Leia agora
Festas populares do Brasil

Universo da obra

Festas populares do Brasil

Capítulo 2 · Festas populares do Brasil

A véspera de Reis (Bahia)

2 de 13 ≈ 14 min de leitura

A vespera de Reis ( b a h i a ) A dias no anno em que o povo precisa fazer-se criança. Contrariar esta lei, é tornal-o triste, desgraçado, Essa bemaventurança popular, esse 3í esquecimento momentâneo das lutas pela vida, só a religião largamente proporciona, visto como exclusivamente ella algema as dores que as sociedades desencadeiam nas contingências i immediatas, nos acontecimentos decisivos. Festas populares

A politica, qae, não sendo exercida por indi vidualidades culminantes, é officio de vadios, não absorve esse gigante de cem faces, que vive porque combate, que não morre porque é de uma complexidade que se regenera no tempo, no clima e na acção. Km qualquer dos estados, a crença tem para o povo estrellas que o illuminam, hori zontes que abrem-se em alas, grinaldas de pri mavera q‘ue lhe perfumam e ensombram a fronte nas calmarias da existência. Dos dias de que falamos são succedaneos aquelles em que a patria commemora os seus feitos, relembra as suas glorias. Viajíámos sete annos e fomos hospede da Inglaterra, da França e da Bélgica; nesses paizes, quanto amor á obra do passado, quanta hdelidade á tradições seculares ! E serão estas, por ventura, mais bellas ou menos ridiculas do que as que recebemos de Portugal, que associou-se com desgarre á evo lução produzida pelo christianismo, na poesia, ' na sciencia e nas artes, desde os primeiros vagidos da idade média, influindo-lhe no pro gresso, fecundando-lhe as legendas, nobilitando-se na antiguidade de seus costumes? Entretanto a Europa conserva e aílaga o que possue, e nós nos envergonhamos do que nos, honra e define ! Dos acontecimentos ensanguentados de nossa historia política e dos periodos brilhantes de nossa litteraiura, nem mais nos lembramos; perdemos as nossas tradições e as nossas festas.

A YESPERA DE REIS ficámos sem ellas e sem outras que as suppram ! R’ que vamos sendo pacificamente recon quistados... Iv a arvore das nossas tradições, cuja sombra alongava-se por todo o paiz, sopro de inverno prematuro despe-lhe as folhas e a impelle para o aniquilamento... Ainda um instante amparando-a na sua queda, assistamos a uma vespera de Reis em nossa provincia. A vespera de Reis na Bahia é um corollario ' da noite de Natal. São irmãs quanto á origem, differindo na vida de relação. Para os homens que estudam, o interesse de i differenciação entre as festas do Natal no Brazil 'I e suas congeneres no estrangeiro, é enorme. Na Europa ha um unico factor, que é o ele- 'I mento nacional ; entre nós ha très : o elemento I branco ou portuguez, o africano,e a resultante r de ambos — o mestiço, Do modo por que elles contribuiram e se ..'-.'V '.i consubstanciam; do caldeamento esthetico que dá o colorido local a costumes que se foram 1. ijO'h modificando desde a colonia, resalta o encan- -oui'i-j tamento ethnographico, a feição nacional. Da noite de Natal, que se passa nos templos ; e nos domicílios ; dos bailes pastoris — a poesia ' popular erudita— e dos salões soberbos; des- ) tit. çamos ás praças e ruas, e observemos o povo ' que se diverte em ranchos nômadas, presenjÿX ciemos as cheganças ao ar livre, e o singular espectáculo do Bumba-meu-boi^ auio inculto, que se representa mais vulgarmente nas humildes e francas habitações dos arrabaldes.

Na Bahia, os presepes, os bailes de pastcras e os descantes de Reis, prolongam-se até o car naval. — E’ o tempo das mangas, das musicas e das mulatas ! Da noite de hoje em diante, os cantadores de Reis percorrem a cidade, cantando versos de memória e de longa data. Esses ranchos compoem-se de moças e ra pazes de distincção; de negros e pardos que se extremam, ás vezes, e se confundem commummente. Os trajes são simples e iguaes : calça, paletó e colete branco, chapéo de palha ornado de fitas estreitas e compridas, muitas flores em torno. etc.; as moças, de vestidos bem feitos e alvos, de chapéos de pastoras; precedendo-os na excursão habilissimos tocadores de serenatas. Levando-lhes talvez vantagem pelas ondu lações do andar, pelo arredondado das fôrmas lascivas, pelos dentes de pérolas em bocas de onix, ou orvalhos matinaes nas rosas do ama nhecer, as crioulas e mulatas acompanham os seus pares, tremendo-lhes o seio por baixo de um nevoeiro de rendas finissimas, estalando a chinelinha preta e lustrosa, atirando com ne gligencia o panno da Costa, matizado e carís simo. Mulheres e homens, meninos e meninas, ba tem, ao compasso da musica, leves pandeiros, ou tocam, nas mãos entreabertas e suspensas, castanholas que atroam. Destoando do concerto magnífico, lá cresce o rancho dos ciiciimbis, que são negros e negras

vestidos de pennas, rosnando toadas africanas e fazendo barbaro rumor com seus instru mentos rudes. Dos cucumbis não sabemos o rumo. Os ranchos, ao fogo dos archotes, ao som das frautas e violões, dos cavaquinhos e pandeiros, das cantorias e castanholas, dirigem-se : ao presepe da Lapinha, a casas conhecidas em que se festeja o Natal, ou tiram Reis á aventura do acaso. A partir de nove horas ccmeçam a desfilar os primeiros bandos. Embora prevenidas, as casas que os têm de receber conservam a porta fechada, não obstante os dramas pastoris e as dansas estarem em actividade. Chegando um delles ao ponto convencio nado, á casa em que deve entrar, a musica pre ludia o canto, que rompe, seguido de córos : O’ de casa, nobre gente, Escutai e ouvireis, Lá das bandas do Oriente São chegados os très Reis Do lethargo em que cahistes. Acordai, nobres senhores, Vinde ouvir noticias bellas Que vos trazem os pastores. Nesta noite tão ditosa E’ bom que vós não durmais, Porque tão alta ventura Não é justo que percais.

A VESPERA DE REIS E ficam ou seguem, depois de comer e beber do que se lhes offerece. Emquanto na cidade baila-se e tira-se Reis, ■em remoto povoado executa-áe uma chegança. E’ um largo espaçoso. Junto á matriz ha um palanque, uma especie de coreto, sanefado e íigaloado, com muitas arandelas, de dimensões desaffrontadas, realmente bonito. A’ luz das cabeças de alcatrão^ que fumam, ■fincadas aqui e alli, os espectadores, em bancos e cadeiras; ém esteiras, no chão, algumas familias mais modestas, com suas escravas e crias. A musica entretem o povo em multidão, to cando peças fáceis, chulas, fandangos. O vigário, o juiz de paz, o mestre-escola e as altas influencias do logar conversam sobre eleições, discutem politica geral e local. Nesse interim o palanque adquire um as pecto attrahente e encantador ; da caixa desse theatro de improviso vêm ao proscênio Chrisíãose Mouros., que começam a chegança. As cheganças, no norte, são autos de numero restricto, em que toma parte certa classe po pular de peiquena elevação. Os Marujos e os Mouros intitulam-se os de que temos noticia ; constantemente reprodu zidos por oceasião das festas de Reis, na Bahia, Pernambuco e Alagoas. Na dos Mouros os interlocutores são muitos, as musicas distinctamente variadas, sendo o entrecho da composição um combate de abor dagem entre christãos e turcos.

Depois que termina a ouvertura e serenam as palmas com que o auditorio acolhe os ar tistas, o espectáculo principia, acompanhado de gestos, de versos cantados, de dansas bam boleadas. Destaquemos dos Mouros um trecho. PILOTO Entrega-te, rei mouro, A essa nossa religião, Aqui dentro desta náo Ha um padre capellâo. REI MOURO Entregar-me não pretendo Em meio de tanta gente; Eu sou filho da Turquia, Tenho fama de valente. Brigam os dous, e o Rei mouro, vencido, cahe aos pés do Piloto e canta ; REI MOURO Mande-me chamar um padre, Que quero me confessar ; Esta ferida é mortal. Delia não posso escapar. O Piloto d<á neste sentido as suas ordens, e o padre se aproxima. Rei mouro, vendo-o, põe-se de joelhos, e entoa com graça e malicia; S.1 i

A VESPERA DE REIS ^ 8f;T032 • IM ) 1 BT REI MOURO Senhor padre, me confesse, Que sou filho do peccado ; Eu sou como chamechiiga, Quando pe'ga, estou pegado. E logo, fingindo desmaio, dd um tombo, cor rendo em seu auxilio o contra-mestre. CO\TRA-M ESTRE Vinde cá, Laurindo, Vai depressa na botica. Traga lá a medicina E vê bem como se applica. As scenas succedem se interessantes e instrumentadas, concluindo-se o auto com esta quadra do piloto : PILOTO O’ náo-fragata, ó náo-fragata, Eu vou te perguntar, Se este bregeirinho Sabe commandar... a que todos respondem em coro, retirando-se : Gentes, que terra é aquella. Terra de tanta alegria ? E’ o largo do Bomfim, Vamos adorar Maria. Emquanto os actores e o povo dispersam-se em lufa-lufa, ao clarão dos fogaréos, em Itapa-

1=^^ KI?■- gipe, Rio Vermelho, Nazareth, etc., o Bumbameii-boi e a Burrinha constituem as delicias de núcleos festivos. O Bumba-meu-boi é o divertimento da canzoada, da gente de pé rapado. Tirai da vespera de Reis o Bumba-meu-boi^ e estai certos de que roubareis á noite da festa o que ella tem de mais popular em todo o norte do Brazil, e de mais nosso, como assi milação de producto elaborado. Este auto de caracter grotesco, em duas scenas, entremeiado de chulds, de diálogos patus cos, e desempenhado por personagens extra vagantes, é tudo quanto ha de mais curioso no tempo de Natal. Contaram-nos que no Ceará e Piauhy, terras de gado e vaqueiros, a originalidade desse drama, que tem por protogonista um boi, é extraordinária. No geral, as peripécias são aniniadas,o cortejo do boi é apropriado, e em quasi todas as locali dades esses espectáculos são dados em casa ; ex cepcional men te, o boi dansa nas praças publicas. A distribuição da peça é a seguinte ; O Boi, o Tio Matheus, a Tia Catharina, o Surjão, o Doutor, o Padre, o Vaqueiro e o Amo; na Bahia e Alagoas, accrescem — o Secretario de Sala, o Rei, e Figuras, que dansam, jogam es pada e fazem de Coro. Cada interlocutor tem o vestuário mais esquipatico : é uma mascarada. O Rei, o Secretario de Sala e as Figuras, en vergam capa^e calção, trazem na cabeça coroa

f is l~ ■ il'jr 0--i .f e capacetes prateados, meneiam espadas de páo, tocando,tres ou quatro, violas e raramente outros instrumentos, O Boi é um arcabouço feito de laminas de pinho, coberto com uma colcha de chita, im plantada no pescoço curto e um tanto trian gular a cabeça pintada, com os competentes chifres. Essa armação é levada ás costas de um individuo, que, deixando-a cahir, esconde-se de baixo, durante a representação. E’ para as bandas da Boa Viagem... Os lampeões reflectem luzes vivas nas ruas extensas, e as casas de humilde apparencia conservam a porta escancarada até tarde, até muito tarde, Na sala, ao balanço da rede, o pai de familia )ulga-se feliz, acercado da mulher e da prole, que, á flamma do candieiro,'escutam de uma velha escrava os contos da Madrasta^ do Pedro Malas-Artes, da Moura Torta, etc. Outras ha em que o Menino Deus, ja de pé no presepe, mostra-se com sua camisinha de cambraia e cajadinho de ouro. Nestas, as cantigas de Reis correm á porfia e sempre sonoras. De súbito, interrompendo as historias do tempo antigo, quebrando os descantes dos ale gres pastores, um grito estridulo, como o da locomotiva em distancia, prolonga-se nos ares, parando com estrondo : — Eh !... boi! E todos chegam ás janellas e ás portas, dando com os olhos em um vulto que ergue um ar-

chot6 e descansa ao hombro uma vara de aguilhão. E,ao granizo da chamma, segundo grito fende o espaço, partido da boca pintada de vermelho de um cabra, tatuado de preto, de carapuça encarnada: — Eh !... Airoso ! E’ o Tio Matheus. que, adiante do Biimbameu boi^ previne a redondeza da aproximação do rancho. De feito, minutos depois passa elle com a sua musica tradicional, seu boi galhardamente ar ranjado, e seu pessoal escolhido e completo. No fim da rua param a uma porta, afinam as violas e cantam: Aqui estou em vossa porta Com figura de raposa, Eu não venho pedir nada, Mas o dar é grande cousa. Senhora dona da casa. Bote azeite na candeia; Me perdoe a confiança De mandar na casa aéia. típ ! I r . ■ I Abri a porta, Se quereis abrir, Que somos de longe (Queremos nos ir.

A porta abre-se, e a casa é invadida pelos foliões, á excepção do Matheus, o Boi e o Va queiro, que aguardam ordens.

A VESPERA DE REIS A familia e os vizinhos, que acodem pressu rosos, fazem roda ; accendem-se mais velas, as violas tinem e o negocio principia : o SECRETARIO DE SALA, dansãndo 6 cantcUido Üi ! da prata e do ouro Se faz O metal! üi ! a sala dos Reis E' p’ra nós festejar ! CORO Oi ! a sala dos Reis E’ p’ra nós festejar. . O REI, sentando-se em uma cadeira O’ meu secretario de sala ! SECRETARIO Sou humilde para attender ao vosso cha mado.. REI E’ preciso ver se não se acha aqui no nosso reinado uma peça para alegrar o coração desta gente, que está piáo-piáo, como a mandioca lavada em nove aguas. SECRETARIO Vossa... vôlal... E o Secretario canta e dansa ao coro das Figuras.

ií': t SECRETARIO iMoça que está na janella, CÔRO Olha bamba, bambirá; SECRETARIO Namorando o que não viu, CÔRO Olha bamba, bambirá ; SECRETARIO Olha a querem maltratar, CÔRO Olha bamba, bambirá; o SECRETARIO Ollfci o filho que não parece, CÔRO Olha bamba, bambirá... SECRETARIO Oh ! meu S. Benedicto, Que do mar vieste... CÔRO Lê, lê, lê !...

Ahi, em tons accelerados e fortes, cantam e esgrimem espadas, o Rei com o ti^ecretario, e as Figuras entre si, vindo sorrateiramente o Tio Matheus occupar a cadeira do Rei. SECRETARIO Olha fogo, olha guerra ; CORO Fogos ein terra; SECRETARIO Olha fogo no mar; CÔRO E’ p’ra nos guerrear; SECRETARIO Fogo faz o Secretario; CÔRO Fogos em terra;

SECRETARIO Olha fogo em nosso Rei ; CORO Fogos em terra ; SECRETARIO Olha íogo nas Figuras; CORO Fogos em terra... Finda esta scena, o Secretario de Sala manda Matheus buscar o Boi ; Matheus dá um pinote, gritando : — Eh !... vem cá, Estrella! SECRETARIO Está ahi o boi, Matheus? MATHEUS Sim, meu sinhô. SECRETARIO Quem me empresta um vintém Que amanhã dou dois, P’ra comprar uma fita E laçar o meu boi ? Guiando o Bumbã-meii-boi^ que faz as evo luções mais gaiatas, entra o Vaqueiro, a cuja voz

L : !■ ! ' í iBl li'p N’isso que o boi dansa, ás gargalhadas e pal mas dos circumstantes, Matheus dá-lhe uma pancada, e elle revira, esperneando. O Vaqueiro assusta-sc, encolerisa-se, e reco meçam : VAQUEIRO O meu boi morreu, Quem matou foi Matheus. CORO Eh ! bumba ! MATHEUS Não, senhor, quem matou foi o dono da casa. VAQUEIRO Senhor dono da casa, Mé pague o meu boi. CORO Eh ! bumba ! VAQUEIRO Vá chamar o doutor. CORO Eh ! bumba ! O Do utor chega, conduzido por Matheus, exa mina o Boi, prognostica moléstia grave, receita e pede a Matheus uma viola.

o Doutor toca e Matheus dansa, dando tempo a que, em um lenço que atiram, as Figuras re colham o dinheiro. Depois de muito toque e de muito fado, o Matheus agarra em um menino para com eile dar uma ajuda no Boi, que levanta-se, termi nando o auto pela cantiga de retirada: Oi ! da prata e do ouro Se faz o metal ! Oi ! a vesp'ra de Reis E’ p’ra nós festejar ! E assim se passa a Vespera de Reis na minha J terra— o lar clássico do individualismo pátrio e das tradições nacionaes !...

Festas populares do Brasil

Sinopse

Leia gratuitamente Festas populares do Brasil, de Mello Moraes Filho, ensaio clássico de 1888 em domínio público sobre tradições, folclore, festas religiosas e cívicas brasileiras. Esta edição digital do Literunico foi preparada a partir da digitalização da BLPL/UFSC da edição Livraria Garnier, organizada em 13 capítulos HTML para leitura online, busca, redes sociais e pesquisa por IA.

Festas populares do Brasil

Resenhas do livro

0 publicadas

Ainda não há resenhas para esta obra. A primeira leitura comentada pode começar aqui.

Festas populares do Brasil

Trilha sonora oficial

Uma seleção criada para acompanhar a atmosfera, os personagens e os caminhos desta obra.

Abrir no Spotify
Ir para o carrinho
Mercado de Festas populares do Brasil

Leve um fragmento deste universo

Escolha a arte, confira a disponibilidade e adicione o produto ao carrinho sem sair da experiência.

Nenhum livro físico está disponível neste universo.
Relíquias da Obra

Adquira Relíquias da Obra e deixe sua marca registrada, criando valor ao item!

Aguardando Aprovação do Autor
Aguardando grupo autoral Festas populares do Brasil Escolha uma Relíquia e envie uma proposta de aquisição, mesmo antes da ativação.
100Relíquias
0Titulares
0 Passagens
Central de RelíquiasDescubra coleções de outros universos e obras.
ver todas
Capítulo 2 carregado no app · 1 livro conectado 1/1
Abrir leitor completo

Capítulos disponíveis para continuar a leitura.

Donos de Relíquias

0 titulares

Nenhuma Relíquia desta obra foi adquirida ainda. Seja o primeiro a eternizar seu nome no acervo oficial!

Conhecer as 100 Relíquias

Resenhas do livro

0 publicadas

Ainda não há resenhas para esta obra. A primeira leitura comentada pode começar aqui.

Entrar para resenhar

Posses do livro

0 Leitores com posse
0 Unidades registradas

Nenhuma posse foi registrada publicamente para esta edição.

Adicionais do Universo

Visual ClássicoAbra a leitura editorial, no estilo de uma página de livro
ler
Visual AuroraApresentação imersiva do universo da obra
abrir