Retumbante Leito A poesia floresce, Vertente das veias, Reluz escuridão, clareia. Nas asas da imaginação, A poesia aparece. Cristalina como água, Fluida e indômita, A não ser, Quando acomodada em Uma singela página. A poesia cresce, Toma páginas, aparece. Mas é no coração De quem a lê, Que faz sua casa, Vira ouro e permanece, Recheando um peito Muito bem acomodada Em seu retumbante leito. MarU