Tarde quente, abafada
E eu aqui imersa
Em meu sonho primaveril
A aguardar a chuva
Como quem procura
Um oásis em meio ao deserto
Se pelo menos eu tivesse
Você aqui por perto
Minha vida em cores
Se converteria
E meu deserto enfim
Flores(seria)
Jusley Naiane
Naquele dia
naquela noite
de uma segunda
tudo parou
por um segundo
nada se moveu
ninguém nasceu
ninguém morreu
naquele dia
houve silêncio
era o fim
ou o início
Edu Liguori
Bom dia pra quem é do dia
Boa noite pra quem é da noite
Hoje vou falar um pouco sobre os personagens e os processos na criação do segundo livro da saga Nexum, continuação d Memento Mori
Em Chaos, vamos descobrir um pouco mais sobre como esse caso caiu nas mãos de Tatiana, e como vai rolar a investigação para desvendar quem tentou matar a nossa protagonista
Se nem você sabe o que realmente quer, como espera que alguém te ajude?
Nessa incerteza, tudo o que fizerem para te ajudar será em vão, e nada te agradará ou lhe será realmente útil.
#Bom dia
Palavra do dia:
#𝔻𝕖𝕤𝕔𝕠𝕟𝕙𝕖𝕔𝕚𝕕𝕠
Frase do dia:
“Nada ocorre na natureza de forma isolada. Cada fenômeno afeta outro e é, por seu turno, influenciado por este.” — Friedrich Engels
Aniversariantes de hoje, 28 de novembro:
Friedrich Engels, filósofo alemão e cofundador do marxismo
Carla Diaz, atriz brasileira
Tiago Iorc, cantor e compositor brasileiro
Karen Gillan, atriz escocesa
Opiniões pessoais:
1 - Graças para quem?
2 - Não haveria soldado desconhecido se não houvesse guerra.
#Dia 211
Epifania
Ela clareia.
Um rasgo na noite.
Abre.
Como flor que explode.
Ela sussurra.
Como uma voz antiga,
Diz:
"Olha além."
De súbito,
os passos param.
A alma,
antes pesada,
levita,
num espelho de luz.
É a Epifania.
O instante que propaga,
Que renasce.
Que rompe.
Por entre o caos,
Sua ordem penetra:
"Segue."
E cada um,
parte do todo,
enxerga.
Eder B. Jr.
>> Grupo Seleto
E sempre a mesma roda
E a insistência de que ela gira
E que difere da inventada a “mileanos” atrás
E sempre os mesmos rostos
Caricatos, pomposos
Diplomados com os mesmos gostos
Insosso, penoso, custoso
As falas divergem por capricho
Insistem até convergirem no lixo
Esgoto instalado no encosto prolixo
Na morada do eterno e mesmíssimo bicho
É fogo!
Um gozo de prepotência
De mais alta “consciência”
Até chamam de ciência
A arte de inventar incalculáveis meios
Pra ressignificar a mesma roda outra vez
A Perfeição da #Poesia
Busquei no verso a simetria,
O compasso exato do som,
Quis fazer da métrica, harmonia,
Numa essência de ordem e tom.
Tratei a rima com precisão,
Cada palavra pesava na balança,
Quis fazer da escrita a perfeição,
Onde até o erro fosse esperança.
Geométricamente criei suas linhas,
Busquei o ângulo do encantamento.
Mas na busca, a ausência se alinha
Num vazio sem vento ou movimento.
Filósofando palavras imperfeitas,
Medi o peso de cada emoção.
Mas a poesia acabou desfeita,
Quando engessada pela razão.
Pois poesia não cabe no molde,
Nem na régua do que é ideal.
Não tem fórmula que se resolve
É o grito livre do natural.
Então, desisto...
Não quero o perfeito
Deixo o verso correr perdido
Pois a poesia vive sem conceito,
E a completude é seu único roteiro.
Eder B. Jr.
O universo precisa saber que você deseja
Haja com determinação
Não somente espere a transformação
Comece hoje
Faça do detalhe oportunidade!
Você merece o melhor.
Branca
>> E O SAPO VIROU PÓ
Os ponteiros apontam,
Os canteiros afrontam,
A paz é tão bela,
Mas tá sempre em trégua
A ordem natural
É a desordem sem igual
Receios,
Que nada se mude
Ilude,
Em lotes pré-moldados
Recreio,
É uma vida paralela
Um beijo,
E o príncipe vira um sapo
Que feio…
Rodeios onde levam,
Morteiros, quem elevam
A jovem cinderela
Não reconhece a régua
A corte é tão banal
E o corte é sempre igual
Feridas,
Avenidas em aberto
Falidas,
Até o carnaval
Benditas,
As putas no jornal
Vendidas,
Todas as almas no final
Que feio…
E o sapo virou pó
Feito o sapatinho de cristal
Estou em estado de sítio
não me reconheço sozinho
apesar de gostar de ficar só
mas não vivo bem, sem um nó
Preciso de um horizonte
um caminho que me atraia
é esse cultivar que me falta
sem ninguém, não há flores
A maturidade me deu serenidade
não mais enlouqueço ou desespero
mas a solidão é monotonia
é mar sem onda, sem aves
Não estou procurando barulho
pelo contrário, silêncio
quero aconchego, carinho
não há mais espaço para dor
Sozinho, fico vivendo
percorrendo o tempo
percebendo desvios e sorrisos
que estão por aí, soltos
Acaso ou destino
não importa, não tranco a porta
vou deixar sempre aberta
e esperar você entrar
Edu Liguori
Entre cacos de vidro
opacos e sangrentos
pés desnudos perdem
a dignidade e a cor
são pés de quem segue
nas sombras da solidão
feridos e sujos são pouco
perante a dor e a rua
sem saída nua e crua
o som rouco dos escapamentos
os assentos sem chão
nada que se apegue
só tristeza e a dor
mesmo que neguem
todos os ventos
são o nosso anoitecer
Edu Liguori
Boa tarde!
Sejam todos bem-vindos!
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Gentes 😊
Deixando aqui pra quem quiser ler os primeiros capítulos da nova investigação de Lucila, Mayara e Raul.
Encruzilhada Lua em Chamas.
Boa leitura!
#epub
Beija-me antes,
deste breve
e efêmero instante.
Beija-me antes,
que as densas nuvens
façam chover aqui,
dentro de mim.
Beija-me antes,
que eu anoiteça,
e perdida entre sombras
tudo em mim escureça.
Beija-me antes,
que eu me perca
entre confusos caminhos,
que me levem pra longe de ti.
Beija-me antes,
que amanheça enfim
e eu não mais esteja aqui.
Beija-me sem pressa,
Mas beija-me antes,
de partir.
Jusley Naiane