#Desafio 261
Sentimento apertado no peito,
a garganta que arranha
assim, de repente…
Uma lágrima que não se derrama
porque ninguém deve ver.
E a vida segue em frente
Sempre!
Não vai parar por você!
Crs Ribeiro
@CrisRibeiro
Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
372
posts
54
Seguidores
56
Seguindo
Séries por #
@eniovedovello
Enio Vedovello
@egdsx
Emmanuel Gomes
@jjr
Jason Da Silva Cajazeira Junior
@MiguelSoares
Luis Miguel Soares dos Santos
@bekagabypoeta8
Rebeka Gabrielly
@robsonmachado
Robson Luiz Fernandes Machado
@ellen
Ellen
@gledson489
Gledson Rogério Viana Raimundo
@cainafarias
Cainã Eli Araújo de Andrade Farias
@ricardolloco
Ricardo LLoco
@EscritosdeVitorHugo
Vitor Hugo Oliveira de Araújo
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
@diegorbor
Diego Rbor
@rafaelaraujoescritor
RAFAEL ARAUJO
@tamarasfawkes
Tamara S. Fawkes
@andreza199
Andreza Pereira
@autorpedrobarretho
Pedro Rogério Villar Barreto
@rodrigosantos
Rodrigo Santos
@paulafernandapoesias
Paula Fernanda de Araújo
@pammellamarins
Pammella Marins
@rodrigo153
Rodrigo de almeida
@inifadadresch
Inifada Dresch
@deise129
Deise Lima
@mariadriano
Mari Adriano
@marcosadpereira
Marcos AD Pereira
@manuaraujo
Manuella Araújo
@ariadene113
Ariadene Caillot
@luanaescritora
Luana Oliveira
@fernandopaz
Fernando Paz de Alvarenga
@tibianchini
Tiago Bianchini Fidalgo
@shakespeare
William Shakespeare
@Comtodapoesiaa
Yuri Izidio
@yasmin97
Yasmin Oliveira
@rejoverso
Rejo Naldo
@brunob612
Bruno Barboza
@Cilene
CILENE RESENDE
@anete46
Anete Aparecida Bagli Mariosa
@sylvviarubra
Sylvvia Rubraurora
@marcoshmartinsescritor
Marcos H. Martins
@deivesferraz
Deives Gabriel Ferraz
@Branca20
Branca
@avaliador
Avaliador
@aleituracria
A Leitura Cria
@eduliguori
EDU LIGUORI
@cadantasautora
Carolina Dantas
@fksilvain
F. K. Silvain
@tiagoandreatto
Tiago do Amaral Andreatto
@ricardoathos
Ricardo Athos
@eliz_leao
Eliz Leão
@berthamachadoo
Bertha Machado
@JuNaiane
Jusley Naiane
@Albertobusquets
Alberto Knobbe Busquets
@calorliterario_
Lidiane Queiroz Bastos
@literunico
Eder B. Jr.
@eliz_leao
Eliz Leão
@jjr
Jason Da Silva Cajazeira Junior
@MiguelSoares
Luis Miguel Soares dos Santos
@bekagabypoeta8
Rebeka Gabrielly
@joaoedulima
João Eduardo Lima
@robsonmachado
Robson Luiz Fernandes Machado
@ellen
Ellen
@cainafarias
Cainã Eli Araújo de Andrade Farias
@ricardolloco
Ricardo LLoco
@EscritosdeVitorHugo
Vitor Hugo Oliveira de Araújo
@glaucofreitas
Glauco Freitas
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
@diegorbor
Diego Rbor
@rafaelaraujoescritor
RAFAEL ARAUJO
@tamarasfawkes
Tamara S. Fawkes
@Annezinhadivulga
CRISTIANE NASCIMENTO DA CONCEIÇÃO
@autorpedrobarretho
Pedro Rogério Villar Barreto
@rodrigosantos
Rodrigo Santos
@autoramarianaaguiar
Mariana Alves Aguiar
@josimary184
Josimary Medeiros Giosa
@paulafernandapoesias
Paula Fernanda de Araújo
@inifadadresch
Inifada Dresch
@mariadriano
Mari Adriano
@marcosadpereira
Marcos AD Pereira
@cassescreve
Cass Razzini
@fernandopaz
Fernando Paz de Alvarenga
@marialima
Maria D. Lima
@tibianchini
Tiago Bianchini Fidalgo
@bianca
Bianca Leão
@classicos
Clássicos da Literatura
@shakespeare
William Shakespeare
@Comtodapoesiaa
Yuri Izidio
@versoparalelo
Fagner Mera
@Cilene
CILENE RESENDE
@sylvviarubra
Sylvvia Rubraurora
@marcoshmartinsescritor
Marcos H. Martins
@novidadesliterunico
Novidades Literunico
@deivesferraz
Deives Gabriel Ferraz
@Branca20
Branca
@MarU
Mar.U
@aleituracria
A Leitura Cria
@eduliguori
EDU LIGUORI
@feelings
Feelings
@cadantasautora
Carolina Dantas
@fksilvain
F. K. Silvain
@ricardoathos
Ricardo Athos
@berthamachadoo
Bertha Machado
@JuNaiane
Jusley Naiane
@Albertobusquets
Alberto Knobbe Busquets
@calorliterario_
Lidiane Queiroz Bastos
@lendasurbanas
Lendas Urbanas
@luanaescritora
Luana Oliveira
@poetaencantado
Poeta Encantado
@legiao
Urbana Legio Omnia Vincit
@_tissa_
Tissa The Artista
@literunico
Eder B. Jr.
#Desafio 260
Geografias Partidas
O que falta em você
incendeia em mim.
O que em mim é cova
se abre em nascente
no teu alcance.
Somos fenda e relevo,
bordas urdidas pelo tempo,
que só no encaixe se desnudam:
abraço da terra,
pele contra pele.
Você, peça torta,
me ensina o contorno do improvável.
Eu, ausência exata,
só em você viro carne,
viro grito,
viro forma.
Não somos metades;
somos excesso e falta,
raízes trançadas
em colisão delirante.
Dança da completude.
Um quebra-cabeça sem desenho,
feito de corpo e vertigem,
onde só no gozo do toque
o inteiro se inaugura,
se descobre perfeito,
se reconhece infinito.
Crs Ribeiro
Geografias Partidas
O que falta em você
incendeia em mim.
O que em mim é cova
se abre em nascente
no teu alcance.
Somos fenda e relevo,
bordas urdidas pelo tempo,
que só no encaixe se desnudam:
abraço da terra,
pele contra pele.
Você, peça torta,
me ensina o contorno do improvável.
Eu, ausência exata,
só em você viro carne,
viro grito,
viro forma.
Não somos metades;
somos excesso e falta,
raízes trançadas
em colisão delirante.
Dança da completude.
Um quebra-cabeça sem desenho,
feito de corpo e vertigem,
onde só no gozo do toque
o inteiro se inaugura,
se descobre perfeito,
se reconhece infinito.
Crs Ribeiro
#Desafio 259
Labuta,
labareda de pele
que denuncia,
rasga, reclama, resiste.
Racismo rasga rotinas,
risos se tornam agonia,
suspiros sofrem
sob o silêncio do mundo.
Na cor da sua carne,
um mapa de injustiça,
marcas que mordem a cidade.
E cada passo
é peso que pesa,
peso que a cidade malquista.
Ela não se cala.
Vomita:
sempre resistência!
O mundo não vai ficar
surdo.
Crs Ribeiro
Labuta,
labareda de pele
que denuncia,
rasga, reclama, resiste.
Racismo rasga rotinas,
risos se tornam agonia,
suspiros sofrem
sob o silêncio do mundo.
Na cor da sua carne,
um mapa de injustiça,
marcas que mordem a cidade.
E cada passo
é peso que pesa,
peso que a cidade malquista.
Ela não se cala.
Vomita:
sempre resistência!
O mundo não vai ficar
surdo.
Crs Ribeiro
#Desafio 258
Caminha
entre olhares
que prendem.
Assédio sussurra,
escorre,
e a mente cede.
O decote?
A saia?
A boca?
Palavras pregam
pregos que pesam.
Ela dança
na beira,
tentando que a alma
não se engasgue,
não vomite
a educação patriarcal
que a devora.
Crs Ribeiro
Caminha
entre olhares
que prendem.
Assédio sussurra,
escorre,
e a mente cede.
O decote?
A saia?
A boca?
Palavras pregam
pregos que pesam.
Ela dança
na beira,
tentando que a alma
não se engasgue,
não vomite
a educação patriarcal
que a devora.
Crs Ribeiro
#Desafio 257
Manifesto contra o feminicídio
Não é amor…
é faca fria!
É silêncio forçado.
É corpo tombado.
Largado no chão…
um chão que o mundo finge não ver.
Um chão que insiste em ignorar.
Apaga-se uma vida,
mas a memória inflama!
Cada mulher calada
volta em mil vozes…
volta em mil gritos…
Vivas.
Livres.
Sem medo!
Não haverá silêncio.
Que venha a tempestade…
que venha o trovão…
que cada gota
desperte
nossa vil humanidade.
Crs Ribeiro
Manifesto contra o feminicídio
Não é amor…
é faca fria!
É silêncio forçado.
É corpo tombado.
Largado no chão…
um chão que o mundo finge não ver.
Um chão que insiste em ignorar.
Apaga-se uma vida,
mas a memória inflama!
Cada mulher calada
volta em mil vozes…
volta em mil gritos…
Vivas.
Livres.
Sem medo!
Não haverá silêncio.
Que venha a tempestade…
que venha o trovão…
que cada gota
desperte
nossa vil humanidade.
Crs Ribeiro
#Desafio 256
#Desafio 255
Arquivos Vivos
Nossas vozes
dormiram:
arquivos frios
poeira sobre nomes
desprezo sobre memórias.
Rasgadas dos livros
alijadas da ciência
apagadas da política
silenciadas na literatura.
Mas nós voltamos.
Voltamos como trovão
voltamos como incêndio
voltamos como faca
que corta o esquecimento.
Fogo na palavra
ferro na memória
grito que não cabe no peito
e escorre pelos dedos.
Respiramos nas brechas
nas rachaduras da história
nas bocas que insistem em abrir-se
flores selvagens rompendo o cimento.
Estamos na mulher que escreve
na que descobre
na que governa
na que inventa
na que se sustenta
vendendo seu corpo
sufocando sua alma
e ainda assim sendo luz.
Somos pulsos nas sombras do instante
Sopro que curva séculos
Eco que se recusa a desaparecer.
Mesmo quando tentam nos apagar;
mesmo quando tentam nos calar;
mesmo quando tentam nos matar.
Não fomos criadas da costela
somos substância e verbo
vértebra e raiz
sustento do mundo
maré que recolhe ausências
raio que atravessa a escuridão.
Não pedimos licença.
Não.
Não mais.
Exigimos
EXIGIMOS
E X I G I M O S
JUSTIÇA.
Crs Ribeiro
Arquivos Vivos
Nossas vozes
dormiram:
arquivos frios
poeira sobre nomes
desprezo sobre memórias.
Rasgadas dos livros
alijadas da ciência
apagadas da política
silenciadas na literatura.
Mas nós voltamos.
Voltamos como trovão
voltamos como incêndio
voltamos como faca
que corta o esquecimento.
Fogo na palavra
ferro na memória
grito que não cabe no peito
e escorre pelos dedos.
Respiramos nas brechas
nas rachaduras da história
nas bocas que insistem em abrir-se
flores selvagens rompendo o cimento.
Estamos na mulher que escreve
na que descobre
na que governa
na que inventa
na que se sustenta
vendendo seu corpo
sufocando sua alma
e ainda assim sendo luz.
Somos pulsos nas sombras do instante
Sopro que curva séculos
Eco que se recusa a desaparecer.
Mesmo quando tentam nos apagar;
mesmo quando tentam nos calar;
mesmo quando tentam nos matar.
Não fomos criadas da costela
somos substância e verbo
vértebra e raiz
sustento do mundo
maré que recolhe ausências
raio que atravessa a escuridão.
Não pedimos licença.
Não.
Não mais.
Exigimos
EXIGIMOS
E X I G I M O S
JUSTIÇA.
Crs Ribeiro
#Desafio 254
Gosto da rua:
áspero.
Asfalto mastigando os pés.
Silêncio cheira a medo.
Sombras engolem pensamentos.
Nada se mexe.
Tudo tropeça.
Eu, mulher,
ando só.
Cada ruído
um soluço da alma.
Cada gato no breu
um alerta de olhos.
Te procuro nos vãos.
Mais uma vez:
sou eu por mim.
A rua não fala.
Só lembra que existir
é atravessar o breu
com os ossos expostos;
com o coração à mostra
sem ninguém
para segurar.
Crs Ribeiro
Gosto da rua:
áspero.
Asfalto mastigando os pés.
Silêncio cheira a medo.
Sombras engolem pensamentos.
Nada se mexe.
Tudo tropeça.
Eu, mulher,
ando só.
Cada ruído
um soluço da alma.
Cada gato no breu
um alerta de olhos.
Te procuro nos vãos.
Mais uma vez:
sou eu por mim.
A rua não fala.
Só lembra que existir
é atravessar o breu
com os ossos expostos;
com o coração à mostra
sem ninguém
para segurar.
Crs Ribeiro
#Desafio 253
Yin e Yang
Sou sombra e luz
silêncio e grito;
frio que me arde
peso que me leva.
Sou entrega
resistência;
riso que chora
mar calmo
onda que me quebra.
Tudo se encontra.
Tudo se opõe.
E eu me lanço:
sou inteira
sou nada.
Sou o instante
que não acaba.
Crs Ribeiro
Yin e Yang
Sou sombra e luz
silêncio e grito;
frio que me arde
peso que me leva.
Sou entrega
resistência;
riso que chora
mar calmo
onda que me quebra.
Tudo se encontra.
Tudo se opõe.
E eu me lanço:
sou inteira
sou nada.
Sou o instante
que não acaba.
Crs Ribeiro
#Desafio 252
Cicatriz
Gerou
rasgou
bofetada
na pele:
ecoou
Ferida tosca
sorriu
ardeu
sumiu
Véu de vento
sussurro miúdo
linha tênue
pulsa muda
floresce sem dó
sem alarde
Anos queimam
tarde após tarde
riscou
rompeu
riu
enganou
me fodeu
explodiu.
Crs Ribeiro
Cicatriz
Gerou
rasgou
bofetada
na pele:
ecoou
Ferida tosca
sorriu
ardeu
sumiu
Véu de vento
sussurro miúdo
linha tênue
pulsa muda
floresce sem dó
sem alarde
Anos queimam
tarde após tarde
riscou
rompeu
riu
enganou
me fodeu
explodiu.
Crs Ribeiro