Eu deixarei que cresça em mim, A necessidade de amar Uma única pessoa. Deixarei que seja, meu destino, O desejo de me ver, Na luz do seu olhar, Enquanto tua voz, canta, Em todo canto do meu ser. Eu deixarei os teus sorrisos, Me alagarem como mar bravio, Enquanto leio a gargalhada Que saiu de ti, e me completa a vida. Eu deixarei que saia de mim, Todo aquele calor, Que vai acompanhado do meu toque Sereno, que vaga pela tua pele, Tão linda, tão tua, tão desejo meu. Eu deixarei tua cabeça pousar, No regaço dos meus abraços, No compasso, das batidas do meu coração, E no meu amor, tão seu, quanto eu.
Deixe se levar pelas emoções, São elas que te dão o norte e o sul. Seja intempéries, E calmaria. Seja! Não sufoque a humanidade. Onde há sofrimento, Que se faça ouvir a revolta. Onde há amor, Que se ouçam declarações. Sou feita de turbulência e vôo calmo, Sorrisos e lágrimas. Sou. Sempre serei, a mais pura essência, Daquilo que você, Cultivar em mim.
Tudo é teu Quando me olha, Teu olhar sombreado, pelos cílios espessos Esperando Querendo E conquista, Eu confesso. Sou dona do meu ser, mas você se tornou Parte de minha alma, A que que desliza, sorrateiramente Pela primeira vez, em meus pensamentos mais profundos Tudo é teu, Quando me toca Mesmo sem me me tocar Fisicamente Enquanto tuas palavras pintam o papel e completam os meus mais intensos desejos. Sobre como ficamos bem juntos Nus, um sobre o outro Desvendando o Kama Sutra.
Delicadamente, sua pele me ensina, qual o sabor do teu gosto. Quando minha língua molhada, quente, faminta, Toca Aquece Entumece Num arrepio desejoso E no toque dos lábios. Sinta, eu sinto. O vapor da minha respiração Quando sopra as penugens Que cobre a pele desejada Amada Suada Querendo Cada suspiro, Entrecorta meu respirar Transbordante do teu Prazer Incendeia Regozija Meu ser, teu ser Somos, completos Plenos de gozo e sentir.
Ele traça suas poesias, como se elas brincassem de tatuador, e marcassem minha pele, em tinta e agulha. Usa cores coloridas, porque sempre que fala de mim, ele vê multi cores. Seus olhos passeiam pelas letras como adoram as curvas do meu quadril. Suas mãos acariciando as folhas, assim como tocam minha pele. E ele derrete, se perde nas palavras, transpondo os meus detalhes. O brilho do meus olhos, servem pra iluminar seu sorriso. Ao findar do dia, descansa a pena, os olhos e a alma, descrita, no calor dos meus braços.
Ele me amou em silêncio Por tantos dias... Meses. Sem me falar uma única palavra, Ele apenas me olhava viver, Me incentivava a ser, Sem nunca, nada esperar. Sorria, quando me via sorrir E me dava o ombro, o colo e os ouvidos, Pacientemente, Quando eu precisava chorar. Me entendeu, estendeu a mão. Me trouxe um pouco de si mesmo, a cada opinião. Sem nunca, nunca me influenciar sobre qualquer coisa que fosse. Minhas opiniões, eu mantinha, intactas, seladas e comprovadas, com minha própria experiência de vida. Não que eu não quisesse mudar, mas entenda, eu já tinha idade suficiente, para não mais acreditar. Principalmente no amor. E certo dia, já tenso pelo que sentia, ele se abriu, e eu me fechei. Me fechei para o que ele havia me confessado, sem pretensão de pensar, imaginar sequer, qualquer coisa em troca. Foram três dias. Foram mais de mil palavras. Se desculpando, se culpando, tentando se redimir, da dor que me causou, tentando me rever. Tentando voltar a me sentir. Eu lia, chorava, me afastava. Trabalhava, mal comia, e ansiava. Por ele. E eu chorei, me afastei e sofri. Não queria amar, não sabia ser amada. Não mais. Nunca fui, o que mudaria, agora? Então, aos poucos, meu coração entendeu, que eu só sofria, pela simples ideia de que eu o amava. E eu o amava. E eu queria viver esse amor, saber o sabor de ser amada! O amo até hoje. Ele me ama cada dia mais e todos os dias, é exatamente igual a quando começamos a namorar. Mas o amor, ah, esse amor, é tão imenso, eu já nem sei onde ele começa, e onde termina, o meu eu.
Entre dois mundos Nosso universo Se faz, e refaz em sua órbitas De bilhões de estrelas Poeira vermelha É no encontro elíptico Do eletromagnetismo que nos sustenta O beijo E me tira a gravidade O chão se torna tão longe E nos braços de um cometa Eu vou ao seu encontro Trilhando o percurso Do seu periélio Me afasto do frio Interestelar e amorosamente Gravitacionando ao seu redor. Somos dois mundos, Ou você é meu sol?
Toque a toque Seus dedos errantes, Sábios, constantes, Traçam, memorizam, De olhos fechados Aquilo que já sabe Já viu Os contornos Vales e montanhas Carne quente, desejosa A saliva da boca Entreaberta Em busca Do ar Do teu cheiro Até que seu desejo Esteja, duro, ereto Na linha do olhar Desliza como cetim Mas quente É minha língua Que te aconchega E lambe O gozo E sorve, garganta abaixo A sua loucura Por meu prazer.