literunico
@literunico
Muitas séries, filmes, animes, animações e HQs trabalham com conceitos de passagem do tempo para que histórias não sejam superadas entre uma geração e outra.
O conceito mais comum é o do "reboot". Algumas vezes explicado para dar coerência, outras vezes sem nem fazer relação com os acontecimentos antigos, a historia é recontada e adaptada aos novos tempos.
Uma segunda alternativa é a continuação da história com o que parece um envelhecimento lento ou quase nulo dos personagens, sem muita preocupação em dar detalhes sobre isso. Algumas vezes, anos são só meses na história, outras vezes até existe algum envelhecimento minimamente coerente, mas mas menor. Ainda existe o caso de realidades alternativas.
Algumas fórmulas de sucesso, como Harry Potter e as princesas "novas" da Disney, planejaram capturar o leitor na idade infantil/adolescente com a identificação da evolução e das mudanças pelas quais passam.
Contudo, possuem o desafio moderno de se manterem evoluindo, arriscarem o reboot ou apenas serem o que foram, sem continuações, em algum momento.
Enfim, o ponto que eu quero chegar é que um autor precisa ter inclusive isso em seu radar, ao criar uma história, principalmente de fantasia.
E se um dia fizer sucesso?
Qual será o destino de seus personagens? Como tratar isso com os fãs, sempre ávidos por novas histórias?
Que forma poderá ser respeitosa com leitores, personagens e com o próprio autor?
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