Edson Basilio
@edsonbasO grilo, na realidade, é um ser mágico que tem um poder muito especial, ele consegue
nos transportar imediatamente para a roça apenas com o seu "cri-cri-cri". Faz carros,
asfalto e prédios sumirem. Tudo vira mato, estrada de chão, cavalos e bois e temos
aquela sensação gostosa de sossego.
Um dia desses, eu estava deitado na minha cama e os barulhos da avenida
engarrafada me incomodavam muito, não me deixavam relaxar após o estafante
expediente na empresa. De repente, comecei a escutar um "cri-cri-cri" bem distante,
mas que já me chamava a atenção. Fui me concentrando para tentar ouvi-lo melhor em
meio a toda aquela barulheira e, para minha surpresa, funcionou. O "cri-cri-cri" foi
ficando mais alto, como se o grilo se aproximasse cada vez mais da janela do meu
quarto, e passou a se sobrepor a todos os outros ruídos que me circundavam. Fechei
os olhos e, aos poucos, do meio de uma espessa fumaça que ia se dispersando da
minha mente, começou a surgir uma paisagem rural: um pequeno caminho no meio de
um matagal verde que levava a uma casinha com uma luz amarelada na varanda, o sol
estava se pondo e seus últimos raios desenhavam a silhueta de um horizonte sem fim.
Enquanto eu acompanhava o “cri-cri-cri”, tentando descobrir de onde ele vinha, fui me
sentindo cada vez mais sonolento, mas não desisti de procurar o grilo que me
chamava. Seguindo o pequeno caminho, cheguei à casinha da luz amarelada, bati na
porta e ela se abriu. Fui entrando, mas não havia ninguém lá dentro. No final de um
corredor havia um quarto, o “cri-cri-cri” ia ficando cada vez mais alto enquanto eu
seguia naquela direção. Entrei e avistei um grilo muito grande e colorido em cima de
uma cama bem-arrumada e que aparentava ser bastante confortável. Deitei-me ao lado
dele e juntos pegamos no sono.
nos transportar imediatamente para a roça apenas com o seu "cri-cri-cri". Faz carros,
asfalto e prédios sumirem. Tudo vira mato, estrada de chão, cavalos e bois e temos
aquela sensação gostosa de sossego.
Um dia desses, eu estava deitado na minha cama e os barulhos da avenida
engarrafada me incomodavam muito, não me deixavam relaxar após o estafante
expediente na empresa. De repente, comecei a escutar um "cri-cri-cri" bem distante,
mas que já me chamava a atenção. Fui me concentrando para tentar ouvi-lo melhor em
meio a toda aquela barulheira e, para minha surpresa, funcionou. O "cri-cri-cri" foi
ficando mais alto, como se o grilo se aproximasse cada vez mais da janela do meu
quarto, e passou a se sobrepor a todos os outros ruídos que me circundavam. Fechei
os olhos e, aos poucos, do meio de uma espessa fumaça que ia se dispersando da
minha mente, começou a surgir uma paisagem rural: um pequeno caminho no meio de
um matagal verde que levava a uma casinha com uma luz amarelada na varanda, o sol
estava se pondo e seus últimos raios desenhavam a silhueta de um horizonte sem fim.
Enquanto eu acompanhava o “cri-cri-cri”, tentando descobrir de onde ele vinha, fui me
sentindo cada vez mais sonolento, mas não desisti de procurar o grilo que me
chamava. Seguindo o pequeno caminho, cheguei à casinha da luz amarelada, bati na
porta e ela se abriu. Fui entrando, mas não havia ninguém lá dentro. No final de um
corredor havia um quarto, o “cri-cri-cri” ia ficando cada vez mais alto enquanto eu
seguia naquela direção. Entrei e avistei um grilo muito grande e colorido em cima de
uma cama bem-arrumada e que aparentava ser bastante confortável. Deitei-me ao lado
dele e juntos pegamos no sono.
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