Avatar

EDER BERALDO JUNIOR

@ literunico

Nível
11
Essência
🔥 Fogo
Ritual
0 Dias

Patrimônio

60.0 LC

ESTRADA

LITERÁRIA

Updates

24/0518:41
#Link365TemasLivros
#Desafio365Livros
Dia 05
Comente na Biblioteca em um livro cuja força esteja não nas palavras, mas nas imagens, obras onde a fotografia, a ilustração ou o traço sejam essenciais para transmitir a mensagem.
(Vale comentário em marcação de Lido ou em Leitura e resenha, não esqueça de marcar a caixa de compartilhar no perfil)

#Desafio365postagens

Dia 143
O Olhar Que Fala

Antes da palavra, a imagem.
Antes do discurso, o suspiro,
Um instante roubado ao fluxo do tempo,
Preso no silêncio de quem vê,
De uma voz que nunca se cala.

A fotografia não explica,
Não justifica, não traduz.
Ela se impõe.
Seja lágrima, seja luz,
Ela imprime no olhar do outro
O que o mundo insiste em esquecer.

Eder B. Jr.

Indicação do @literunico
#Gênesis

Status da Leitura: Lido

Detalhes do Livro: Gênesis


Gênesis, de Sebastião Salgado, é uma obra monumental que transcende os limites da fotografia documental para se tornar um poderoso manifesto visual em defesa do planeta. Publicado pela editora Taschen em 2013, o livro é resultado de um projeto que levou o fotógrafo a percorrer, ao longo de oito anos, mais de 30 regiões remotas do mundo em busca de paisagens, animais e culturas humanas ainda preservadas da intervenção moderna.
Após anos documentando guerras, fome e migrações forçadas, Salgado enfrentou um esgotamento físico e emocional. Ao retornar à fazenda de sua família em Aimorés, Minas Gerais, encontrou a terra devastada pela degradação ambiental. Junto com sua esposa, Lélia Wanick Salgado, iniciou um projeto de reflorestamento que deu origem ao Instituto Terra, restaurando a Mata Atlântica local. Essa reconexão com a natureza inspirou Gênesis, uma busca pelas paisagens, animais e culturas humanas ainda preservadas da intervenção moderna.
O livro reúne mais de 200 fotografias em preto e branco, capturadas em locais como a Antártida, as florestas da Amazônia, o deserto do Saara e as ilhas Galápagos. Salgado retrata tribos indígenas, animais selvagens e paisagens intocadas, revelando a beleza e a fragilidade do nosso planeta. As imagens são divididas em cinco seções geográficas: Planeta Sul, Santuários, África, Espaços do Norte e Amazônia e Pantanal. A curadoria e o design do livro foram realizados por Lélia Wanick Salgado, sua parceira de vida e trabalho.
Gênesis não é apenas um registro visual; é um manifesto ecológico e humanista que convida à reflexão sobre a urgência de preservar o que ainda resta de puro no mundo. O projeto foi amplamente exibido em museus e centros culturais ao redor do mundo, incluindo o Museu de História Natural de Londres e o Museu do Amanhã no Rio de Janeiro.
Em 23 de maio de 2025, Sebastião Salgado faleceu aos 81 anos, em Paris, devido a complicações de uma leucemia decorrente de uma malária contraída durante as expedições de Gênesis. Sua obra permanece como um legado poderoso de beleza, consciência e resistência.
Gênesis é uma obra que merece um lugar de destaque em qualquer coleção, seja de fotógrafos, ambientalistas ou amantes da arte. Não apenas pela qualidade técnica das imagens, mas pela mensagem urgente que carrega: a necessidade de reconectar-se com a natureza e preservar o que ainda resta de intacto em nosso planeta.

#resenhas #Gênesis
📖 [Ver livro](https://www.literunico.com.br/books/737)
22/0523:25
#Link365TemasLivros
#Desafio365Livros
Dia 04
Comente na Biblioteca em um livro que explore a ideia de "um lugar que é personagem", quando o espaço não é apenas cenário, mas atua, transforma, determina a história.
(Vale comentário em marcação de Lido ou em Leitura e resenha, não esqueça de marcar a caixa de compartilhar no perfil)

#Desafio365postagens

Dia 142
O Lugar Que Respira

Nem pedra, nem rua, nem floresta estática:
o espaço envolve, respira, ordena.
Não abriga somente, mas provoca.
É o lugar que, personagem, envenena.

Ou acolhe, ou devora, ou salva,
mas nunca é indiferente à trama.
Quem ali entra, nunca mais se cala:
o espaço é voz, é fúria, conclama.

Eder B. Jr.

Indicação do @literunico
#Cemanosdesolidão

Status da Leitura: Lido

Detalhes do Livro: Cem anos de solidão

Macondo não é só um lugar, é um estado de espírito, uma permanência que se insinua e contamina, uma entidade viva que assiste e intervém. A cidade emerge como um organismo que observa silencioso, transforma quem o habita e se encerra em sua própria clausura de mito e esquecimento.

A família Buendía, enredada nesse espaço, desfila suas gerações como quem repete um rito inconsciente, uma dança involuntária na qual cada passo parece previsto, mas nunca completamente compreendido. O tempo se comprime, avança em círculos, se nega a obedecer à linearidade que se espera da vida comum. Aqui, passado e futuro não são linhas, são névoas que se dissolvem e reaparecem quando menos se espera.

O real se acomoda ao insólito com a naturalidade de quem não precisa se explicar. Homens que ascendem ao céu, mulheres que sangram anos, crianças que nascem com caudas, um alquimista que se recusa a morrer. Não há surpresa, porque o mundo de García Márquez não busca lógica, mas intensidade, e nela reside sua força.

Ler este livro é experimentar uma sensação de inevitabilidade, como se os destinos traçados nunca pudessem ser outros, mas ainda assim cada pequeno gesto carregasse uma centelha de resistência, um desejo mudo de romper o ciclo.

Macondo morre, mas não sem antes se deixar gravar na memória de quem ousou percorrê-lo. O leitor, ao fechar o livro, entende que não há solidão maior do que a de quem esquece sua própria origem, e não há maior condenação do que não reconhecer o eco dos próprios erros.

"Cem Anos de Solidão" não é apenas uma narrativa sobre uma família, mas sobre a fragilidade e a persistência daquilo que nos constitui, sobre o quanto somos parte de lugares que nunca nos deixam completamente, mesmo quando acreditamos ter partido.

IMAGEM
21/0523:11
#Link365TemasLivros
#Desafio365Livros
Dia 03
Comente na Biblioteca em um livro cujo enredo ou personagem principal seja fortemente influenciado por um objeto simbólico.
(Vale comentário em marcação de Lido ou em Leitura e resenha, não esqueça de marcar a caixa de compartilhar no perfil)

#Desafio365postagens

Dia 141
O Objeto e o Destino

Um anel, um retrato, uma chave perdida,
Na trama, o objeto respira e conduz.
Silencioso, molda a sorte da vida,
Solidificando futuros, o oculto que induz.

Sólido presságio, amuleto sutil,
De quem o recebe, ou de quem o nega.
No enredo, é faísca ou então é o fuzil,
Desperta o conflito, ou a paz sossega.

Eder B. Jr.

Indicação do @literunico

#OSenhordosAnéis:ASociedadedoAnel

Status da Leitura: Lido

Detalhes do Livro: O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel

Há livros que não são apenas lidos, são atravessados, como se a travessia moldasse a própria alma do leitor. Assim é "O Senhor dos Anéis", não apenas uma narrativa, mas um rito, um divisor de almas, além das páginas, nos entregando aquilo que ainda não sabíamos que éramos.

No centro, um objeto, um anel. Simples, circular, metáfora perfeita da repetição e da obsessão humanas. Ele não apenas conduz a trama, mas subverte destinos, encurva vontades e revela fraquezas. O Anel é mais do que um símbolo: é um espelho côncavo, que distorce e expõe a essência dos que o tocam.

A travessia da Comitiva não é apenas geográfica; é interna, visceral. Cada passo em direção a Mordor é uma queda ou uma ascensão, dependendo de quem observa. Tolkien, com uma linguagem que ora abraça o épico, ora sussurra lirismo, nos conduz por florestas que guardam memórias, montanhas que resistem ao tempo e cidades que, mesmo ruínas, ainda falam.

Mas o que mais me fascina não são os mapas ou as linhagens, embora estes impressionem. É a delicadeza silenciosa com que Tolkien trata o peso das escolhas. Frodo, tão pequeno e frágil, carrega o maior fardo e, o faz não por glória, mas por uma urgência que escapa aos olhos dos que buscam apenas poder.

E há em Samwise Gamgee uma lição que jamais deveria ser esquecida: a grandeza, quase sempre, habita os gestos simples. A amizade, aqui, não é adereço; é estrutura, é salvação.

Ler "O Senhor dos Anéis" é entender que o herói nem sempre triunfa sem perdas, que o mal não é vencido sem que antes nos habite. E que há, nas despedidas e nos retornos, uma beleza melancólica que só os grandes livros nos permitem experimentar.

Esta obra não é apenas um marco da fantasia, é um ensaio sobre o humano, sobre o desejo e a resistência, sobre a efemeridade do bem e a persistência do mal. E sobre o fato, irrefutável, de que, tal como na vida, o mais perigoso dos objetos, mesmo o mais ínfimo, pode transformar o mundo para sempre.

IMAGEM
20/0520:24
#Link365TemasLivros


Comente na Biblioteca em um livro cujo enredo se passa majoritariamente durante um único dia.
(Vale comentário em marcação de Lido ou em Leitura e resenha, não esqueça de marcar a caixa de compartilhar no perfil. Você pode cadastrar o livro!)

#Desafio365Livros

Dia 02

#Desafio365postagens

Dia 140

O Relógio Silencioso

As horas comprimem a eternidade,
Num só dia, a alma se desfaz.
Entre nascer e morrer, a brevidade
Veste de urgência tudo que se faz.

O tempo é um lancil tênue e finito,
Que um personagem aprende a seguir.
Cada instante é único e bendito,
Pois não haverá amanhã por vir.

Eder B. Jr.

Indicação do @literunico

#MrsDalloway

Uma narrativa delicada e intensa que se desenrola ao longo de um único dia na vida de Clarissa Dalloway, uma mulher cuja existência é marcada pela aparente banalidade dos preparativos para uma festa, mas que, sob a superfície, revela as complexidades psicológicas de uma alma em constante reflexão. A técnica inovadora do fluxo de consciência transforma cada pensamento de Clarissa e dos demais personagens em poesia pura, traçando emoções, lembranças e desejos que transcendem o tempo e o espaço.
Ligada à trajetória de Clarissa está a história de Septimus Warren Smith, um veterano de guerra atormentado pelos fantasmas do passado, cuja dor silenciosa traz as cicatrizes de uma sociedade ainda ferida. Através desses personagens, Woolf oferece uma meditação profunda sobre as imposições sociais, o impacto psicológico da guerra, o efêmero da vida e a busca incessante por significado.
Woolf constrói personagens secundários tão vívidos e complexos que permanecem na memória do leitor com força singular: a filha adolescente de Clarissa, sua tutora marcada pela baixa autoestima e fervor religioso; o soldado perdido em seu próprio inferno particular e a própria Clarissa, que guarda, num gesto tão humano quanto arrebatador, a lembrança de um beijo apaixonado com uma amiga boêmia, um instante que eterniza sua singularidade.
"Mrs. Dalloway" não é apenas um romance; é um retrato multifacetado da alma humana, com sua essência elusiva e indecifrável. A escrita de Woolf transcende o enredo, convidando o leitor a questionar: "Será que realmente conhecemos alguém?". Como na vida, seus personagens possuem um núcleo misterioso, inatingível.
Ler "Mrs. Dalloway" é permitir-se ser transformado pelo poder da palavra, pela ousadia narrativa de uma autora que continua a se manter atual através das gerações e demonstra que, na literatura, a verdadeira eternidade se descreve com delicadeza e profundidade.

#resenhas #MrsDalloway
📖
[Ver livro]
IMAGEM
19/0514:35
#365Livros
MULTIMÍDIA
18/0508:53
-
17/0507:45
#IdiomaMonar

ESTRUTURAS FUNDAMENTAIS DO IDIOMA MONAR
“O que vibra no peito antes de ser lido, é linguagem que já foi vivida.”
I. A LÍNGUA QUE É LEMBRADA
A Língua MONAR não é aprendida,
ela é lembrada.

II. REGRAS FUNDAMENTAIS DO IDIOMA MONAR
1. Sílabas (CV)
Toda palavra é construída a partir de sílabas simples, com a estrutura consoante + vogal.
Ex: KA, MI, TO, LU...
2. Encontros vocálicos (VV)
Vogais podem se encontrar, mas nunca há consoantes duplas.

III. SISTEMA NUMÉRICO MONAR
"Em MONAR, contar não é acumular. É dar valor."
A numeração em MONAR segue o mesmo princípio da língua:
nenhuma palavra carrega excesso, e tudo deve respirar e ser transmitido.

REGRAS GERAIS
Números são compostos por sílabas simples.
Nunca há encontros consonantais
Toda dezena pura é precedida de ZE, o marcador de vazio e reinício
Centenas e milhares possuem seus próprios nomes funcionais:
RU = CEM
TO = MIL

I. NÚMEROS DE 0 A 9

Cada número carrega um valor matemático e um valor simbólico profundo:

Número / Palavra / Valor Simbólico

0 ZE O vazio, a pausa antes da criação
1 OR Unidade, origem, o primeiro ponto de consciência
2 ES Reflexo, relação, dualidade necessária
3 AR Trindade, equilíbrio entre forças
4 IM Estrutura, base estável do ser
5 UR Centro, força vital, coração do ciclo
6 OS Transição, ponte, movimento entre estados
7 EM Mistério, véu, travessia invisível
8 AS Retorno, movimento espiralado
9 IR Limite, rompimento, passagem final

II. DEZENAS (terminadas em zero)

Dezenas puras sempre iniciam com ZE para preservar a fluidez fonética.
Número Palavra
10 ZEOR
20 ZEES
30 ZEAR
40 ZEIM
50 ZEUR
60 ZEOS
70 ZEEM
80 ZEAS
90 ZEIR

III. COMPOSTOS (dezenas + unidades)
Construídos com sequência fonética limpa:
→ Ex: ORES = onze = OR + ES
Número Palavra MONAR
11 OROR
12 ORES
13 ORAR
14 ORIM
15 ORUR
21 ESOR
22 ESES
23 ESAR
24 ESIM
25 ESUR
31 AROR
42 IMES
64 OSIM
86 ASOS
97 IREM

IV. CENTENAS E MILHARES
RU e TO assumem os papéis de cem e mil, funcionando como palavras-número, não apenas unidades.
Número Palavra
100 RU
101 RUOR
110 RUZEOR
111 RUOROR
200 RUES
999 RUZEIRIR

Número Palavra
1000 TO
1001 TOOR
1010 TOZEOR
1111 TORUOROR

V. LÓGICA COMPOSITIVA
> MONAR constrói seus números como versos, não como cálculos.
ZE marca reinício e abertura
OR, ES, AR... seguem como pilares simbólicos
Nenhum número cola consoantes
Palavras maiores carregam ritmos internos

EXEMPLOS MONAR NUMÉRICOS
13 = ORAR (o princípio equilibrado)
25 = ESUR (relação com força)
60 = ZEOS (vazio da transição)
101 = RUOR (ampliação que se reinicia)
1001 = TOOR (riqueza abrindo novo princípio)

CONCLUSÃO
> "Os números em MONAR não servem para contar o que se tem, mas para sentir o que se manifesta."
Cada palavra numérica carrega música, forma e verdade.

IV. ESTRUTURA DO ALFABETO FONÉTICO
13 consoantes (K, L, M, N, P, S, T, V, B, D, G, Z, R)
5 vogais (A, E, I, O, U)
→ 65 fonemas possíveis em forma CV
Além disso, ditongos e encontros vocálicos estão permitidos conforme regras anteriores, desde que:
A primeira vogal seja aberta
A segunda, fechada
Ex:
COE (CÓE)
SOIA (SÓ-IA)

V. VERBOS E SUBSTANTIVOS
Verbos:
Verbos são definidos por terminações em R (ou RA) e não sofrem flexão por pessoa.
Exemplos:
VIR = ver
TIR = passar, transformar
LAR = amar

Temporalidade verbal:
MONAR não conjuga por pessoa, mas declina no tempo por partículas posicionais:
Passado: prefixo *
Futuro: sufixo *
Exemplos:
*VIR = viu
VIR* = verá
> O verbo sempre está no meio: o tempo envolve a ação.

Verbo como substantivo:
Quando o contexto permite, verbos também podem ser usados como substantivos simbólicos.
Exemplo:
VIR pode ser “visão”, “testemunho”, “olhar”
LAR pode ser “amor”, “vínculo”

VI. CONSTRUÇÃO DE PALAVRAS
As palavras em MONAR seguem uma lógica de raízes combinadas:
Substantivos compostos: duas raízes fundidas
Ex: MONMI (a casa da mãe), VIRSOL (ver a luz)

Expansão com partículas:
MI = lugar
RA = ação
As palavras não têm gênero gramatical.
O sentido é simbólico, não técnico.

VII. PRONOMES PESSOAIS
Pronome Pessoa Glifo
E Eu ⟡
I Ele/Ela ◬
O Você(s) ⊚
U Nós ⟁

VIII. PALAVRAS SAGRADAS E SEUS GLIFOS
Palavra Glifo Significado
MON 𐍈 Mãe, origem
FAR 𐍉 Pai, força
SOL 𐌷 Luz, revelação
VIR 𐍒 Ver, testemunhar
LAR ⌂ Amor, coração, morada interna
MI ⌂ Casa, lugar físico ou espiritual
TIR ✶ Tempo, transformação, ciclo
VIA ∞ Vida, fluxo vital contínuo
MIR ੴ Morte, estrela caída, fim que renasce

IX. FRASES MODELO COM O VOCABULÁRIO ATUAL

MONMI → Lugar da origem
VIRSOL → Ver a luz
LARMI → Casa do amor
TIRVIA → Tempo da vida
MIRMIR → Morte idêntica
FARSOLVIA → A força gera luz e vida
⟡VIR*SOL → Eu verei a luz
*VIR⊚ → Você viu

> A MONAR não se decora.
Se descobre.