eliz_leao
@eliz_leao
Na escuridão
A alma, acesa
Ela acenava
Moribunda, me olhava
Quer ser amada?
Um pedido, um silêncio.
Sepulcral
A cada fôlego, obtido de uma lágrima,
Um grito imenso
Sagrado, de quem se cala.
Se cala.
E eu a vi, a reconheci.
Pedaços de mim mesma.
Quer ser amada?
Tonta, entendi
Era o ser, meu próprio eu
Perdido do perdão,
Correndo o risco de não ser inteiro.
Minhas marés não me afogarão.
Salvarei a mim mesma,
Com o gesto simples
Do meu auto/ato amor.

Eliz Leão
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