Um dia, eu serei nada.
O nada que rasteja entre o musgo da terra,
Junto aos vermes e seres minúsculos,
Que nutrem a mãe natureza.
Um dia, eu serei lembrança.
Lembrança doída, sofrida no início,
Mas que se dissipará, com o tempo.
Um dia, alguém que me conheceu,
Verá flores de algum jardim, ou uma borboleta, ou um simples dente de leão,
E se lembrará, das coisas que eu amei.
Da simplicidade que eu precisava na vida.
Da minha risada, das minhas piadas engraçadas e as não tão engraçadas.
Do sabor da minha comida.
Do meu cheiro.
Do meu coração.
Do que era mais importante pra mim.
Do meu choro.
Da minha voz.
Por isso, sigo, fazendo memórias, muitas delas gravadas,
Caso meu cérebro falhe na velhice.
Viver intensamente, tudo que eu sou, e tudo que tenho para dar.
Na infinitude do tempo,
Tudo desvanece,
Mas enquanto eu estiver viva,
Tudo que me importa,
É plantar sementes.
Você as regará?
Eliz Leão
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Sem tua mão, imagino seus dedos traçando os contornos da minha derme.
A maciez dos meus lábios.
E adentra, minha boca úmida, espalhando, sugando, como se fosse você.
Sem pressa, desliza o contorno do meu pescoço esguio,
Os dedos molhados
Espalhando saliva, até o bico dos túrgidos seios.
Picos rosados, arrepiados, arfantes.
A imaginação vai longe, num beliscar.
A outra mão brinca, abaixo do umbigo.
Fabricando desejos, nos meus pensamentos.
Desejos que molham e escorrem, por entre as pernas.
Que as mãos alcançam.
Os nervos tensos, que massageados, explodem orgasmos,
Múltiplos, suados.
Intensos, aproveitados.
Tudo isso com você na imaginação.
Eliz Leão
#
A maciez dos meus lábios.
E adentra, minha boca úmida, espalhando, sugando, como se fosse você.
Sem pressa, desliza o contorno do meu pescoço esguio,
Os dedos molhados
Espalhando saliva, até o bico dos túrgidos seios.
Picos rosados, arrepiados, arfantes.
A imaginação vai longe, num beliscar.
A outra mão brinca, abaixo do umbigo.
Fabricando desejos, nos meus pensamentos.
Desejos que molham e escorrem, por entre as pernas.
Que as mãos alcançam.
Os nervos tensos, que massageados, explodem orgasmos,
Múltiplos, suados.
Intensos, aproveitados.
Tudo isso com você na imaginação.
Eliz Leão
#
Mergulho em tua ausência,
Como uma fera sedenta.
Me desfaço, no regaço,
Inexistente do seu abraço.
Desmembro, a alma,
E aos pedaços, me embaraço,
Na tentativa de me refazer.
Sem mim mesma, caminhante, sussurro juras.
Traço orações, em papéis rasgados.
Peço.
Cansaço.
Ouço sons, que rastejam, sorrateiros
Por entre os dedos, das mãos, vazias, do toque das suas.
Como um fantasma, assombro minha tão sensível alma.
Eliz Leão
Como uma fera sedenta.
Me desfaço, no regaço,
Inexistente do seu abraço.
Desmembro, a alma,
E aos pedaços, me embaraço,
Na tentativa de me refazer.
Sem mim mesma, caminhante, sussurro juras.
Traço orações, em papéis rasgados.
Peço.
Cansaço.
Ouço sons, que rastejam, sorrateiros
Por entre os dedos, das mãos, vazias, do toque das suas.
Como um fantasma, assombro minha tão sensível alma.
Eliz Leão
Você é o único lugar, onde eu vivo o ser eu, de verdade.
Seu abraço é o único ninho, onde eu consigo respirar.
Neste mundo tão caótico, nossas dores e alegrias, se misturam.
E parecem as mesmas.
Temos o nosso próprio mundinho particular, onde vivemos dentro da segurança e conforto, do amor, um do outro.
Nossas mãos se entrelaçam e nossos pés se procuram.
Mesmo de longe, os braços e pernas esticadas, pra nossa pele se encontrar.
A segurança do teu coração, me consome e me aquece.
E já não sei onde eu começo e onde você termina.
Pois nossas vidas e desejos estão juntas, desde que me vi no seu olhar.
Desde que descobri, que não era mais solo no mundo.
Desde que me permiti, ser amada por seu amor, sua dedicação e sua compreensão.
Eu olho para trás, às vezes e não consigo imaginar, como foi que eu estive tanto tempo à deriva, sem ser vista.
Parecem que se passaram milênios, que eu não sabia da sua existência.
Finalmente, posso dizer, que sou amada, querida, desejada.
E toda vez que estamos juntos, tudo se transforma em um encontro de almas.
Eliz Leão
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Seu abraço é o único ninho, onde eu consigo respirar.
Neste mundo tão caótico, nossas dores e alegrias, se misturam.
E parecem as mesmas.
Temos o nosso próprio mundinho particular, onde vivemos dentro da segurança e conforto, do amor, um do outro.
Nossas mãos se entrelaçam e nossos pés se procuram.
Mesmo de longe, os braços e pernas esticadas, pra nossa pele se encontrar.
A segurança do teu coração, me consome e me aquece.
E já não sei onde eu começo e onde você termina.
Pois nossas vidas e desejos estão juntas, desde que me vi no seu olhar.
Desde que descobri, que não era mais solo no mundo.
Desde que me permiti, ser amada por seu amor, sua dedicação e sua compreensão.
Eu olho para trás, às vezes e não consigo imaginar, como foi que eu estive tanto tempo à deriva, sem ser vista.
Parecem que se passaram milênios, que eu não sabia da sua existência.
Finalmente, posso dizer, que sou amada, querida, desejada.
E toda vez que estamos juntos, tudo se transforma em um encontro de almas.
Eliz Leão
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A poesia é a tradutora da vida.
É a decifradora de emoções.
É dela que sorvemos o sumo de vida,
Que dá luz,
E que transpõe a barreira,
Entre o que o outro sente,
E o que eu acho que entendi.
Eliz Leão
É a decifradora de emoções.
É dela que sorvemos o sumo de vida,
Que dá luz,
E que transpõe a barreira,
Entre o que o outro sente,
E o que eu acho que entendi.
Eliz Leão
Quero te sentir deslizando em minha língua.
O salgado e grosso, escorrendo pela garganta.
Teu cheiro me assanha,
Teu gosto me inflama.
Quero olhar os teus olhos, com a boca ocupada, esticada, melada.
Ver sair de seus lábios o som do prazer.
Deslizar os meus dedos e delicias lamber.
Sentir o teu corpo esticar, seu pesco pra trás, seus olhos apertados, o suor escorrer.
O entrecortar da tua respiração.
Suas mãos resvalando meus cabelos.
Agonia, prazer e gozo.
Eliz Leão
O salgado e grosso, escorrendo pela garganta.
Teu cheiro me assanha,
Teu gosto me inflama.
Quero olhar os teus olhos, com a boca ocupada, esticada, melada.
Ver sair de seus lábios o som do prazer.
Deslizar os meus dedos e delicias lamber.
Sentir o teu corpo esticar, seu pesco pra trás, seus olhos apertados, o suor escorrer.
O entrecortar da tua respiração.
Suas mãos resvalando meus cabelos.
Agonia, prazer e gozo.
Eliz Leão
Quase meio século de vida .
A vida pulsa.
Até o último segundo,
Ela é viva, pulsa,
Uma luz que se apaga...
Portanto viva, seja com qual idade for.
Nada mais bonito, do que o amor
Que vibra, que colore, a vida.
Eliz Leão
A vida pulsa.
Até o último segundo,
Ela é viva, pulsa,
Uma luz que se apaga...
Portanto viva, seja com qual idade for.
Nada mais bonito, do que o amor
Que vibra, que colore, a vida.
Eliz Leão
Dentre todas as escolhas que fiz consciente,
Você foi a melhor.
Dentro todos os passos que dei,
Os que me levaram a você foram os mais doces.
Dentre todos os risos, sorrisos e gargalhadas que dei, ouvir o som da sua, fazendo coral com a minha, foi a mais divertida.
Dentre todas as lágrimas que chorei, teu carinho ao secá-las foi o mais alentador.
De todos os enganos, descobrí-los com você, foi o que mais me fortificou.
Você sempre será meu norte, mesmo quando também estiver perdido.
Suas mãos nas minhas, me levarão mais longe.
Seu amor, me fará mais forte.
Seu olhar, me trará sempre alegria.
Pois faz florir em minha alma, onde antes era só deserto.
Eliz Leão
Você foi a melhor.
Dentro todos os passos que dei,
Os que me levaram a você foram os mais doces.
Dentre todos os risos, sorrisos e gargalhadas que dei, ouvir o som da sua, fazendo coral com a minha, foi a mais divertida.
Dentre todas as lágrimas que chorei, teu carinho ao secá-las foi o mais alentador.
De todos os enganos, descobrí-los com você, foi o que mais me fortificou.
Você sempre será meu norte, mesmo quando também estiver perdido.
Suas mãos nas minhas, me levarão mais longe.
Seu amor, me fará mais forte.
Seu olhar, me trará sempre alegria.
Pois faz florir em minha alma, onde antes era só deserto.
Eliz Leão
Meus melhores momentos ficaram na luz do olhar dos meus filhos.
No riso desdentado, que gargalhou a vida e deu vida, movimento e cor ao meu sorriso.
Meus melhores momentos foram rodeada dos seus braços.
Foi no pedido do colo, foi na felicidade do ganhar um presente tão esperado.
Meus momentos mais infinitos, ficaram na memória olfativa do cheiro da cabeça deles, desde quando nasceram. Na mãozinha pequena, procurando pela minha.
Nos passinhos incertos e na alegria de vê-los seguramente, caminhar pela vida.
Meus mais memoráveis momentos, foram gravados, filmados e fotógrafados, para que quando a memória falhar, a nuvem possa relembrar.
Meus melhores momentos, sempre serão em torno daqueles que eu amo, que me causaram esse amor e que me deram em dobro, só com seu simples e precioso existir.
Meus melhores momentos, foram quando me descobri mãe, com os peitos vazando e doendo, por ter leite em excesso, os cabelos sujos, por priorizar o sono e a alimentação.
Meus melhores momentos foram cheios de piores momentos, de quando me vi só, mesmo estando acompanhada, de quando não tive forças, e chorei por ter que ir ou fazer mesmo assim.
De quando chorei de medo no chuveiro, para não assustá-los com a minha dor.
De quando surtei e gritei e de quando desisti.
De quando não me reconheci mais como a mulher que eu era e me fechei e sofri até me achar.
E de quando cabelos ficaram mais ralos, e minha pele envelheceu e perdeu a elasticidade.
De quando eu estava tão cansada, que não tive forças nem para chorar, mas recebi abraço, um cafuné e um olhar.
Ser mãe, é como tudo na vida, ganhos e perdas, mas todos eles, regados de uma felicidade, orgulho e um amor invencível, por aquele ser que você viu crescer.
Eliz Leão
No riso desdentado, que gargalhou a vida e deu vida, movimento e cor ao meu sorriso.
Meus melhores momentos foram rodeada dos seus braços.
Foi no pedido do colo, foi na felicidade do ganhar um presente tão esperado.
Meus momentos mais infinitos, ficaram na memória olfativa do cheiro da cabeça deles, desde quando nasceram. Na mãozinha pequena, procurando pela minha.
Nos passinhos incertos e na alegria de vê-los seguramente, caminhar pela vida.
Meus mais memoráveis momentos, foram gravados, filmados e fotógrafados, para que quando a memória falhar, a nuvem possa relembrar.
Meus melhores momentos, sempre serão em torno daqueles que eu amo, que me causaram esse amor e que me deram em dobro, só com seu simples e precioso existir.
Meus melhores momentos, foram quando me descobri mãe, com os peitos vazando e doendo, por ter leite em excesso, os cabelos sujos, por priorizar o sono e a alimentação.
Meus melhores momentos foram cheios de piores momentos, de quando me vi só, mesmo estando acompanhada, de quando não tive forças, e chorei por ter que ir ou fazer mesmo assim.
De quando chorei de medo no chuveiro, para não assustá-los com a minha dor.
De quando surtei e gritei e de quando desisti.
De quando não me reconheci mais como a mulher que eu era e me fechei e sofri até me achar.
E de quando cabelos ficaram mais ralos, e minha pele envelheceu e perdeu a elasticidade.
De quando eu estava tão cansada, que não tive forças nem para chorar, mas recebi abraço, um cafuné e um olhar.
Ser mãe, é como tudo na vida, ganhos e perdas, mas todos eles, regados de uma felicidade, orgulho e um amor invencível, por aquele ser que você viu crescer.
Eliz Leão
Tava pensando aqui. Eu e meus irmãos estamos dividindo os cuidados com nossa mãe, pois ela já não se encontra em suas faculdades mentais e fisicamente bem.
Aí, eu extremamente cansada, arrumando a casa, depois de um período enorme de dor, (tenho dor crônica) e em meio a minha perimenopausa, juntos com os cuidados com ela, eu acabei deixando a casa pra depois. Acontece que estava fazendo ovos cozidos e me lembrei de uma ocasião em que na escola, aconteceria uma gincana em que os alunos fariam certas competições, concorrendo uns com os outros independentemente das idades. Haveriam prêmios e muitos deles seriam livros e eu amava livros e não tinha condições de tê-los. Pois bem, a professora enviou um papel para casa, avisando nele, para que cada criança levasse um ovo, pois eu participaria daquela brincadeira do ovo na colher. O problema é que eu não sabia ainda ler e a professora me disse para levar um ovo apenas, não informando nada a mais, já que estaria no papel que eu entregaria aos meus pais. Acontece que minha mãe não sabia e não sabe até hoje, ler e escrever... Então, no dia, eu com meu ovinho na mão, tomando o maior cuidado para não quebrá-lo e no meio da gincana, meu ovo caiu e espatifou-se no chão e como ele estava cru, eu perdi a oportunidade de terminar a corrida, como meus outros coleguinhas fizeram... e todos, menos eu, ganharam prêmios. Os livros infantis mais lindos. Chorei horrores quando a professora me disse que o ovo deveria estar cozido. Mas minha mãe não sabia, pois não soube ler o que havia escrito no bilhete.
Então, quando alguém disser pra você, que existe meritocracia, entenda que a pessoa é umbiguista. Ela não vê o todo e não sabe de nada, que não seja a partir de sua própria perspectiva de vida e meio em que cresceu.
Meritocracia nunca existiu e nem nunca existirá.
Eliz Leão
Aí, eu extremamente cansada, arrumando a casa, depois de um período enorme de dor, (tenho dor crônica) e em meio a minha perimenopausa, juntos com os cuidados com ela, eu acabei deixando a casa pra depois. Acontece que estava fazendo ovos cozidos e me lembrei de uma ocasião em que na escola, aconteceria uma gincana em que os alunos fariam certas competições, concorrendo uns com os outros independentemente das idades. Haveriam prêmios e muitos deles seriam livros e eu amava livros e não tinha condições de tê-los. Pois bem, a professora enviou um papel para casa, avisando nele, para que cada criança levasse um ovo, pois eu participaria daquela brincadeira do ovo na colher. O problema é que eu não sabia ainda ler e a professora me disse para levar um ovo apenas, não informando nada a mais, já que estaria no papel que eu entregaria aos meus pais. Acontece que minha mãe não sabia e não sabe até hoje, ler e escrever... Então, no dia, eu com meu ovinho na mão, tomando o maior cuidado para não quebrá-lo e no meio da gincana, meu ovo caiu e espatifou-se no chão e como ele estava cru, eu perdi a oportunidade de terminar a corrida, como meus outros coleguinhas fizeram... e todos, menos eu, ganharam prêmios. Os livros infantis mais lindos. Chorei horrores quando a professora me disse que o ovo deveria estar cozido. Mas minha mãe não sabia, pois não soube ler o que havia escrito no bilhete.
Então, quando alguém disser pra você, que existe meritocracia, entenda que a pessoa é umbiguista. Ela não vê o todo e não sabe de nada, que não seja a partir de sua própria perspectiva de vida e meio em que cresceu.
Meritocracia nunca existiu e nem nunca existirá.
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