Público
Recitando o poema 'Segredo' no Museu das Favelas:
Público
Sopro do amor — sal dos olhos
(Diego Rbor ©)

O bater da porta estrala o silêncio
De repente o coração esmaga dor
E a madrugada faz uma viagem
A cama, com espaço, flutua
Sobra um travesseiro nas pernas
Nele, cheiro o shampoo de ervas
Pego carona nas lembranças
E uma praia surge no quarto
Bem abaixo dos meus olhos
Me afogo na realidade cruel
Sal dos olhos anuncia: adeus
O tempo é um sopro de Deus
~Acendo um por pura mania~
Pensando com quem você está
Na madrugada fria e calculista
Na São Paulo, sede vigarista
Alguém procurando alguém
Onde ninguém é de ninguém
Abro a janela, o vento me abraça
Um casal namorando na praça
Um dia foi nós, riso e graça
Cada segundo, seus passos
Algum tédio, esse vácuo, o prédio
Nosso rádio remédio intermédio
Tocando "Oral" de Rosalia e Björk
Meu coração periférico no jogo sujo da sorte
Dança só pela sala no fogo frio da norte. Volte!
Eu te amp

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