3-DISTRAÇÕES Encruzilhada: Lua em Chamas · Capítulo 6 de 12
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3-DISTRAÇÕES

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Distrações

Raul anunciou sua chegada à sala de Lucila do mesmo modo de sempre: uma batida seca da testa na verga da porta, que era alguns centímetros mais baixa que as demais, um grunhido de dor e o eufemismo de um palavrão. Assustou Arnaldo, que estava sentado na mesa observando os detalhes do quadro que Lucila havia montado com as evidências do caso de Bernardo. A escrivã mal desviou os olhos das fotos que observava na tela de seu computador.

O gigante ficou ali quieto por alguns segundos, esfregando a testa, imaginando que havia interrompido o debate entre os dois. Quando notou que nenhum deles falaria alguma coisa, começou um diálogo.

— Então, Lucila, eu…

— Você falou com a chefe Maria para me auxiliar no caso.

— Isso.

— E Mayara vai lhe acompanhar.

— Exatamente. Ela já está vindo.

Lucila assentiu com a cabeça e voltou a observar as fotos em silêncio. Raul não sabia bem o que fazer diante do clima que se instaurou na sala. Só sabia que a presença de Arnaldo tinha alguma coisa a ver com o excesso de introspecção da escrivã. O investigador olhou o quadro onde ela havia desenhado uma linha do tempo cheia de lacunas, apenas com as possíveis horas da morte das vítimas e o encontro com Édipo. Havia alguns dados de Bernardo como idade, profissão e nome da esposa. Assim como a provável identidade da mulher que estava no quarto, Bianca. Determinada provisoriamente com documentos encontrados na bolsa que estava no local. Raul riu.

— Lembrou algo engraçado? — perguntou Arnaldo enquanto anotava algumas coisas em seu bloco.

— Não. Apenas notei que o nome da mulher que estava na casa não é o mesmo da esposa. Imagino que traição seja um motivo forte para matar.

— Não refuto seu argumento sobre o motivo, mas deve ser uma mulher muito forte para ser capaz de tamanho estrago. E muito rápida para desviar dos disparos de duas pessoas armadas.

— Eu não subestimo a capacidade de destruição de uma mulher traída e fervendo de raiva.

— Quem é a mulher com raiva? — perguntou Mayara entrando na sala.

— Estávamos em um pequeno debate sobre a capacidade de uma mulher cometer o crime que investigamos — respondeu Arnaldo. Mayara olhou para Raul como quem pede maiores esclarecimentos.

— Parece que Bernardo era meio safadinho — disse ele apontando para a foto da vítima pendurada no quadro. — Tudo indica que a mulher que estava na casa com ele não era a esposa dele.

— Concordo com Raul — disse ela sincera, mesmo sem saber completamente o argumento do parceiro. — Como podem ter certeza de que não era a esposa?

— Vasculhamos as redes sociais — começou Lucila. — Marilu Lopes Moniz, a esposa que está registrada nos documentos de Bernardo, é naturalmente ruiva. E Bianca Freitas é morena sem tingimentos, assim como a vítima encontrada. Também já descartamos a possibilidade de traição.

— Como assim?

— Não encontramos fotos de Bernardo e Marilu nas redes, o que nos faz presumir que a separação foi há algum tempo. O suficiente para apagar registros de ao menos três anos de relacionamento, segundo a data das documentações. O casal Bernardo e Bianca era recente e eles eram discretos. Tinham poucas fotos juntos postadas, e de no máximo seis meses atrás. A maioria fotos em grupos de trilha, curso de técnicas primitivas de sobrevivência e clubes de tiro.

— Lá se foi minha teoria — disse Raul desanimado.

— Que excêntricos — comentou Mayara.

— Acredito que compartilhavam entre si a necessidade de aprender formas de sobreviver sem tecnologia e facilidades do dia a dia. Quando fui à casa deles, vi muitos livros sobre o assunto. Alguns títulos tinham temas conspiracionistas e falavam sobre o fim do mundo e o colapso da economia.

— Eles eram sobrevivencialistas. Que legal! — disse Raul. — Conheço o movimento, mas nunca vi pessoas que realmente levam o tema a sério por essas bandas.

— Sobrevivencialistas?

— Sim. Pessoas ou grupos que se preparam para qualquer emergência que possa afetar suas vidas, desde surtos sanitários locais até catástrofes naturais e crises econômicas mundiais. Dependendo da pessoa, a preparação pode ser apenas estoque de comida e água até a construção de abrigos subterrâneos com capacidade para sobreviver por anos sob a terra.

— Isso parece um pouco extremo. Me questiono sobre a sanidade das pessoas com tais atitudes.

— Loucura ou não, temos que concordar que os sobrevivencialistas foram os que estavam melhores preparados durante a pandemia de Covid-19.

Ninguém concordou com Raul em voz alta, mas todos lembraram do caos nos supermercados e hospitais, os valores exorbitantes de combustíveis, alimentos e remédios durante o início da epidemia. Concluíram que os ideais de Bernardo e Bianca os ajudariam a fugir das oscilações de preços, uma vez que possuíam alimentos e remédios estocados em suas casas e, por consequência, evitariam a necessidade de contato social para comprar suprimentos.

— Será que afetaram tanto alguém dentro desse movimento a ponto de serem mortos? — perguntou Mayara quebrando o silêncio.

— Pessoas com esse interesse certamente devem colecionar estratégias de luta e habilidade para fazer um grande estrago. Talvez valha a pena investigar se eles tinham alguma inimizade nesses grupos.

— Temos que avisar a esposa. Com a morte de Bernardo, e sem registro de divórcio e filhos, é ela quem fica com os bens dele.

— Um bom ponto, Mayara. Que eu devia ter considerado — disse a escrivã meio inquieta e incomodada.

— Herança é um bom motivo. Há! — exclamou Raul em um rompante apontando para o quadro — Comandante Abílio! Agora entendi o nome do cachorro. — Os outros olhavam para ele de sobrancelhas franzidas. — O desenho… Bernardo e Bianca… Da Disney… Não!? Vocês devem ter sido crianças muito tristes.

— O que o senhor acha, Arnaldo? — Mayara instigou o homem que apenas observava a conversa — Seu salário já está garantido, mas ajudar com algum apontamento relevante ao caso pode fazer bem para a mente.

Ele riu sem jeito diante da impertinência da mulher de um metro e sessenta à sua frente.

— Bom, supondo que o crime tenha sido cometido por uma pessoa, concluiria que não foi feito por alguém experiente. Não parece que foi planejado premeditadamente, a desorganização pressupõe que seja o primeiro delito ou um crime por conveniência. Aparentemente nenhum objeto sumiu da casa, descartando um latrocínio. Mesmo se descobrirmos que algo foi roubado, o nível de violência das mortes indica um relacionamento bastante íntimo entre as vítimas e o assassino, destacando a forte evidência de rancor contra a mulher.

“As vítimas em questão não são minorias sociais ou indivíduos marginalizados que justificaria um crime de ódio. Pelo que sabemos também não são pessoas de destaque social para serem alvos do crime organizado ou de algum psicopata com manias de grandeza, querendo desafiar as autoridades.

“Concordo que provavelmente seja alguém habilidoso e forte o suficiente para conseguir derrubar um homem robusto armado e enfrentar uma mulher corpo a corpo igualmente armada.

“A mente e os motivos humanos podem variar muito, no entanto, com os dados que temos até o momento, deduzo que o criminoso poderia ser homem, atlético, com algum conhecimento de autodefesa, que conhecia as vítimas e guardava um grande rancor passional pela mulher.”

O grupo ficou digerindo as informações por alguns instantes.

— Poderia realmente ser uma pessoa? — questionou Mayara.

— Não foi descartada a possibilidade de um ataque animal. A desorganização, as pegadas pela casa, são evidências fortes de que um animal grande esteve lá. Se for o caso, estamos racionalizando atitudes tomadas inteiramente por instinto — respondeu o perfilador.

— Indicando que todo esse discurso e adivinhação não passou de uma perda de tempo — disse Lucila impaciente.

— O objetivo do perfilador — começou Arnaldo calmamente — não é tentar adivinhar quem seja o criminoso, mas antes, determinar diretrizes para a investigação, excluindo caminhos irrelevantes e aumentando as chances de chegar na resolução correta. Isso é totalmente o contrário de perder tempo.

— Baseado em fantasias da sua cabeça? A verdade é obtida por fatos.

— O comportamento humano é um fato, caso contrário, não existiriam as ciências da antropologia e sociologia. Grande prova disso é a capacidade de nos identificarmos com pensamentos filosóficos e histórias literárias feitas há milênios atrás, além de nos conectarmos intimamente com povos de etnias e culturas diferentes das nossas. Compartilhamos um leque comum de motivações e paixões semelhantes, e o meu conhecimento sobre isso pode ser muito relevante para a investigação.

— Sei bem qual sua relevância aqui. E não tem nada a ver com a investigação.

— Lucila, sei que sua introspecção dificulta os laços com novos relacionamentos e entendo sua reação exagerada com minha presença. Sua necessidade de controle da situação é dificultada quando há mais indivíduos participando do seu trabalho, isso pode expor alguma insegurança. Mas eu lhe garanto…

— O que tu disse? — A escrivã estava com todos os músculos do rosto contraídos e seus olhos azuis fuzilavam o perfilador. Ela se levantou da cadeira. — Insegurança? Você acha que colocaria em risco qualquer missão deste departamento ou, quem sabe, viveria com a possibilidade de acusar alguém injustamente por não ter total segurança no que faço?

— Apenas quis dizer que…

— Saia da minha sala! — falou Lucila calmamente, mas firme. Arnaldo a fitou por um instante pensando em argumentos para ficar, mas acabou acatando a ordem. — Só quero mais um favor seu — Ele parou e virou a cabeça para ouvi-la —, nunca mais me analise! — Assentiu discretamente e saiu.

Lucila bufou e sentou em sua cadeira, voltando a dar atenção aos documentos que via.

— Tudo certo? — perguntou Raul.

A escrivã é discreta em revelar seus sentimentos pessoais no trabalho, no entanto, o investigador podia notar que, apesar de parecer determinada e resiliente, Lucila parecia abalada.

— E por que não estaria? — respondeu dando uma olhadela por cima dos óculos.

— Achei uma reação um pouco exagerada com nosso colega. Acredito que ele seria uma boa ajuda.

— Ele não é colega. E não vai ajudar.

— Ele não é o cara mais simpático, mas pontuou coisas importantes sobre o comportamento das pessoas. Me fez lembrar que encontraram uma carta de um adolescente para a mãe, reclamando que os colegas de escola faziam bullying por ele ter roupas velhas.

— Coisas do cotidiano que são fáceis de deduzir.

— A carta é datada de mil e setecentos anos antes de Cristo, na antiga Babilônia. Quem sabe há detalhes do discurso de Arnaldo que seria bom pontuar. Além do cara ser especialista em comportamento de criminosos.

— Deixa de ser inocente, Raul! — falou Mayara. — Ele é da corregedoria.

— Não fizemos nada de errado, pelo que sei. Por que a preocupação?

— Temos muito o que fazer — começou a escrivã. — Sugiro nos concentrarmos na investigação. Precisamos entrar em contato com o grupo de sobrevivencialismo que as vítimas frequentavam, com os parentes das vítimas também. A PM Almeida informou haver um circo nas redondezas e seria bom investigar a presença de algum animal perigoso ilegal.

Raul já estava com um grande sorriso no rosto, fazendo a escrivã tentar decifrar o motivo de tanta alegria. Quando entendeu o porquê da empolgação do gigante, designou ele e Mayara para a missão circense. A parceira não compartilhou da mesma animação, revirando os olhos em resposta a cara de criança feliz de Raul.

Nada mais foi decidido quanto à investigação naquele momento. Lucila ficaria com seus arquivos por mais algum tempo.

A escrivã não conseguia acreditar cegamente na eficiência da psicologia. Sentia-se totalmente desconfortável com a possibilidade de um estranho poder entrar em seus pensamentos e decifrar seus sentimentos. O fato de Arnaldo dizer que ela se incomodava com desconhecidos a fez se sentir exposta, como quem tira a casquinha de uma ferida mal cicatrizada. Situação agravada por acontecer em frente aos seus colegas. Felizmente, a sua relação com Mayara e Raul, independente das diferenças de comportamento, era baseada em um profundo respeito mútuo, o qual fora construído mediante várias investigações em conjunto. Uma em especial que acabou estreitando bastante os laços da equipe.

Periodicamente, Lucila era requisitada a fazer avaliação psicológica. A compreensão de que isso é uma ferramenta importante para segurança dos policiais, resguardando sua saúde mental, e para os cidadãos, garantindo que haja pessoas aptas a trabalhar nas ruas, não deixa, ao seu ver, o processo menos enfadonho. Não lhe agrada que sua atuação como escrivã e investigadora dependesse da avaliação de outra pessoa. Até então seus traços de comportamento não foram empecilho para sua carreira, mas será que seus psicólogos sempre concordariam com isso? O resultado da análise não seria subjetivo demais a ponto de pegar seu analista em um dia de mau humor e perder seu emprego no processo? Diabos… A tal insegurança citada por Arnaldo. Seria este o segundo acerto dele quanto aos seus sentimentos, ou ela apenas estava perdendo o foco do caso por ele ter dito aquilo?

Pensando de forma prática, é diferente ter um profissional que desenvolvia um trabalho contínuo e controlado junto aos agentes do departamento, de alguém que, em poucos dias, diz entender todas as motivações e desejos de cada indivíduo de lá.

Considerando os aparentes acertos de Arnaldo sobre traços da personalidade de Lucila, o quanto ela podia confiar que teria a mesma acuidade com um suspeito desconhecido e fora de alcance. Aquilo tudo lhe parecia muito estranho e fantasioso. Ela mantinha a mente aberta para novos dogmas, desde que viessem munidos de provas suficientes e não fossem enfiados à força. Por enquanto, continuaria fazendo o que faz de melhor, conseguir as resoluções de seus casos através dos fatos.

Mayara e Raul estavam a caminho de suas mesas para preparar a missão de campo, quando a rotina da delegacia foi interrompida por uma figura formidável. Comandante Abílio, o pastor alemão de seis meses de Bernardo e Bianca, puxava sua coleira inquieto. Sua caminhada não seguia uma linha reta. Andava em frente, corria para trás e voltava para frente. Comportamento natural de um jovem cachorro cheio de energia e pouco educado. Nada de mais, se não fosse o caso de fazer isso entre as mesas de atendimento da delegacia, acabando por derrubar a pessoa que o segurava. Após Abílio emaranhar as pernas da adestradora com a guia, ela preferiu se entregar à gravidade do que pisar sem querer no cão para evitar a queda.

O estrondo do tombo se somou ao barulho de uma janela se abrindo com o vento, fazendo várias folhas de papel voarem pelo salão. Todos viraram a cabeça e observaram uma mulher altíssima despencando no chão, levantando-se tímida por chamar a atenção de todos, brigando com os cabelos que acabaram se soltando com a queda e agora voavam para todos os lados com o pé de vento que entrou na sala. No entanto, o que Raul viu foi uma coisa totalmente diferente: ele olhou em direção do barulho e, entre as mesas, viu surgir o belo rosto de uma morena de cabelos longos esvoaçantes. Os olhos grandes e penetrantes o hipnotizaram de imediato, fazendo com que o resto do mundo ficasse em câmera lenta e tudo que importasse fosse aquela troca de olhares. Os lábios grossos, entreabertos, o convidavam a conversar mais de perto. Aquela bela figura ficou em pé, toda prosa, em pose heroica, segurando a guia do magnífico cão vigilante que a acompanhava com as duas mãos, e várias folhas voando em seu entorno, completando o quadro homérico.

— Santa Diana de Themyscira! — exclamou o gigante, boquiaberto.

Ele citou a heroína, não por a adestradora lembrar Gal Gadot no papel de Mulher Maravilha, mas sim por ela poder personificar a personagem de maneira tão épica quanto.

O caos também despertou a curiosidade de Lucila, que passava por ali. Observou a mulher tentando juntar as folhas do chão ao mesmo tempo que segurava o cachorro e se deparou com a cara de bobo de Raul.

— O que aconteceu com ele? — perguntou a escrivã para Mayara.

— Eu não sei bem. Outro dia Raul me contou que uma pesquisa provou que os homens ficam mais burros perto de mulheres bonitas.

— Será por isso que ele sempre parece meio bobo perto da gente?

— Ah! Gostei da sua piada — disse Mayara com um sorriso discreto e batendo de leve no braço da escrivã. Lucila ficou tentando entender a que piada a colega se referia.

Alguém conseguiu fechar a janela por onde entrava a corrente de ar e as coisas voltaram ao normal. A adestradora tomou informações com umas das pessoas que a ajudou a levantar e agora juntava as folhas no chão. A pessoa olhou em volta e não teve dificuldade de encontrar Raul, apontando para ele. Agora a mulher vinha na direção deles tentando controlar Abílio para não derrubá-la novamente.

— Bom dia, Lucila — disse ela animada esticando a mão para cumprimentá-la. Lucila apertou a mão cordialmente. — Sou Bárbara. E uma grande fã de seu trabalho.

— Lembro de você na cena do crime. Vejo que conseguiu persuadir nosso amigo a sair de casa.

Bárbara pareceu animada por ser lembrada. Lucila apresentou Mayara e quando foi falar o nome de Raul, tiveram que abaixar os olhos. Abílio insistia em chamar a atenção do gigante, que não resistiu em se ajoelhar e coçar as orelhas do cachorro.

— Desculpe — falou Raul. — Sei que não é certo acariciar cães policiais.

— Tudo bem. Abílio não é cão policial ainda — respondeu Bárbara esboçando um discreto sorriso no olhar enquanto o gigante se levantava. — Na verdade, é por isso que estou aqui. Estava passando por perto e resolvi ver como andam as investigações. Preciso saber se há algum familiar da vítima para assumir Abílio.

— A esposa de Bernardo será responsável por esses assuntos.

— Mas Abílio é um filhote do novo relacionamento — pontuou Raul. — Duvido que ela queira continuar com ele.

— Se for esse o caso, teremos um novo cão policial no departamento — disse Bárbara. — Ele é um pouco agitado, mas com um bom treinamento, dará um bom K-9.

A adestradora tirou dois cartões do bolso, entregando um para Lucila e outro para Raul, pedindo que, se pudessem, a informassem assim que tivessem maiores detalhes. Destacando “liguem quando quiserem” antes de trocar olhares com Raul e ir em direção da saída.

O celular de Lucila tocou ao receber uma mensagem. Era Jânio, queria dividir as últimas descobertas. Raul comemorou que o caso estava andando, queria rapidamente motivos para ligar e conversar com Bárbara. Mayara soltou um “lerdo” antes de sair, deixando o gigante sem entender o comentário. Guardou o cartão no bolso e seguiu a parceira.

Lucila notou que Arnaldo já estava em seu encalço novamente, e sem ter muito o que fazer, foi até o estacionamento do departamento sendo acompanhada pelo perfilador.

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