Há dias em que penso em você,
Lembro da risada,
Do abraço
Do seu cheiro de banho tomado
E do cheiro dos seus cabelos, cheirosos, tão macios e branquinhos.
Lembro das manhãs de sábado, quando íamos à feira,
E dos domingo assistindo os programas da manhã.
Eu acordava às seis apenas pra estar contigo.
Os nossos programas da National Geografic, onde assistíamos os animais, que tanto amávamos... Eu ainda amo pai.
Por sua causa, eu respeito o nosso planeta.
Por sua causa, eu ensinei seus netos, meus filhos,( dois deles, os quais você nem ao menos teve a chance de conhecer), a amar tanto quanto você, os animais.
Sou grata por ser sua filha.
Você foi uma pessoa incrível.
Te amo, pra sempre. Seu nome, e mais do que isso, seu amor por nós, sempre será presente em mim.
Sentimos muito sua falta, todos os dias.
Eliz Leão
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Seu olhar estelar
Como se mil constelações
Dançassem pra mim,
É o que vejo, quando me vê.
Queria eu, e hoje sou,
A dona do universo em ti,
Como é do meu.
E compartilhamos assim,
Uma explosão,
No canto do seu sorriso.
E carrego teus sabores
Como se habitasse,
O melhor lugar do mundo,
No teu beijo.
Faz morada no meu cheiro,
No timbre tua voz, rouca às vezes,
Cantando a nossa canção,
É que meu pensamento voa,
Na letra do refrão.
E é vivendo dentro do teu abraço,
Que encontro, tudo que sou.
Eliz Leão
Como se mil constelações
Dançassem pra mim,
É o que vejo, quando me vê.
Queria eu, e hoje sou,
A dona do universo em ti,
Como é do meu.
E compartilhamos assim,
Uma explosão,
No canto do seu sorriso.
E carrego teus sabores
Como se habitasse,
O melhor lugar do mundo,
No teu beijo.
Faz morada no meu cheiro,
No timbre tua voz, rouca às vezes,
Cantando a nossa canção,
É que meu pensamento voa,
Na letra do refrão.
E é vivendo dentro do teu abraço,
Que encontro, tudo que sou.
Eliz Leão
Interage
Com minhas sanhas
Reflete as minhas chamas
Onde teu prazer começa,
O meu inflama.
Sou o ápice do teu gozo.
O arrepio que tua pele ama,
Ao tocar o teu pescoço,
Tua boca me clama.
Penetra meu corpo,
Minha alma e reclama,
Com tuas mãos
E boca sedenta,
Faz coro com minha voz
E movimenta
Até derreter
Meus pensamentos,
Ter o meu e o seu suor,
Escorrendo.
Eliz Leão
Com minhas sanhas
Reflete as minhas chamas
Onde teu prazer começa,
O meu inflama.
Sou o ápice do teu gozo.
O arrepio que tua pele ama,
Ao tocar o teu pescoço,
Tua boca me clama.
Penetra meu corpo,
Minha alma e reclama,
Com tuas mãos
E boca sedenta,
Faz coro com minha voz
E movimenta
Até derreter
Meus pensamentos,
Ter o meu e o seu suor,
Escorrendo.
Eliz Leão
Sou o que fica entre o nascimento e a cova.
O som que ressoa, dos meus lábios, grita.
Meu ser fervilha em erupção.
Não sou brisa, sou tufão.
Eliz Leão
O som que ressoa, dos meus lábios, grita.
Meu ser fervilha em erupção.
Não sou brisa, sou tufão.
Eliz Leão
A solidão
Que é sentir-se
Em pedaços.
Sem mãos
Para juntar,
Seus caminhos.
E carregá-los,
Em seus braços,
É pesado...
E não aguento mais.
Longa vida,
A quem?
Não enxergo mais...
Em quem ecôo?
Vozes mudas,
Alma desnuda,
No inverno,
Que nunca acaba.
Cansei de segurar,
Meu mundo em mim.
Cansei de dar passos,
Em vidros quebrados,
Pelo chão.
Não quero mais,
Ter que me espelhar,
Para ser amada.
Ter que me calar,
Para ser desejada.
Ter que me adequar,
Ser cordata.
Só quero desistir,
Mas nem para desistir,
Tenho voz.
Eliz Leão
Que é sentir-se
Em pedaços.
Sem mãos
Para juntar,
Seus caminhos.
E carregá-los,
Em seus braços,
É pesado...
E não aguento mais.
Longa vida,
A quem?
Não enxergo mais...
Em quem ecôo?
Vozes mudas,
Alma desnuda,
No inverno,
Que nunca acaba.
Cansei de segurar,
Meu mundo em mim.
Cansei de dar passos,
Em vidros quebrados,
Pelo chão.
Não quero mais,
Ter que me espelhar,
Para ser amada.
Ter que me calar,
Para ser desejada.
Ter que me adequar,
Ser cordata.
Só quero desistir,
Mas nem para desistir,
Tenho voz.
Eliz Leão
Vê, a alma que cresce e habita o outro.
É igual a tua, em papéis marcados,
Engavetados, milimétricamente moldados.
Que quando se implodem,
Procuram logo, os culpados.
Por não seguirem esses papéis marcados, surrados,
Com lágrimas e sangue jorrado,
Em benefício do mercado.
Fábricas de filhos, vivos ou alados.
Até quando serás taxado?
Até quando seus olhos,
Permanecerão vendados?
Límpidos olhos de criança,
Sujos com lágrimas das matança,
De velhos poderosos,
Que com uma bomba,
Roubam-lhes a vida, os sonhos e seu breve existir.
Que destroem, e riem, plantando a pobreza no mundo,
Para apenas poucos(eles) usufruir.
E aqueles, de grilhões nas mãos,
Que defendem esses poucos,
Também carregam o mar de sangue,
Dispostos a morrer, fãs
De quem quer mesmo lhes tirar a vida,
Em troca de tudo e de todo poder.
Eliz Leão
É igual a tua, em papéis marcados,
Engavetados, milimétricamente moldados.
Que quando se implodem,
Procuram logo, os culpados.
Por não seguirem esses papéis marcados, surrados,
Com lágrimas e sangue jorrado,
Em benefício do mercado.
Fábricas de filhos, vivos ou alados.
Até quando serás taxado?
Até quando seus olhos,
Permanecerão vendados?
Límpidos olhos de criança,
Sujos com lágrimas das matança,
De velhos poderosos,
Que com uma bomba,
Roubam-lhes a vida, os sonhos e seu breve existir.
Que destroem, e riem, plantando a pobreza no mundo,
Para apenas poucos(eles) usufruir.
E aqueles, de grilhões nas mãos,
Que defendem esses poucos,
Também carregam o mar de sangue,
Dispostos a morrer, fãs
De quem quer mesmo lhes tirar a vida,
Em troca de tudo e de todo poder.
Eliz Leão
Fios soltos
Cabelos ao vento
O zéfiro que brinca
Sementes do tempo
Do tempo
Que vê chover
Do tempo que vê nascer
Dente de leão
E suas flores
Amarelo madurecer
Enquanto passa
O firmamento
Em infinitos
E compassados
Tempos
Tempo de ver a vida
Germinar
Levada pela brisa
Um sopro a todo momento
Dente de leão
E seus lindos fios
Livres em
Fluxos de pensamentos.
Eliz Leão
Cabelos ao vento
O zéfiro que brinca
Sementes do tempo
Do tempo
Que vê chover
Do tempo que vê nascer
Dente de leão
E suas flores
Amarelo madurecer
Enquanto passa
O firmamento
Em infinitos
E compassados
Tempos
Tempo de ver a vida
Germinar
Levada pela brisa
Um sopro a todo momento
Dente de leão
E seus lindos fios
Livres em
Fluxos de pensamentos.
Eliz Leão
Quero deslizar na tua boca
Minha língua sedenta.
Descobrir no teu gosto
A magia do gozo.
Do cheiro do teu falo
Tomar meu prazer
Engolir, ceder
Devolver a ti,
Vê-lo estremecer.
Quero encaixar entre suas pernas
Me penetrar, te envolver
Até que suor nos embriague
Numa nuvem vaporosa de desejos.
Meus seios em tuas mãos
Meus beijos culminando a invasão
Dois corpos em um
Almas em tesão.
Eliz Leão
Minha língua sedenta.
Descobrir no teu gosto
A magia do gozo.
Do cheiro do teu falo
Tomar meu prazer
Engolir, ceder
Devolver a ti,
Vê-lo estremecer.
Quero encaixar entre suas pernas
Me penetrar, te envolver
Até que suor nos embriague
Numa nuvem vaporosa de desejos.
Meus seios em tuas mãos
Meus beijos culminando a invasão
Dois corpos em um
Almas em tesão.
Eliz Leão
Arde, pulsa,
Teu cerne em minha carne,
Esmiúça, o forno.
Ascendente, crescente.
Impulsa, entre minha coxas,
Úmidas.
A labareda, que alimenta,
Desde o início do dia.
E crepitando, escapa entre
Os lábios,
Os da boca e os do sexo.
Latejam, anseiam,
Teu falo.
Ébria de desejo,
Dispo, todas as coisas,
Que me tornam
Aparte, de ti.
E fluo, deliciosamente
Meus pensamentos,
Cativos do teu gozo,
Que acompanha o meu.
Meu sexo banha o teu.
Eliz Leão
Teu cerne em minha carne,
Esmiúça, o forno.
Ascendente, crescente.
Impulsa, entre minha coxas,
Úmidas.
A labareda, que alimenta,
Desde o início do dia.
E crepitando, escapa entre
Os lábios,
Os da boca e os do sexo.
Latejam, anseiam,
Teu falo.
Ébria de desejo,
Dispo, todas as coisas,
Que me tornam
Aparte, de ti.
E fluo, deliciosamente
Meus pensamentos,
Cativos do teu gozo,
Que acompanha o meu.
Meu sexo banha o teu.
Eliz Leão
Eu que me via gota,
De repente desaguei em mar.
Me desfiz entre ondas,
Só pra te encontrar.
Fiz de pedras, pó,
Dancei entre seres, a nadar.
Cansei, chorei,
Me represei em lagos,
Tentando em ti chegar.
Corri, feito louca,
Quebrei-me inteira,
Em pedras de corredeiras.
Seguindo o coração faceira,
Borbulhei a brotar.
Nascente novamente,
Transbordei,
Em teus braços,
Me encontrando,
Em nossas águas,
Enfim, em ti, me libertar.
Eliz Leão
De repente desaguei em mar.
Me desfiz entre ondas,
Só pra te encontrar.
Fiz de pedras, pó,
Dancei entre seres, a nadar.
Cansei, chorei,
Me represei em lagos,
Tentando em ti chegar.
Corri, feito louca,
Quebrei-me inteira,
Em pedras de corredeiras.
Seguindo o coração faceira,
Borbulhei a brotar.
Nascente novamente,
Transbordei,
Em teus braços,
Me encontrando,
Em nossas águas,
Enfim, em ti, me libertar.
Eliz Leão