Glauco Freitas
@glaucofreitas- É importante? - perguntou o menininho.
- Acho que depende - respondeu o pai, pensativo, deixando o olhar subir até o céu azul - Tudo depende. Sempre vai ter coisas que são muito importantes pra alguém, e que não significam nada pras outras pessoas.
- Mas e faz diferença? Digo, por onde eu começo?
- Diferença? Não. O resultado vai ser o mesmo no final.
- Então por que eu tenho que decidir isso?
- Porque é você quem vai fazer. Quer que outra pessoa decida tudo o que você vai fazer pelo resto da sua vida?
- Não, mas... Você disse que não era importante.
- Exatamente! É por isso que você tem que decidir. Se não conseguir decidir algo tão banal, o que vai acontecer quando você tiver que decidir algo que realmente importa?
- Hm. Você não quer decidir pra mim dessa vez? Prometo que na próxima-...
- Não. Você decide. Eu não vou estar aqui pra sempre, entende? Eu posso estar muito longe, pode ser que não permitam que eu decida por você, pode ser que eu nem esteja mais aqui... Você tem que tomar as decisões. A partir de hoje.
- Mas e se eu decidir errado?
- Então você vai ter de lidar com as consequências do que escolher, mas saberá que foi você quem decidiu. O pior que pode acontecer com uma pessoa é tirarem dele o poder de decisão e obrigarem-no a sofrer com consequências de coisas que decidiram em seu lugar. Nunca deixe isso acontecer! Pior que do que não tomar uma decisão, é deixar que outros decidam no seu lugar. Você entendeu?
- Entendi.
Em silêncio, o menino baixa os olhos para a fonte de sua indecisão por mais um tempo.
- E então? Decidiu?
- Acho-Acho que sim.
- Então faça! Não adianta chegar numa decisão e não agir!
- Certo!
O menino aquiesce e morde a pata direita de sua Tortuguita.
"Pelas patas, hein?!", pensou o pai, sorrindo orgulhoso. "Ousado".
- Acho que depende - respondeu o pai, pensativo, deixando o olhar subir até o céu azul - Tudo depende. Sempre vai ter coisas que são muito importantes pra alguém, e que não significam nada pras outras pessoas.
- Mas e faz diferença? Digo, por onde eu começo?
- Diferença? Não. O resultado vai ser o mesmo no final.
- Então por que eu tenho que decidir isso?
- Porque é você quem vai fazer. Quer que outra pessoa decida tudo o que você vai fazer pelo resto da sua vida?
- Não, mas... Você disse que não era importante.
- Exatamente! É por isso que você tem que decidir. Se não conseguir decidir algo tão banal, o que vai acontecer quando você tiver que decidir algo que realmente importa?
- Hm. Você não quer decidir pra mim dessa vez? Prometo que na próxima-...
- Não. Você decide. Eu não vou estar aqui pra sempre, entende? Eu posso estar muito longe, pode ser que não permitam que eu decida por você, pode ser que eu nem esteja mais aqui... Você tem que tomar as decisões. A partir de hoje.
- Mas e se eu decidir errado?
- Então você vai ter de lidar com as consequências do que escolher, mas saberá que foi você quem decidiu. O pior que pode acontecer com uma pessoa é tirarem dele o poder de decisão e obrigarem-no a sofrer com consequências de coisas que decidiram em seu lugar. Nunca deixe isso acontecer! Pior que do que não tomar uma decisão, é deixar que outros decidam no seu lugar. Você entendeu?
- Entendi.
Em silêncio, o menino baixa os olhos para a fonte de sua indecisão por mais um tempo.
- E então? Decidiu?
- Acho-Acho que sim.
- Então faça! Não adianta chegar numa decisão e não agir!
- Certo!
O menino aquiesce e morde a pata direita de sua Tortuguita.
"Pelas patas, hein?!", pensou o pai, sorrindo orgulhoso. "Ousado".
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