literunico
@literunicoUm dos grandes problemas do mundo moderno é que algumas vezes somos confrontados com situações em que emitimos nossas opiniões sobre o que consideramos certo e a realidade chega e te joga na cara quem ela é de verdade.
Por exemplo:
Não só eu, como muita gente que admiro criticou a compra da WB pela Netflix, quando o anúncio veio à tona.
Salientamos os perigos dessas aquisições gigantescas, principalmente quando o que está em jogo é diversificação de mercado cultural, monopólio de criação e distribuição de conteúdo e todos os outros aspectos que até minha filha de 9 anos já está cansada de saber sobre essa questão.
No entanto, a opinião pública negativa (que foi significativa) certamente pesou na decisão da Netflix sobre não entrar num leilão pela WB e isso facilitou o terreno para a Paramount vir por fora e realizar a aquisição.
E aí, quando olhamos o cenário mais amplo, tudo que os atuais donos da empresa seguem e representam atualmente, com uma enorme quantia de capital híbrido investido com a intenção direta e real em ser tendenciosa enquanto detentora do poder de divulgação de conteúdo e informação global, percebemos que nossa escolha de criticar a realidade que se propunha, apesar de correta, pode ter ajudado a consolidar uma realidade muito pior.
Até quando seguiremos confrontados com essa tal democracia estranha de "escolhas" de cenários entre o injusto e o aniquilador?
Por exemplo:
Não só eu, como muita gente que admiro criticou a compra da WB pela Netflix, quando o anúncio veio à tona.
Salientamos os perigos dessas aquisições gigantescas, principalmente quando o que está em jogo é diversificação de mercado cultural, monopólio de criação e distribuição de conteúdo e todos os outros aspectos que até minha filha de 9 anos já está cansada de saber sobre essa questão.
No entanto, a opinião pública negativa (que foi significativa) certamente pesou na decisão da Netflix sobre não entrar num leilão pela WB e isso facilitou o terreno para a Paramount vir por fora e realizar a aquisição.
E aí, quando olhamos o cenário mais amplo, tudo que os atuais donos da empresa seguem e representam atualmente, com uma enorme quantia de capital híbrido investido com a intenção direta e real em ser tendenciosa enquanto detentora do poder de divulgação de conteúdo e informação global, percebemos que nossa escolha de criticar a realidade que se propunha, apesar de correta, pode ter ajudado a consolidar uma realidade muito pior.
Até quando seguiremos confrontados com essa tal democracia estranha de "escolhas" de cenários entre o injusto e o aniquilador?
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