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@literunicoEquinócio
Antes da redenção em escárnio
Houve o silêncio das pedras.
As súplicas em língua órfica.
O lume nu das matérias.
Não havia salvação.
Apenas o compasso das seivas
A ciclo da carne na terra
Putrefação mais sagrada.
Germinando sob o seu peso
da noite mais longeva.
Ovos não eram espelhos.
Eram vestígios da renovação.
Cápsulas de sua gênese,
Postas ao relento dos deuses
O coelho não era pueril.
Multiplicidade insaciável.
De ventre sempre ocultado
Na perpetuação de todo seu caos
Em forma de vida infinita.
Nomes não se proferiam
Em busca do santo vão.
Ostara entre nós caminhava
Seus passos entalhados no barro.
Seu olhar era a luz
Seu prazer germinante.
Exaltando as estações
Na continuidade do tempo.
Se aclamação a ressurreição
Da alvorada, do vento
Em cada retorno, oferenda.
Se devolvia pra terra.
A grande verdade da vida
Toda a morte é eterna.
Eder B. Jr.
Antes da redenção em escárnio
Houve o silêncio das pedras.
As súplicas em língua órfica.
O lume nu das matérias.
Não havia salvação.
Apenas o compasso das seivas
A ciclo da carne na terra
Putrefação mais sagrada.
Germinando sob o seu peso
da noite mais longeva.
Ovos não eram espelhos.
Eram vestígios da renovação.
Cápsulas de sua gênese,
Postas ao relento dos deuses
O coelho não era pueril.
Multiplicidade insaciável.
De ventre sempre ocultado
Na perpetuação de todo seu caos
Em forma de vida infinita.
Nomes não se proferiam
Em busca do santo vão.
Ostara entre nós caminhava
Seus passos entalhados no barro.
Seu olhar era a luz
Seu prazer germinante.
Exaltando as estações
Na continuidade do tempo.
Se aclamação a ressurreição
Da alvorada, do vento
Em cada retorno, oferenda.
Se devolvia pra terra.
A grande verdade da vida
Toda a morte é eterna.
Eder B. Jr.
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