A despedida que ninguém quer na vida.
Tivemos risos, alegria, comemoração de uma vida que se iniciará. Hoje vimos momentos alegres. Uma família linda, trazendo outra vidinha, que será o motivo de mais risos e felicidade.
Mas meu coração transborda, mesmo na felicidade de vê-los felizes, de alegria mas também na tristeza pela constatação dura, que se avizinha.
Alguém que não se sente mais bem, que já cansou de estar entre nós.
Que pede descanso e que a deixem ir. Chega de sofrimento e dores.
Ela já lutou todas as suas batalhas.
Mas ela segurou minhas mãos ao aprender os primeiros passos na vida.
Acolheu meus choros, nem sempre com tanta paciência, pois foi ensinada a calar e não a acolher.
Ontem segurei sua pequena mão. Que foi para mim há muitos anos, motivo de alegria, choros... E eu sinto tanto a falta dela, pois sei que ela já se retira aos poucos.
Sua mente, já não se lembra de muito.
É duro começar a se despedir de alguém que ainda vive.
Eu queria ainda, aquela mulher forte que andava pra onde fosse, quando tinha vontade. A minha companheira de caminhada.
Tenho tanto do que ela me ensinou em mim.
Só sinto muito por ela sofrer tanto assim. A vida poderia ser mais suave. Guardaria meu coração no bolso, pra que ela não sofresse mais.
E agora no findar do dia, eu choro, pois talvez não terei seus olhos verdes/mel a me fitar um dia.
Eliz Leão
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Se encontrar
Num desafio.
Se enxergar
Num desatino.
Cantar, na certeza
Da maré cheia.
Canta sereia.
Tua força é o teu cantar.
Transpõe as águas,
Do desencanto.
Faz o sol brilhar em ti.
Que mesmo após o pranto,
As faces coradas,
Encanta e faz apaixonar.
Que tem vê te sente toda,
Transparece,
Transcende.
Eliz Leão
Num desafio.
Se enxergar
Num desatino.
Cantar, na certeza
Da maré cheia.
Canta sereia.
Tua força é o teu cantar.
Transpõe as águas,
Do desencanto.
Faz o sol brilhar em ti.
Que mesmo após o pranto,
As faces coradas,
Encanta e faz apaixonar.
Que tem vê te sente toda,
Transparece,
Transcende.
Eliz Leão
Entre tudo que não vivi,
E o tsunami que me alaga,
Das vidas em que já fui,
Alguém, para pessoas,
Que não conheço mais,
Há a possibilidade
Da distopia.
Das pessoas que amei,
E das qualidades que eu mesma,
Criei para elas.
Para desculpar meus medos,
De nunca ser amada,
Escolhida ou desejada.
E mesmo que eu nunca tenha sido
A escolha delas, em primeiro lugar,
Me senti como se fosse,
Pois amei tanto, que transbordei
Meus sentimentos,
Imputando à elas, algo,
Que elas nunca sentiram.
E enfim, me livrei,
Quando o auto conhecimento,
E o reconhecimento de mim mesma
E do que eu merecia, se fez presente,
Vivo, pulsante, colorido e amante.
Eu transbordei,
Me alaguei novamente,
Desta vez, do tsunami de amor próprio.
É libertador se ver no espelho que você mesma idealizou.
Defeitos e qualidades, equiparados,
Lapidados.
A melhor forma de mim,
Será sempre o meu futuro,
Mas posso aproveitar muito bem,
Todo o meu prazer
Em ser quem sou.
Eliz Leão
E o tsunami que me alaga,
Das vidas em que já fui,
Alguém, para pessoas,
Que não conheço mais,
Há a possibilidade
Da distopia.
Das pessoas que amei,
E das qualidades que eu mesma,
Criei para elas.
Para desculpar meus medos,
De nunca ser amada,
Escolhida ou desejada.
E mesmo que eu nunca tenha sido
A escolha delas, em primeiro lugar,
Me senti como se fosse,
Pois amei tanto, que transbordei
Meus sentimentos,
Imputando à elas, algo,
Que elas nunca sentiram.
E enfim, me livrei,
Quando o auto conhecimento,
E o reconhecimento de mim mesma
E do que eu merecia, se fez presente,
Vivo, pulsante, colorido e amante.
Eu transbordei,
Me alaguei novamente,
Desta vez, do tsunami de amor próprio.
É libertador se ver no espelho que você mesma idealizou.
Defeitos e qualidades, equiparados,
Lapidados.
A melhor forma de mim,
Será sempre o meu futuro,
Mas posso aproveitar muito bem,
Todo o meu prazer
Em ser quem sou.
Eliz Leão
Hoje eu me fartei de você,
Ao comer-te, pelas beiras,
Sem que se desse conta,
De que meu olhar, passeava em ti, te bebia.
Hoje eu me fartei.
Fartei meus olhos,
Fartei minha boca e que castigo,
De beber-te de mansinho, a súplica no olhar. No meu olhar.
A dor que eu tinha,
Pela falta do teu toque.
Hoje eu me fartei, da tua sapiência, da cor da tua pele suada, da tua conversa marcada, cheia de saberes novos, que você quis me contar.
Eu me fartei e me fartarei aos pouquinhos, para que o nosso carinho, nunca possa nos faltar.
Que esse amor, perdure a vida inteira, pra de você, eu possa faceira, todo dia, me fartar!
Eliz Leão
Ao comer-te, pelas beiras,
Sem que se desse conta,
De que meu olhar, passeava em ti, te bebia.
Hoje eu me fartei.
Fartei meus olhos,
Fartei minha boca e que castigo,
De beber-te de mansinho, a súplica no olhar. No meu olhar.
A dor que eu tinha,
Pela falta do teu toque.
Hoje eu me fartei, da tua sapiência, da cor da tua pele suada, da tua conversa marcada, cheia de saberes novos, que você quis me contar.
Eu me fartei e me fartarei aos pouquinhos, para que o nosso carinho, nunca possa nos faltar.
Que esse amor, perdure a vida inteira, pra de você, eu possa faceira, todo dia, me fartar!
Eliz Leão
Faz do meu corpo um altar
Para teus murmúrios e adoração
Beija meus pés com olhar, subindo aos tornozelos, então.
Rouquidão na voz, causada pelo ofego, arrepia a derme,
Causando comoção.
Toca, e faz o que quiser de mim,
Teu desejo é meu,
Já sou sua, na imaginação.
E mesmo antes dos teus lábios, provarem o sabor dos meus,
Eu já sonhava, com os desejos teus.
Sofri, chorei e morri, sem ter segurado sua mão.
Pedi, sonhei e enlouqueci,
Falando com a lua, em vão.
Pedi, por um sonho tão lindo, ganhei muito mais que isso.
Um cúmplice, um amor, um desejo e um amigo.
Me devora, penetra, firme me completa, até só restarmos, suor, gozo e tesão.
Eliz Leão
Para teus murmúrios e adoração
Beija meus pés com olhar, subindo aos tornozelos, então.
Rouquidão na voz, causada pelo ofego, arrepia a derme,
Causando comoção.
Toca, e faz o que quiser de mim,
Teu desejo é meu,
Já sou sua, na imaginação.
E mesmo antes dos teus lábios, provarem o sabor dos meus,
Eu já sonhava, com os desejos teus.
Sofri, chorei e morri, sem ter segurado sua mão.
Pedi, sonhei e enlouqueci,
Falando com a lua, em vão.
Pedi, por um sonho tão lindo, ganhei muito mais que isso.
Um cúmplice, um amor, um desejo e um amigo.
Me devora, penetra, firme me completa, até só restarmos, suor, gozo e tesão.
Eliz Leão
Calada, te dispo com o olhar.
Minha imaginação voa,
Semeia, regando essa carne,
Antes tão árida, solitária,
Agora, transformada em um lindo oásis.
Tua pele de reentrâncias,
Protuberâncias,
Toma a minha,
Fazendo nuances,
De arrepios e calor.
Quero, provar do teu doce salgado,
Do teu gemido, gritado,
Da tua ondulação em mim.
Pisco, e meu prazer te molha,
Tornando o teu,
O gozo que reflete o meu.
Eliz Leão
Minha imaginação voa,
Semeia, regando essa carne,
Antes tão árida, solitária,
Agora, transformada em um lindo oásis.
Tua pele de reentrâncias,
Protuberâncias,
Toma a minha,
Fazendo nuances,
De arrepios e calor.
Quero, provar do teu doce salgado,
Do teu gemido, gritado,
Da tua ondulação em mim.
Pisco, e meu prazer te molha,
Tornando o teu,
O gozo que reflete o meu.
Eliz Leão
Cansada da minh'alma quebrada
Arquejante, sussurrante,
Que me acorda às três da madrugada.
Que grita e vocifera,
Todas as dores que passeiam por mim.
Cansada, da culpa, da raiva
De tudo que impõe à minha vida,
Feminina?
Como devo vestir,
Quando chorar,
Como me portar.
Cansada do tudo que enfiaram comigo, dentro de uma caixa, fechada, quadrada, apertada,me impedindo o crescimento,
Que me imputaram, como sendo meu, sendo eu...
Cansada do rosa, do azul, do pseudo conhecimento, que de conhecimento não tem nada, além de achismos.
Cansada dos julgamentos,
Os quais ignoro, pois eles não pagam minha janta.
Cansada dos olhares, que me transformaram em apenas carne, pra ser vista e consumida.
Apenas um produto, para dar prazer, nunca receber, e se eu não tiver, ou não der, a culpa ainda é minha.
E seguem incólumes, todos eles, cometendo seus crimes nas nossas carnes, nas nossas custas, até nossa morte.
Eu morri a primeira vez, aos seis anos.
A quem eu quis seduzir...?!
O ódio consome, a única saída é a revanche?
Eliz Leão
Arquejante, sussurrante,
Que me acorda às três da madrugada.
Que grita e vocifera,
Todas as dores que passeiam por mim.
Cansada, da culpa, da raiva
De tudo que impõe à minha vida,
Feminina?
Como devo vestir,
Quando chorar,
Como me portar.
Cansada do tudo que enfiaram comigo, dentro de uma caixa, fechada, quadrada, apertada,me impedindo o crescimento,
Que me imputaram, como sendo meu, sendo eu...
Cansada do rosa, do azul, do pseudo conhecimento, que de conhecimento não tem nada, além de achismos.
Cansada dos julgamentos,
Os quais ignoro, pois eles não pagam minha janta.
Cansada dos olhares, que me transformaram em apenas carne, pra ser vista e consumida.
Apenas um produto, para dar prazer, nunca receber, e se eu não tiver, ou não der, a culpa ainda é minha.
E seguem incólumes, todos eles, cometendo seus crimes nas nossas carnes, nas nossas custas, até nossa morte.
Eu morri a primeira vez, aos seis anos.
A quem eu quis seduzir...?!
O ódio consome, a única saída é a revanche?
Eliz Leão
Um beijo, na base do pescoço,
De leve como um sopro.
Desliza arteiro,
Brincando de ser fogo.
Um resvalar de derme
Despertando um mundo inteiro.
Salpicando de luzes o córtex frontal,
Liga, explode e arrepia
Imensos sistemas,
Imersos de sinapses
Transforma o relaxar,
No retesar.
Os músculos tremem,
Comprimem, te prendem.
Causando rupturas,
Colidindo,
Implodindo,
E existindo, no outro,
O desejo que nasceu em mim, mas que nunca extinguirá, em ti.
Eliz Leão
De leve como um sopro.
Desliza arteiro,
Brincando de ser fogo.
Um resvalar de derme
Despertando um mundo inteiro.
Salpicando de luzes o córtex frontal,
Liga, explode e arrepia
Imensos sistemas,
Imersos de sinapses
Transforma o relaxar,
No retesar.
Os músculos tremem,
Comprimem, te prendem.
Causando rupturas,
Colidindo,
Implodindo,
E existindo, no outro,
O desejo que nasceu em mim, mas que nunca extinguirá, em ti.
Eliz Leão
Da delicadeza,
Nasce um furacão,
Daquilo, que antes,
Não se previu.
A força etérea,
Se torna,
Força motriz,
Da vida.
Ciclo regenerador,
Cuidador,
Mas ao mesmo tempo,
Terremoto,
Movendo montanhas.
Necessidade as move,
E às vezes,
Nessa existência tão vil,
É preciso,
Lutar com fervor,
Antes de perder a vida.
Eliz Leão
Nasce um furacão,
Daquilo, que antes,
Não se previu.
A força etérea,
Se torna,
Força motriz,
Da vida.
Ciclo regenerador,
Cuidador,
Mas ao mesmo tempo,
Terremoto,
Movendo montanhas.
Necessidade as move,
E às vezes,
Nessa existência tão vil,
É preciso,
Lutar com fervor,
Antes de perder a vida.
Eliz Leão
Para não falar de amor,
Eu falo dos olhos teus,
De como são pequenos,
Castanhos e apertados,
E de como os cantos se enrugam,
Ao abrir do sorriso,
Mas lindo e encantador.
E de como seu rosto se Ilumina
Ao olhar-me, com admiração e amor.
Mas eu não iria falar do amor.
Então, falarei das atitudes.
Que ao iniciar do dia,
O bom dia é coisa certa,
Acompanhado do "te amo"
De uma foto, que abraça e aperta.
Aconchegando o coração,
Que logo cedo, já acelera.
Mas pra não falar de amor,
Eu menciono as pequenas coisas, Que fazem do meu dia a dia,
Muito mais leve e facilitado.
Do café na caneca,
Da louça lavada,
Da roupa limpa e estendida no varal,
Das várias mensagens,
De carinho e cuidado,
Durante o dia.
Da necessidade de almoçar juntos,
De levar nossa menina pra escola.
Das mãos dadas e pés encostados,
Ao assistir um seriado.
Da dedicação diária,
Minuto a minuto...
Tudo pra não falar de amor.
Eliz Leão
Eu falo dos olhos teus,
De como são pequenos,
Castanhos e apertados,
E de como os cantos se enrugam,
Ao abrir do sorriso,
Mas lindo e encantador.
E de como seu rosto se Ilumina
Ao olhar-me, com admiração e amor.
Mas eu não iria falar do amor.
Então, falarei das atitudes.
Que ao iniciar do dia,
O bom dia é coisa certa,
Acompanhado do "te amo"
De uma foto, que abraça e aperta.
Aconchegando o coração,
Que logo cedo, já acelera.
Mas pra não falar de amor,
Eu menciono as pequenas coisas, Que fazem do meu dia a dia,
Muito mais leve e facilitado.
Do café na caneca,
Da louça lavada,
Da roupa limpa e estendida no varal,
Das várias mensagens,
De carinho e cuidado,
Durante o dia.
Da necessidade de almoçar juntos,
De levar nossa menina pra escola.
Das mãos dadas e pés encostados,
Ao assistir um seriado.
Da dedicação diária,
Minuto a minuto...
Tudo pra não falar de amor.
Eliz Leão