrar da carne. O rasgar da alma. O gozo personificado num grito que estremece os pilares do céu. E você se queda, lânguida em meus braços Sente que se esvai lentamente como nuvens em um céu de fim de primavera. Não sabe se está novamente em seu leito ou se singra o éter, ancorada em meu peito. O bater de asas. O desejo satisfeito. O ciciar do vento nos ouvidos traz minha voz: "Eu sou teu deus"
avatar
@julia_mar há 11 meses
Público
--| Wi-fi na Lápide O fantasma, cansado, digitou a senha do Wi-Fi na lápide. O chefe tinha mandado um e-mail urgente sobre a "meta do inferno". — Nem morto tenho paz! — resmungou, vendo a notificação de débito do INSS. O túmulo vizinho tossiu. — Quer uma água-viva? O calor lá embaixo tá de rachar...
avatar
@julia_mar há 11 meses
Público
A Catrina, com seu chapéu elegante e sorriso ósseo, olhou a oferenda. — "Férias não tiradas", Cícero? É isso que você me traz? — A voz era um farfalhar seco. — Desculpe, excelência, o saldo é "intangível"! Não podia deixar o banco de horas expirar, o RH... — Cícero, o esqueleto recém-chegado, tremia. — Você morreu, Cícero! "Morreu!" E ainda se preocupa com a CLT? O único regime que importa aqui é o da mortalha. — Mas o 13º? E a multa rescisória do meu corpo? Sabe, a empresa é... — Cícero! Esqueça os feriados trabalhados. Seu novo feriado é a eternidade. E não tem adicional noturno. Agora, pegue esta calavera de açúcar e relaxe. E não me venha falar em e-Social! Cícero suspirou, um ruído oco, e pegou a caveira doce. Ao menos, pensou, o plano de saúde na vida após a morte parecia melhor. #Assombrações
avatar
@julia_mar há 11 meses
Público
--| Dia dos Muertos — Ai, Mami, não esqueceu o que eu pedi? — A voz vinha de dentro do caixão aberto. — Ay, mijo, claro que não! Trouxe seu taco de língua e o pulque de cactos fermentado — disse Doña Elena, ajeitando a caveira de açúcar na lápide. — De língua? Mãe! Ano passado foi de miolos, esse ano... Não, Mami, o que eu realmente pedi foi o taco de camarão! O que a vizinha fez! — O de camarão era para o seu pai. E ele está quieto, apreciando. Você está sendo ingrato, huesudo! — Ingrato? Eu morri há dez anos, e ainda a senhora tenta me envenenar com miolos e língua! — Querido, não reclame. É o que tem. E, por favor, pare de usar a mortalha como guardanapo. Tem gente olhando! Um suspiro fantasmagórico. O silêncio voltou, quebrado apenas pelo vento e o tilintar das cempasúchil (flores dos mortos). Doña Elena sorriu, pegando o pulque para si. #Assombrações
avatar
@tamarasfawkes há 11 meses
Público
<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/book_covers/HRwk931wSIj8FAJQXEYNFZfirOOPHPH6s1Gp8Z7r.png' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/175' target='_blank'><strong>O Meu Nome é LEGIÃO</strong></a></p></div>
avatar
@tamarasfawkes há 11 meses
Público
[Atualizado em 14/10/2025] Olá, pessoal O Meu Nome é LEGIÃO está R$2 na Loja do Literúnico com o objetivo de facilitar o acesso à esta história =] Ele ficará por esse preço até sair o resultado do Prêmio Literúnico 2025 Ou ainda, baixe gratuitamente pelo Drive: https://drive.google.com/drive/folders/1Zp3ReFnX5pgcg4rwI8dbw8X8uOtZ8XLO?usp=drive_link Aproveite a Promoção! DICA é possível realizar a impressão (92 pg) e distribuição do livro, seja física OU digital [desde que de forma GRATUITA]. Na última página você pode conferir a Permissão Vigente. #PrêmioLiterúnico #FicçãoBrasileira #LivroGratuito #Livrobarato #Leiaumnacional #Ficçãocientífica
avatar
@palavras_e_espadas há 11 meses
Público
Aproveitando que estamos no mês do terror, passo aqui para divulgar meu conto "A Casa de Marte", disponível na Revista Literatura Fantástica Vol. 28! Segue o início do conto para degustação: A CASA DE MARTE A pequena Damiana não sonhava, mas, sempre que fechava os olhos, com um caderno aberto sob sua caneta multicolorida, desenhava as coisas que via. Eram coisas estranhíssimas, que não pertenciam a este mundo, como bibliotecas imensas, cujas estantes davam voltas por corredores em espiral que não tinham fim. Ascendiam rumo a um teto de luz, enquanto embaixo não havia piso, mas um abismo de trevas. Houve uma ocasião em que reuniu toda sua coragem e desceu ali. As estantes, nas profundezas, não eram de metal e madeira, e sim de ossos. Já os livros eram feitos de carne e vasos sanguíneos. Apanhou um deles, cuja capa trazia a imagem de uma cobra constituída de veias e artérias. Aquela serpente pulsava como um coração. Damiana reabriu os olhos. Fora impossível retratar com perfeição o que vira, porém lá estava um desenho, em vermelho, que representava minimamente o que testemunhara. Sua avó Violante talvez fosse uma influência espiritual ou genética – ou quiçá ambas as coisas – que explicava sua natureza. Era uma italiana que não combinava com o estereótipo, pois falava baixinho, era paciente e quase não gesticulava. Mas, como toda avó, adorava contar histórias para a neta. Colocava-a no colo e falava de suas antepassadas. Natural de Benevento, no sul da bota, não se envergonhava de pertencer a uma família de bruxas. A tradição local contava que lá, debaixo de um antigo carvalho, morava uma serpente que era venerada como um espírito guardião. Reuniam-se em volta daquela árvore, portanto, para solicitar refúgio, orientação, proteção, fertilidade na primavera e clemência no inverno, entre outras coisas. Negava ser ela própria uma bruxa. Mas tinha uma coleção enorme de livros a respeito do tema. Quando a velha Violante partiu, os pais de Damiana não demonstraram lá grande respeito por sua memória e enfiaram todos aqueles volumes em caixas que entregaram a um sebo. Seu pai não parecia ter herdado nem uma gota do sangue das bruxas de Benevento. Pelo contrário, achava aquilo uma tremenda bobagem. Talvez porque fosse homem. Apesar que sua mãe era mulher e tinha medo. Talvez porque não tivesse o sangue. Contudo, Damiana salvara um que havia chamado muito sua atenção. Seu título era A Casa de Marte. A introdução explicava que se tratava de um grimório, ou seja, um livro de feitiços. Lembrava bastante o que tinha visto de olhos fechados. Não era de carne, mas era vermelho, com uma serpente que mordia um pomo rubro, e descrevia diversos espíritos pertencentes à esfera do planeta Marte. Tratava, aliás, de evocações de espíritos marcianos, cujas descrições e funções eram fascinantes, com seus nomes sempre começando por letras capitulares maravilhosamente ornadas, que aludiam aos seus aspectos. Bartzabel, tido como o grande espírito planetário, era o mais destacado de todos. A letra B que iniciava seu nome apresentava uma cauda de duas pontas, enquanto a parte de cima da letra era uma cabeça de cobra. Já a ilustração do espírito propriamente dito era a de um anjo vermelho com rosto de serpente. Damiana tinha fechado as pálpebras e o desenho havia assumido uma forma concreta diante dela, com asas de carne nas quais se abriam olhos cujas íris eram fogo, envolvendo pupilas que a refletiam como uma mulher adulta. Sabia ser ela mesma, porém dez anos mais velha. Tinha fechado o livro. Faltara-lhe coragem para entregá-lo ao pai, que teria lhe dado uma bronca. Só que também não queria jogá-lo fora. Limitara-se a guardá-lo, ocultando-o em uma das gavetas do quarto, debaixo de suas blusas (...) Caso tenha gostado e queira lê-lo por inteiro, segue o link para a compra da revista na Amazon: https://www.amazon.com.br/Revista-Literatura-Fant%C3%A1stica-Vol-28-ebook/dp/B0FHDYFFG1 Obrigado!
avatar
@novidadesliterunico há 11 meses
Público
✨ Augusto Cury (1958–) é psiquiatra, pesquisador e escritor brasileiro, reconhecido mundialmente por suas obras que unem ciência, filosofia e reflexão sobre a vida. Autor de best-sellers como Você é Insubstituível e O Vendedor de Sonhos, dedica-se a inspirar autoconhecimento, inteligência emocional e a valorização dos sonhos. Sua escrita é um convite a cuidar da mente e do coração. 📚✨ Você é insubstituível: Este livro revela a sua biografia. Sua autoestima nunca mais será a mesma: <a href="https://www.literunico.com.br/books/1280">Aqui!</a> #AugustoCury #literunico #autoconhecimento
avatar
@igormartinsdemenezes há 11 meses
Público
https://www.catarse.me/oimortalkalymorlivro1Tá vendido este momento? Foi em 2017, no lançamento do 1° livro da TRILOGIA O IMORTAL KALYMOR.E esse livro aí ESGOTOU NAS LIVRARIAS! Agora, ele precisa de seu apoio lá no CATARSE para ser reimpresso! Não há ligação! E aproveite, tambem, a oportunidade de conhecer a origem da saga de Hans Kalymor, apoiando a reedição do primeiro livro da trilogia! Adquira, tambem, o CARD GAME, como HQs e completa sua coleção!
Traduzido automaticamente do inglês.
Ver original
https://www.catarse.me/oimortalkalymorlivro1Tá vendo esse momento? Foi em 2017, no lançamento do 1° livro da TRILOGIA O IMORTAL KALYMOR.E esse livro aí ESGOTOU NAS LIVRARIAS! Agora, ele precisa de seu apoio lá no CATARSE para ser reimpresso! Clique no link! E aproveite, também, a oportunidade de conhecer a origem da saga de Hans Kalymor, apoiando a reedição do primeiro livro da trilogia! Adquira, também, o CARD GAME, as HQs e complete sua coleção!