Tira-se a cortina
O espetáculo se avizinha.
Ela, que toda tímida, acuada , amarrada, se obrigava a ser cordata, agora se agiganta , brilha!
No palco, ela encanta, mostra a que veio,
Seus sapatos dourados, vestem os passos acertados, antes incertos, mas agora, completamente embasados.
Embasados na sua inteligência e na sua interpretação de mundo.
Ela é grande, já extravasou suas viseiras.
Viva, repleta, ela não é metade, como a fizeram acreditar .
Essa moça, é inteira!
Eliz Leão
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Tua língua brinca
Por entre meus pensamentos
Tuas mãos sondam
Por entre minhas páginas
Abrindo espaço pelos arrepios
Suspiros e tensões
Me lê inteira,
Por entrelinhas
Me dá prazer
Na sua escrita
E sente a pele
Contrasta a minha.
Baixando ao chão
Minha calcinha.
Morde minha roupa, rasga
Fico rouca.
E de joelhos
Fico indecisa
Entre sua poesia
E sua espada.
Na dúvida
Coloco na boca
Sentindo na língua
Se entoo poemas
Ou gozo faminta.
Eliz Leão
Por entre meus pensamentos
Tuas mãos sondam
Por entre minhas páginas
Abrindo espaço pelos arrepios
Suspiros e tensões
Me lê inteira,
Por entrelinhas
Me dá prazer
Na sua escrita
E sente a pele
Contrasta a minha.
Baixando ao chão
Minha calcinha.
Morde minha roupa, rasga
Fico rouca.
E de joelhos
Fico indecisa
Entre sua poesia
E sua espada.
Na dúvida
Coloco na boca
Sentindo na língua
Se entoo poemas
Ou gozo faminta.
Eliz Leão
Você está convidado para uma travessia poética por entre fios que entrelaçam sonhos, sentimentos e palavras! Cada poema deste livro é um universo por si só, um fragmento de alma tecido com cuidado, onde a poesia se faz ponte entre o íntimo e o imenso. Este coletivo de autores se uniu para compartilhar versos que falam de amor, dor, esperança e humanidade — um convite à reflexão e ao encantamento.
Será uma noite para se emocionar, ouvir poesia ao vivo, conhecer os autores e brindar à literatura que nos une. Traga seu coração aberto e venha fazer parte deste momento inesquecível. Imensidões por um Fio – Antologia Poética Data: 14/06 Local: Rua Domingos de Morais, 439 SP - São Paulo ⏰ Horário: A partir das 17h
Será uma noite para se emocionar, ouvir poesia ao vivo, conhecer os autores e brindar à literatura que nos une. Traga seu coração aberto e venha fazer parte deste momento inesquecível. Imensidões por um Fio – Antologia Poética Data: 14/06 Local: Rua Domingos de Morais, 439 SP - São Paulo ⏰ Horário: A partir das 17h
Logo cedo, o ar gelado bate em seu rosto.
O sol ainda não aquece o que o outono/inverno veio esfriar.
Ela sobe as escadas e pega, na rua, um carro, que a levará para outro lugar.
Seus olhos procuram o encanto, que se vê, é só procurar .
Se você souber , com certeza, irá encontrar.
Puxa a respiração lenta, comprimenta a motorista, que a levará.
Um coração com a imagem de um cãozinho, balança no retrovisor, e prende seu olhar.
Comenta sobre o cãozinho, deixado em casa triste a lhe esperar.
A motorista sorri e trocam palavras, sobre amores, que ficam em casa, rabinho a abanar.
Ela pensa na vida, de como tem sorte, sempre ao regressar.
Marido, filhos e animaizinhos, todos felizes a lhe esperar.
Eliz Leão
O sol ainda não aquece o que o outono/inverno veio esfriar.
Ela sobe as escadas e pega, na rua, um carro, que a levará para outro lugar.
Seus olhos procuram o encanto, que se vê, é só procurar .
Se você souber , com certeza, irá encontrar.
Puxa a respiração lenta, comprimenta a motorista, que a levará.
Um coração com a imagem de um cãozinho, balança no retrovisor, e prende seu olhar.
Comenta sobre o cãozinho, deixado em casa triste a lhe esperar.
A motorista sorri e trocam palavras, sobre amores, que ficam em casa, rabinho a abanar.
Ela pensa na vida, de como tem sorte, sempre ao regressar.
Marido, filhos e animaizinhos, todos felizes a lhe esperar.
Eliz Leão
Silêncio,
Se perpetua em minha alma cansada.
Como sirene,
Ecoa,
Neste vazio sem fim.
Onde a goteira,
Dos meus choros, esvaziam,
Meus olhos,
Pingam.
Molham e temperam com sal,
Este infinito desgosto.
Certamente,
Em algum lugar,
Entre o desespero e a calma,
Que lutam pra me deixar sóbria,
Há o conforto do fechar de olhos
E o se perder,
Na cacofonia dos meus sonhos,
Que me parecem,
Mais paz do que sono.
Eliz Leão
Se perpetua em minha alma cansada.
Como sirene,
Ecoa,
Neste vazio sem fim.
Onde a goteira,
Dos meus choros, esvaziam,
Meus olhos,
Pingam.
Molham e temperam com sal,
Este infinito desgosto.
Certamente,
Em algum lugar,
Entre o desespero e a calma,
Que lutam pra me deixar sóbria,
Há o conforto do fechar de olhos
E o se perder,
Na cacofonia dos meus sonhos,
Que me parecem,
Mais paz do que sono.
Eliz Leão
Minha vida,
Vem sendo feita de lágrimas.
Lágrimas de dor,
Lágrimas de prazer,
De riso,
De fé,
De medo e de confiança.
Algumas delas, saem,
Outras, internalizo.
Algumas, escorrem em abundância,
Outras param, apenas no canto, à espera do desaguar.
Salgadas como o mar,
Seiva da desesperança.
Mas doce mesmo, são aquelas,
Que descem na alegria da abundância.
Eliz Leão
Vem sendo feita de lágrimas.
Lágrimas de dor,
Lágrimas de prazer,
De riso,
De fé,
De medo e de confiança.
Algumas delas, saem,
Outras, internalizo.
Algumas, escorrem em abundância,
Outras param, apenas no canto, à espera do desaguar.
Salgadas como o mar,
Seiva da desesperança.
Mas doce mesmo, são aquelas,
Que descem na alegria da abundância.
Eliz Leão
Olhos que vêem,
Do que o tempo apagou.
Que relembram imagens,
Da vida que levou.
Dos filhos que viu crescer,
E dos que a morte,
Tão cedo podou.
De tudo que plantou,
Colheu e chorou.
As lágrimas mais tristes,
Que a face enrugada marcou.
Olhos hazel,
Que mudaram
Conforme os sentimentos.
Cinza, verde, mel.
Carregam o peso da perda,
Se alegram com seus descentes.
O riso das netas, netos e bisnetas.
O dinheirinho sempre escondido, passando de mão em mão.
Presente aniversário,
Transformando papel em coração.
Eliz Leão
Do que o tempo apagou.
Que relembram imagens,
Da vida que levou.
Dos filhos que viu crescer,
E dos que a morte,
Tão cedo podou.
De tudo que plantou,
Colheu e chorou.
As lágrimas mais tristes,
Que a face enrugada marcou.
Olhos hazel,
Que mudaram
Conforme os sentimentos.
Cinza, verde, mel.
Carregam o peso da perda,
Se alegram com seus descentes.
O riso das netas, netos e bisnetas.
O dinheirinho sempre escondido, passando de mão em mão.
Presente aniversário,
Transformando papel em coração.
Eliz Leão
Quem pudera imaginar
Quem ousaria sonhar!
Aquele amor,
Tão simplesmente,
Que acontece na alma da gente.
Tem empatia, tem coração,
Tem doer, que nunca sentiu,
Mas, se na tua alma sangra,
Sangro eu e inflama.
Mas tem estender, de mãos e abraços.
Tem presença, mesmo de longe.
Tem permanência.
Tem gostar de graça.
Tem conversa que é cura.
Tem sorriso em meio às lágrimas.
Porque tudo que é ela, é força.
Força, que por vezes perdemos,
E doamos uma à outra.
Tem fé, em si mesma.
Tem olhar que acolhe.
Tem certeza.
Quem podia imaginar,
Que ao se aproximar
O outono da vida,
Tanta flor, floresceria.
Eliz Leão
#festadascalcinhas
Quem ousaria sonhar!
Aquele amor,
Tão simplesmente,
Que acontece na alma da gente.
Tem empatia, tem coração,
Tem doer, que nunca sentiu,
Mas, se na tua alma sangra,
Sangro eu e inflama.
Mas tem estender, de mãos e abraços.
Tem presença, mesmo de longe.
Tem permanência.
Tem gostar de graça.
Tem conversa que é cura.
Tem sorriso em meio às lágrimas.
Porque tudo que é ela, é força.
Força, que por vezes perdemos,
E doamos uma à outra.
Tem fé, em si mesma.
Tem olhar que acolhe.
Tem certeza.
Quem podia imaginar,
Que ao se aproximar
O outono da vida,
Tanta flor, floresceria.
Eliz Leão
#festadascalcinhas
O simples ato de existir
Com sua pura autonomia.
Traça sulcos pela terra
Como uma sedenta fera.
Brota, rasgando tudo pela frente
Com seus dedos tementes.
E com uma gota suave,
Breve chuva, faz irrigar forte,
E cresce a flora, com bravura.
Colorindo calçadas,
Cantos de prédios,
Saindo pelas pedras.
Enfeitando a visão de qualquer criatura.
Dando abrigo quando cresce a todos os seres viventes.
Passarinhos, pequenos roedores.
E nutrem além de tudo, com frutas e suas sementes.
Além de dar ar fresco
Ao mundo inteiro,
Vida intermitente.
E ela que não precisa de nada, nós que somos seus dependentes.
Eliz Leão
Com sua pura autonomia.
Traça sulcos pela terra
Como uma sedenta fera.
Brota, rasgando tudo pela frente
Com seus dedos tementes.
E com uma gota suave,
Breve chuva, faz irrigar forte,
E cresce a flora, com bravura.
Colorindo calçadas,
Cantos de prédios,
Saindo pelas pedras.
Enfeitando a visão de qualquer criatura.
Dando abrigo quando cresce a todos os seres viventes.
Passarinhos, pequenos roedores.
E nutrem além de tudo, com frutas e suas sementes.
Além de dar ar fresco
Ao mundo inteiro,
Vida intermitente.
E ela que não precisa de nada, nós que somos seus dependentes.
Eliz Leão
Num surto de reverendíssima besta,
Seguem, ludibriando milhares de seguidores.
Mente apequenada, desejando ser quem humilha,
Desejando ser quem habita, a mansão tão bem quista.
Seguem os tolos, iludentes,
Picaretas das mais altas patentes.
Enriquecem com a burrice alheia,
Perpetuando sua própria sementeira.
Fofocas, crimes e falsidades.
Vendem sonhos em vittines de maldades.
Nutrem a si mesmos, iludindo a quem quer que os assista.
O importante é ser bem quista, mesmo que o crime se repita.
Pousa para holofotes, e os deslumbrados, apequenados,
Pedem autógrafo a não bem vista.
O que importa é o dinheiro, que afanou "à mão pequena."
Investigada, ameninada, fazendo a louca, ri e faz piada.
Na certeza de todo rico,
Faço de tudo, eu pago isso!
Eliz Leão
Seguem, ludibriando milhares de seguidores.
Mente apequenada, desejando ser quem humilha,
Desejando ser quem habita, a mansão tão bem quista.
Seguem os tolos, iludentes,
Picaretas das mais altas patentes.
Enriquecem com a burrice alheia,
Perpetuando sua própria sementeira.
Fofocas, crimes e falsidades.
Vendem sonhos em vittines de maldades.
Nutrem a si mesmos, iludindo a quem quer que os assista.
O importante é ser bem quista, mesmo que o crime se repita.
Pousa para holofotes, e os deslumbrados, apequenados,
Pedem autógrafo a não bem vista.
O que importa é o dinheiro, que afanou "à mão pequena."
Investigada, ameninada, fazendo a louca, ri e faz piada.
Na certeza de todo rico,
Faço de tudo, eu pago isso!
Eliz Leão