Capítulo 2: Disputa! O Golpista Profissional · Capítulo 2 de 10
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Capítulo 2: Disputa!

Capítulo 2

Disputa!

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Segunda-feira de manhã chegou num piscar de olhos para Melissa, que desde muito cedo entrou numa reunião cansativa e maçante com os principais gerentes da empresa. No entanto, para sua alegria, as empresas filiais situadas em outros estados tinham obtido um bom lucro. A venda de materiais esportivos tinha aumentado e a nova marca lançada tinha alavancado o nome da empresa ainda mais no ramo que era bem concorrido. Na parte da tarde, a reunião com os diretores foi menos tranqüila, muito diferente da anterior, pois teve até demissão por conta de um desfalque financeiro feito por um dos diretores, que colocou a culpa em seu assessor, o qual foi inocentado depois de uma exímia investigação.

No final da tarde, já se sentindo mais leve, Melissa mandou chamar a gerente de recursos humanos para discutir a contratação de um assessor urgente para ela. Não demorou muito para Amber Gregory entrar no escritório da loira com alguns currículos em mãos.

— E então, conseguiu encontrar alguém para substituir Leonore? — pediu Melissa, séria.

— Bem, eu já fiz a seleção de algumas pessoas que me mandaram seus currículos. Dos trinta interessados na vaga, escolhi quatro para entrevistar pessoalmente amanhã de manhã — replicou a morena, sentando-se de frente a sua chefa.

— Ótimo! Mas quero que você me chame, pois pretendo conversar com essas pessoas também.

— Você não confia na minha escolha? — perguntou Amber, incomodada, pois Melissa nunca interferiu nas suas seleções antes.

— Não é isso, senhorita Gregory, eu só quero escolher bem a pessoa que vai passar a semana inteira trabalhando junto comigo e ela tem que me passar segurança e confiança.

— Entendi... então você não gostava da sua antiga assessora? Saiba que a escolhi entre os melhores candidatos! — Tentou se justificar a morena, fazendo a loira ficar impaciente com aquela conversa.

— Isso, eu sei! Mas Leonore deixava a desejar em muitas coisas. Por exemplo, depois de um ano de trabalho, ela começou a se atrasar quase todo dia e sempre vinha com desculpas esfarrapadas e mentirosas! Você sabe que odeio isso. — Gesticulou Melissa para depois cruzar os braços.

— Sim, senhorita Rakers! Eu lhe entendo. Marquei para eles virem às dez da manhã.

— Excelente! Irei amanhã até a sua sala um pouco antes desse horário. Está dispensada — murmurou a loira voltando a pegar um papel de cima da mesa.

— Combinado... estarei te esperando. Até amanhã.

Após a saída de sua funcionária, Melissa suspirou aliviada, pois já estava sem paciência para aturar a teimosia de Amber, afinal quem era a chefe ali era ela e também a pessoa que decidiria a quem contratar.

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No dia seguinte, o tempo em Chicago estava nublado, a temperatura se encontrava perto dos 19 graus, típica do outono. A mudança da cor das folhas das árvores dava um ar especial à cidade, tanto para as pessoas que moravam lá, como também para os turistas que ficavam encantados com tamanha beleza. Aquela metrópole tinha uma energia acolhedora e misteriosa, que fazia a maioria das pessoas se sentirem bem ao terem um contato pela primeira vez com ela.

Mark Willians chegou a Chicago uma hora antes da entrevista de emprego na Everesty G. Jump. Escolheu se hospedar num hotel próximo à empresa, pois não era a primeira vez que ele vinha àquela cidade — já tinha estado lá várias vezes junto com sua ex-esposa, que tinha parentes ali, só esperava não cruzar com nenhum na rua ou no trabalho.

Rapidamente, Mark deixou suas malas na suíte que tinha reservado no Grand Hotely e depois seguiu a pé até o prédio da Everesty G. Jump, onde não demorou a chegar, ingressando em passos largos no hall da recepção, que era muito bem decorada nas cores preto e branco, passando a idéia de sofisticação.

De imediato o moreno avistou uma linda loira sentada próxima a um balcão de mármore preto, atendendo ao telefone, enquanto uma morena de beleza peculiar conversava com algumas pessoas liberando a passagem delas para os elevadores, onde estavam dois seguranças atentos a tudo.

Grace, ao encerrar a ligação, depositou o telefone sem fio na sua base e ligeiramente fitou um homem muito bonito vindo em sua direção, até o jeito dele de andar era sedutor.

— Bom dia! Como posso ajudá-lo? — questionou a moça com um sorriso.

— Bom dia! Eu vim aqui para uma entrevista de emprego. Me chamo Mark Willians — replicou, sério.

— Ah, sim! A senhorita Gregory deixou seu nome aqui na recepção, porém, antes de você subir, preciso verificar a sua identidade. Por favor, poderia me dar um de seus documentos para eu ver?

— Mas claro, está aqui — murmurou o moreno, entregando sua carteira de motorista para a mulher olhar.

— Obrigado — Grace agradeceu, verificando rapidamente a autenticidade do documento e o devolvendo a Mark, que sorriu.

— Então, posso ir?

— Claro! O RH fica no terceiro andar. A secretária vai orientá-lo quando você chegar lá. A propósito, eu lhe desejo sorte, querido! Espero que você consiga o emprego e venha trabalhar conosco. Estamos precisando de homens bonitos como você aqui na empresa. — Piscou a loira, voltando a sentar na sua cadeira.

— Obrigado, moça, você é uma pessoa sensata. — Sorriu de canto, convencido, e caminhou em direção a um dos elevadores, onde entrou.

Quando a porta do elevador se abriu, Mark se deparou com uma recepção bem organizada; quadros de flores nas paredes e poltronas de couro marrom. Um pouco distante dali, duas mulheres tomavam café e olhavam pela janela. Provavelmente eram suas concorrentes, pois não pareciam estar acostumadas com aquele lugar, então resolveu se aproximar delas, porque queria estudar um pouco sua concorrência.

— Bom dia! Vocês trabalham aqui? — pediu, fingindo estar meio perdido.

— Bom dia! Não, nós viemos para uma entrevista de emprego — respondeu a mulher morena.

— Eu também vim para uma entrevista com a gerente do RH, a Amber. E vocês?

— Que coincidência! Acho que estamos disputando a mesma vaga! — replicou Izzy, terminando de beber seu café.

— Que vença o melhor..., mas acho que temos mais um concorrente. — Apontou Mary para um homem loiro que se sentava numa das poltronas.

— Digo o mesmo, porém vocês não têm chance nenhuma contra mim — sussurrou Mark, aproximando-se de seu rival, que lhe pareceu quieto demais, e acomodou-se ao lado dele.

Para a estranheza do moreno, o rapaz não lhe dirigiu o olhar, o ignorou como se ninguém estivesse perto dele. Aquilo deixou Mark um pouco nervoso, pois não gostava de inimigos que escondiam suas intenções.

*****

Enquanto isso, Melissa arrumava sua mesa e guardava alguns documentos que estava lendo dentro de uma gaveta, para então se levantar e caminhar para fora de seu escritório indo até o elevador, que para sua sorte encontrava-se aberto. Adentrou-o.

A loira não demorou em chegar ao terceiro andar, que estranhamente estava quieto demais. Ao se aproximar de alguns candidatos sentados, Melissa sentiu um perfume masculino que chamou sua atenção. Curiosa, olhou para o rosto deles e se surpreendeu com o charme de um, que lhe encarou por um breve momento. No entanto, para não parecer indiscreta, desviou o olhar e ingressou rapidamente na sala de entrevistas, onde encontrou Amber lhe aguardando.

— Bom dia, Melissa! Posso pedir para a primeira candidata entrar? — perguntou a morena, ajeitando o currículo de Izzy que estava em sua mão.

— À vontade, Amber. — Gesticulou a loira acomodando-se numa cadeira que ficava na ponta da mesa.

A entrevista da primeira concorrente à vaga foi rápida, até sem graça para Melissa, que não achou nada de interessante em seu currículo que a fizesse querer contratá-la, além disso a conversa não rendeu muita coisa. Mary, que foi a segunda entrevistada, tinha muito experiência e uma boa desenvoltura na hora da conversa, e isso deixou Melissa interessada em contratá-la. O terceiro entrevistado foi Jason, que era muito tímido, e, infelizmente, para trabalhar para ela, ele não tinha o perfil.

Mark foi o último a ser chamado, no entanto a entrevista dele foi a mais demorada de todas, pois ele tinha um bom papo e desenvoltura, chamando a atenção de Melissa, a qual ficou encantada com o moreno. O currículo dele era simples, por conta da pouca experiência, porém o jeito como ele se portava e demonstrava interesse em aprender coisas novas a fazia querer contratá-lo e lhe dar uma chance ali na empresa. Após Mark sair da sala de entrevista, Amber cruzou os braços e resolveu ver a opinião de sua chefe, que a encarava pensativa.

— Então... podemos contratar a Mary? — perguntou a gerente do RH.

— Na realidade estou dividida entre a Mary e o Mark.

— Só podemos contratar um deles e acho que o Mark, em comparação com a Mary, tem pouca experiência — opinou Amber.

— É, mas eu gostei dele. Acho que Mark pode aprender muita coisa e também contribuir bastante no cargo de assessor. Para não ter brigas, vamos testar hoje à tarde como eles se portam diante de uma reunião com o departamento comercial da empresa. O relatório que eles irão me fazer após a reunião que vai definir quem irá ficar com a vaga — argumentou Melissa.

— Como você quiser. Então no final quem vai decidir é você... Mas, mesmo assim, eu quero que você leve em consideração minha opinião profissional.

— Prometo que levarei em consideração. Agora irei voltar para o meu escritório, pois vou pegar minha bolsa e sair para almoçar. Enquanto isso, você conversa com os candidatos e explica como ficou a seleção.

— Certo! — anuiu Amber, chateada, pois não gostava de ser contrariada em suas decisões, nem mesmo pela dona da empresa.

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