Broquéis: Regina Cœli Broquéis · Capítulo 11 de 53
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Broquéis: Regina Cœli

Regina Cœli

Ó Virgem branca, Estrella dos altares,

Ó Rosa pulchra dos Rosaes polares!

Branca, do alvor das ámbulas sagradas

E das niveas camelias regeladas.

Das brancuras da sêda sem desmaios

E da lua de linho em nimbo e raios.

Regina Cœli das sidéreas flôres,

Hostia da Extrema-Uncção de tantas dôres.

Ave de prata e azul, Ave dos astros...

Santélmo accêso, a scintillar nos mastros...

Gondola ethérea de onde o Sonho emérge...

Agua Lustral que o meu Peccado aspérge.

Bandolim do luar, Campo de giésta,

Egreja matinal gorgeiando em festa.

Arôma, Côr e Som das Ladainhas

De Maio e Vinha verde d'entre as vinhas.

Dá-me, atravez de canticos, de rézas,

O Bem, que almas acérbas torna illésas.

O Vinho d'ouro, ideal, que purifica

Das seivas juvenis a força rica.

Ah! faz surgir, que bróte e que florêsça

A Vinha d'ouro e o vinho resplandêsça.

Pela Graça immortal dos teus Reinados

Que a Vinha os fructos desabroche iriados.

Que fructos, flôres, essa Vinha bróte

Do céo sob o estrellado chamalóte.

Que a luxuria poreje de aureos cachos

E eu um vinho de sol beba aos riachos.

Virgem, Regina, Eucharistia, Crœli,

Vinho é o clarão que ao teu Âmor impélle.

Que desablrócha ensanguentadas rosas

Dentro das naturezas luminosas.

Ó Regina do Mar! Cœli! Regina!

Ó Lampada das naves do Infinito!

Todo o Mysterio azul desta Surdina

Vem d'estranhos Missaes de um novo Rito!...

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