Fios soltos Cabelos ao vento O zéfiro que brinca Sementes do tempo Do tempo Que vê chover Do tempo que vê nascer Dente de leão E suas flores Amarelo madurecer Enquanto passa O firmamento Em infinitos E compassados Tempos Tempo de ver a vida Germinar Levada pela brisa Um sopro a todo momento Dente de leão E seus lindos fios Livres em Fluxos de pensamentos.
Quero deslizar na tua boca Minha língua sedenta. Descobrir no teu gosto A magia do gozo. Do cheiro do teu falo Tomar meu prazer Engolir, ceder Devolver a ti, Vê-lo estremecer. Quero encaixar entre suas pernas Me penetrar, te envolver Até que suor nos embriague Numa nuvem vaporosa de desejos. Meus seios em tuas mãos Meus beijos culminando a invasão Dois corpos em um Almas em tesão.
Arde, pulsa, Teu cerne em minha carne, Esmiúça, o forno. Ascendente, crescente. Impulsa, entre minha coxas, Úmidas. A labareda, que alimenta, Desde o início do dia. E crepitando, escapa entre Os lábios, Os da boca e os do sexo. Latejam, anseiam, Teu falo. Ébria de desejo, Dispo, todas as coisas, Que me tornam Aparte, de ti. E fluo, deliciosamente Meus pensamentos, Cativos do teu gozo, Que acompanha o meu. Meu sexo banha o teu.
Eu que me via gota, De repente desaguei em mar. Me desfiz entre ondas, Só pra te encontrar. Fiz de pedras, pó, Dancei entre seres, a nadar. Cansei, chorei, Me represei em lagos, Tentando em ti chegar. Corri, feito louca, Quebrei-me inteira, Em pedras de corredeiras. Seguindo o coração faceira, Borbulhei a brotar. Nascente novamente, Transbordei, Em teus braços, Me encontrando, Em nossas águas, Enfim, em ti, me libertar.
Tira-se a cortina O espetáculo se avizinha. Ela, que toda tímida, acuada , amarrada, se obrigava a ser cordata, agora se agiganta , brilha! No palco, ela encanta, mostra a que veio, Seus sapatos dourados, vestem os passos acertados, antes incertos, mas agora, completamente embasados. Embasados na sua inteligência e na sua interpretação de mundo. Ela é grande, já extravasou suas viseiras. Viva, repleta, ela não é metade, como a fizeram acreditar . Essa moça, é inteira!
Tua língua brinca Por entre meus pensamentos Tuas mãos sondam Por entre minhas páginas Abrindo espaço pelos arrepios Suspiros e tensões Me lê inteira, Por entrelinhas Me dá prazer Na sua escrita E sente a pele Contrasta a minha. Baixando ao chão Minha calcinha. Morde minha roupa, rasga Fico rouca. E de joelhos Fico indecisa Entre sua poesia E sua espada. Na dúvida Coloco na boca Sentindo na língua Se entoo poemas Ou gozo faminta.
Você está convidado para uma travessia poética por entre fios que entrelaçam sonhos, sentimentos e palavras! Cada poema deste livro é um universo por si só, um fragmento de alma tecido com cuidado, onde a poesia se faz ponte entre o íntimo e o imenso. Este coletivo de autores se uniu para compartilhar versos que falam de amor, dor, esperança e humanidade — um convite à reflexão e ao encantamento. Será uma noite para se emocionar, ouvir poesia ao vivo, conhecer os autores e brindar à literatura que nos une. Traga seu coração aberto e venha fazer parte deste momento inesquecível. Imensidões por um Fio – Antologia Poética Data: 14/06 Local: Rua Domingos de Morais, 439 SP - São Paulo ⏰ Horário: A partir das 17h
Logo cedo, o ar gelado bate em seu rosto. O sol ainda não aquece o que o outono/inverno veio esfriar. Ela sobe as escadas e pega, na rua, um carro, que a levará para outro lugar. Seus olhos procuram o encanto, que se vê, é só procurar . Se você souber , com certeza, irá encontrar. Puxa a respiração lenta, comprimenta a motorista, que a levará. Um coração com a imagem de um cãozinho, balança no retrovisor, e prende seu olhar. Comenta sobre o cãozinho, deixado em casa triste a lhe esperar. A motorista sorri e trocam palavras, sobre amores, que ficam em casa, rabinho a abanar. Ela pensa na vida, de como tem sorte, sempre ao regressar. Marido, filhos e animaizinhos, todos felizes a lhe esperar.
Silêncio, Se perpetua em minha alma cansada. Como sirene, Ecoa, Neste vazio sem fim. Onde a goteira, Dos meus choros, esvaziam, Meus olhos, Pingam. Molham e temperam com sal, Este infinito desgosto. Certamente, Em algum lugar, Entre o desespero e a calma, Que lutam pra me deixar sóbria, Há o conforto do fechar de olhos E o se perder, Na cacofonia dos meus sonhos, Que me parecem, Mais paz do que sono.
Minha vida, Vem sendo feita de lágrimas. Lágrimas de dor, Lágrimas de prazer, De riso, De fé, De medo e de confiança. Algumas delas, saem, Outras, internalizo. Algumas, escorrem em abundância, Outras param, apenas no canto, à espera do desaguar. Salgadas como o mar, Seiva da desesperança. Mas doce mesmo, são aquelas, Que descem na alegria da abundância.