Capítulo 6: Sedução Perigosa
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Na manhã seguinte, Melissa chegou mais cedo à empresa. A brisa de Chicago estava fria, mas não o suficiente para esfriar os pensamentos que corriam em sua mente. Desde o dia anterior, algo nela se sentia estranho, havia um misto de inquietação e atração. Mark não saía de sua cabeça.
Ela tentou ignorar, racionalizar. Mas não adiantava.
Assim que Melissa entrou em sua sala, encontrou um pequeno buquê de tulipas amarelas sobre a mesa, com um cartão:
“Para um novo começo. Que sua semana seja leve e cheia de conquistas. – M.W.”
Melissa sorriu, surpresa. Era discreto, elegante... e muito perigoso.
Amber entrou segundos depois.
— Bom dia! Vi que chegou cedo. E que já recebeu flores...
— É um gesto simpático de um novo funcionário — disfarçou Melissa, guardando o cartão dentro da gaveta com um sorriso contido.
— Espero que continue sendo apenas isso — retrucou Amber, direta, antes de sair da sala.
Melissa suspirou fundo. Ela precisava manter o controle. Mas por dentro, estava longe disso.
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Mais tarde, após uma longa reunião com investidores externos, Melissa chamou Mark à sua sala para discutir um novo projeto de parcerias com lojas esportivas internacionais.
Ele entrou com uma pasta em mãos e um sorriso nos lábios.
— Me chamou, chefe? — brincou com um tom leve.
— Chamei. Mas se continuar me chamando de chefe com esse sorriso, vou ter que descontar do seu salário — respondeu Melissa, tentando manter o tom profissional.
Eles riram. A tensão no ar era palpável.
Melissa se levantou para pegar um documento na prateleira. Mark a seguiu com os olhos, admirando seus gestos delicados e sem perceber caminhou até onde ela estava . Quando Melissa se virou, eles ficaram frente a frente, a centímetros de distância.
— Você tem algo no cabelo — disse ele, tocando de leve atrás da orelha dela. Um gesto simples, mas elétrico.
A empresária não se afastou. Pelo contrário.
— Mark... — sussurrou ela, incerta.
Ele não disse nada. Apenas a olhou nos olhos por alguns segundos e, devagar, aproximou o rosto.
O beijo veio como uma explosão contida por dias. Melissa cedeu, permitindo que ele a envolvesse. Seus corpos se tocaram, seus corações aceleraram, até que um ruído de passos no corredor os fez se separar às pressas.
A porta foi aberta sem aviso.
— Senhorita Rakers, desculpe, mas a Amber quer saber se — Grace, sua secretária, congelou ao ver os dois lado a lado, meio sem fôlego.
Melissa recuperou a compostura na mesma hora.
— O que foi, Grace? — perguntou com firmeza.
— Ah... é... Amber quer saber se você pode revisar o relatório da filial de Dallas antes da reunião de amanhã.
— Diga a ela que eu vejo isso ainda hoje. Agora pode fechar a porta, por favor?
— Claro, claro — murmurou Grace, saindo tão rápido quanto entrou.
Assim que ficaram sozinhos, Mark quebrou o silêncio:
— Isso foi... inesperado.
— Muito e também imprudente. Eu sou sua chefe, e você está aqui a trabalho, não para me confundir.
— Não estou confundindo ninguém, Melissa. Tudo que fiz foi ser sincero com o que estou sentindo.
— Melhor manter seus sentimentos fora desta sala. Isso não pode acontecer de novo.
Mas ela sabia, no fundo, que estava mentindo.
******
Mais tarde, Mark saiu do trabalho e caminhou de volta ao seu flat. Ao chegar, encontrou um envelope debaixo da porta. Sem remetente. Sem carimbo. Apenas o seu nome: Mark Willians.
Abriu com cuidado.
Dentro, havia duas fotos impressas. A primeira, dele beijando Melissa. A segunda, dele e Dana, abraçados num shopping em Riverday, semanas antes. E um bilhete:
"Acho que temos muito o que conversar.
Jantar amanhã, 20h, no Pier 47. Vá sozinho.
"Bud."
Mark travou a respiração.
Então o chantagista era o ex-marido de Melissa. Bud Melvin. O homem que ele estava pronto para substituir na vida da empresária.
O jogo havia mudado.
E agora, ele não era o único jogador.