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Don Segundo Sombra

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Don Segundo Sombra

Capítulo 21 · Don Segundo Sombra

XX

21 de 28 ≈ 17 min de leitura

XX

Junto com a noite, terminou minha caminhada. De madrugada, conforme minhas previsões, cheguei a um posto limpinho, no qual encontrei meu padrinho, preparando-se para sair com um homem em quem, pelas primeiras palavras da conversa, reconheci o encarregado daquele potreiro.

Don Segundo não se espantou com a minha presença, pois havíamos combinado que, uma vez são, eu iria procurá-lo para seguir viagem rumo ao Norte. Meu braço sem faixa explicava minha chegada e evitava as possíveis zombarias a propósito da minha história ridícula. Guardei muito bem para mim meus dissabores.

Ficamos um dia naquele povoado, para partir na manhã seguinte.

Duas vezes fizemos noite: uma a céu aberto, outra no galpão de uma chácara.

Quanto mais distância deixávamos às nossas costas, entre nós e aquela costa bendita, mais voltavam em mim a confiança e a alegria, embora no fundo ainda ficasse o travo de um gole amargo.

Depois de termos vencido umas quarenta léguas, pude sorrir, mal ou bem, diante do sucedido. Bonito era o acerto de contas: um braço quebrado, um amorio espinhoso, um talho em favor de terceiro por questão de saias, fama de homem de faca, o laço cortado e dois cavalos vendidos à força. O que menos sentia era isto último, pois, se é verdade que perdia com o Orejuela e o Comadreja um par de pingos seguros, ganhava uma divisa de sargento para meu orgulho. Há melhor prova de bom domador do que aparecerem compradores para os cavalos de um sujeito, depois de um rodeio? Contava também o fato de que os vendidos fossem minhas duas primeiras façanhas de ginete.

Além disso, apresentava-se a ocasião de cumprir um desejo havia muito acariciado: munir-me de uma tropilha de uma só pelagem. Não dispunha, como base para isso, do dinheiro ganho na rinha de galos? Podia bater no tirador para sentir o volume dos pesos, enroladinhos nos bolsos.

Se é verdade que nunca faltam encontrões quando um gaúcho se diverte, também acontece que, em suas tristezas, alguma diversão lhe saia ao cruzamento.

Aos seis dias de marcha, caímos num bolicho, onde deviam correr naquela tarde umas carreiras.

No meio do beco, de que haviam escolhido um trecho bem parelho, clareavam duas raias, emparelhadas a pá larga.

Um gringo já tinha instalado uma tenda com comida, doces e beberagens.

Uma china pasteleira passeava suas guloseimas em duas cestas, perseguidas pelas moscas e por um ou outro moleque pidão. Um velho levava de cabresto um tordilho enmantado, oferecendo números de rifa. E tanto a tenda como a pulperia já tinham para o seu bêbado de antemão.

Eu conhecia essas coisas desde menino, e me movia nelas como sapo no barro.

Começava a cair gente. Dois parelheiros eram o centro de um grupo de paisanos. Grupo muito quieto e misterioso, que segredava em voz baixa.

Almoçamos na pulperia. Ao bêbado, que logo se grudou em nós, dando-nos informes maçantes sobre a carreira grande da tarde, dei um peso com a condição de que fosse bebê-lo na tenda.

Comemos primeiro uns chouriços, que empurramos com um vinho duro, depois um pedaço de churrasco, depois uns pastéis.

A multidão aumentava a cada momento no balcão, assim como lá fora crescia em número a cavalhada. Que paisano não traz o mais ligeirinho da tropilha, com a esperança de fisgar outro mais lerdo? Vendo que meu Moro era de boa pinta e trotava como engatilhado para uma partida, alguns o filiavam de passagem. Não havia perigo de eu me deixar pelar à toa, com um cavalo que trazia uma semana de caminho!

Meu padrinho encontrou dois amigos, como havia de ser? Eles também tinham ofício de reseros e, como é natural, nos grudamos uns aos outros, com essa súbita familiaridade dos ariscos quando se encontram meio apampados pelo barulho e pela gente. Eram homens de uns trinta anos, curtidos e risonhos; perguntaram o que sabíamos das carreiras. Meu padrinho lhes repetiu uma parte dos dados do bêbado:

- São dois pingos que é preciso ver, amigo, que é preciso ver. O colorado tem ganhado mais carreiras aqui!... Ainda não perdeu nenhuma, a não ser uma que lhe ganharam por uns sete corpos... Que animal aquele escuro que trouxeram dos campos de um tal Dugues! De entrada mesmo tirou o colorado como quem corta pregos com o traseiro..., e já acabou. Acredita, cunhado?... Já acabou... Sim, senhor... Mas o colorado, é preciso ver, amigo...; parece até que vai engolindo a terra... Mas aí está: eu gosto mais do ruano que trazem de fora. Aí está..., a mão do lado de montar é meio moura... Não vá acreditar..., eu gosto do ruano; aí está...

- E eu - disse Don Segundo - vou jogar no ruano para fazer o gosto de um homem bêbado, porque o homem que se embebeda há de ser bom homem.

- Agora sim que está bonito..., e por quê? - perguntou um dos paisanos que, conhecendo meu padrinho, colhia algo saboroso por trás daquela sentença.

- Porque o homem que se embebeda sabe que vai falar demais, e a quem tem má entranha não convém mostrar a ponta do fio.

- Sabe que é verdade, irmão? - disse o paisano, voltando-se para o companheiro.

- Claro!... Como que agorinha mesmo você vai entrar a bater no frasco.

E pusemos para fora toda a risada, com esse nervosismo do gaúcho que, quando anda entre gente, parece sentir que lhe sobra a vida.

A toda essa ia começar a função, e eu estava com vontade de me desforrar dos meus desgostos.

A paisanada, a cavalo, havia se espalhado ao longo das raias em forma de boleadeiras de duas bolas, isto é, um pouco amontoada no lugar do pique e no da linha de chegada, e rareando ao longo da cancha.

Esperamos com paciência de quem não está acostumado a esperar. Quase diria que esse momento de inação era o que mais me agradava nas festas, porque já havia tempo todos os dias para que acontecessem coisas, e era bom, de vez em quando, saber que por um longo rato nada mudaria.

Estariam os corredores se pesando? Pois bem. Estariam os donos discutindo os últimos detalhes das partidas, do lado, do peso? Pois bem.

Já veríamos os animais quando entrassem na cancha, descobertos, e poderíamos acompanhar uma ou duas partidas, para depois nos colocarmos no lugar menos carregado de gente, a meia distância, onde em geral se define a carreira, a não ser que resulte muito parelha. O melhor era nos informarmos um pouco, e assim o fez Don Segundo, interpelando um paisano que passava perto de nós.

- Não somos daqui, senhor, e queríamos saber alguma coisa para poder rumar na jogada.

O homem explicou:

- A carreira é por dois mil pesos. Quatro quadras a partir delas, igualando peso. Se um dos corredores se negar a largar depois da quinta partida, os donos combinaram de pôr bandeirador.

- Ahá.

- Parece que os dois bandos trazem dinheiro e que se vai jogar muito de fora.

- Melhor para o pobre.

- Ocasião hão de encontrar.

- E são daqui os dois cavalos?

- Não, senhor. O ruano trazem de fora. Lindo animalzinho e bem cuidado. O colorado é destes pagos. Se quiserem jogar contra ele, eu tomo uma ou duas paradas de dez pesos.

- Obrigado, amigo.

- Bom, então vou seguindo, com sua licença.

- É sua, e obrigado, não?

O homem se foi. Don Segundo comentou:

- Meio desconfiado o paisano. Queria jogar conosco, porque estava maliciando que éramos dos que vieram com o ruano.

- Tem fé no colorado - insinuei, tentado.

- Bah - disse meu padrinho -, o ganho está nas patas dos cavalos.

O certo era que me sobrava vontade de comprometer meus pesos e que, estando em perfeita ignorância quanto ao mérito dos cavalos, eu tinha que proceder arbitrariamente. O dinheiro andava me incomodando no bolso. Calculei o montante da minha fortuninha. Da rinha de galos, cento e noventa e cinco pesos. Do último arreo, cinquenta, vão duzentos e quarenta e cinco. Sessenta pesos, que eu tinha antes da rinha, vão trezentos e cinco. E oitenta de Patrocinio pelos meus pingos; total, trezentos e oitenta...

Don Segundo me tirou dos cálculos, anunciando a vinda dos parelheiros. Vimo-los sem mudar de lugar.

O colorado passou, já montado, bracejando impaciente. Era alto e forte, de bons garrões e com um olho faiscante de bravo.

Que pingo! pensava eu: quando poderia ter um igual? Seguramente quando fosse coronel pelo menos, porque de outro modo não pegaria bem andar em semelhante lança.

O ruano também era bonito. O corredor o trazia de cabresto, e ele vinha com passo largo, sobrando como de uma quarta o rastro da mão com o da pata. Parecia untado de tão lustroso, e era fino como galgo.

- Vá a gente saber - disse meu padrinho -, mas eu vou cumprir com o bêbado, só isso.

O corredor do colorado era um tipo magro, de bigode grisalho. Tinha posto uma vincha e olhava para todos os lados, como se fossem lhe atirar um cascote. O que trazia de cabresto o ruano não era mais alto que um menino de doze anos, beiço pelado e carrancudo como um pampa.

Vimo-los partir duas vezes. O bêbado tinha razão ao dizer que o colorado queria como que engolir a terra. Em compensação, o ruano picava de lado, meio saído da raia.

Ganhamos nosso lugar. As apostas miudavam pelos dois bandos. A carreira ia largar, e eu não tinha jogado. Um peruano barrigudo se dirigiu a mim:

- Vamos vinte pesos? Eu jogo no ruano.

- Pago - respondi.

Ficou me olhando, insatisfeito.

- Vamos quarenta?

- Pago - voltei a responder.

- Vamos sessenta? - propôs.

Alguns nos olhavam, curiosos. Até quando continuaria subindo?

- Pago - aceitei sorridente.

- Vamos oitenta? - sua voz se fazia cada vez mais suave.

Os curiosos espiavam minha decisão. Sem tirar-lhe os olhos, propus por minha vez, imitando sua cortesia:

- Por que não vamos cem?

- Pago - assentiu.

Já a gente se amontoava, como se nós fôssemos os cavalos da carreira. Passado um instante, propus com uma voz impossível de superar em tom de doçura:

- Vamos cento e cinquenta?

O homem riu de muito boa vontade e, já com voz natural, encerrou a brincadeira:

- Não, obrigado, estou jogado.

- Eles! E vieram! - gritou um dos mirones.

Rentes, sem se adiantarem nem por um focinho, chegavam, passavam diante de nós, iam para o lado da linha. Nós nos abaixamos sobre o pescoço dos nossos cavalos. O paisanaje invadiu a cancha. Alcançamos ver que os dois corredores castigavam. Esperávamos o grito que anuncia o resultado; esse grito que vem saltando de boca em boca, fazendo de volta a cancha em uma décima parte do tempo que os cavalos.

- Empatada! - ouvimos. - Empatada! Não se pagam as jogadas! - mas nem bem quis se estabelecer o comentário obrigatório, veio a contra-voz, dando a decisão verdadeira:

- O ruano, para todo mundo! O ruano, por um pescoço!

- Está enredada - trouxe outro como notícia -, está enredada e parece que vão brigar.

Mas a voz, que logo se reconhece como a verdadeira, insistia em todas as bocas.

- O ruano, por um pescoço.

Virei o tirador, contei até cem pesos, em notas de dez e de cinco, e os alcancei ao peruano, que esperava cortesmente sem olhar para meu lado.

- Tome, senhor.

- Obrigado.

Em compensação, meu padrinho embolsava cinquenta.

- Vou - disse-me, fingindo sair a galope - ver se encontro outro bêbado.

Eu estava com raiva. Até no jogo me pelariam?

Encostamo-nos contra o alambrado do beco, onde miudavam os comentários.

- Tem para ganhar de dois como o cavalo daqui - assegurava um velho, montado num zaino aparelhado de prata -, para ganhar fácil - pontualizou.

O paisano com quem ia a discussão, retobado e arisco, dizia devagar, mas claro:

- Fácil é a palavra.

- Não, senhor. Não são palavras. E, se têm com que correr contra ele, aí está o homem para falarem com ele.

- Eu não tenho com quê.

- Mas esses outros, pois, que parece que não veem quando a ocasião se apresenta.

- Bah! Não é preciso ir muito longe. Aí está o tordilho dos Cárdenas.

- Que vai fazer com isso! Pouco conheço o falado. Três vezes o quebraram lindamente, na minha presença, e, se não lhe aborrece, eu mesmo o tive cuidando e lhe tomei o tempo.

- Ahá!

- Sim, senhor, e lhe tomei o tempo com os dois relógios que eu tinha: um regular e outro de tirar ligeiro os cavalos, e com nenhum me deu mais que qualquer matungo.

O paisano calado não devia entender de relógios porque, sem entrar em mais controvérsias, fez caminhar seu malacara para gente menos doutora.

Ouvimos um tropel e uma gritaria. Aproximamo-nos da cancha. Acabavam de correr uma carreirinha de duas paradas fechadas, entre cavalos de campo. O paisano ganhador, montado num picacinho overo, passou diante de nós, fatigado e sorridente. Já estavam partindo com um rabicano pampa e um zaino de focinho branco. Em cada pique, o zaino se escancarava, desesperado por correr. Mas, perto de mim, um grupo de gente rica, bem montada, falava de uma das carreiras depositadas. O que parecia mais a par que os demais explicava:

- Eu não sei como Silvano se meteu a correr com o mão-branca dos Acuña; seu alazãozinho é um animal novo, muito bruto. Vocês verão que é capaz de se assustar com a gente e mudar de raia...

Nisso passou um rapaz, oferecendo trinta a vinte contra o rabicano que estava partindo. Tomei a parada porque sim.

- Vieram! - gritou o mesmo rapaz.

A gente corria para o lado da largada. Uns diziam: "morreu", outros asseguravam que o focinho-branco, desembestado, tinha levado pela frente uns sete homens a pé. Resultou finalmente que o cavalo, embravecido pelos piques repetidos, tinha feito carretilla, atropelando o alambrado e se despedaçando nele. O corredor se salvou por milagre, com uns galos e escoriações na cabeça.

Ganhei trinta pesos, quase sem ter pensado.

O moço que explicava os defeitos do alazãozinho do tal Silvano apontou com o cabo do rebenque.

- Aí vêm eles.

- Vamos ver? - propus a meus companheiros.

Que pintura o alazãozinho de Silvano! Enquanto o contemplávamos, repeti o que ouvira.

Passou o mão-branca. Um veterano tranquilo, antes feio, de pelo zaino escuro. Começaram a jogar nele dando usura. Seguimo-los para vê-los partir.

O alazãozinho sobrou sobre ele em dois piques, e o dinheiro ficou parelho.

O peruano que me havia ganhado os cem pesos fez-me uma entrada:

- E, mocinho? Quanto vai no mão-branca?

- ...

- Dou-lhe desforra dos cem.

- Pago.

Já o corredor do alazão tinha convidado duas vezes, sem resultado, e levavam seis partidas. Via-se que o do mão-branca queria sair de trás para rebalçá-lo. O do alazão, muito confiante, ria. Ambos pareciam decididos a tornar efetiva a carreira quanto antes.

Vieram juntos. Num avanço, o alazão descontou distância. "Vamos!", convidou seu corredor, levantando-o na boca. De trás, o mão-branca o alcançava. A partida ia favorecê-lo. Imprudentemente, ou talvez por sobra de confiança, o do alazão voltou a convidar:

- Vamos?

- Vamos!

O mão-branca tomou vantagem, como de meio corpo.

- Ahá! - riu o do alazão e, cedendo rédea, adiantando o corpo, emparelhou com o contrário, venceu-o, fez-lhe engolir terra, tirou-lhe dois corpos, três... Que sei eu! O do mão-branca levantou seu cavalo a meia carreira.

- Boa porcaria o falado dos Cárdenas! - gritei.

O peruano sorriu:

- Anda na má.

Paguei-lhe os cem pesos.

- Vamos ver - disse-lhe, quente - se nos topamos em outra.

- Aqui estaremos a seu serviço - respondeu-me, embolsando meu dinheiro -, sempre que não gostemos do mesmo cavalo.

Mas que desforra eu iria encontrar naquela tarde?

Joguei numa quadrera. De posturas pequenas, comprometi setenta pesos. Levava as paradas no punho e, entre meus dedos, saíam os papéis como espinhos de um carrapicho. Uma por uma, tive que entregar as paradas.

Fui um tempo à tenda, com meus companheiros, onde tomamos umas cervejas e espetamos pastéis na ponta da faca. Don Segundo perdia cinquenta pesos. Em compensação, entre os dois reseros amigos juntavam cento e setenta e dois de ganho. A um desses sortudos entreguei cem, para que os jogasse por mim. Perdeu-os na primeira ocasião, deixando-me apenas cinco como todo capital. Ah, sim? Pois, perdido por perdido, fui ver meu contrário peruano, que, de sua parte, de entrada, ofereceu-me desforra.

- Não tenho com que pagar - disse-lhe -, mas, se o senhor quiser, dou em penhor cinco cavalos que poderá ver agorinha, se quiser.

O homem aceitou e, para mostrar liberalidade, deixou-me escolher cavalo na carreira seguinte. Com uma fidelidade de cordeiro órfão, enfiei-me com o perdedor.

Muito bem! Eu me dedicaria a olhar.

A gente parecia cansada, e a tarde caía. Don Segundo não tirava o rebenque de suas brincadeiras, e, o que era pior, eu ficava amuado, sem responder.

Não sei quanto durou a tarde, nem se foram muitas ou poucas as carreiras que se viram. Os grupos se despediam, dando-se a mão. Para os dois lados do beco, iam duas fileiras de gente a cavalo. Diante dos despachos de bebida, os bêbados eram uns dez ou doze.

Longe, viam-se algumas poeiradas dos que haviam se retirado primeiro.

Pouco a pouco fomos ficando sozinhos. Ao homem que me havia ganhado quase todo o dinheiro mostrei minha tropilha e, ficando conforme, levou os cinco animais, deixando-me com dois e o Moro.

Despedimo-nos de nossos companheiros. Nós seguiríamos viagem, fazendo noite onde ela nos tomasse. Troquei de cavalo. Restavam-me Garúa, o Vinchuca, o Moro e o Guasquita, em que eu ia montado.

- Vamos? - disse-me meu padrinho, imitando os corredores.

- Vamos! - respondi.

E saímos a galope curto, rumo ao campo, que pouco a pouco nos foi tragando em sua indiferença.

Don Segundo Sombra

Sinopse

Tradução brasileira de Don Segundo Sombra, romance de formação de Ricardo Güiraldes e clássico da literatura argentina, em torno de Fabio Cáceres, da vida de resero, da pampa e da figura mítica de Don Segundo. Edição consolidada pelo projeto Literunico / Copa.

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