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@eduliguori há 2 meses
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Você não me percebe embaixo das nuvens somos mortais entre as areias e os sais eu vou e tu vens um dia quem sabe Edu Liguori
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@eduliguori · há 2 meses
Obrigado pelo lindo comentário Ellen
@ellenelowen · há 2 meses
Fiquei nessa imagem de ser mortal entre areia e sal. Tem uma tristeza baixa aí, quase como maré voltando sem fazer alarde.
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@MarU há 2 meses
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#desafio 284 —Arcana— Autoras eternas morrem cedo demais, são infinitas em suas letras. Nisso, no ofício da escrita, sei que sou pequena, e isso talvez me ajude a ir mais longe... na idade. Ninguém se busca nas minhas letras, ninguém cita minhas palavras nem em minha presença. Ninguém leu o que escrevi, nem você, que me inspira todos os dias. Ninguém sabe da minha tristeza. Ninguém pensa: quem terá sido seu amor? Como ela era quando menina? Ninguém sequer imagina quem realmente eu seja. Sou uma ilustre desconhecida. Viverei por muito tempo ainda, não tenho mesmo um público leitor, para ao menos ser esquecida. Escrevo e leio eu mesma o que escrevo, com medo que eu me esqueça. Principalmente quando o coração aperta, na esperança de sentir menos dor. Quem sabe encontrar em meus escritos uma resposta que esclareça, ou reviver na lembrança o ardor que me aqueça. Sem aceitar, enfim, a irrelevância do que sei ser pra você ou pra quem não me lê. E assim, quem sabe, serei longínqua em anos, passarei dos 100 escrevendo poemas arcanos. MarU Marjane Satrapi e Clarice Lispector, mesma idade, na morte 56, em comum a tristeza de ambas. Clarice teve câncer. Marjane, ainda não é clara a causa, só o motivo, que podemos linkar comum. Fiquei pensando, sobre outras mulheres revolucionárias na escrita, que partiram cedo demais, N motivos, mas a melancolia fazia parte do que as identifica. Escrevi um texto, reflexo. Não exatamente sobre elas, mas sobre o ofício de escrever. As ilustres, serão eternas, ainda que venham a morrer cedo demais RIP🥀
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@literunico · há 2 meses
Que texto!
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@eliz_leao há 2 meses
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Ao fechar o olhos, Sinto seu cheiro Seu sussurro em meus ouvidos Sua pele em meus lábios Desliza fácil Úmida, da minha língua Quente das suas paixões Entrelaçado às minhas Deixa o amanhecer nos levar Sempre à La petite mort. Eliz Leão
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@literunico · há 2 meses
Pra sempre apaixonado!
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@MarU há 2 meses
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#desafio 283 —Quatrocentas mil palavras— Quatrocentas mil palavras,
 alinhadas como soldados
 diante de uma guerra
 já perdida. Na linha de frente,
 nada é mais trucidante
 que o silêncio
 que grita
 no reflexo diante do espelho. Esse silêncio 
não é descrito em palavras, 
mas em sentimentos impotentes
 diante das circunstâncias. A vida cala 
e, calando, fala alto 
para que a alma incruste
 no subconsciente a resposta 
e aceite, conformada… que não há o que fazer. MarU
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@MarU há 2 meses
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#desafio 282 —Sóbria— Hoje não teremos vinho. Irei me embriagar das palavras malditas, sorver cada letra em meia taça de decote, até que te derrame do meu peito. Hoje meu leito é frio, como a tua capacidade de esquecer o meu cio, de não ceder a esse desejo vil e permanecer intacto. Hoje, romperemos nosso pacto, como quem goza antes do outro em descompasso e não se importa com o chamado em pulso, que clama ao ápice em conjunto. Virando-se para o lado. Hoje, prometi te tirar da minha cabeça. Mentirei para mim mesma, como fiz ontem, cruzando forte as minhas pernas, fluindo e escorrendo entre as frestas o que não controlo. Assumo. Hoje, queria que fosse ontem e com a garrafa de vinho aberta, te beber entre cobertas, embriagada de amor, embalados por músicas bregas, cavalgaríamos toda a noite, entrelaçados sem pudor. Quem dera ontem não tivesse acabado e dos sonhos hoje eu não tivesse despertado. Quem dera estivesse ainda embriagada. Mas não vou beber hoje sequer uma taça, amortecendo o desejo no fundo de uma garrafa, tingindo meus lábios de rubi, exalando o hálito perfumado de uva, fermentando na saliva a quentura que te convida a viver. Esta é outra noite tediosa. Estou sóbria e lúcida, sem você. MarU
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@MarU há 2 meses
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#desafio 281 —Questão— Mar profundo no oceano dos seus olhos, mais uma vez mergulho, me molho… sozinha. Te busco e não encontro. Como poderia a tempestade me ver? Na imensidão deste mundo, sou mais um ser vagabundo com coragem de viver. Por mais que me molhe, a água fria em minha pele quente escorre. Dissolvo, crente, que parte de mim mistura-se à água, mas não serei tempestade nem assim, nem serei chuva, molhada. Trovões são música, conversa metafísica, mensagens escondidas em raios e nuvens escuras. Não são raios de sol, mas a luz da lua me reflete um pouco de brilho. Que, translúcida, interpreto sem entender… e cismo serem seu toque de carinho comigo. Aqueço um pouquinho… Recebendo as migalhas de um divino ser, ou não ser. Eis aí minha questão com você. MarU
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@eduliguori há 2 meses
Público
Ser poeta é imaginar vidas que não existem construir sonhos em nuvens brancas viajar nas brisas de verão voar entre as folhas e pétalas do jardim cair em poços escuros se afogar na lama densa e mais uma vez sorrir porque ser poeta é simplesmente nunca desistir Edu Liguori