literunico
@literunico
Na penumbra do crepúsculo, onde as sombras se alinham,
A Melancolia se instala, e nos olhos se aninham.
É o quarto ato, o suspiro da tarde que se vai,
Onde o coração se recolhe, em seu recanto, se esvai.

Seu sentimento é suave, como uma brisa que acaricia,
Um sussurro de lamento, que na mente se inicia.
Lembranças e silêncios, num balé introspectivo,
Cada embate, um capítulo, cada olhar, um motivo.

Caminhos de quietude, serenos, tão profundos,
Passos que ecoam, onde cada tristeza cria mundos.
É a "desenergia" do ser, sem mais histórias,
Um céu se torna cinza, em todas suas memórias.

E assim, da Melancolia, a alma se entristece,
Envolve-se na noite, e por um instante, padece.
É a doçura da perda, de beleza que não fenece,
É o que se vê no obscuro, onde a luz não resplandece.

Essa jornada se adensa com essa solitude,
Dos tombos da vida, em sua plena amplitude.
Que cada verso seja um sopro, uma nova atitude,
Ao crepúsculo da existência, que em silêncio se ilude.

Eder B. Jr.
(3/3)
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