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@literunico#Dia 309
Rejeição
Negou-se (três vezes?) em voz sutil e decidida,
Um gesto padrão, quase distraído.
Mas fez do sim a porta recolhida,
Do afeto um fim não acolhido.
O riso emudeceu, fugiu do rosto, Restou silêncio em cada intenção. Rejeição não precisa de desgosto, Só da ausência moldando a negação.
E mesmo sem palavra ou despedida, Ela marca o chão, deixa o sinal:
O vazio de uma oferta não recebida, O peso de um desprezo sem igual.
Não foi não
e não foi dito
Fiicou no ar sem som sem volta
sem aviso
Mas caiu
Toque sem pele, o nome sem boca
O sim que morreu no antes.
O tempo que não estende fases.
Eder B. Jr.
Rejeição
Negou-se (três vezes?) em voz sutil e decidida,
Um gesto padrão, quase distraído.
Mas fez do sim a porta recolhida,
Do afeto um fim não acolhido.
O riso emudeceu, fugiu do rosto, Restou silêncio em cada intenção. Rejeição não precisa de desgosto, Só da ausência moldando a negação.
E mesmo sem palavra ou despedida, Ela marca o chão, deixa o sinal:
O vazio de uma oferta não recebida, O peso de um desprezo sem igual.
Não foi não
e não foi dito
Fiicou no ar sem som sem volta
sem aviso
Mas caiu
Toque sem pele, o nome sem boca
O sim que morreu no antes.
O tempo que não estende fases.
Eder B. Jr.
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