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Romeu e Julieta

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Romeu e Julieta

Capítulo 26 · Romeu e Julieta

Ato V — Cena III. Um cemitério; nele, um monumento pertencente aos Capuleto.

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Ato V — Cena III. Um cemitério; nele, um monumento pertencente aos Capuleto.

Entram Páris e seu Pajem, trazendo flores e uma tocha.

PÁRIS.
Dá-me tua tocha, rapaz. Vai-te daqui e fica afastado.
Mas apaga-a, pois não quero ser visto.
Sob aquele teixo, deita-te todo estendido,
Com o ouvido rente ao chão oco;
Assim nenhum pé pisará o cemitério,
Solto e inseguro pela escavação das covas,
Sem que tu o ouças. Então assobia para mim,
Como sinal de que ouves algo aproximar-se.
Dá-me essas flores. Faze como te ordeno; vai.

PAJEM.
À parte. Quase temo ficar sozinho
Aqui no cemitério; contudo, arriscar-me-ei.

Retira-se.

PÁRIS.
Doce flor, com flores cubro teu leito nupcial.
Ó dor, teu dossel é pó e pedras,
Que com doce água hei de orvalhar a cada noite,
Ou, na falta dela, com lágrimas destiladas por gemidos.
As exéquias que por ti guardarei
Serão, noite a noite, espalhar flores em tua cova e chorar.

O Pajem assobia.

O rapaz avisa que algo se aproxima.
Que pé maldito vagueia por este caminho esta noite,
Para atravessar minhas exéquias e o rito do amor verdadeiro?
Como, com uma tocha! Encobre-me, noite, por um momento.

Retira-se.

Entram Romeu e Baltasar, com uma tocha, picareta, etc.

ROMEU.
Dá-me essa picareta e o ferro de arrombar.
Toma, leva esta carta; cedo pela manhã,
Cuida de entregá-la a meu senhor e pai.
Dá-me a luz; por tua vida, eu te ordeno:
O que quer que ouças ou vejas, fica bem afastado
E não interrompas meu curso.
Por que desço a este leito de morte
É, em parte, para contemplar o rosto de minha senhora,
Mas sobretudo para tirar de seu dedo morto
Um precioso anel, anel que devo usar
Em caro emprego. Portanto, vai-te daqui, parte.
Mas, se desconfiado voltares para espreitar
O que mais pretendo fazer,
Pelo céu, hei de rasgar-te junta por junta
E semear este faminto cemitério com teus membros.
O tempo e meus intentos são selvagens e ferozes;
Muito mais cruéis e inexoráveis
Que tigres famintos ou o mar rugidor.

BALTASAR.
Irei embora, senhor, e não vos perturbarei.

ROMEU.
Assim me mostrarás amizade. Toma isto.
Vive, prospera, e adeus, bom companheiro.

BALTASAR.
Apesar de tudo, hei de esconder-me por aqui.
Temo seu semblante, e suspeito de seus intentos.

Retira-se.

ROMEU.
Goela detestável, ventre da morte,
Empanturrado com o mais caro bocado da terra,
Assim forço tuas mandíbulas podres a se abrirem,

Arrombando a porta do monumento.

E, por despeito, hei de abarrotar-te com mais alimento.

PÁRIS.
Este é aquele altivo Montecchio banido
Que assassinou o primo de meu amor — dor pela qual,
Supõe-se, morreu a bela criatura —
E aqui veio para fazer alguma infâmia vil
Aos corpos mortos. Hei de prendê-lo.

Avança.

Cessa teu labor sacrílego, vil Montecchio.
Pode a vingança ir além da morte?
Vilão condenado, eu te prendo.
Obedece e vem comigo, pois deves morrer.

ROMEU.
Devo, de fato; e por isso vim aqui.
Bom e gentil jovem, não tentes um homem desesperado.
Foge daqui e deixa-me. Pensa nestes que se foram;
Que eles te espantem. Suplico-te, jovem,
Não ponhas outro pecado sobre minha cabeça
Incitando-me à fúria. Oh, vai-te embora.
Pelo céu, amo-te mais do que a mim mesmo,
Pois venho aqui armado contra mim.
Não fiques; vai-te, vive, e doravante dize
Que a piedade de um louco mandou-te fugir.

PÁRIS.
Desafio teu conjuro,
E prendo-te aqui como criminoso.

ROMEU.
Queres provocar-me? Então, toma, rapaz!

Lutam.

PAJEM.
Ó senhor, eles lutam! Irei chamar a guarda.

Sai.

PÁRIS.
Oh, fui morto! Cai. Se és misericordioso,
Abre o túmulo, deita-me com Julieta.

Morre.

ROMEU.
Por minha fé, assim farei. Deixa-me examinar este rosto.
Parente de Mercúcio, nobre Conde Páris!
Que disse meu criado, quando minha alma sacudida
Não lhe deu atenção enquanto cavalgávamos? Creio
Que me disse que Páris deveria casar-se com Julieta.
Não disse ele isso? Ou sonhei eu que assim fosse?
Ou estou louco, ouvindo-o falar de Julieta,
Para pensar que foi assim? Oh, dá-me tua mão,
Tu, escrito comigo no livro da amarga desventura.
Hei de sepultar-te numa sepultura triunfal.
Sepultura? Oh, não; uma lanterna, jovem massacrado,
Pois aqui jaz Julieta, e sua beleza faz
Desta abóbada uma presença festiva cheia de luz.
Morte, jaz aí, sepultada por um morto.

Deitando Páris no monumento.

Quantas vezes, quando os homens estão à beira da morte,
Ficam alegres! A isso seus guardiões chamam
Um relâmpago antes da morte. Oh, como posso eu
Chamar isto de relâmpago? Ó meu amor, minha esposa,
A morte, que sugou o mel de teu alento,
Ainda não teve poder sobre tua beleza.
Não foste vencida. A insígnia da beleza ainda
Está carmesim em teus lábios e em tuas faces,
E a pálida bandeira da morte ali não foi erguida.
Tebaldo, jazes aí em teu lençol sangrento?
Oh, que maior favor posso fazer-te
Do que, com a mão que cortou em dois tua juventude,
Separar a daquele que foi teu inimigo?
Perdoa-me, primo. Ah, cara Julieta,
Por que és ainda tão bela? Hei de crer
Que a morte sem substância está enamorada,
E que o monstro magro e aborrecido te guarda
Aqui no escuro para seres sua amante?
Por medo disso, ficarei sempre contigo,
E nunca mais deste palácio de sombria noite
Partirei. Aqui, aqui permanecerei
Com os vermes que são tuas camareiras. Oh, aqui
Estabelecerei meu repouso eterno;
E sacudirei o jugo das estrelas infaustas
Desta carne cansada do mundo. Olhos, vede pela última vez.
Braços, tomai vosso último abraço! E lábios, ó vós,
Portas do alento, selai com justo beijo
Um pacto sem data com a morte devoradora.
Vem, amargo guia; vem, condutor sem sabor.
Tu, piloto desesperado, agora de uma vez arremessa
Contra os rochedos quebradiços tua barca fatigada e mareada.
Eis à minha amada! Bebe. Ó verdadeiro boticário!
Tuas drogas são rápidas. Assim, com um beijo, eu morro.

Morre.

Entra, pela outra extremidade do cemitério, Frei Lourenço, com uma lanterna, uma alavanca e uma pá.

FREI LOURENÇO.
São Francisco me dê bom êxito. Quantas vezes esta noite
Tropeçaram meus velhos pés nas sepulturas? Quem está aí?
Quem é que acompanha, tão tarde, os mortos?

BALTASAR.
Aqui está um, amigo, e que bem vos conhece.

FREI LOURENÇO.
A bênção esteja sobre ti. Dize-me, bom amigo,
Que tocha é aquela que em vão empresta sua luz
A larvas e crânios sem olhos? Pelo que diviso,
Arde no monumento dos Capuleto.

BALTASAR.
Assim é, santo senhor; e ali está meu amo,
Um a quem amais.

FREI LOURENÇO.
Quem é?

BALTASAR.
Romeu.

FREI LOURENÇO.
Há quanto tempo está ali?

BALTASAR.
Boa meia hora.

FREI LOURENÇO.
Vem comigo à abóbada.

BALTASAR.
Não ouso, senhor;
Meu amo julga que parti daqui,
E ameaçou-me terrivelmente de morte
Se eu ficasse para espiar seus intentos.

FREI LOURENÇO.
Fica, então; irei sozinho. O medo se apodera de mim.
Oh, muito temo alguma coisa má e desditosa.

BALTASAR.
Enquanto eu dormia sob este teixo aqui,
Sonhei que meu amo e outro combatiam,
E que meu amo o matava.

FREI LOURENÇO.
Romeu! Avança.
Ai, ai, que sangue é este que mancha
A entrada pétrea deste sepulcro?
Que significam estas espadas sem dono e ensanguentadas,
Jazendo descoloridas junto a este lugar de paz?

Entra no monumento.

Romeu! Oh, pálido! Quem mais? Como, Páris também?
E mergulhado em sangue? Ah, que hora desumana
É culpada deste lamentável acaso?
A dama se move.

Julieta desperta e se mexe.

JULIETA.
Ó Frei consolador, onde está meu senhor?
Lembro-me bem de onde deveria estar,
E aqui estou. Onde está meu Romeu?

Ruído dentro.

FREI LOURENÇO.
Ouço algum ruído. Senhora, sai desse ninho
De morte, contágio e sono contra a natureza.
Um poder maior do que podemos contrariar
Frustrou nossos intentos. Vem, vem embora.
Teu esposo ali jaz morto em teu seio;
E Páris também. Vem, eu te colocarei
Entre uma irmandade de santas freiras.
Não fiques a perguntar, pois a guarda vem chegando.
Vem, vai, boa Julieta. Não ouso ficar mais.

JULIETA.
Vai, parte daqui, pois eu não irei embora.

Sai Frei Lourenço.

Que há aqui? Uma taça fechada na mão de meu verdadeiro amor?
Veneno, vejo, foi seu fim antes do tempo.
Ó avaro! Bebeste tudo, e não deixaste gota amiga
Para ajudar-me depois? Beijarei teus lábios.
Talvez algum veneno ainda penda neles,
Para fazer-me morrer com um restaurativo.

Beija-o.

Teus lábios estão quentes!

PRIMEIRO GUARDA.
Dentro. Guia, rapaz. Por onde?

JULIETA.
Sim, ruído? Então serei breve. Ó punhal feliz!

Arrebatando o punhal de Romeu.

Esta é tua bainha. Fere-se. Ali repousa, e deixa-me morrer.

Cai sobre o corpo de Romeu e morre.

Entra a Guarda com o Pajem de Páris.

PAJEM.
Este é o lugar. Ali, onde arde a tocha.

PRIMEIRO GUARDA.
O chão está ensanguentado. Procurai pelo cemitério.
Ide, alguns de vós; quem quer que encontreis, prendei.

Saem alguns da Guarda.

Visão lastimável! Aqui jaz o Conde morto,
E Julieta sangrando, quente e recém-morta,
Ela que aqui jazeu enterrada por dois dias.
Ide contar ao Príncipe; correi aos Capuleto.
Erguei os Montecchio; alguns outros, procurai.

Saem outros da Guarda.

Vemos o chão onde jazem estas dores,
Mas o verdadeiro fundamento de todas estas dores lastimosas
Não podemos divisar sem circunstância.

Voltam alguns da Guarda com Baltasar.

SEGUNDO GUARDA.
Eis aqui o homem de Romeu. Encontramo-lo no cemitério.

PRIMEIRO GUARDA.
Mantende-o em segurança até que o Príncipe venha aqui.

Voltam outros da Guarda com Frei Lourenço.

TERCEIRO GUARDA.
Aqui está um Frei que treme, suspira e chora.
Tomamos-lhe esta picareta e esta pá
Quando vinha deste lado do cemitério.

PRIMEIRO GUARDA.
Grande suspeita. Detende também o Frei.

Entram o Príncipe e Acompanhantes.

PRÍNCIPE.
Que infortúnio se ergue tão cedo
Que chama nossa pessoa do repouso matinal?

Entram Capuleto, a Senhora Capuleto e outros.

CAPULETO.
Que há de ser, para gritarem tanto lá fora?

SENHORA CAPULETO.
Oh, o povo na rua clama por Romeu,
Uns por Julieta, outros por Páris, e todos correm
Com gritaria aberta para nosso monumento.

PRÍNCIPE.
Que temor é este que sobressalta nossos ouvidos?

PRIMEIRO GUARDA.
Soberano, aqui jaz morto o Conde Páris,
E Romeu morto, e Julieta, antes morta,
Quente e recém-morta agora.

PRÍNCIPE.
Buscai, procurai, e sabei como veio este torpe assassínio.

PRIMEIRO GUARDA.
Aqui está um Frei, e o homem de Romeu massacrado,
Com instrumentos consigo próprios para abrir
Os túmulos destes mortos.

CAPULETO.
Ó céu! Ó esposa, vede como nossa filha sangra!
Este punhal se enganou, pois, vede, sua casa
Está vazia às costas de Montecchio,
E ele se embainhou errado no peito de minha filha.

SENHORA CAPULETO.
Ai de mim! Esta visão da morte é como um sino
Que adverte minha velhice para o sepulcro.

Entram Montecchio e outros.

PRÍNCIPE.
Vem, Montecchio, pois te levantaste cedo
Para ver teu filho e herdeiro cair mais cedo ainda.

MONTECCHIO.
Ai, meu senhor, minha esposa morreu esta noite.
A dor pelo exílio de meu filho lhe deteve o alento.
Que nova dor conspira contra minha velhice?

PRÍNCIPE.
Olha, e verás.

MONTECCHIO.
Ó filho sem doutrina! Que costumes são estes,
De te apressares à sepultura antes de teu pai?

PRÍNCIPE.
Selai a boca do ultraje por um momento,
Até que possamos aclarar estas ambiguidades,
E conhecer sua fonte, sua cabeça, sua verdadeira origem;
Então serei general de vossas dores
E vos conduzirei até mesmo à morte. Entretanto, contende-vos,
E que o infortúnio seja escravo da paciência.
Trazei à frente as partes sob suspeita.

FREI LOURENÇO.
Sou o maior, embora capaz de fazer o mínimo,
E contudo o mais suspeito, pois o tempo e o lugar
Depõem contra mim neste horrendo morticínio.
E aqui estou, tanto para acusar quanto para purgar
A mim mesmo condenado e a mim mesmo absolvido.

PRÍNCIPE.
Então dize de uma vez o que sabes disto.

FREI LOURENÇO.
Serei breve, pois o curto prazo de meu alento
Não é tão longo quanto uma história tediosa.
Romeu, ali morto, era esposo daquela Julieta,
E ela, ali morta, fiel esposa daquele Romeu.
Eu os casei; e o dia de suas núpcias furtivas
Foi o dia fatal de Tebaldo, cuja morte prematura
Baniu desta cidade o noivo recém-feito;
Por ele, e não por Tebaldo, Julieta definhava.
Vós, para remover dela esse cerco de dor,
A prometestes, e a quisestes casar à força
Com o Conde Páris. Então ela veio a mim,
E, com olhar desvairado, ordenou-me inventar algum meio
De livrá-la deste segundo casamento,
Ou em minha cela ela se mataria.
Então lhe dei, instruída assim por minha arte,
Uma poção adormecedora, que surtiu tal efeito
Como eu pretendia, pois nela operou
A forma da morte. Entretanto escrevi a Romeu
Que viesse aqui nesta noite terrível
Para ajudar a tirá-la de sua sepultura emprestada,
Sendo esse o tempo em que a força da poção cessaria.
Mas aquele que levava minha carta, Frei João,
Foi detido por acidente; e ontem à noite
Devolveu-me a carta. Então, sozinho,
Na hora prefixada de seu despertar,
Vim tirá-la da abóbada de sua parentela,
Com intenção de guardá-la ocultamente em minha cela
Até que pudesse convenientemente mandar chamar Romeu.
Mas, quando cheguei, alguns minutos antes do tempo
De seu despertar, aqui jaziam prematuramente mortos
O nobre Páris e o fiel Romeu.
Ela desperta; e supliquei-lhe que saísse
E suportasse com paciência esta obra do céu.
Mas então um ruído me espantou do túmulo;
E ela, desesperada demais, não quis vir comigo,
Mas, ao que parece, fez violência contra si mesma.
Tudo isto sei; e do casamento
Sua Ama tinha ciência. E, se algo nisto
Malogrou por minha culpa, que minha velha vida
Seja sacrificada, algumas horas antes de seu tempo,
Ao rigor da lei mais severa.

PRÍNCIPE.
Sempre te conhecemos como homem santo.
Onde está o homem de Romeu? Que pode ele dizer disto?

BALTASAR.
Levei a meu amo a notícia da morte de Julieta,
E então, a toda posta, ele veio de Mântua
A este mesmo lugar, a este mesmo monumento.
Esta carta ele me mandou cedo entregar a seu pai,
E ameaçou-me de morte, ao entrar na abóbada,
Se eu não partisse e o deixasse ali.

PRÍNCIPE.
Dá-me a carta; hei de examiná-la.
Onde está o Pajem do Conde, que chamou a guarda?
Rapaz, que fazia teu amo neste lugar?

PAJEM.
Veio com flores para espalhá-las sobre a cova de sua dama,
E mandou-me ficar afastado; e assim fiz.
Logo veio alguém com luz para abrir o túmulo,
E em seguida meu amo sacou contra ele;
Então fugi para chamar a guarda.

PRÍNCIPE.
Esta carta confirma as palavras do Frei:
O curso de seu amor, as novas da morte dela.
E aqui ele escreve que comprou veneno
De um pobre boticário, e com ele
Veio a esta abóbada para morrer e jazer com Julieta.
Onde estão estes inimigos? Capuleto, Montecchio,
Vede que açoite foi lançado sobre vosso ódio,
Que o céu encontre meios de matar vossas alegrias com amor!
E eu, por também fechar os olhos a vossas discórdias,
Perdi um par de parentes. Todos estão punidos.

CAPULETO.
Ó irmão Montecchio, dá-me tua mão.
Este é o dote de minha filha; pois nada mais
Posso exigir.

MONTECCHIO.
Mas eu posso dar-te mais,
Pois mandarei erguer-lhe uma estátua em ouro puro,
Para que, enquanto Verona for conhecida por esse nome,
Nenhuma figura de tal valor seja erguida
Como a da verdadeira e fiel Julieta.

CAPULETO.
Tão rica quanto ela jazerá a de Romeu junto à de sua senhora,
Pobres sacrifícios de nossa inimizade.

PRÍNCIPE.
Uma paz sombria esta manhã traz consigo;
O sol, de tristeza, não mostrará a cabeça.
Ide daqui, para mais falarmos destas coisas tristes.
Alguns serão perdoados, e alguns punidos,
Pois nunca houve história de mais dor
Que esta de Julieta e seu Romeu.

Saem.

Romeu e Julieta

Sinopse

Tradução Literunico em português brasileiro de Romeo and Juliet, tragédia de William Shakespeare em domínio público. A edição preserva a estrutura teatral em prólogo, atos e cenas, com linguagem clássica legível para leitura contemporânea.

Romeu e Julieta

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