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Daniel Caetano

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30/0115:51
Boudicca | A Rainha Guerreira
Figura de resistência contra a opressão estrangeira, Boadiceia, como era chamada pelos romanos, foi uma das mulheres mais significativas da Antiguidade.

Seu esposo, o rei Prasutagus, no intento de firmar uma posição de entendimento em relação ao Império, articulou um acordo com os romanos. Em seu testamento, deixava o imperador romano como co-herdeiro de suas terras juntamente com suas duas filhas. No entanto, após a controversa morte de Prasutagus (há quem diga que foi envenenado pelos romanos), o procurador Cato Deciano ignorou o testamento e se apropriou de toda a herança dos icenos. Através de atos brutais, passaram a controlar de forma direta e definitiva a região. Houve protesto, mas Roma sufucou-o rapidamente. A resposta de Roma ao protesto foi desproporcional. A rainha foi açoitada em praça pública; suas duas filhas, violadas. Enfurecida, Boudicca iniciou uma revolta. Extremamente carismática, a rainha costurou alianças entre os povos britânicos vizinhos ao seu.

A Revolta de Boadiceia ocorreu entre 60 e 61 d.C, e dizem alguns historiadores da época que ela cometeu todo tipo de atrocidade em seus levantes contra Roma em nome de uma deusa chamada Andraste e, sob sua liderança, os rebeldes tomaram três grandes cidades controladas por Roma. Cerca de 70 a 80 mil romanos perderam a vida nos ataques promovidos por Boadiceia.

O historiador Dião Cássio diz sobre ela: "Boadiceia era alta, terrível de olhar e abençoada com uma voz poderosa. Uma cascata de cabelos vermelhos alcançava seus joelhos; usava um colar dourado composto de ornamentos, uma veste multicolorida e sobre esta um casaco grosso preso por um broche. Carregava uma lança comprida para assustar todos os que lhe deitassem os olhos".

A revolta terminou depois que Roma encontrou um campo de batalha adequado para sua cavalaria. Mesmo em desvantagaem númerica, o império conseguiu desestabilizar o exército de Boudicca num confronto decisivo. Decidida a não correr o risco de voltar a ser capturada por Roma para sofrer punições ainda mais severas, Boudicca teria tirado a própria vida após a derrota.

A fama de Boudicca tomou proporções lendárias na Inglaterra, séculos depois. Ganhou uma estátutua de bronze ao lado do Palácio de Westminster; um filme em 2023; apareceu em jogos eletrônicos e agora vai aparecer em Águas do Ara pyau, meu primeiro romance, que vai sair esse ano. Eu só espero que a minha versão de Boudicca esteja à altura da Boudicca da vida real.
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29/0112:38
O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é:
29 - Fale sobre um livro de guerra!

#Link365TemasLivros

Faz bastante tempo que li, mas lembro da empolgação a cada página que lia. Pra quem gosta de história da guerra, “Azincourt” é um prato cheio; é o “clássico” Bernard Cornwell que todos nós amamos e, devo dizer, uma excelente porta de entrada pra quem deseja conhecer esse autor.

“Azincourt” é uma representação fidedigna de um dos períodos mais marcantes e emblemáticos da Guerra dos Cem Anos — a famosa guerra entre Inglaterra e França — do ponto de vista de um dos arqueiros ingleses. A força de "Azincourt" reside na sua capacidade de combinar fatos históricos com uma narrativa ficciona de um jeito que só o Cornwell sabe fazer. É quase uma aula de História. Ele retrata a brutalidade e a glória da guerra (se é que isso existe), com clareza de dar inveja; ele praticamente nos joga no meio da batalha enquanto lemos e, acreditem, dá sufoco só de ler a cena. A batalha final desse livro é um soco no estômago (lembram da “Batalha dos Bastardos” em Game of Thrones?, é parecido). A precisão histórica, a pesquisa (Cornwell teve o cuidado de acessar os Arquivos da Biblioteca da Inglaterra para coletar os nomes verdadeiros dos arqueiros que participaram da batalha), a narrativa e os personagens são impressionantes. Eu destaco o “mentor” do personagem principal. Um sujeito hilário que xinga e fala palavrões como só o Cornwell podia imaginar. É bem aquele tipo de coadjuvante que rouba todas as cenas em que está presente.

Resumindo, pois não quero dar nenhum spoiler, “Azincourt’ é um dos livros que carrego pela vida, e certamente é um dos que influenciaram meu trajeto na escrita.
28/0107:04
Saudações literúnicas!

Eis aqui um novo escritor mineiro de ficção científica e especulação histórica. Natural de Divinópolis/MG, escrevo desde os 13 anos, mas somente em 2023 publiquei meu primeiro conto, intitulado "A Viajante".

Tenho uma paixão não correspondida por astronomia, que nasceu ainda na infância depois que meu pai adquiriu uma singela luneta de 700mm e me mostrou as crateras da lua, os anéis de Saturno e as luas galileanas de Júpiter. Depois disso, a contribuição feita pela minha mãe ao me apresentar ao "Cosmos" de Carl Sagan me impulsionou ainda mais nessa direção. O espaço me fascina tanto quanto me assusta e me confunde (dá bug na minha cabeça). Também cresci jogando RPG, o que ajudou a desenvolver o gosto pela contação de histórias. Isso sem citar as influências literárias. Gosto muito de Tolkien e Bernard Cornwell, mas foi Arthur C. Clarke e Sagan que abriram meus olhos para a ficção científica. Foi depois de ler "2001" e "Encontro com Rama", ambos de Clarke, que percebi que as histórias que estavam na minha cabeça cabiam no gênero. No entanto, fiquei bastante tempo afastado da literatura. Fiquei anos sem escrever, pois havia descoberto outra paixão.

A fotografia veio até mim enquanto fazia a faculdade de Comunicação Social, em BH. Eu queria trabalhar com ela. Me dediquei a ela. Mas não durou muito. Depois de dois anos fotografando casamentos percebi que não era o que me deixava feliz. Então a escrita retomou o lugar que era seu por direito. Na verdade, nunca saiu de lá. Saí de uma forma de escrita para outra, no fim das contas. Gosto de dizer que sou duas vezes escritor, porque, ora, fotografia é escrita com luz.

Hoje, além de "A Viajante", que conta com uma versão física na UiClap, publiquei também (recentemente, inclusive) outro conto, chamado "Chicxulub", que está disponível apenas em versão digital na Amazon, e estou trabalhando no meu primeiro romance, o qual merece um post exclusivo (tá me dando um trabalhão...).

Enfim, espero que este novo espaço seja um novo capítulo não só para minha carreira como escritor, mas também para todos os novos escritores que, como eu, estão lutando para crescer e serem vistos nesse pálido ponto azul...