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Reflexões libidinosas:
“O eco constante que ocorre entre as coxas é o canto da sereia dos apaixonados por lábios molhados”
Edu Liguori
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Hoje eu compus um poema
enquanto estava na esteira da academia
resultado
não temos um poema
ele morreu naqueles quilomêtros
isso acontece
às vezes
desce pelo ralo
às vezes
fica no ônibus
a vida do poeta
é desperdiçar poemas
Edu Liguori
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Não te conheço
mas gosto de você
curto essa ousadia
essa maneira de ver
esse jeito complexo
não te conheço
mas posso te conhecer
o tempo vai seguir
de qualquer jeito
e estaremos aqui
a curiosidade faz o fruto
a poesia reside no mistério
e depois das montanhas
sempre tem o mar
Edu Liguori
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E se de repente num repente
cantado nas areias da praia
eles pudessem magicamente
aprender a dançar com a brisa
ao som das aves e das folhas
rodopiar e girar e voar bem alto
com o sabor de limão e suor
uma fé sorrateira um arrastão
escolhas unicamente sinceras
notar os olhos e sobrancelhas
entre as fagulhas das fogueiras
que simplesmente se recusam
a cerrar nas ondas de Aruana
Edu Liguori
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Nunca me faltou coragem
nem sonhos
sou muito destemido
léguas não me afligem
entre grãos de areia
e conchas mortas
caminho seguro
em busca do que é devido
será o que será de ser
tua boca carmim
teus olhos claros
e talvez
nossa vida futura
nunca me faltou
hoje sou eu
amanhã você
Edu Liguori
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Quantos furacões
cabem em uma
única cabeleira
entre fios de cobre
as esmeraldas
e um rubi escarlate
composição do ar
que venta e arrasta
tudo ao seu redor
capturado e rendido
o poeta voa aos céus
rodopiando entregue
chegou a estação
a era dos sonhos
tempo de ventanias
Edu Liguori
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Minha alma está cheirando a lírios
delírios ruivos uivantes tão doces
mesmerizado pelo seduzente mistério
um ministério de olhares e vozes
me entrego nu e tão transparente
que como se fossem dunas ao vento
danço sob o sol brilhante intenso
em busca da conjugação e fúria
do amor desconhecido sem pudor
sou flor sou areia sou teu calor
Edu Liguori
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Manada ou alcateia
ferozes e felinas
mamada de Dorotea
confetes e serpentinas
segue a banda das bundas
na savana da avenida
em lança perfume te afundas
felizmente perdida
Edu Liguori
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ninguém quer doer comigo
torço sozinho os trapos encharcados
faço tripas, serpentinas artesanais
coloridas peças alegóricas de uma vida imaginária
assim uso a dor do silêncio e da ausência
compondo carnavais
Poema "trapos", livro "Perdições" de Edu Liguori
Arte [foto anexa] de Juliana Lopes Moré (Juju)
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Poetas
Ah os poetas
Sempre por aí
Malditos em praças sem coretos
De braços com a noite incorretos
Sempre assim
Ah os poetas
Edu Liguori
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