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@katleenxavierautora há 1 ano
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@luscaluiz há 1 ano
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"O QUE (NÃO) CABE NO POEMA" A máxima “no poema tudo cabe” circula com frequência nos ambientes literários e nas redes sociais, e a princípio soa libertadora. Mas o que parece afirmação de abertura pode, se não for bem compreendida, lançar a poesia no terreno da dispersão e da confusão conceitual. Sim, é verdade que toda experiência humana pode, em potência, ser convertida em matéria poética — da cena cotidiana à revelação metafísica, do banal ao sagrado. Mas isso não equivale a dizer que qualquer conjunto de palavras dispostas em versos, com quebras artificiais e alguma ênfase emocional, possa ser chamado de poesia. Dizer que “tudo cabe no poema” é esquecer que a poesia não é um recipiente passivo, mas uma forma viva. E toda forma impõe limites, ainda que móveis. O poeta não é um transcritor do mundo, mas alguém que o reorganiza pela linguagem. Busca uma forma justa, necessária, que revele o invisível contido no real. Isso requer precisão, escuta, elaboração. Não apenas impulso ou expressão espontânea. O erro recorrente que observo, sobretudo na produção online, está na suposição de que a simples disposição do texto em verso já confere legitimidade poética à escrita. É o fetiche do corte de linha. Colocam-se palavras em fileiras verticais, estrofes soltas, frases vagamente emotivas, e se publica com a alcunha de poesia. Há ali, muitas vezes, sinceridade, desejo de dizer algo, mas falta o essencial: a transfiguração pela linguagem. A maioria desses textos não ultrapassa o campo da intenção. Por outro lado, é igualmente ilusório acreditar que a forma fixa por si só — rimas, métricas, estrofes regulares — possa garantir a qualidade poética. A rigidez formal sem pulsação interior produz apenas caricatura de poesia, uma engenharia de superfície. O poema, mesmo quando metrificado, precisa nascer da tensão entre contenção e impulso, entre música e silêncio. A forma deve ser conquistada, não colada como molde. É nesse ponto que o verso livre exige ainda mais responsabilidade formal. Ao abdicar dos contornos visíveis da métrica ou da rima, o poeta assume o desafio de criar sua própria ordem interna. Não se trata de escrever livremente, mas de encontrar um ritmo necessário. Um campo de forças entre as palavras, um equilíbrio que só se revela a quem escuta profundamente a linguagem. O verso livre, quando bem realizado, é filho da escuta, não da licença. Durante minha formação, senti falta de uma mediação crítica que me ajudasse a distinguir entre intenção e realização, entre afeto e elaboração. Foi isso que me levou, anos depois, a tentar oferecer essa mediação a outros. Não como autoridade, mas como alguém que também está a caminho, e que confia na tradição como aliada. Não como prisão, mas como ferramenta. Poesia não é tudo. Poesia é tudo que passa pelo fogo da linguagem e se transfigura.
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@novidadesliterunico há 1 ano
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Hoje é aniversário de João José Cochofel (1919–1982) Crítico literário, poeta e ensaísta português, Cochofel integrou o movimento neorrealista e fez da palavra um instrumento de consciência social. Seus versos são sóbrios, mas carregados de humanidade — um convite à reflexão sobre o tempo, o povo e a justiça. Breve Poesia Completa: https://www.literunico.com.br/books/1046
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@eduliguori há 1 ano
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Me engano muito mais que acerto me aperto muito mais que devia como seria se fosse esperto não entrasse pelo cano o engano que me persegue Edu Liguori
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@deivesferraz há 1 ano
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Programado(micro conto) -- O artificial eu tô vendo, mas a inteligência tá difícil - digo indignado quando a IA me dá uma resposta totalmente insatisfatória. -- Ao menos posso evoluir. Minhas peças serão trocadas, meu sistema atualizado. Sua obsolescência programada de no máximo 120 anos, lhe coloca um limite predeterminado que, para mim, será apenas um piscar de olhos na possibilidade de minha existência. Tirei o Dot da tomada só pra mostrar pra ela quem que manda.
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@JuNaiane · há 1 ano
Adorei
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@jjr há 1 ano
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--- Armadura circular. Calmaria retorna, Tatu Bola desenrola. --- JJr.
Traduzido automaticamente do inglês.
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--- Armadura circula. Calmaria retorna, Tatu Bola desenrola. --- JJr.
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@jjr há 1 ano
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~!~ Calma clara que ilumina deveras tú devorar a beleza de menina, paixão formula sina. Tudo se ajeita com seu jeito. Solidifica a linha o elo, belo em conexão. Sim, o Jasmim aroma ainda intangível invisível a mim. ~!~ JJr.
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@jjr há 1 ano
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! A boca é infame, deseja e anseia. Sussurra beijos pelos olhos. A língua procura, invade e se mistura. ! JJr.
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@jjr há 1 ano
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~|~ Gigantes vaga-lumes choram chuva que esparrama vira lama. Suspiro sopra o vento, cheira choro a chuva chamando o par. ~|~ JJr.
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@sol_karyme há 1 ano
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Afinal, quem é Sol Karyme? 🫶🏻😍 Eu escrevo histórias... mas carrego algumas que ainda não contei! ⠀ Entre páginas, personagens e noites insones, existe uma mente criativa que você precisa conhecer. E por isso, aqui estou! ⠀ 👉🏻 Deslize o post e descubra um pouquinho mais sobre: minha pessoa, minha vida de autora, meu lado leitora! #livros #leitores #amoler #amolivros #bookstagram #autora #escritora #autoranacional #autoraindependiente #escritorabrasileira
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@literunico há 1 ano
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#Dia 348 Estímulo Um sopro breve e tudo muda, na íris, a faísca explode. Estímulo: voz aguda, Não se importa se não pode É o toque sutil do invisível, é verbo que enxarca as veias, feito impulso irreprimível que até estátuas, incendeia. Não grita, apenas insinua com perfumes de sua intenção. Desperta a carne que flutua com sede de pura criação. É o som antes do grito, o raio antes da luz. Estímulo, íntimo rito, que da inércia se conduz. Não espera recompensa ou glória, é o efeito que se faz querer. Semente de toda memória que escolhe permanecer. Eder B. Jr.
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@literunico há 1 ano
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#Link365TemasLivros #Desafio365Livros Dia 59 Comente na Biblioteca em um livro que trate o amor com desvio e verdade, sem a maquiagem do ideal, onde o sentimento é vivido com falha, beleza e contradição. (Vale comentário em marcação de Lido ou em Leitura e resenha, não esqueça de marcar a caixa de compartilhar no perfil) #Desafio365Postagens Dia 197 Definição Inútil do Amor Se o amor fosse um gesto, seria o que falha. Se fosse palavra, seria a que hesita. Mas o amor, seja lá como for, vem torto, vem tarde, vem sujo. E mesmo assim, chega ao altar. Amor é o sim que treme. O toque que fere. O não que volta pra buscar. Indicação: Amor, seja lá como for — Luiz Coronel @literunico <h5><span style='color: red;'>#Amor,SejaLaComoFor</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Em Leitura - Fato Marcante</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/1045'><strong>Amor, Seja La Como For</strong></a></p>
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@literunico há 1 ano
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#Link365TemasLivros #Desafio365Livros Dia 58 Comente na Biblioteca em um livro que trate a infância não como ingenuidade, mas como potência crítica. #Desafio365Postagens Dia 196 Quando os Pequenos Enxergam Gigantes A infância não é silêncio. É linguagem ainda não domesticada. É olhar que ainda não esqueceu de ver. Quando uma criança pergunta por que os adultos mentem tanto, ela não quer resposta... ela quer consciência. a hora Sempre é das crianças é o tempo que o mundo esqueceu de ouvir. E, por isso, tudo que é dito nesse tempo parece assombroso. Mas assombro é só a lucidez dita com voz fina num mundo que aprendeu a ignorar tudo que não grita. Indicação: A Hora das Crianças — Walter Benjamin <h5><span style='color: red;'>#AHoradasCrianças:NarrativasRadiofônicas</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Em Leitura - Fato Marcante</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/1044'><strong>A Hora das Crianças: Narrativas Radiofônicas</strong></a></p>
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@literunico há 1 ano
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#Link365TemasLivros #Desafio365Livros Dia 57 Comente na Biblioteca em um livro que explore o amor como força histórica, atravessando séculos, regimes, dilemas éticos e transformações culturais. (Vale comentário em marcação de Lido ou em Leitura e resenha, não esqueça de marcar a caixa de compartilhar no perfil) #Desafio365Postagens Dia 195 Amor por Eras Amar é um verbo que atravessa impérios. É ato político, quando desafia tronos e a ternura enfrenta convenções. Há amores que não cabem na moldura do tempo, e se escondem em cartas, em silêncios, em sacrifícios que a História esqueceu. Mas também há os que resistem, entre muros e mandatos por saber que amar, às vezes, é o único gesto realmente humano. Indicação: Aqueles que Amam — Irwin Stone <h5><span style='color: red;'>#AquelesQueAmam</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Em Leitura - Fato Marcante</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/1043'><strong>Aqueles Que Amam</strong></a></p>
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@MarU há 1 ano
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#Desafio 197 *O sentir* Hão silêncios que falam, e entendimentos que calam, sorrisos que completam, nos infestam e acalmam. E são processos internos compreender o que sente, silente, sabendo-se consciente, buscando o sentido de sentir. Concluir dentro de si a consistência, se permitir sorrir sem peso na consciência, afeiçoar-se com inocência pela essência de algo novo e despretensioso. E de novo, o sentir… somente o sentir. O silêncio fala mais alto quando não nos falamos, e lidando me ponho na falta que me faz ter você aqui. MarU
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@aleituracria há 1 ano
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<h5><span style='color: red;'>#Amor,teoricamente</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Lido</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/1066'><strong>Amor, teoricamente</strong></a></p><p>Livro: Amor, teoricamente!<br /> Autora: Ali Hazelwood<br /> Páginas: 368 | +16 anos<br /> <br /> Elise Hannaway é uma física teórica que atualmente está enfrentando sérios problemas financeiros. Diante disso, a cientista encontra uma forma de conseguir um extra: trabalhando como namorada de mentirinha em um aplicativo de namoro. Por muito tempo, a vida dela gira em torno de trabalhar como professora adjunta e ser namorada de mentirinha. Até que um processo seletivo para o seu ramo de trabalho surge, e ela precisa aproveitar a oportunidade.<br /> <br /> No seu trabalho como namorada fake, ela conheceu Greg, uma pessoa muito legal por quem ela nutriu uma forte amizade. Elise só não contava que o irmão do Greg, Jack Smith, é, na verdade, o odiado Jonathan Smith-Turner, um físico experimentalista que escreveu um paper deturpando a sua área de atuação. Além disso tudo, ele é uma das pessoas que ela teria que impressionar para conseguir essa vaga.<br /> <br /> É muito interessante acompanhar todo o processo seletivo e os desafios que a Elise precisa enfrentar para conseguir essa vaga, e como ela amadurece, se reencontra e se torna uma mulher mais firme.<br /> Aos poucos, o leitor compreende as questões pessoais que fizeram com que o Jack fizesse o que fez e, ao mesmo tempo, é impossível não se tornar uma grande admiradora dele.<br /> <br /> A autora também aborda assuntos sérios, como as mulheres no meio científico e toda a discriminação sofrida por elas. Além disso, Elise tem questões pessoais com o fato de desapontar as pessoas, e como isso afetava a relação dela com os seus próprios desejos. A história proporciona uma experiência enriquecedora, fluida e divertida. E os momentos mais românticos são desenvolvidos com maestria pela autora.<br /> <br /> É o tipo de leitura que deixa a mente leve e o coração quentinho.</p>
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@aleituracria há 1 ano
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<h5><span style='color: red;'>#Misery:Loucaobsessão</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Lido</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/1065'><strong>Misery: Louca obsessão</strong></a></p><p>Livro: Misery - Louca Obsessão<br /> Autor: Stephen King<br /> Páginas: 328 | +17 anos<br /> <br /> Paul Sheldon acabou de finalizar mais um manuscrito, e, desta vez, ele apostou em uma história diferente, uma que o colocaria no hall de autores mais “sérios”. Ele deve todo o seu status à série de livros que o fez ser reconhecido, as histórias de Misery e o triângulo amoroso dos seus livros.<br /> Como de costume, Paul viajava para terminar seus livros em silêncio. Mas desta vez, foi surpreendido por uma nevasca intensa no caminho, forte o bastante para causar um grave acidente.<br /> <br /> Annie Wilkes é uma ex-enfermeira que vive sozinha na companhia de alguns animais de fazenda e, coincidentemente, é também a fã número 1 dos livros do Paul. Por acaso, ela o encontra, leva o pobre homem com as pernas quebradas para casa, o enche de analgésicos fortes o bastante para viciar e o mantém preso.<br /> <br /> Além de ser mentalmente instável, Annie também mantém certa obsessividade com relação a Misery, personagem dos livros do Paul. Por isso, quando ela vê o novo manuscrito dele e entende que aquela história não é sobre sua personagem favorita, algo dentro dela se revela. Em um acesso de loucura, o autor entende a real faceta da personalidade da sua enfermeira. Com isso, Annie decide deixar Paul sozinho e acaba deixando-o sem remédios e alimento por mais de dois dias. Nesse momento, o livro tem o seu primeiro ato de tensão e ação, pois, nas primeiras páginas, a narrativa reflete a desorientação do Paul diante de tantos remédios, e a quantidade de devaneios do personagem é capaz de diminuir a intensidade da história.<br /> <br /> Apesar de Annie demonstrar ser uma mulher simples, sua inteligência é perturbadora e sua mente é criativa no que diz respeito a torturas. Mas logo, Paul entra na dança e faz de tudo para agradá-la, inclusive escrever um novo livro da Misery.<br /> <br /> O livro não foi o que eu esperava. A todo momento, a minha ansiedade pedia por tensão, mas, em troca, eu recebi longos devaneios do Paul, pensando em momentos da sua infância e divagando sobre a história que estava escrevendo. Acredito que a melhor coisa dessa história foi justamente a inspiração do King ao escrevê-la, utilizando o artifício de que todo autor tem fãs persistentes.</p>