Se teus lábios fossem meus
Nos teus cantos, me perderia
Seus contornos,
Prenderiam
Dono dos sopros meus
Meus gemidos, guardaria
Se teus lábios fizessem
Os meus arrefecerem
Palavras se perderem
E tesões incendiassem
Se teus lábios
Que guardam a doçura
Dos teus ditos de amor
Por mim murmurassem
Línguas em fogo, deslizassem
Ah, se teu amor tocasse
Meus pensamentos,
Assim como teus lábios,
Nos meus,
Morreria em seus braços,
Como morro e revivo, a cada beijo teu.
Eliz Leão
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Eder B. Jr.
À Distância de um Olhar
Ela tocou a taça no queixo porque precisava do toque. O vinho tingia o cristal como um presságio. Os olhos dele, mesmo do outro lado da tela, tiravam suas roupas com mais precisão do que mãos ousadas.
“Você sempre me põe alguma vontade”, ele dissera.
“Qual a de hoje?”, ela provocara, já imaginando que leria uma boa resposta no calor que subia pelas coxas.
A mensagem chegou como um sussurro que atravessava o vidro:
“Começa com mergulhar os dedos na tua taça, depois na tua boca, te olhando os olhos de muito perto.”
Ela sentiu a boca se entreabrir, não pela surpresa, mas pela antecipação. O dedo úmido do vinho poderia ter sido dele, roçando seu lábio inferior, empurrando devagar para dentro, como quem oferece um segredo para ser guardado entre dentes e saliva.
“Essa carinha de reação é bem como pensei a sua boca mesmo”, ele completou.
Ela respondeu com um “hmmmm”, mas seu corpo inteiro falava outras línguas, outras urgências.
E então ele afundou mais fundo nas palavras:
“Se viesse um gemidinho assim, iriam também outros dois dedos na tua boceta, sem tirar os da tua boca e ainda te olhando os olhos de muito perto.”
A cena se desenhava perfeita em sua mente — os olhos fixos, os dedos orquestrando uma dança entre lábios e carne pulsante. Ela respondeu com um arrepio e uma confissão:
“que cena perfeita.”
E ele seguiu, sabendo que já não havia como parar e nem queria recuar:
“Os dedos todos e os olhos todos continuariam, até você gozar. Sem outro toque, sem mais proximidade do que estar perto, te olhando e tocando a boca e a boceta por dentro.”
Ela adorou a maldade dessa ideia, mas desafiou:
“Será que consegue? Ficar longe?”
“Consigo”, ele disse.
“A visão do teu corpo a essa curta distância e os teus movimentos… Eu seria capaz de te olhar assim muito tempo. Mas nem acho que seria preciso tanto tempo até você gozar.”
“Não, não seria”, ela admitiu mais rapidamente do que deveria.
E ele concluiu como quem sela um feitiço:
“O movimento do teu quadril, bicando nos meus dedos. Aqui, só a construção da cena me põe vontade de um gozo. Imaginar também o teu corpo ao ler, aumenta minha vontade.”
Ela fechou os olhos, imaginou o tamanho e a dureza da vontade, sendo empurrada para dentro de si.
E isso arruinou qualquer chance de um minuto a mais. Gozou com força e vazio. Sem vergonha e sem pele. Ali mesmo, entre letras, vinho e desejo teleguiado.
Ela tocou a taça no queixo porque precisava do toque. O vinho tingia o cristal como um presságio. Os olhos dele, mesmo do outro lado da tela, tiravam suas roupas com mais precisão do que mãos ousadas.
“Você sempre me põe alguma vontade”, ele dissera.
“Qual a de hoje?”, ela provocara, já imaginando que leria uma boa resposta no calor que subia pelas coxas.
A mensagem chegou como um sussurro que atravessava o vidro:
“Começa com mergulhar os dedos na tua taça, depois na tua boca, te olhando os olhos de muito perto.”
Ela sentiu a boca se entreabrir, não pela surpresa, mas pela antecipação. O dedo úmido do vinho poderia ter sido dele, roçando seu lábio inferior, empurrando devagar para dentro, como quem oferece um segredo para ser guardado entre dentes e saliva.
“Essa carinha de reação é bem como pensei a sua boca mesmo”, ele completou.
Ela respondeu com um “hmmmm”, mas seu corpo inteiro falava outras línguas, outras urgências.
E então ele afundou mais fundo nas palavras:
“Se viesse um gemidinho assim, iriam também outros dois dedos na tua boceta, sem tirar os da tua boca e ainda te olhando os olhos de muito perto.”
A cena se desenhava perfeita em sua mente — os olhos fixos, os dedos orquestrando uma dança entre lábios e carne pulsante. Ela respondeu com um arrepio e uma confissão:
“que cena perfeita.”
E ele seguiu, sabendo que já não havia como parar e nem queria recuar:
“Os dedos todos e os olhos todos continuariam, até você gozar. Sem outro toque, sem mais proximidade do que estar perto, te olhando e tocando a boca e a boceta por dentro.”
Ela adorou a maldade dessa ideia, mas desafiou:
“Será que consegue? Ficar longe?”
“Consigo”, ele disse.
“A visão do teu corpo a essa curta distância e os teus movimentos… Eu seria capaz de te olhar assim muito tempo. Mas nem acho que seria preciso tanto tempo até você gozar.”
“Não, não seria”, ela admitiu mais rapidamente do que deveria.
E ele concluiu como quem sela um feitiço:
“O movimento do teu quadril, bicando nos meus dedos. Aqui, só a construção da cena me põe vontade de um gozo. Imaginar também o teu corpo ao ler, aumenta minha vontade.”
Ela fechou os olhos, imaginou o tamanho e a dureza da vontade, sendo empurrada para dentro de si.
E isso arruinou qualquer chance de um minuto a mais. Gozou com força e vazio. Sem vergonha e sem pele. Ali mesmo, entre letras, vinho e desejo teleguiado.
#Desafio 158
*Fôlego*
Toca-me calmo, suave…
Passa seus dedos
na minha pele,
por todo meu corpo,
como quem conhece
meu íntimo,
tocando sem tocar,
apenas resvale.
Passeia por mim,
me desbravando…
Arrepie meus pelos,
escorregando…
a ponta dos dedos,
eriçando meu corpo
e amenizando
com bafejar morno.
Marque presença
na cútis anserina…
sugue meus seios
e, de súbito, se insira
em minhas lacunas úmidas:
reto e vagina.
Com afeto e cuidado
e olhares de um anjo-diabo.
Docemente me torture,
observando a vista…
E divirta-se!
Dentro de mim,
sinta-me tremer,
pulsar, contorcer,
gemer alto
e jorrar meu prazer
todo em você.
Pintarei de branco
seus dedos,
e te limparei
lambendo,
fitando-te
olho no olho.
Acesa e carente,
me encaixarei em você
rapidamente,
e só pararei
quando, suados e exaustos,
perdermos
todo nosso fôlego.
Ou morrermos
de tanto prazer.
MarU
#
*Fôlego*
Toca-me calmo, suave…
Passa seus dedos
na minha pele,
por todo meu corpo,
como quem conhece
meu íntimo,
tocando sem tocar,
apenas resvale.
Passeia por mim,
me desbravando…
Arrepie meus pelos,
escorregando…
a ponta dos dedos,
eriçando meu corpo
e amenizando
com bafejar morno.
Marque presença
na cútis anserina…
sugue meus seios
e, de súbito, se insira
em minhas lacunas úmidas:
reto e vagina.
Com afeto e cuidado
e olhares de um anjo-diabo.
Docemente me torture,
observando a vista…
E divirta-se!
Dentro de mim,
sinta-me tremer,
pulsar, contorcer,
gemer alto
e jorrar meu prazer
todo em você.
Pintarei de branco
seus dedos,
e te limparei
lambendo,
fitando-te
olho no olho.
Acesa e carente,
me encaixarei em você
rapidamente,
e só pararei
quando, suados e exaustos,
perdermos
todo nosso fôlego.
Ou morrermos
de tanto prazer.
MarU
#
Tua língua brinca
Por entre meus pensamentos
Tuas mãos sondam
Por entre minhas páginas
Abrindo espaço pelos arrepios
Suspiros e tensões
Me lê inteira,
Por entrelinhas
Me dá prazer
Na sua escrita
E sente a pele
Contrasta a minha.
Baixando ao chão
Minha calcinha.
Morde minha roupa, rasga
Fico rouca.
E de joelhos
Fico indecisa
Entre sua poesia
E sua espada.
Na dúvida
Coloco na boca
Sentindo na língua
Se entoo poemas
Ou gozo faminta.
Eliz Leão
Por entre meus pensamentos
Tuas mãos sondam
Por entre minhas páginas
Abrindo espaço pelos arrepios
Suspiros e tensões
Me lê inteira,
Por entrelinhas
Me dá prazer
Na sua escrita
E sente a pele
Contrasta a minha.
Baixando ao chão
Minha calcinha.
Morde minha roupa, rasga
Fico rouca.
E de joelhos
Fico indecisa
Entre sua poesia
E sua espada.
Na dúvida
Coloco na boca
Sentindo na língua
Se entoo poemas
Ou gozo faminta.
Eliz Leão
*Nosso jeito*
Acorda
meio sonolento,
se enrosca
no meu corpo,
se aquecendo.
Faz cócegas
com sua barba
em minha nuca.
Se aproxima
da minha orelha
e cafunga.
Com habilidade
me toca
e me desnuda.
Desbrava meu corpo,
me envolvendo
me contorço
nessas mãos…
em seus dedos…
Delírios…
Inspiro, expiro…
Não aguento…
Desejo…
Arrebito…
Gemo…
Me provoca,
cutucando por trás,
mostrando seu desejo,
me amando aos beijos,
num abraço de urso,
agarrando firme
minha cintura…
com firmeza, me puxa.
Me explora…
com delicadeza.
Me procura… encaixes…
Telepaticamente guiado,
intuitivamente
buscando
lugares vagos.
Vagando entre
minhas bandas,
minhas fendas,
minhas pernas.
Se encaixa carinhoso,
despertando meu corpo,
consumido
na umidade
do meu ventre,
te recebo, escorro.
Se aloja confortavelmente,
com jeitinho,
esbraveja
da sensibilidade
aos pulsares,
bem no fundo,
apertadinho,
me sente.
Ligados por dentro,
numa só alma,
queimando
em movimentos
calmos e sem pausas,
intensos, profundos,
sedentos.
Neste momento
do nosso dia,
ao nosso jeito,
desejando
um ao outro
um dia perfeito,
ardendo,
aconchegados
em nosso leito.
Fazemos do amor,
um jeito maravilhoso
de começar um dia!
MarU
#
Acorda
meio sonolento,
se enrosca
no meu corpo,
se aquecendo.
Faz cócegas
com sua barba
em minha nuca.
Se aproxima
da minha orelha
e cafunga.
Com habilidade
me toca
e me desnuda.
Desbrava meu corpo,
me envolvendo
me contorço
nessas mãos…
em seus dedos…
Delírios…
Inspiro, expiro…
Não aguento…
Desejo…
Arrebito…
Gemo…
Me provoca,
cutucando por trás,
mostrando seu desejo,
me amando aos beijos,
num abraço de urso,
agarrando firme
minha cintura…
com firmeza, me puxa.
Me explora…
com delicadeza.
Me procura… encaixes…
Telepaticamente guiado,
intuitivamente
buscando
lugares vagos.
Vagando entre
minhas bandas,
minhas fendas,
minhas pernas.
Se encaixa carinhoso,
despertando meu corpo,
consumido
na umidade
do meu ventre,
te recebo, escorro.
Se aloja confortavelmente,
com jeitinho,
esbraveja
da sensibilidade
aos pulsares,
bem no fundo,
apertadinho,
me sente.
Ligados por dentro,
numa só alma,
queimando
em movimentos
calmos e sem pausas,
intensos, profundos,
sedentos.
Neste momento
do nosso dia,
ao nosso jeito,
desejando
um ao outro
um dia perfeito,
ardendo,
aconchegados
em nosso leito.
Fazemos do amor,
um jeito maravilhoso
de começar um dia!
MarU
#
#Desafio153
Mais um dia amanhece gelado.
Mas é fogo que me toma por dentro.
Fecho os olhos, renego o real.
Me lanço a ti : febre, ritual.
Teu sorriso, safado, torto,
convida: “Vem! Me perde no corpo”.
Teu olhar me despe com fúria.
Tua língua: incêndio que murmura.
Tuas mãos: audácia e veneno.
nos meus seios, meu pescoço, terreno.
Abro as pernas. Sou altar, oferenda.
Mas tu me nega. E isso me acende.
Te demoras. Me bebes. Me cravas.
Feiticeiro da carne, desejo que lava.
Teu gozo é culto. Meu corpo, altar.
Sommelier do amor
a me devorar.
Crs Ribeiro
****Releitura
Mais um dia amanhece gelado.
Mas é fogo que me toma por dentro.
Fecho os olhos, renego o real.
Me lanço a ti : febre, ritual.
Teu sorriso, safado, torto,
convida: “Vem! Me perde no corpo”.
Teu olhar me despe com fúria.
Tua língua: incêndio que murmura.
Tuas mãos: audácia e veneno.
nos meus seios, meu pescoço, terreno.
Abro as pernas. Sou altar, oferenda.
Mas tu me nega. E isso me acende.
Te demoras. Me bebes. Me cravas.
Feiticeiro da carne, desejo que lava.
Teu gozo é culto. Meu corpo, altar.
Sommelier do amor
a me devorar.
Crs Ribeiro
****Releitura
*Inteira*
Quero toques múltiplos,
boca sugando meus mamilos,
dedo no meu cu,
respiração ofegante,
encaixe alucinante,
desespero…
Sua mão forte
controlando o movimento…
ritmado…
Quero toque pesado,
grudado,
quase violento…
Quero fome!
Quero você sedento…
Quero sentir você,
metido e inteiro,
dentro.
Me dê o que eu gosto,
E do meu gozo,
receberá
todos os meus pulsares
involuntários,
como resposta.
Receberá meus calores,
lubrificando nossa foda.
Receberá meus gemidos
afrodisíacos
de satisfação
de mulher fogosa.
E ao fim,
notará que me tem inteira:
na carne
que com você goza,
desfeita,
até só restar
minha alma
em você.
MarU
#
Quero toques múltiplos,
boca sugando meus mamilos,
dedo no meu cu,
respiração ofegante,
encaixe alucinante,
desespero…
Sua mão forte
controlando o movimento…
ritmado…
Quero toque pesado,
grudado,
quase violento…
Quero fome!
Quero você sedento…
Quero sentir você,
metido e inteiro,
dentro.
Me dê o que eu gosto,
E do meu gozo,
receberá
todos os meus pulsares
involuntários,
como resposta.
Receberá meus calores,
lubrificando nossa foda.
Receberá meus gemidos
afrodisíacos
de satisfação
de mulher fogosa.
E ao fim,
notará que me tem inteira:
na carne
que com você goza,
desfeita,
até só restar
minha alma
em você.
MarU
#
#Desafio 144
❤️❤️
Cio
Vem.
Agora.
Sem aviso,
sem palavras.
Arranca minha roupa com os dentes.
Com raiva.
Me cola na parede,
me faz saber o que é ser tua.
Vira.
Usa.
Faz.
Se restar algo de mim,
que seja o gosto da tua saliva.
Tô aqui.
Queimando.
Te esperando como quem sangra o tempo.
Meu corpo: função da tua fome.
Não quero promessa.
Nem futuro.
Quero teus dedos cravando.
Tua voz enterrada no meu grito.
Teu prazer na minha pele,
tua ausência latejando.
Me toma
como bicho.
Mas não promete nada depois.
Hoje
é só cio.
E silêncio.
Crs Ribeiro
❤️❤️
Cio
Vem.
Agora.
Sem aviso,
sem palavras.
Arranca minha roupa com os dentes.
Com raiva.
Me cola na parede,
me faz saber o que é ser tua.
Vira.
Usa.
Faz.
Se restar algo de mim,
que seja o gosto da tua saliva.
Tô aqui.
Queimando.
Te esperando como quem sangra o tempo.
Meu corpo: função da tua fome.
Não quero promessa.
Nem futuro.
Quero teus dedos cravando.
Tua voz enterrada no meu grito.
Teu prazer na minha pele,
tua ausência latejando.
Me toma
como bicho.
Mas não promete nada depois.
Hoje
é só cio.
E silêncio.
Crs Ribeiro
#Desafio 143
*Ó cio*
No ócio,
no cio,
te noto.
Não posso!
Me noto,
no cio.
Me esgoto.
Meu ócio,
meu cio,
meu olho,
meu vil…
Não posso…
Mas posso!
Mas sinto!
Não mostro…
eu minto.
Me engano,
te estranho…
Me engano!
Me acanho.
Me assanho,
de encanto.
Me iludo…
Me mudo!
Eu fujo…
no ócio,
o cio…
Ó cio!
MarU
*Ó cio*
No ócio,
no cio,
te noto.
Não posso!
Me noto,
no cio.
Me esgoto.
Meu ócio,
meu cio,
meu olho,
meu vil…
Não posso…
Mas posso!
Mas sinto!
Não mostro…
eu minto.
Me engano,
te estranho…
Me engano!
Me acanho.
Me assanho,
de encanto.
Me iludo…
Me mudo!
Eu fujo…
no ócio,
o cio…
Ó cio!
MarU
*Banquete*
Vou comer tua carne,
engolir você em gozo…
Vou assar você no meu fogo!
Acender a brasa em carne viva.
Vou devorar você com saliva!
Lamber seu tempero suado,
mastigar com a vagina
seu fruto todo lambuzado.
Vou fazer um banquete, meu amor!
Em fúria ardente de gozo e sabor.
Vou temperar minha carne
com o leite da sua semente…
Impregnar de sexo o cheiro do quarto…
Vamos fazer do nosso amor prato farto,
com gula e luxúria saboreemos pecados!
Na carne crua, nua, gemendo saciados.
Nos fartando,
nos comendo…
Matando a fome,
a gula…
Me come…
E eu
como você!
MarU
#
Vou comer tua carne,
engolir você em gozo…
Vou assar você no meu fogo!
Acender a brasa em carne viva.
Vou devorar você com saliva!
Lamber seu tempero suado,
mastigar com a vagina
seu fruto todo lambuzado.
Vou fazer um banquete, meu amor!
Em fúria ardente de gozo e sabor.
Vou temperar minha carne
com o leite da sua semente…
Impregnar de sexo o cheiro do quarto…
Vamos fazer do nosso amor prato farto,
com gula e luxúria saboreemos pecados!
Na carne crua, nua, gemendo saciados.
Nos fartando,
nos comendo…
Matando a fome,
a gula…
Me come…
E eu
como você!
MarU
#