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#Desafio365Livros
Dia 05
Comente na Biblioteca em um livro cuja força esteja não nas palavras, mas nas imagens, obras onde a fotografia, a ilustração ou o traço sejam essenciais para transmitir a mensagem.
(Vale comentário em marcação de Lido ou em Leitura e resenha, não esqueça de marcar a caixa de compartilhar no perfil)
#Desafio365postagens
Dia 143
O Olhar Que Fala
Antes da palavra, a imagem.
Antes do discurso, o suspiro,
Um instante roubado ao fluxo do tempo,
Preso no silêncio de quem vê,
De uma voz que nunca se cala.
A fotografia não explica,
Não justifica, não traduz.
Ela se impõe.
Seja lágrima, seja luz,
Ela imprime no olhar do outro
O que o mundo insiste em esquecer.
Eder B. Jr.
Indicação do @literunico
#Gênesis
Status da Leitura: Lido
Detalhes do Livro: Gênesis
Gênesis, de Sebastião Salgado, é uma obra monumental que transcende os limites da fotografia documental para se tornar um poderoso manifesto visual em defesa do planeta. Publicado pela editora Taschen em 2013, o livro é resultado de um projeto que levou o fotógrafo a percorrer, ao longo de oito anos, mais de 30 regiões remotas do mundo em busca de paisagens, animais e culturas humanas ainda preservadas da intervenção moderna.
Após anos documentando guerras, fome e migrações forçadas, Salgado enfrentou um esgotamento físico e emocional. Ao retornar à fazenda de sua família em Aimorés, Minas Gerais, encontrou a terra devastada pela degradação ambiental. Junto com sua esposa, Lélia Wanick Salgado, iniciou um projeto de reflorestamento que deu origem ao Instituto Terra, restaurando a Mata Atlântica local. Essa reconexão com a natureza inspirou Gênesis, uma busca pelas paisagens, animais e culturas humanas ainda preservadas da intervenção moderna.
O livro reúne mais de 200 fotografias em preto e branco, capturadas em locais como a Antártida, as florestas da Amazônia, o deserto do Saara e as ilhas Galápagos. Salgado retrata tribos indígenas, animais selvagens e paisagens intocadas, revelando a beleza e a fragilidade do nosso planeta. As imagens são divididas em cinco seções geográficas: Planeta Sul, Santuários, África, Espaços do Norte e Amazônia e Pantanal. A curadoria e o design do livro foram realizados por Lélia Wanick Salgado, sua parceira de vida e trabalho.
Gênesis não é apenas um registro visual; é um manifesto ecológico e humanista que convida à reflexão sobre a urgência de preservar o que ainda resta de puro no mundo. O projeto foi amplamente exibido em museus e centros culturais ao redor do mundo, incluindo o Museu de História Natural de Londres e o Museu do Amanhã no Rio de Janeiro.
Em 23 de maio de 2025, Sebastião Salgado faleceu aos 81 anos, em Paris, devido a complicações de uma leucemia decorrente de uma malária contraída durante as expedições de Gênesis. Sua obra permanece como um legado poderoso de beleza, consciência e resistência.
Gênesis é uma obra que merece um lugar de destaque em qualquer coleção, seja de fotógrafos, ambientalistas ou amantes da arte. Não apenas pela qualidade técnica das imagens, mas pela mensagem urgente que carrega: a necessidade de reconectar-se com a natureza e preservar o que ainda resta de intacto em nosso planeta.
#resenhas #Gênesis
📖 [Ver livro](https://www.literunico.com.br/books/737)
#Desafio365Livros
Dia 04
Comente na Biblioteca em um livro que explore a ideia de "um lugar que é personagem", quando o espaço não é apenas cenário, mas atua, transforma, determina a história.
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#Desafio365postagens
Dia 142
O Lugar Que Respira
Nem pedra, nem rua, nem floresta estática:
o espaço envolve, respira, ordena.
Não abriga somente, mas provoca.
É o lugar que, personagem, envenena.
Ou acolhe, ou devora, ou salva,
mas nunca é indiferente à trama.
Quem ali entra, nunca mais se cala:
o espaço é voz, é fúria, conclama.
Eder B. Jr.
Indicação do @literunico
#Cemanosdesolidão
Status da Leitura: Lido
Detalhes do Livro: Cem anos de solidão
Macondo não é só um lugar, é um estado de espírito, uma permanência que se insinua e contamina, uma entidade viva que assiste e intervém. A cidade emerge como um organismo que observa silencioso, transforma quem o habita e se encerra em sua própria clausura de mito e esquecimento.
A família Buendía, enredada nesse espaço, desfila suas gerações como quem repete um rito inconsciente, uma dança involuntária na qual cada passo parece previsto, mas nunca completamente compreendido. O tempo se comprime, avança em círculos, se nega a obedecer à linearidade que se espera da vida comum. Aqui, passado e futuro não são linhas, são névoas que se dissolvem e reaparecem quando menos se espera.
O real se acomoda ao insólito com a naturalidade de quem não precisa se explicar. Homens que ascendem ao céu, mulheres que sangram anos, crianças que nascem com caudas, um alquimista que se recusa a morrer. Não há surpresa, porque o mundo de García Márquez não busca lógica, mas intensidade, e nela reside sua força.
Ler este livro é experimentar uma sensação de inevitabilidade, como se os destinos traçados nunca pudessem ser outros, mas ainda assim cada pequeno gesto carregasse uma centelha de resistência, um desejo mudo de romper o ciclo.
Macondo morre, mas não sem antes se deixar gravar na memória de quem ousou percorrê-lo. O leitor, ao fechar o livro, entende que não há solidão maior do que a de quem esquece sua própria origem, e não há maior condenação do que não reconhecer o eco dos próprios erros.
"Cem Anos de Solidão" não é apenas uma narrativa sobre uma família, mas sobre a fragilidade e a persistência daquilo que nos constitui, sobre o quanto somos parte de lugares que nunca nos deixam completamente, mesmo quando acreditamos ter partido.
#Desafio365Livros
Dia 03
Comente na Biblioteca em um livro cujo enredo ou personagem principal seja fortemente influenciado por um objeto simbólico.
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#Desafio365postagens
Dia 141
O Objeto e o Destino
Um anel, um retrato, uma chave perdida,
Na trama, o objeto respira e conduz.
Silencioso, molda a sorte da vida,
Solidificando futuros, o oculto que induz.
Sólido presságio, amuleto sutil,
De quem o recebe, ou de quem o nega.
No enredo, é faísca ou então é o fuzil,
Desperta o conflito, ou a paz sossega.
Eder B. Jr.
Indicação do @literunico
#OSenhordosAnéis:ASociedadedoAnel
Status da Leitura: Lido
Detalhes do Livro: O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel
Há livros que não são apenas lidos, são atravessados, como se a travessia moldasse a própria alma do leitor. Assim é "O Senhor dos Anéis", não apenas uma narrativa, mas um rito, um divisor de almas, além das páginas, nos entregando aquilo que ainda não sabíamos que éramos.
No centro, um objeto, um anel. Simples, circular, metáfora perfeita da repetição e da obsessão humanas. Ele não apenas conduz a trama, mas subverte destinos, encurva vontades e revela fraquezas. O Anel é mais do que um símbolo: é um espelho côncavo, que distorce e expõe a essência dos que o tocam.
A travessia da Comitiva não é apenas geográfica; é interna, visceral. Cada passo em direção a Mordor é uma queda ou uma ascensão, dependendo de quem observa. Tolkien, com uma linguagem que ora abraça o épico, ora sussurra lirismo, nos conduz por florestas que guardam memórias, montanhas que resistem ao tempo e cidades que, mesmo ruínas, ainda falam.
Mas o que mais me fascina não são os mapas ou as linhagens, embora estes impressionem. É a delicadeza silenciosa com que Tolkien trata o peso das escolhas. Frodo, tão pequeno e frágil, carrega o maior fardo e, o faz não por glória, mas por uma urgência que escapa aos olhos dos que buscam apenas poder.
E há em Samwise Gamgee uma lição que jamais deveria ser esquecida: a grandeza, quase sempre, habita os gestos simples. A amizade, aqui, não é adereço; é estrutura, é salvação.
Ler "O Senhor dos Anéis" é entender que o herói nem sempre triunfa sem perdas, que o mal não é vencido sem que antes nos habite. E que há, nas despedidas e nos retornos, uma beleza melancólica que só os grandes livros nos permitem experimentar.
Esta obra não é apenas um marco da fantasia, é um ensaio sobre o humano, sobre o desejo e a resistência, sobre a efemeridade do bem e a persistência do mal. E sobre o fato, irrefutável, de que, tal como na vida, o mais perigoso dos objetos, mesmo o mais ínfimo, pode transformar o mundo para sempre.
#Link365TemasLivros
Comente na Biblioteca em um livro cujo enredo se passa majoritariamente durante um único dia.
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#Desafio365Livros
Dia 02
#Desafio365postagens
Dia 140
O Relógio Silencioso
As horas comprimem a eternidade,
Num só dia, a alma se desfaz.
Entre nascer e morrer, a brevidade
Veste de urgência tudo que se faz.
O tempo é um lancil tênue e finito,
Que um personagem aprende a seguir.
Cada instante é único e bendito,
Pois não haverá amanhã por vir.
Eder B. Jr.
Indicação do @literunico
#MrsDalloway
Uma narrativa delicada e intensa que se desenrola ao longo de um único dia na vida de Clarissa Dalloway, uma mulher cuja existência é marcada pela aparente banalidade dos preparativos para uma festa, mas que, sob a superfície, revela as complexidades psicológicas de uma alma em constante reflexão. A técnica inovadora do fluxo de consciência transforma cada pensamento de Clarissa e dos demais personagens em poesia pura, traçando emoções, lembranças e desejos que transcendem o tempo e o espaço.
Ligada à trajetória de Clarissa está a história de Septimus Warren Smith, um veterano de guerra atormentado pelos fantasmas do passado, cuja dor silenciosa traz as cicatrizes de uma sociedade ainda ferida. Através desses personagens, Woolf oferece uma meditação profunda sobre as imposições sociais, o impacto psicológico da guerra, o efêmero da vida e a busca incessante por significado.
Woolf constrói personagens secundários tão vívidos e complexos que permanecem na memória do leitor com força singular: a filha adolescente de Clarissa, sua tutora marcada pela baixa autoestima e fervor religioso; o soldado perdido em seu próprio inferno particular e a própria Clarissa, que guarda, num gesto tão humano quanto arrebatador, a lembrança de um beijo apaixonado com uma amiga boêmia, um instante que eterniza sua singularidade.
"Mrs. Dalloway" não é apenas um romance; é um retrato multifacetado da alma humana, com sua essência elusiva e indecifrável. A escrita de Woolf transcende o enredo, convidando o leitor a questionar: "Será que realmente conhecemos alguém?". Como na vida, seus personagens possuem um núcleo misterioso, inatingível.
Ler "Mrs. Dalloway" é permitir-se ser transformado pelo poder da palavra, pela ousadia narrativa de uma autora que continua a se manter atual através das gerações e demonstra que, na literatura, a verdadeira eternidade se descreve com delicadeza e profundidade.
#resenhas #MrsDalloway
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#Desafio365Livros
Dia 01
Comente na Biblioteca em um livro categorizado como Romantismo Brasileiro.
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#Link365TemasLivros
#Desafio365postagens
Dia 139
Noite Sobre a Serra
Ó doce estrela que ao longe cintila
Reflete os olhos da minha amada ausente.
Nos montes altos, o vento me guia
Emocionado ao amor pungente
Flor da mata, tão pura e serena
Não sabes tu da saudade que invade?
Não te encontrar sempre será a minha pena
Mas pra te encontrar, nunca será tarde!
Eder B. Jr.
Indicação do @literunico
#OGuarani
Status da Leitura: Lido
Detalhes do Livro: O Guarani
Regras dos Desafios
Histórias
Livros e Contos
Nenhuma criação encontrada
Ideias
Pensamentos e Ensaios
Nenhuma ideia encontrada
Estante
Histórico de Leitura
A Dama das Camélias
por Alexandre Dumas Filho
Murilo Rubião – Obra completa
por Murilo Rubião
Via-Láctea
por Olavo Bilac
A paciente silenciosa
por Alex Michaelides
Gosto literário: como formar
por Arnold Bennett
A Arte da Guerra
por Sun Tzu
Diário: Memórias da vida literária
por Edmond de Goncourt
Marca d'água: um ensaio sobre Veneza
por Joseph Brodsky
Gênesis
por Sebastião Salgado
Resenhas
Opiniões Publicadas

O Guarani
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1984
"Testando"

A Revolução dos Bichos
"Teste"

A empregada: Bem-vinda à família
"Teste"

Bárbara & Cléber (Série de Presa a Deusa Livro 3)
"Teste"
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Vamos montar essa parte na sequência.



