#Desafio 116
Doido, doído, moído
alma triturada
palavras presas, enjauladas.
Espremido, entalado
pedra na garganta:
enlutado.
Por demais esperado…
O fim:
um drama de corações feridos
por tudo o que não foi
por tudo que se perdeu.
Quem será o culpado?
Pergunta medíocre
que late
desnecessária.
Não coaduna com vidas
que explodiram como estrelas cadentes
que se consumiram no vazio da noite.
Ainda resta
um abraço profundo de gratidão
a mão estendida
a dor domada
a temida amizade.
E, enfim:
“Siga bem!”
P.S.: Te amo. Mesmo assim.
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#Desafio 115
Antes Que a Luz Apague
(***entre o agora e o nunca)
Só tenho esta vida
(breve, doída),
um fio de luz
prestes a se extinguir.
Se outras me esperam,
saberei na partida.
Mas hoje, amor,
preciso insistir:
roubar teu riso,
teu olhar,
tua alma
e fazer de ti
meu eterno existir.
Crs Ribeiro
Antes Que a Luz Apague
(***entre o agora e o nunca)
Só tenho esta vida
(breve, doída),
um fio de luz
prestes a se extinguir.
Se outras me esperam,
saberei na partida.
Mas hoje, amor,
preciso insistir:
roubar teu riso,
teu olhar,
tua alma
e fazer de ti
meu eterno existir.
Crs Ribeiro
#Desafio 114 de
365 dias de ⛵️力
Entre Mentes: Bicho e Verso.
Bicho esperto
bicho do mundo:
tundra
floresta
deserto
montanha
onde o silêncio dança com o vento
e a solidão é só mais uma forma
de liberdade.
Ela
raposa de olhos atentos
sina de errância
mora em si
mas sabe partir
inteira
altiva
se recolher
sem se render.
Não permite a doma
é feita do selvagem:
faro de alma
fareja o que pulsa
o que vibra
o que dói bonito.
E foi ali
na curva de uma noite cheia
cheia de folhas
de luas
de vontades
que o poeta
surgiu
perdido num quase-suspiro
vagando entre páginas soltas
e noites sem fim
castelos de papel nos olhos
delírio de amor nos dedos.
Ele falava com as estrelas
e escrevia com as entranhas
amava como quem reza
bebia palavras como vinho forte
e chorava beleza.
Ela o olhou
e viu o mundo escorrendo pelos olhos dele.
Ele a leu
como um poema esquecido no bolso:
amassado
verdadeiro
inesperadamente necessário.
Entre um “oi, moço”
e um “virei tua fã”
nasceu o improvável:
o enlace nu entre duas fomes.
Corpos pagãos
mentes em chamas
um alfabeto novo
inventado na pele.
Excesso se amando
falta se acolhendo
promessas sussurradas
entre dentes
devota mente
devotamente.
Porque o poeta
ah
o poeta também era bicho;
raposa do verbo
selvagem da metáfora
caçador de belezas tortas.
E quando a escreveu
não foi com tinta
foi com saliva
com calor
com espasmo.
Ele a fez casa.
Ela o fez rito.
Um no outro
foram altar
e oferenda.
E ele levou pra si
o que nem sabia querer:
o corpo
a alma
a paixão dela inteira.
Assim,
no tempo em que a Terra
dança em volta do Sol seduzindo
ela gira dentro dele:
cativa
e livre
casta
e nua
tua
tão tua
e só tua.
Crs Ribeiro
365 dias de ⛵️力
Entre Mentes: Bicho e Verso.
Bicho esperto
bicho do mundo:
tundra
floresta
deserto
montanha
onde o silêncio dança com o vento
e a solidão é só mais uma forma
de liberdade.
Ela
raposa de olhos atentos
sina de errância
mora em si
mas sabe partir
inteira
altiva
se recolher
sem se render.
Não permite a doma
é feita do selvagem:
faro de alma
fareja o que pulsa
o que vibra
o que dói bonito.
E foi ali
na curva de uma noite cheia
cheia de folhas
de luas
de vontades
que o poeta
surgiu
perdido num quase-suspiro
vagando entre páginas soltas
e noites sem fim
castelos de papel nos olhos
delírio de amor nos dedos.
Ele falava com as estrelas
e escrevia com as entranhas
amava como quem reza
bebia palavras como vinho forte
e chorava beleza.
Ela o olhou
e viu o mundo escorrendo pelos olhos dele.
Ele a leu
como um poema esquecido no bolso:
amassado
verdadeiro
inesperadamente necessário.
Entre um “oi, moço”
e um “virei tua fã”
nasceu o improvável:
o enlace nu entre duas fomes.
Corpos pagãos
mentes em chamas
um alfabeto novo
inventado na pele.
Excesso se amando
falta se acolhendo
promessas sussurradas
entre dentes
devota mente
devotamente.
Porque o poeta
ah
o poeta também era bicho;
raposa do verbo
selvagem da metáfora
caçador de belezas tortas.
E quando a escreveu
não foi com tinta
foi com saliva
com calor
com espasmo.
Ele a fez casa.
Ela o fez rito.
Um no outro
foram altar
e oferenda.
E ele levou pra si
o que nem sabia querer:
o corpo
a alma
a paixão dela inteira.
Assim,
no tempo em que a Terra
dança em volta do Sol seduzindo
ela gira dentro dele:
cativa
e livre
casta
e nua
tua
tão tua
e só tua.
Crs Ribeiro
#Desafio 113
CÍRIO AOS ANJOS CAÍDOS
(epígrafe)
Acendo vela
para quem ardeu demais.
Para quem virou pecado
por ter nascido mulher
no lugar errado.
Minha fé é marginal.
Minha prece, sem joelhos.
Só acendo círio
para anjo que cai
lutando.
⸻
Para mulheres de fogo
e ferida,
que vendem o que o mundo
sempre tomou:
antes por força,
agora por preço;
nunca por escolha.
Abrem as pernas,
fecham o peito.
Escondem o medo
no porão da infância.
Querem o amor,
mas ele mora longe:
num país sem nome,
sem mapa,
sem retorno.
A vida, mesquinha,
roubou-lhes o tempo,
estuprou o sentir.
Fez do lençol,
cadafalso.
Da noite,
um bicho faminto.
Elas deitam
mas o descanso
é miragem,
e o prazer,
rumor de coisa extinta.
Todos já fomos seus filhos:
uns, de ventre;
outros, no grito
de uma boca que cospe
“puta!”
achando que ofende.
Mas não sabem
(não sabem)
que puta é guerra,
é templo profanado,
é coragem ofertada
a conta-gotas.
Cada gozo pago
carrega um grito que resiste.
Cada gemido falso
esconde uma ausência:
fome,
fúria
e flor.
A elas,
meu respeito.
E mais:
meu abraço nu,
minha escuta limpa,
meu poema sem moral.
Porque as reconheço:
ímpias, santas,
feridas, ferozes,
verdadeiras.
Mulheres.
Crs Ribeiro
CÍRIO AOS ANJOS CAÍDOS
(epígrafe)
Acendo vela
para quem ardeu demais.
Para quem virou pecado
por ter nascido mulher
no lugar errado.
Minha fé é marginal.
Minha prece, sem joelhos.
Só acendo círio
para anjo que cai
lutando.
⸻
Para mulheres de fogo
e ferida,
que vendem o que o mundo
sempre tomou:
antes por força,
agora por preço;
nunca por escolha.
Abrem as pernas,
fecham o peito.
Escondem o medo
no porão da infância.
Querem o amor,
mas ele mora longe:
num país sem nome,
sem mapa,
sem retorno.
A vida, mesquinha,
roubou-lhes o tempo,
estuprou o sentir.
Fez do lençol,
cadafalso.
Da noite,
um bicho faminto.
Elas deitam
mas o descanso
é miragem,
e o prazer,
rumor de coisa extinta.
Todos já fomos seus filhos:
uns, de ventre;
outros, no grito
de uma boca que cospe
“puta!”
achando que ofende.
Mas não sabem
(não sabem)
que puta é guerra,
é templo profanado,
é coragem ofertada
a conta-gotas.
Cada gozo pago
carrega um grito que resiste.
Cada gemido falso
esconde uma ausência:
fome,
fúria
e flor.
A elas,
meu respeito.
E mais:
meu abraço nu,
minha escuta limpa,
meu poema sem moral.
Porque as reconheço:
ímpias, santas,
feridas, ferozes,
verdadeiras.
Mulheres.
Crs Ribeiro
#Desafio 112
TE AMO MAIS
Eu poderia murmurar que sou
epifania tácita no entremeio das tuas ausências,
alucinação barroca escorrendo na ampulheta do agora,
entalhe sutil do teu nome na ossatura da minha vigília,
abscôndita volúpia de existir apenas no teu fulgor.
Mas não.
Grito:
te amo.
Te amo mais.
Simples.
Nu.
Sem anestesia.
Inapelável verdade
que ninguém ousaria editar.
A mais lasciva e redentora
que minha alma
teimosa, pagã e lírica,
bêbada de desejo,
teve a audácia de viver.
Sem pudor,
sem véu,
sem volta.
Crs Ribeiro
TE AMO MAIS
Eu poderia murmurar que sou
epifania tácita no entremeio das tuas ausências,
alucinação barroca escorrendo na ampulheta do agora,
entalhe sutil do teu nome na ossatura da minha vigília,
abscôndita volúpia de existir apenas no teu fulgor.
Mas não.
Grito:
te amo.
Te amo mais.
Simples.
Nu.
Sem anestesia.
Inapelável verdade
que ninguém ousaria editar.
A mais lasciva e redentora
que minha alma
teimosa, pagã e lírica,
bêbada de desejo,
teve a audácia de viver.
Sem pudor,
sem véu,
sem volta.
Crs Ribeiro
#Desafio 111
Debaixo da cama
(cantinho escurinho)
era onde eu
desaparecia
ninguém via
quando doía
então eu ia
sem roupa do rei
sem lei
sem colo
só eu
nua
calada
coberta de vergonha
mas quem tava olhando?
ninguém
mesmo assim
me escondia
apagando o fogo
mantendo a brasa
olhos d’água
peito estalando em soluço
por um erro pequeno
tão pequeno
que ninguém notou
mas eu sim
(ah, eu sim)
e fui juíza
ré
verduga
me acoitei
com gosto
feito quem merece
um dia
entre ácaro e silêncio
achei um espelho
e vi o que fingi esquecer:
meus sonhos guardados
no fundo de mim
nadando lento
feito peixe sem rumo
no mar do meu peito
e lá
bem lá
tava ela:
eu
pequena
sem voz
sem medo
sem culpa
me chamou com os olhos
(me chamava desde sempre)
me deitei do lado dela
sem desculpa
sem pressa
e dormi
em plumas
ao ter minha mão
afagada
(enfim)
por outra pequenina:
um carinho
um perdão.
Crs Ribeiro
Debaixo da cama
(cantinho escurinho)
era onde eu
desaparecia
ninguém via
quando doía
então eu ia
sem roupa do rei
sem lei
sem colo
só eu
nua
calada
coberta de vergonha
mas quem tava olhando?
ninguém
mesmo assim
me escondia
apagando o fogo
mantendo a brasa
olhos d’água
peito estalando em soluço
por um erro pequeno
tão pequeno
que ninguém notou
mas eu sim
(ah, eu sim)
e fui juíza
ré
verduga
me acoitei
com gosto
feito quem merece
um dia
entre ácaro e silêncio
achei um espelho
e vi o que fingi esquecer:
meus sonhos guardados
no fundo de mim
nadando lento
feito peixe sem rumo
no mar do meu peito
e lá
bem lá
tava ela:
eu
pequena
sem voz
sem medo
sem culpa
me chamou com os olhos
(me chamava desde sempre)
me deitei do lado dela
sem desculpa
sem pressa
e dormi
em plumas
ao ter minha mão
afagada
(enfim)
por outra pequenina:
um carinho
um perdão.
Crs Ribeiro
#Desafio 110
2
0
2
4?
É pouco.
Quero:
2 2 0 0…
andando
nadando
voando
desejo
o FUTURO
(ontem)
na cama
quente
salivando
entre
dentes
PULSANDO
amor...
Chegou?
FINALmente!
Toma-me
com
ardor
derrama
teu calor
aquece
o
novo
NINHO
(em mim)
Crs Ribeiro.
***Repost
2
0
2
4?
É pouco.
Quero:
2 2 0 0…
andando
nadando
voando
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(ontem)
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quente
salivando
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dentes
PULSANDO
amor...
Chegou?
FINALmente!
Toma-me
com
ardor
derrama
teu calor
aquece
o
novo
NINHO
(em mim)
Crs Ribeiro.
***Repost
#Desafio 109
O Sal do Teu Riso
Sonho um café contigo. Não desses corridos, com xícaras nervosas e olhares no relógio. Um café sereno. Sem ontem, sem depois. Apenas agora. E o mar.
Ali, diante das ondas, a alma se deita como quem se despe: sem medo do sal, sem medo de si. O tempo, esquecido de sua função, desaprende a andar. Tudo respira mais lento, no compasso de um instante que parece eterno.
Quero tua rima. E teu caos. Sem molduras. Inteiros, desordenados, belamente reais. Quero teus amores costurados às pressas, tuas dores deixadas na beira da cama, tuas pausas longas e aquele silêncio; não o que cala, mas o que grita por dentro.
Desejo tua risada. Aquela tímida, quase tímida demais para existir. Aquela que chega devagar e, sem pedir licença, acende o que estava apagado. Pedra preciosa perdida no meio de um dia qualquer. Um milagre sutil de um mundo que ainda sente.
Sem pressa.
Sem pose.
Sem filtro.
Depois, caminhar contigo. Passo ao lado de passo. Na areia. No vento. Na entrega. O coração, enfim, descalço. E que o silêncio diga o que falta, não com palavras, mas com presença.
Ao fim, nós dois. E o céu virando verso diante dos nossos olhos. O sol se retirando com elegância, a lua chegando de mansinho. E entre eles, esse intervalo sagrado que ninguém sabe explicar, mas que o corpo entende.
Cumplicidade.
Essa forma de amor que não grita, mas invade.
Que não prende, mas abriga.
Que chega feito maré mansa,
ocupando os vazios com tudo aquilo que o mundo esqueceu…
Com tudo o que somos,
juntos,
você e eu.
Crs Ribeiro
***Um poema revisitado em prosa poética.
@Albertobusquets, todo seu!
O Sal do Teu Riso
Sonho um café contigo. Não desses corridos, com xícaras nervosas e olhares no relógio. Um café sereno. Sem ontem, sem depois. Apenas agora. E o mar.
Ali, diante das ondas, a alma se deita como quem se despe: sem medo do sal, sem medo de si. O tempo, esquecido de sua função, desaprende a andar. Tudo respira mais lento, no compasso de um instante que parece eterno.
Quero tua rima. E teu caos. Sem molduras. Inteiros, desordenados, belamente reais. Quero teus amores costurados às pressas, tuas dores deixadas na beira da cama, tuas pausas longas e aquele silêncio; não o que cala, mas o que grita por dentro.
Desejo tua risada. Aquela tímida, quase tímida demais para existir. Aquela que chega devagar e, sem pedir licença, acende o que estava apagado. Pedra preciosa perdida no meio de um dia qualquer. Um milagre sutil de um mundo que ainda sente.
Sem pressa.
Sem pose.
Sem filtro.
Depois, caminhar contigo. Passo ao lado de passo. Na areia. No vento. Na entrega. O coração, enfim, descalço. E que o silêncio diga o que falta, não com palavras, mas com presença.
Ao fim, nós dois. E o céu virando verso diante dos nossos olhos. O sol se retirando com elegância, a lua chegando de mansinho. E entre eles, esse intervalo sagrado que ninguém sabe explicar, mas que o corpo entende.
Cumplicidade.
Essa forma de amor que não grita, mas invade.
Que não prende, mas abriga.
Que chega feito maré mansa,
ocupando os vazios com tudo aquilo que o mundo esqueceu…
Com tudo o que somos,
juntos,
você e eu.
Crs Ribeiro
***Um poema revisitado em prosa poética.
@Albertobusquets, todo seu!
#Desafio 108
O Poeta Se Toca
Assisto
tua solidão
se despir.
Respiro tua febre
entre versos
e telas.
O punho,
cúmplice da lascívia
e da métrica,
não escreve:
faz gozar estrofes
no silêncio do quarto.
Tua mão sobe,
desce,
declama no escuro
um poema suado
que só teu corpo
decifra.
Teus olhos se fecham,
afundam
nas próprias palavras.
Os gemidos?
Metáforas
que me atravessam.
Teu gozo?
Um ponto final
sem pudor.
E eu aqui,
vestida de olhos,
clandestina.
Entre venezianas
e vontades,
testemunho a arte
nascendo
em jatos.
Sem papel,
ela escorre
e se recolhe,
escrevendo
no íntimo
do ventre:
tocado,
alucinado,
possesso
dedos ansiosos
que me embriagam
e me leem inteira
úmida,
entregue
ao gozo
que invade
e grava
teu nome
com fogo
no cerne de mim.
Crs Ribeiro
O Poeta Se Toca
Assisto
tua solidão
se despir.
Respiro tua febre
entre versos
e telas.
O punho,
cúmplice da lascívia
e da métrica,
não escreve:
faz gozar estrofes
no silêncio do quarto.
Tua mão sobe,
desce,
declama no escuro
um poema suado
que só teu corpo
decifra.
Teus olhos se fecham,
afundam
nas próprias palavras.
Os gemidos?
Metáforas
que me atravessam.
Teu gozo?
Um ponto final
sem pudor.
E eu aqui,
vestida de olhos,
clandestina.
Entre venezianas
e vontades,
testemunho a arte
nascendo
em jatos.
Sem papel,
ela escorre
e se recolhe,
escrevendo
no íntimo
do ventre:
tocado,
alucinado,
possesso
dedos ansiosos
que me embriagam
e me leem inteira
úmida,
entregue
ao gozo
que invade
e grava
teu nome
com fogo
no cerne de mim.
Crs Ribeiro
#Desafio 107
Coração Solto
Levo nada.
Trarei tudo?
Meus pés?
Bússolas bêbadas.
Meu coração?
Cão sem coleira.
Não quero certezas.
Quero estradas que mudam de nome,
encontros de uma estação;
o silêncio
que só existe
fora de casa.
O medo?
Chora no armário.
A culpa?
Dormiu no passado.
Hoje, sou filha do vento:
não me desculpo por danos.
Se eu tropeçar,
que seja em poesia.
Se me perder,
que seja de mim,
pra me achar melhor.
Viajar
desobedecer a rotina,
romper a cela do costume
de vestido novo
e alma nua.
E eu vou.
A Roda gira,
eu danço.
Temperança me guia
com mãos leves
e olhos no Enamorado.
E o Louco…
O Louco segura minha mão
e com a outra
afaga as estrelas.
Crs Ribeiro
Coração Solto
Levo nada.
Trarei tudo?
Meus pés?
Bússolas bêbadas.
Meu coração?
Cão sem coleira.
Não quero certezas.
Quero estradas que mudam de nome,
encontros de uma estação;
o silêncio
que só existe
fora de casa.
O medo?
Chora no armário.
A culpa?
Dormiu no passado.
Hoje, sou filha do vento:
não me desculpo por danos.
Se eu tropeçar,
que seja em poesia.
Se me perder,
que seja de mim,
pra me achar melhor.
Viajar
desobedecer a rotina,
romper a cela do costume
de vestido novo
e alma nua.
E eu vou.
A Roda gira,
eu danço.
Temperança me guia
com mãos leves
e olhos no Enamorado.
E o Louco…
O Louco segura minha mão
e com a outra
afaga as estrelas.
Crs Ribeiro