#Desafio 137
❤️❤️
Língua na Curva
Flor se abre,
molhada.
Lua: cúmplice,
calada.
Sussurro rouco.
Minha sede
é tua dobra.
Tua pele
nunca foge.
No vão da perna,
minha boca
silencia,
arde,
implora.
Tua entrega
me devora.
Lençol no chão.
Tua sombra
me atravessa.
Cada gesto
uma promessa.
Meu peito arfa,
ritmo cru
dos teus dedos.
Minhas coxas,
teus segredos.
Tua carne pulsa.
Te penetro com a fala
e com a língua…
calas.
Teu gosto me guia.
Me afundo
até a espinha.
Sou fome
que te alinha.
Espasmo violento.
Chuva
arde em meu queixo.
Teu gozo
no meu beijo.
Me habitas inteira.
Teu prazer
me incendeia.
Sou vulva.
Fogo.
Fogueira.
Meu corpo é tua prova.
Tua boca
me conduz.
Sou mulher,
não peça:
me traduz!
Crs Ribeiro
@CrisRibeiro
Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
373
posts
54
Seguidores
56
Seguindo
Séries por #
@eniovedovello
Enio Vedovello
@egdsx
Emmanuel Gomes
@jjr
Jason Da Silva Cajazeira Junior
@MiguelSoares
Luis Miguel Soares dos Santos
@bekagabypoeta8
Rebeka Gabrielly
@robsonmachado
Robson Luiz Fernandes Machado
@ellen
Ellen
@gledson489
Gledson Rogério Viana Raimundo
@cainafarias
Cainã Eli Araújo de Andrade Farias
@ricardolloco
Ricardo LLoco
@EscritosdeVitorHugo
Vitor Hugo Oliveira de Araújo
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
@diegorbor
Diego Rbor
@rafaelaraujoescritor
RAFAEL ARAUJO
@tamarasfawkes
Tamara S. Fawkes
@andreza199
Andreza Pereira
@autorpedrobarretho
Pedro Rogério Villar Barreto
@rodrigosantos
Rodrigo Santos
@paulafernandapoesias
Paula Fernanda de Araújo
@pammellamarins
Pammella Marins
@rodrigo153
Rodrigo de almeida
@inifadadresch
Inifada Dresch
@deise129
Deise Lima
@mariadriano
Mari Adriano
@marcosadpereira
Marcos AD Pereira
@manuaraujo
Manuella Araújo
@ariadene113
Ariadene Caillot
@luanaescritora
Luana Oliveira
@fernandopaz
Fernando Paz de Alvarenga
@tibianchini
Tiago Bianchini Fidalgo
@shakespeare
William Shakespeare
@Comtodapoesiaa
Yuri Izidio
@yasmin97
Yasmin Oliveira
@rejoverso
Rejo Naldo
@brunob612
Bruno Barboza
@Cilene
CILENE RESENDE
@anete46
Anete Aparecida Bagli Mariosa
@sylvviarubra
Sylvvia Rubraurora
@marcoshmartinsescritor
Marcos H. Martins
@deivesferraz
Deives Gabriel Ferraz
@Branca20
Branca
@avaliador
Avaliador
@aleituracria
A Leitura Cria
@eduliguori
EDU LIGUORI
@cadantasautora
Carolina Dantas
@fksilvain
F. K. Silvain
@tiagoandreatto
Tiago do Amaral Andreatto
@ricardoathos
Ricardo Athos
@eliz_leao
Eliz Leão
@berthamachadoo
Bertha Machado
@JuNaiane
Jusley Naiane
@Albertobusquets
Alberto Knobbe Busquets
@calorliterario_
Lidiane Queiroz Bastos
@literunico
Eder B. Jr.
@eliz_leao
Eliz Leão
@jjr
Jason Da Silva Cajazeira Junior
@MiguelSoares
Luis Miguel Soares dos Santos
@bekagabypoeta8
Rebeka Gabrielly
@joaoedulima
João Eduardo Lima
@robsonmachado
Robson Luiz Fernandes Machado
@ellen
Ellen
@cainafarias
Cainã Eli Araújo de Andrade Farias
@ricardolloco
Ricardo LLoco
@EscritosdeVitorHugo
Vitor Hugo Oliveira de Araújo
@glaucofreitas
Glauco Freitas
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
@diegorbor
Diego Rbor
@rafaelaraujoescritor
RAFAEL ARAUJO
@tamarasfawkes
Tamara S. Fawkes
@Annezinhadivulga
CRISTIANE NASCIMENTO DA CONCEIÇÃO
@autorpedrobarretho
Pedro Rogério Villar Barreto
@rodrigosantos
Rodrigo Santos
@autoramarianaaguiar
Mariana Alves Aguiar
@josimary184
Josimary Medeiros Giosa
@paulafernandapoesias
Paula Fernanda de Araújo
@inifadadresch
Inifada Dresch
@mariadriano
Mari Adriano
@marcosadpereira
Marcos AD Pereira
@cassescreve
Cass Razzini
@fernandopaz
Fernando Paz de Alvarenga
@marialima
Maria D. Lima
@tibianchini
Tiago Bianchini Fidalgo
@bianca
Bianca Leão
@classicos
Clássicos da Literatura
@shakespeare
William Shakespeare
@Comtodapoesiaa
Yuri Izidio
@versoparalelo
Fagner Mera
@Cilene
CILENE RESENDE
@sylvviarubra
Sylvvia Rubraurora
@marcoshmartinsescritor
Marcos H. Martins
@novidadesliterunico
Novidades Literunico
@deivesferraz
Deives Gabriel Ferraz
@Branca20
Branca
@MarU
Mar.U
@aleituracria
A Leitura Cria
@eduliguori
EDU LIGUORI
@feelings
Feelings
@cadantasautora
Carolina Dantas
@fksilvain
F. K. Silvain
@ricardoathos
Ricardo Athos
@berthamachadoo
Bertha Machado
@JuNaiane
Jusley Naiane
@Albertobusquets
Alberto Knobbe Busquets
@calorliterario_
Lidiane Queiroz Bastos
@lendasurbanas
Lendas Urbanas
@luanaescritora
Luana Oliveira
@poetaencantado
Poeta Encantado
@legiao
Urbana Legio Omnia Vincit
@_tissa_
Tissa The Artista
@literunico
Eder B. Jr.
#Desafio 136
Querer Ser
Riso que veste tua dor,
disfarce de carnaval.
O que te rasga por dentro
quando empurra ao fundo:
quieto.
Vidro quebrado
que não se esconde
sob o tapete.
Feridas viram rotina,
medos sussurram
em lábios entreabertos
exaustos da espera.
Sonhos deixados no acostamento,
entre uma escolha e outra,
te acordam afobada
por temer a derrapada.
Mil versões,
um só nome.
Prazos, metas, boletos.
A existência pendurada
no último cabide
do guarda-vidas.
Te esqueces:
Ser é verbo que exige mergulho.
É se ver no espelho
e escolher acender,
escolher querer.
E,
mais que tudo,
querer ser.
Crs Ribeiro
Querer Ser
Riso que veste tua dor,
disfarce de carnaval.
O que te rasga por dentro
quando empurra ao fundo:
quieto.
Vidro quebrado
que não se esconde
sob o tapete.
Feridas viram rotina,
medos sussurram
em lábios entreabertos
exaustos da espera.
Sonhos deixados no acostamento,
entre uma escolha e outra,
te acordam afobada
por temer a derrapada.
Mil versões,
um só nome.
Prazos, metas, boletos.
A existência pendurada
no último cabide
do guarda-vidas.
Te esqueces:
Ser é verbo que exige mergulho.
É se ver no espelho
e escolher acender,
escolher querer.
E,
mais que tudo,
querer ser.
Crs Ribeiro
#Desafio135
Canto
Para dispersar
todo o pranto
perder-me
em encantos
dissecar
a alma
expor
o matiz
da dor
E ao ardê-la:
me levanto
me estiçalho
me recolho
me espalho
ou me espantalho.
Crs Ribeiro
Canto
Para dispersar
todo o pranto
perder-me
em encantos
dissecar
a alma
expor
o matiz
da dor
E ao ardê-la:
me levanto
me estiçalho
me recolho
me espalho
ou me espantalho.
Crs Ribeiro
#Desafio 134
Cárcere Desejado
Espelho
do meu infinito:
Amo-te
com a serenidade
de quem sabe
e a vertigem
de quem se perde.
Sou.
E, sendo,
desdobro-me
em mil versões
que só tua presença
desnuda.
Mais madura
ainda crua ao toque
tocada
pela ternura nos teus olhos
quando me vês
sem defesa.
Teu amor:
cela e céu.
Me aprisiona em liberdade,
me solta
com algemas
de vento.
Te pertenço
como a noite
pertence ao delírio:
Entregue, escura, eterna.
Crs Ribeiro
Cárcere Desejado
Espelho
do meu infinito:
Amo-te
com a serenidade
de quem sabe
e a vertigem
de quem se perde.
Sou.
E, sendo,
desdobro-me
em mil versões
que só tua presença
desnuda.
Mais madura
ainda crua ao toque
tocada
pela ternura nos teus olhos
quando me vês
sem defesa.
Teu amor:
cela e céu.
Me aprisiona em liberdade,
me solta
com algemas
de vento.
Te pertenço
como a noite
pertence ao delírio:
Entregue, escura, eterna.
Crs Ribeiro
#Desafio 133
(Imersa)
Aturdida.
Invadida.
Molhada.
Ar?
Suspiros
cor/ta/dos.
Naufrágio.
(Só o doce)
Não-tragédia
é desejo.
Desejo o fundo:
insanamente.
Virar água.
E sal.
E ti.
Me dissolver em você.
E depois,
talvez,
nascer
de novo.
Mais uma vez
renascer.
(Ou não.)
Crs Ribeiro
(Imersa)
Aturdida.
Invadida.
Molhada.
Ar?
Suspiros
cor/ta/dos.
Naufrágio.
(Só o doce)
Não-tragédia
é desejo.
Desejo o fundo:
insanamente.
Virar água.
E sal.
E ti.
Me dissolver em você.
E depois,
talvez,
nascer
de novo.
Mais uma vez
renascer.
(Ou não.)
Crs Ribeiro
#Desafio 132
Agraciada Sou
Filha de Carminha,
tempestade
mansa.
Mãe de Luísa,
meu verbo
mais bonito.
Sou aprendiz do amor:
com tropeço,
com reza,
com sangue gritando nas veias
e abraço largo,
feito abrigo.
Hoje,
uma falta.
A outra,
solta.
Mas o que me costura
por dentro
é essa linha invisível,
bruta,
delicada.
Afeto espesso,
doçura áspera,
rigor que firma
o chão
de quem ama.
A certeza de ter sido querida
é raiz
no tempo que me coube.
E o desejo,
nu,
sem rodeio,
que o bem abrace forte
quem cruzar meus passos,
sempre vem.
Sempre.
Crs Ribeiro
Agraciada Sou
Filha de Carminha,
tempestade
mansa.
Mãe de Luísa,
meu verbo
mais bonito.
Sou aprendiz do amor:
com tropeço,
com reza,
com sangue gritando nas veias
e abraço largo,
feito abrigo.
Hoje,
uma falta.
A outra,
solta.
Mas o que me costura
por dentro
é essa linha invisível,
bruta,
delicada.
Afeto espesso,
doçura áspera,
rigor que firma
o chão
de quem ama.
A certeza de ter sido querida
é raiz
no tempo que me coube.
E o desejo,
nu,
sem rodeio,
que o bem abrace forte
quem cruzar meus passos,
sempre vem.
Sempre.
Crs Ribeiro
#Desafio 131
Acuso você
por tudo
que sou
por medo de ser
o que em mim
ressoa
(eu engulo).
Te faço espelho
embaçado:
ver-me
é vertigem.
Projeto em tua pele
as minhas sombras
aponto o dedo
sem sangrar.
Covarde
me escondo
no reflexo
do teu olhar.
Condeno-te
sem lâmina
para que eu siga
intocada.
Mimada
em fugas
protegida
na redoma
de desculpas
ensaiadas.
Mas se tocasses
meu lado B
encontrarias
a chaga viva
o caos manso
a menina
que aprendeu
a não doer
em voz alta.
E tua alma
(tão pura)
talvez tremesse.
Sem filtro
sou farpa.
E no gesto de amar
rasgo.
Dói
em ti.
Mas em mim
dilacera devagar:
agulha cega
bordando carne crua.
Crs Ribeiro
Acuso você
por tudo
que sou
por medo de ser
o que em mim
ressoa
(eu engulo).
Te faço espelho
embaçado:
ver-me
é vertigem.
Projeto em tua pele
as minhas sombras
aponto o dedo
sem sangrar.
Covarde
me escondo
no reflexo
do teu olhar.
Condeno-te
sem lâmina
para que eu siga
intocada.
Mimada
em fugas
protegida
na redoma
de desculpas
ensaiadas.
Mas se tocasses
meu lado B
encontrarias
a chaga viva
o caos manso
a menina
que aprendeu
a não doer
em voz alta.
E tua alma
(tão pura)
talvez tremesse.
Sem filtro
sou farpa.
E no gesto de amar
rasgo.
Dói
em ti.
Mas em mim
dilacera devagar:
agulha cega
bordando carne crua.
Crs Ribeiro
#Desafio130
Areia Movediça
Não foi justo
ter permitido.
Tarde demais,
fiz-me presa.
Afundo em ti:
areia movediça
de um amor sem fim.
Não tento escapar.
Ignoro os cipós lançados.
Salvar-me de quê?
Quero ser engolida,
mastigada,
deglutida.
Quero a prisão.
Cedo demais,
fui permitida.
E é justo,
justíssimo,
morar na tua imensidão.
Crs Ribeiro
*** A você que permitiu: não foi descuido.
Foi abrigo. Foi casa. Foi sim. E segue sendo.
Areia Movediça
Não foi justo
ter permitido.
Tarde demais,
fiz-me presa.
Afundo em ti:
areia movediça
de um amor sem fim.
Não tento escapar.
Ignoro os cipós lançados.
Salvar-me de quê?
Quero ser engolida,
mastigada,
deglutida.
Quero a prisão.
Cedo demais,
fui permitida.
E é justo,
justíssimo,
morar na tua imensidão.
Crs Ribeiro
*** A você que permitiu: não foi descuido.
Foi abrigo. Foi casa. Foi sim. E segue sendo.
# Desafio 129
❤️❤️
Um olhar
me come,
uma boca
me despe:
lenta,
desarmada.
Um cheiro
enxerga
cada desejo
desatinado
que se abre
no leito
quando
me sinto
em teu peito:
frágil,
mas inteira.
Uma mão
me aspira,
uma língua
me ausculta;
uma voz
rouca
arranha
suspiros,
gemidos;
ferroa
prazer.
Só eu
e você.
Toda
noite,
a noite
toda.
Vais
querer?
Crs Ribeiro
❤️❤️
Um olhar
me come,
uma boca
me despe:
lenta,
desarmada.
Um cheiro
enxerga
cada desejo
desatinado
que se abre
no leito
quando
me sinto
em teu peito:
frágil,
mas inteira.
Uma mão
me aspira,
uma língua
me ausculta;
uma voz
rouca
arranha
suspiros,
gemidos;
ferroa
prazer.
Só eu
e você.
Toda
noite,
a noite
toda.
Vais
querer?
Crs Ribeiro
#Desafio 128
Coração Desalojado
Meu peito:
um quarto vazio.
Vivo
por teimosia.
É certo:
aqui não mora mais
coração.
Músculo ingrato.
De tanto pulsar por outro,
abandonou-me.
Sem mais.
Sem bilhete.
Sem cerimônia.
Sem olhar para trás.
Mudou de corpo
como quem muda de estação:
satisfeito.
Morando no leito
de quem tanto desejou.
Fiquei eco.
Ausência.
Poema.
Não julgo
a sua ousadia
(invejo).
Quisera eu,
todo dia,
domada por encantos
e alegrias miúdas,
descansar
onde mora a poesia.
Onde mora ele.
Onde repousa
e suspira
aquele que não soube
ficar.
Crs Ribeiro
Coração Desalojado
Meu peito:
um quarto vazio.
Vivo
por teimosia.
É certo:
aqui não mora mais
coração.
Músculo ingrato.
De tanto pulsar por outro,
abandonou-me.
Sem mais.
Sem bilhete.
Sem cerimônia.
Sem olhar para trás.
Mudou de corpo
como quem muda de estação:
satisfeito.
Morando no leito
de quem tanto desejou.
Fiquei eco.
Ausência.
Poema.
Não julgo
a sua ousadia
(invejo).
Quisera eu,
todo dia,
domada por encantos
e alegrias miúdas,
descansar
onde mora a poesia.
Onde mora ele.
Onde repousa
e suspira
aquele que não soube
ficar.
Crs Ribeiro