#desafio 365 dias
Dia 8: Fale sobre um livro infantojuvenil marcante

Lendo o que escrevo, vocês podem ter uma ideia do que eu já li na minha vida. Sim, sou romantiquinha.
Na minha adolescência, na primeira Feira do Livro de Porto Alegre que fui (acho que eu tinha 11 anos e que era a 42ª), meu pai me deu esse livro. Misturando romance de amor com poesia e suspense, "A marca de uma lágrima" me conquistou. Li diversas vezes (já era obcecada na época, essa é uma mania que tenho). Eu era uma guria estranha entre meus colegas, a maioria não gostava de ler e mesmo minhas amigas liam pouco. Mas esse livro foi emprestado a muitas delas, andou de mão em mão, era sucesso absoluto e quando consegui recuperá-lo estava em estado de miséria, com a lombada toda desgraçada, bem sovado. Apesar do ódio contido, aceitei meu livro querido de volta como um soldado que voltou da guerra condecorado por sua bravura.
Ele conta a história de Isabel, uma adolescente que, como muitas , se acha feia. Ela escreve poesia e se apaixona pelo primo, Cristiano, que está apaixonado pela amiga linda dela, Rosana. Então a amiga pede que ela escreva para o amado, se passando por ela, porque ela não é boa com essas coisas. Isabel sofre com a imagem, sofre com o amor não correspondido, sofre com ciúme e inveja da amiga. E além de todo esse chororô, regado a muitos poemas, ocorre um assassinato na escola onde se desenrola o drama todo. Aí que entra o suspense, porque Isabel estava escondida no laboratório chorando e acabou sendo testemunha quando o assassino pegou veneno lá para matar a diretora. Enfim, gosto muito do livro até hoje e sempre que posso recomendo para meus alunos.

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