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#Dia 293

Desvalia

Não importa chegam as mãos,
O vazio sempre responde primeiro.
Desvalia não aceita senãos,
Apenas sofre, mudo e certeiro.

Sua imagem é um reflexo trincado,
A sensação do infinito sem cor.
Desvalia não grita seu brado,
Mas silêncio de um sonho em dor

Onde o esforço se esvai na névoa,
Ela sussurra: "Nunca é o bastante".
Desvalia não luta, mas leva
A certeza de ser insignificante.

Não é lamento, nem recusa,
Mas uma espera sem redenção.
Desvalia é ausência difusa,
Que se perde na própria razão.

Eder B. Jr.
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