Bem-vindo ao Litverso
Você está vendo a versão pública. Entre para publicar, curtir e comentar.
Feed público cronológico.
Feed por hashtag

#desafío

Postagens públicas e visíveis que usam esta marca. Boa para capítulos, diários de criação, séries e publicações em andamento.
avatar
@MarU há 7 meses
Público
#Desafio 262 *Se assim for o seu querer* Deságuo no texto, sem outra opção, de aliviar o desejo, a fome, o tesão… Queimo o papel em palavras, acesa por dentro, nas profundezas da alma, querendo, sentindo, contendo. Escrevo despindo em versos, meus avessos, meus confessos… Sabendo o quão imperfeita sou feita… mas humana, dos pés a cabeça. Não é a razão que fala, é a alma… O instinto não tem calma, a pele chama ardendo pelo toque, o corpo pede gemendo que me note. E se bote no papel que entreguei a você. Venha ser o homem do resto dos meus dias e das noites todo meu prazer… se assim for o seu querer. MarU
avatar
@MarU há 7 meses
Público
#Desafio 261 *Impermanência* Vivo uma vida, com as malas prontas… sempre pronta para partir. Essa sensação de impermanência me persegue e, mesmo ficando, não me sinto enraizada ali. Se fosse uma planta, não viveria num pasto, seria uma planta de vaso, impedida de me fixar aqui. Sempre trocada, sempre mudada, sem saber onde me ir. MarU
avatar
@MarU há 7 meses
Público
#Desafio 260 *Sobram as borboletas* Me faltam palavras… sobram as borboletas. Seu olhar me ilumina, sua atenção me faz ir às estrelas, sonhar com um dia bonito, querer viver isso acordada. Imaginando as mil maravilhas que faria ao seu lado. As palavras me fogem do texto, escondem-se longe da boca, entaladas dentro do peito, reunidas na cabeça, que pensa que te ama. Falar eu não falo, mas é cada diálogo que invento na cabeça, e debatendo comigo por fora eu calo, mas por dentro me entrego inteira. MarU
avatar
@MarU há 7 meses
Público
#Desafio 259 *Sem lua* Cantoria de riacho, cachoeira, canário… vagalumes no pasto, fogueira estralando alto. Céu de estrelas sem lua. Noite fresca, saudades sua. MarU
Últimas respostas
@jjr · há 7 meses
Maravilhindo!
Ver conversa completa
avatar
@MarU há 7 meses
Público
#Desafio 258 *Vontade de viver* Uma vida parece tão pouco, comparado a capacidade de expectativas e possibilidades que temos. Nesta vida, já vivi tantas outras… e mesmo as tendo vivido, quanto mais eu vivo, mais vejo o quanto foram poucas. Em meu coração, carrego comigo a vontade incansável de viver ainda mais. MarU
avatar
@MarU há 7 meses
Público
#Desafio 257 *Retrato erótico* Cheirosa e molhada, vertendo desejo, recebo-o dentro, aberta e apertada. Sinto-o quente, deslizar suavemente… enterrando-se na textura aconchegante do meu ventre. Absorvendo-te, acomodando-se, me sentindo em cada espasmo pulsante. Permitindo o corpo fundir, fluindo na energia um do outro. Controlando o ritmo no lento, no fundo, intenso, gostoso… profundo, encaixando-se, vigoroso. Do exercício: pompoar. Artifício de querer tê-lo… preso, sentindo do contorno o aperto, o pulso, o impulso… te expulso, espremendo… se empurra pra dentro… gemendo. Sentindo-me massageando-o com a vulva… pra dentro, pra fora, sem deixar que o encaixe fuja. O ritmo alterna, elevo minhas pernas… cruzada de sereia sob seus ombros… acelera… acelera… Usa as mãos para dar impulso… estalido de corpos, som de fluidos molhados de gozo, meus seios no ritmo, balançando hipnóticos… Seus olhos sobre mim repousam, gravando mentalmente um retrato erótico. Você está no controle. Meus quadris nas suas mãos, meu seio na sua boca, sua língua no meu mamilo, fazendo voltas… me deixando louca, e assim, eu gosto! Me encontro no seu ritmo, no seu toque, no seu cheiro, nos seus olhos… Gozo escandalosa, me contorcendo, enquanto você comemora meu orgasmo… sem perder o ritmo, sem dar chance ao marasmo. O tempo que perdermos afastados será recompensado encaixados, até nos render ao cansaço e acordarmos colados, quando o dia amanhecer neste quarto. MarU
avatar
@MarU há 7 meses
Público
#Desafio 256 *Coração atado* Coração atado no peito, no leito a nota é dó. Meus olhos dos seus marejam, nas mãos vazias sem nós. Na garganta um nó se ata, o silêncio assume minha voz. Quisera ouvir seus sonetos, de mensagens secretas de nós. MarU
avatar
@MarU há 7 meses
Público
#Desafio 255 *Ventos* Os ventos sopram ares. Revolvem os galhos das árvores, guiam, nos céus, as aves, ondulam as águas dos mares. Sopram quente e sopram o frio. Arrepiam a pele, refrescam o calor vil. Movem areias de dunas de seus lugares. Revoltam-se, revolvendo-se, arrastam e carregam, com fúria, tudo pelos ares. Seu furor não vê desculpas: faça fogo, faça chuva, faça tudo que há na terra… alimento para sua busca. E depois de todo movimento, plácido e isento, cessa sua revolta. E, à sua volta, a brisa é calmaria. Após o tormento, os ecos do silêncio entre os destroços da força de selvageria. Ruídos altos de silêncio, gritos do que foi, um dia, algo. Gemidos doloridos de todos, aturdidos pelo sentimento de impotência diante de sua magnitude e violência. Os ventos que sopram calmos também sopram árduos. Só não sopram de volta o que já foi… se foi. Se foi! MarU
avatar
@MarU há 7 meses
Público
#Desafio 254 *Merengue* Gosto da cor, da textura. Gosto da forma, e da temperatura. Gosto do gosto, de como sinto com língua… E, de súbito, abocanhar inteiro dentro da boca… e deslizar pra fora, lentamente, como quem aprecia… Aquela sensação de crescer e diminuir, explodindo em leite doce dentro da boca. Uma sensação pulsante, que instiga a saliva e me deixa ansiando por outra. Gosto de brincar com as mãos, e passear com os dedos nos intervalos… intercalando a respiração com o toque. O gosto, a força, a visão, a temperatura… E todas as outras coisas que envolvem degustá-lo. Decantá-lo, abocanhá-lo e devorá-lo lentamente, até sentir se desfazer… Dentro da minha boca… só suspiros… e creme. Merengue… meu docinho favorito de comer. MarU
Últimas respostas
@tibianchini · há 7 meses
Só pela unha já vi que não é você na foto... Mas que poema... Apetitoso!
Ver conversa completa
avatar
@MarU há 7 meses
Público
#Desafio 253 *Entre nós* Entre nós, as palavras falam mais do que dizemos. Os silêncios gritam o que precisa ser dito. Nossos olhos calam, mas não se deviam… nem por um instante, estão fixos em cada detalhe que julgarem importante. Os ouvidos atentos captam o tom da voz, as notas da música… captam o som da respiração nas pausas, captam o que há no entorno: se vento, se mar, se chuva… se trânsito nas ruas. Mas o que há entre nós de mais bonito, sem dúvidas, é o que sentimos. Cada descoberta, na memória, um registro. Cada palavra pronunciada, assimilo. Cada dor compartilhada, sangro contigo. …mas não largo a sua mão, e sinto que não largará a minha, mesmo que a distância nos mantenha distantes em corpo vivo. A alma nunca se ausenta: faz memória, se apresenta, e, em consciência, é presença… em pensamento vívido. MarU
avatar
@CrisRibeiro há 8 meses
Público
#Desafio 313 Fresta do Teu Íntimo Sou fiel companheira. Ando na espreita, dos teus segredos tomo conta. Meto medo. Se me vês e não sabes de onde venho sou imprevisível, bem sei. Sou a sombra que escorre do teu íntimo, se enrosca nos teus pensamentos, se deita nos teus temores. E quando acreditas estar só, me encontras rindo silenciosa, bebendo o que sobra da tua intimidade. Cr💞s Ribeiro
avatar
@MarU há 8 meses
Público
#Desafio 252 *Vezes* As vezes que eu queria falar, e não falei nada. As vezes que você poderia falar, mas decidiu calar e ir embora pra casa. As vezes que pensei estar conectada… Sinto falta. As vezes que você decidiu se afastar… de tanto ter que lidar, decidi aceitar, calada. As vezes que nos abrimos um pro outro, mas, de um dia pro outro, nos fechamos. As vezes que incluí você nos meus planos… foram tantos! As vezes que não soube dizer se era amor ou engano. As vezes que, num surto de ardor, acabei transbordando. Às vezes… as vezes… por vezes… uma vez que… cada vez mais… de vez em quando… ou desta vez… vez por outra… de uma vez por todas! Invés de… outra vez… dessa vez… vês?! A vez… nossa vez… talvez… talvez! MarU
avatar
@CrisRibeiro há 8 meses
Público
#Desafio 312 Sem Toque Entra. Sem convite. Deixo. Rola meu nome devagar. Finge que não quer saber. Quer. Não curte. Não comenta. Respira meus silêncios. Me lê nas entrelinhas, mastiga meus restos, bebe minha ausência em goles curtos. Acha que me esconde, mas sinto; o olho atravessa a tela. Eu? Sou o eco que te lê de volta. Cris Ribeiro
avatar
@CrisRibeiro há 8 meses
Público
#Desafio 311 Eu só sabia sentir, sentir até derramar. Jurei ser bipolar. Busquei um rótulo pra acalmar o caos. AHSD: pele-atenta, coração-amplificador de sussurros que o mundo mal pronuncia. Hoje respiro versos: sou mansa quando pedem colo, sou ardida quando a chama chama. Sou duas: calma, intensa. E não caibo mais em bolsos alheios. Aqui me dispo; não do pudor, mas das incertezas. E, na pele da palavra, quente e viva, floresce a mulher que sempre esteve: silêncio rompido, brilho inteiro. Cris Ribeiro
avatar
@CrisRibeiro há 8 meses
Público
#Desafio310
avatar
@CrisRibeiro há 8 meses
Público
#Desafio 309 E quando amanhecer, meu sol há de te encontrar, ainda quente no eco do céu. Onde teu infinito me beija o peito descanso breve da tua eternidade. Cris Ribeiro
avatar
@CrisRibeiro há 8 meses
Público
#Desafio 308 Atrium Vestae Colunas gastas, elas nunca dormem sopram o fogo da deusa. Algo pulsa entre os ossos da pedra: a memória respira devagar. Mãos de mármore, rostos perdidos, o calor ficou dançando nas cinzas. Sussurram: “Não é o fogo que protege Roma, é o amor que guardamos ou o que ousamos tocar.” Acendo em mim o mesmo lume, não de templo, mas de peito. Cada silêncio é chama pequena, cada sombra carrega vento: o mundo ainda guarda memória. Viver é cuidar do fogo e não deixar o frio invadir, não deixar a pele esquecer o que pulsa no coração. Cr💞s Ribeiro
avatar
@CrisRibeiro há 8 meses
Público
#Desafio 307 Lição nenhuma Meu primeiro casamento durou dez anos. Os três últimos se arrastaram por gratidão. Como deixar alguém tão bom, sem parecer ingrata, sem morrer um pouco junto? Dizem que na vida a gente aprende a lição. Eu não. Tropeço nas mesmas pedras, de sandálias novas, no mesmo chão cansado. O amor, pra mim, é um bicho manco: segue, mesmo sangrando. Vem com pena, fica por teimosia. E eu fico mesmo quando já fui, mesmo quando o amor já fechou a porta por dentro. Cris Ribeiro