Preguiça
Ainda está escuro. Tento abrir os olhos, um de cada vez. As pontas dos cabelos me revelam que o frio é intenso lá fora; o frio é intenso mesmo ali dentro do meu quarto, fora do universo que se encerra abaixo do meu edredom. Um dos olhos abertos tenta dar uma esticada até o relógio, para saber as horas; a íris reclama do frio que bombardeia o globo ocular, e a pálpebra volta a protege-la. O outro olho tenta; agora é a sua vez. São seis e quarenta e oito, é o que consegue decifrar a retina. Quarenta e oito!
Faço um movimento com a perna. Um mísero movimento. Ela sai do seu lugar de conforto e vai para um canto mais frio da cama, aquele canto que o edredom não aqueceu porque, até aquele momento, não havia nenhuma perna ali para ser aquecida. O edredom é um ser inteligente: usa seu poder de aquecimento em pontos específicos da cama, justamente para proteger aquele que lhe é senhor. Volto correndo com a perna ao lugar de origem; este será o último movimento que farei com esta perna.
Estico a mão e pego o controle da TV. Está passando um documentário em alemão sobre a Tchecoslováquia. Deixo o volume no mínimo para não acordar minha amada; ela não gosta de tchecos ou alemães, não gosta de documentários invadindo a madrugada e, como eu, não gosta de ter que acordar em manhãs de frio. No mundo dos sonhos da minha amada, ela nem faz questão de saber que existiu, em algum tempo e lugar, um país que era dois, depois de ter sido vários, e que acabou virando nenhum. Ela não precisa entender alemão em seu träumerei. Tampouco eu preciso entender o que dizem: a mim basta que meus olhos se movimentem um pouco, que os tímpanos se aqueçam, que o cérebro comece a pegar no tranco. As ruas tchecas são tão frias quanto o mundo lá fora. A voz do narrador alemão vem embargada daquele vapor que nos sai da boca nos dias frios; vem sedenta e carente de um bom conhaque para aquecê-la. Hitze, bitte!
Há chuva lá fora. As gotas batem na janela e no telhado, e parecem que vão acabar escorrendo ali, na minha cama. Sinto mentalmente o pingar nas roupas, no chão, sinto calafrios imaginários, sinto que preciso me levantar e ir trabalhar logo. Sinto frio e sinto que o mundo lá fora não importa, seja aqui ou na antiga Tchecoslováquia, seja heute, gestern ou langen Zeit. Deixa a chuva lá fora no mundo que imagino ser real; é aqui que quero ficar, com minha amada e meu edredom, no meu universo particular. Quero ficar aqui, abraçado a ela, sentindo o calor do seu corpo a dormir, sentindo que poderia ficar ali por milhares de quarenta-e-oitos minutos, sem me cansar.
Mas o despertador desperta. Cumpre sua função, de fazer barulho e se tornar insuportável. Cumpre sua função, de destruir com um ruído todo aquele universo maravilhoso de instantes atrás, e, ao mesmo tempo, fazer o ruído das gotas parecerem um atrativo a mais para sair da cama. O despertador desperta, como a me dizer: “E agora? Vai me dar atenção ou eu vou ter que ficar aqui, gritando com você?”, sendo que o simples fato de prestar atenção em qualquer coisa já me faz entender que estou acordado, que não há mais volta, que chove lá fora e a Tchecoslováquia ficou no passado e o que tenho é o hoje e tenho que levantar. Ele apenas cumpre a função para a qual foi criado, e a cumpre bem, e não o posso condenar por isso.
Levanto. Jogo as pernas, o cabelo e os olhos ao frio de fora. Já o dia não está mais tão escuro. Respiro fundo, olho para a cama e para a amada (que neste instante se fundem em uma única aspiração) e lhes digo, em tom de melancolia: Vou ali na Tchecoslováquia. À noite a gente se encontra novamente.
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Inspiração Enterna
Território
Te amar é terreno fértil;
Imensidão de possibilidades e riscos.
É como ficar preso em um universo,
Ou em um poema que já nos diz tudo.
Te amar, Amor, é ser vassalo
De um senhor que não nos cobra nada;
De um rei a quem sempre sonhamos em servir.
De um Deus que escuta o corpo antes da oração.
Te amar é assim: ficar preso à liberdade
De poder ir embora quando quiser,
E nunca, nunca ousar querer.
Te amar... Ah, te amar é poder te amar!
É poder ser teu e te fazer minha,
Sem que nenhum de nós precise ser de ninguém.
Te amar é terreno fértil;
Imensidão de possibilidades e riscos.
É como ficar preso em um universo,
Ou em um poema que já nos diz tudo.
Te amar, Amor, é ser vassalo
De um senhor que não nos cobra nada;
De um rei a quem sempre sonhamos em servir.
De um Deus que escuta o corpo antes da oração.
Te amar é assim: ficar preso à liberdade
De poder ir embora quando quiser,
E nunca, nunca ousar querer.
Te amar... Ah, te amar é poder te amar!
É poder ser teu e te fazer minha,
Sem que nenhum de nós precise ser de ninguém.
Um carinho à distância
Gosto de te ver no dia-a-dia,
Através da vida que você deixa à mostra.
Gosto de saber que está feliz,
Sem saber se, de fato, és feliz.
Gosto de te ouvir sem que me digas,
De te saber pelo que contas aos outros.
Gosto de pensar que estás bem:
É meu consolo e incentivo.
A mim, me apraz sentir seus sentimentos
Se condensando em algo mais controlável.
Mesmo que, a mim, reste a eterna
Ilusão e adaga do "e se".
Gosto de te fazer carinhos de longe
– carinhos que, sei, você não sente mais.
Gosto de fingir que és minha
Tanto quanto sei que sou teu.
São só poemas, eu sei. Eles conversam sozinhos
Com todas as pessoas que os lêem.
Não são teus, não são meus, nem.de ninguém
São apenas o que podem ser.
Gosto de sentir que a vida é rima
Perfeita para o que nos.reserva o futuro;
Mas bem sei que nem a métrica, nem a semântica,
Tampouco o seu coração me permitem está ilusão.
Mas, nem por isso, sou mais triste; gosto
De imaginar que sou feliz, e, às vezes, consigo:
Seja na lembrança de uma voz rompendo o sol,
Seja nos planos que ainda tenho aqui, guardados.
Gosto de fechar os olhos, e acreditar,
Por um momento, que estás aqui.
Mesmo que não possa mais sonhar:
Gosto de ti.
Gosto de te ver no dia-a-dia,
Através da vida que você deixa à mostra.
Gosto de saber que está feliz,
Sem saber se, de fato, és feliz.
Gosto de te ouvir sem que me digas,
De te saber pelo que contas aos outros.
Gosto de pensar que estás bem:
É meu consolo e incentivo.
A mim, me apraz sentir seus sentimentos
Se condensando em algo mais controlável.
Mesmo que, a mim, reste a eterna
Ilusão e adaga do "e se".
Gosto de te fazer carinhos de longe
– carinhos que, sei, você não sente mais.
Gosto de fingir que és minha
Tanto quanto sei que sou teu.
São só poemas, eu sei. Eles conversam sozinhos
Com todas as pessoas que os lêem.
Não são teus, não são meus, nem.de ninguém
São apenas o que podem ser.
Gosto de sentir que a vida é rima
Perfeita para o que nos.reserva o futuro;
Mas bem sei que nem a métrica, nem a semântica,
Tampouco o seu coração me permitem está ilusão.
Mas, nem por isso, sou mais triste; gosto
De imaginar que sou feliz, e, às vezes, consigo:
Seja na lembrança de uma voz rompendo o sol,
Seja nos planos que ainda tenho aqui, guardados.
Gosto de fechar os olhos, e acreditar,
Por um momento, que estás aqui.
Mesmo que não possa mais sonhar:
Gosto de ti.
O poema
A caneta desliza no papel, mas arranha.
Deixa nele um rastro de sujeira.
Insinua, rasga, roça, mela e assanha,
Umedece e preenche a folha inteira.
E a folha, desfolhada em poesia,
Oferece seu espaço alvo e macio;
A caneta, a desfilar em acrobacia
Sobre o branco inocente e vazio.
A caneta - mastro rijo e cuidadoso,
Deita à folha os mais belos devaneios,
A pintar a celulose com saboroso
traço de amor e sonhos, sem rodeios.
Mas a folha, já desvirginada em versos,
'Inda anseia por um desfecho sutil:
Um soneto, que desbrave os universos
Que ela própria jamais ousou nem sentiu.
A caneta é um bastão que faz carinho
na suavidade íntima e sem cor
de uma folha que recebe em seu caminho
Fino traço, a colorir o amor.
A caneta desliza no papel, mas arranha.
Deixa nele um rastro de sujeira.
Insinua, rasga, roça, mela e assanha,
Umedece e preenche a folha inteira.
E a folha, desfolhada em poesia,
Oferece seu espaço alvo e macio;
A caneta, a desfilar em acrobacia
Sobre o branco inocente e vazio.
A caneta - mastro rijo e cuidadoso,
Deita à folha os mais belos devaneios,
A pintar a celulose com saboroso
traço de amor e sonhos, sem rodeios.
Mas a folha, já desvirginada em versos,
'Inda anseia por um desfecho sutil:
Um soneto, que desbrave os universos
Que ela própria jamais ousou nem sentiu.
A caneta é um bastão que faz carinho
na suavidade íntima e sem cor
de uma folha que recebe em seu caminho
Fino traço, a colorir o amor.
❤️O ABRAÇO❤️
(isso era uma crônica, mas converti em versos e rimas... Espero que gostem)
❤️❤️❤️ O ABRAÇO ❤️❤️❤️
Seu perfume não combina com seu vestido:
Você deve se despir de um, então.
Seu perfume, no nosso suor, dissolvido;
Seu vestido ficará melhor no chão.
Ponho o meu peito em suas costas; dos seus ombros
Tiro as alças que levam ao chão o pano
E por dentro da lingerie, com tesão e assombro,
Vejo todo o teu corpo, perfeito, insano.
Meu olhar te devora, ébrio e faminto
Em suas curvas, minha alma afoga e inunda.
A Sua boca me promete um labirinto,
E meu corpo já clama por sua bunda.
Te envolvo: mão direita em seu umbigo,
E a esquerda te acariciando o seio.
Me encaixo na sua bunda, e consigo
Que meu volume se acomode ali no meio.
Seu gemido, qual um anseio, ao sentir-me
Respirar na sua nuca, e, afinal,
Abre as nádegas com as mãos, para que meu firme
Membro em riste, encontre seu orifício anal.
Puxo sua calcinha para o lado,
afastando-a do meu dedo, que ora desce,
desbravando os pelos, em busca do molhado
Vale do prazer que você me oferece.
Seu quadril responde, se elevando,
Buscando o toque que o corpo já adivinha.
No ritmo do nosso amor, me entregando,
O teu calor pulsante, que a mim aninha.
"Arrebita, vadia, esse traseiro",
Eu sussurro em seu ouvido, e o arrepio
Percorre como um raio o seu corpo inteiro,
Como uma loba, como uma gata no cio.
Você obedece, já rendida ao prazer
Do seu instinto animal, selvagem, bruto.
E, ao sentir meu toque a te estremecer,
"Gostoso...", você diz, em fogo absoluto.
E, uma vez senhor das tuas partes desnudas,
Eu puxo o seu corpo para mim, e então, procuro
Abrir espaço entre suas nádegas carnudas
Para invadir com o meu membro forte e duro.
O êxtase toma conta, em gozo profundo,
Nossos corpos se torcem, sem mais segredo.
Um universo em nós, desfeito e fecundo,
Explode em êxtase, sem culpa e sem medo.
Um dedo à frente, um pau atrás, a mão no peito:
Você é minha por completo, e, nesse abraço,
Eu te envolvo em sexo, e me deleito,
Te faço mulher, e, enfim, te satisfaço.
(isso era uma crônica, mas converti em versos e rimas... Espero que gostem)
❤️❤️❤️ O ABRAÇO ❤️❤️❤️
Seu perfume não combina com seu vestido:
Você deve se despir de um, então.
Seu perfume, no nosso suor, dissolvido;
Seu vestido ficará melhor no chão.
Ponho o meu peito em suas costas; dos seus ombros
Tiro as alças que levam ao chão o pano
E por dentro da lingerie, com tesão e assombro,
Vejo todo o teu corpo, perfeito, insano.
Meu olhar te devora, ébrio e faminto
Em suas curvas, minha alma afoga e inunda.
A Sua boca me promete um labirinto,
E meu corpo já clama por sua bunda.
Te envolvo: mão direita em seu umbigo,
E a esquerda te acariciando o seio.
Me encaixo na sua bunda, e consigo
Que meu volume se acomode ali no meio.
Seu gemido, qual um anseio, ao sentir-me
Respirar na sua nuca, e, afinal,
Abre as nádegas com as mãos, para que meu firme
Membro em riste, encontre seu orifício anal.
Puxo sua calcinha para o lado,
afastando-a do meu dedo, que ora desce,
desbravando os pelos, em busca do molhado
Vale do prazer que você me oferece.
Seu quadril responde, se elevando,
Buscando o toque que o corpo já adivinha.
No ritmo do nosso amor, me entregando,
O teu calor pulsante, que a mim aninha.
"Arrebita, vadia, esse traseiro",
Eu sussurro em seu ouvido, e o arrepio
Percorre como um raio o seu corpo inteiro,
Como uma loba, como uma gata no cio.
Você obedece, já rendida ao prazer
Do seu instinto animal, selvagem, bruto.
E, ao sentir meu toque a te estremecer,
"Gostoso...", você diz, em fogo absoluto.
E, uma vez senhor das tuas partes desnudas,
Eu puxo o seu corpo para mim, e então, procuro
Abrir espaço entre suas nádegas carnudas
Para invadir com o meu membro forte e duro.
O êxtase toma conta, em gozo profundo,
Nossos corpos se torcem, sem mais segredo.
Um universo em nós, desfeito e fecundo,
Explode em êxtase, sem culpa e sem medo.
Um dedo à frente, um pau atrás, a mão no peito:
Você é minha por completo, e, nesse abraço,
Eu te envolvo em sexo, e me deleito,
Te faço mulher, e, enfim, te satisfaço.
Amar
(por incrível que pareça, em mais de 30 anos de poemas, acho que nunca escrevi um poema com esse título...)
Amar é bom
o tempo todo.
Mesmo que não seja real.
Mesmo que não esteja perto
o tempo todo.
Amar é bom
o tempo todo.
Ainda que não se possa
Ainda que não se sinta
Merecedor ou capaz.
Amar é bom
o tempo todo.
E quero sentir a cada momento
E quero ser teu mesmo não sendo,
E quero descobrir como é bom
Amar você
o tempo todo.
(por incrível que pareça, em mais de 30 anos de poemas, acho que nunca escrevi um poema com esse título...)
Amar é bom
o tempo todo.
Mesmo que não seja real.
Mesmo que não esteja perto
o tempo todo.
Amar é bom
o tempo todo.
Ainda que não se possa
Ainda que não se sinta
Merecedor ou capaz.
Amar é bom
o tempo todo.
E quero sentir a cada momento
E quero ser teu mesmo não sendo,
E quero descobrir como é bom
Amar você
o tempo todo.
Nó na Garganta
(Poemas Antigos 017)
Dura ausência...
Fosse o nosso amor, Conto de Fadas,
Não teria a nossa História as duras penas,
Os momentos de solidão fria, os mais nadas,
Os sentimentos de falta das tuas mãos pequenas,
A Tua Essência.
Duros enganos...
Fosse as nossas vidas, uma somente,
Sem os sofrimentos que minh’alma devora,
Sem que precisasse plantar, de meu amor, a semente
E esperar o fim da tempestade para germinar ante a aurora
Longos anos.
Desencontros banais:
O Tempo, a distância, uma nova vida, um novo alguém
Não são para mim empecilhos para que ainda possa ter
Os teus carinhos, pois sei que vou chegar além
Até que um dia eu conquistarei você
Nada mais.
Mas para que o teu coração eu um dia alcance,
Precisarei ser muito mais que um adolescente:
Terei que ser homem à altura do teu amor
E te fazer feliz, mas para que eu tente,
Sem mais ter que suportar tamanha dor,
Me dê a chance.
(Poemas Antigos 017)
Dura ausência...
Fosse o nosso amor, Conto de Fadas,
Não teria a nossa História as duras penas,
Os momentos de solidão fria, os mais nadas,
Os sentimentos de falta das tuas mãos pequenas,
A Tua Essência.
Duros enganos...
Fosse as nossas vidas, uma somente,
Sem os sofrimentos que minh’alma devora,
Sem que precisasse plantar, de meu amor, a semente
E esperar o fim da tempestade para germinar ante a aurora
Longos anos.
Desencontros banais:
O Tempo, a distância, uma nova vida, um novo alguém
Não são para mim empecilhos para que ainda possa ter
Os teus carinhos, pois sei que vou chegar além
Até que um dia eu conquistarei você
Nada mais.
Mas para que o teu coração eu um dia alcance,
Precisarei ser muito mais que um adolescente:
Terei que ser homem à altura do teu amor
E te fazer feliz, mas para que eu tente,
Sem mais ter que suportar tamanha dor,
Me dê a chance.
Sonata
(Poemas Antigos 016)
Ah, como eu queria,
Nesta noite fria,
Poder te beijar;
E no teu olhar
Enxergar a chance
Do nosso romance
Pra sempre durar.
E então esta noite
Seria a mais bela
Que desta janela
Iria avistar;
E quando acabar,
Morrendo de medo,
Te peça, em segredo,
Pra recomeçar.
(Poemas Antigos 016)
Ah, como eu queria,
Nesta noite fria,
Poder te beijar;
E no teu olhar
Enxergar a chance
Do nosso romance
Pra sempre durar.
E então esta noite
Seria a mais bela
Que desta janela
Iria avistar;
E quando acabar,
Morrendo de medo,
Te peça, em segredo,
Pra recomeçar.
"Um dia frio,
Um bom lugar pra ler um livro..."
Hoje o dia foi de aproveitar a leitura. Me deliciar com o talento que brota daqui dessa plataforma incrível.
O difícil é parar de ler... A cada movimento, a cada imensidão, uma amálgama de ideias, de estilos, de universos...
Quem ainda não adquiriu o seu... Bem... Nem posso dizer o quanto está perdendo.
Nada melhor para um dia frio,
Do que "Imensidões por um fio".
Um bom lugar pra ler um livro..."
Hoje o dia foi de aproveitar a leitura. Me deliciar com o talento que brota daqui dessa plataforma incrível.
O difícil é parar de ler... A cada movimento, a cada imensidão, uma amálgama de ideias, de estilos, de universos...
Quem ainda não adquiriu o seu... Bem... Nem posso dizer o quanto está perdendo.
Nada melhor para um dia frio,
Do que "Imensidões por um fio".
Chamada Oral
Sou o que te vê sendo minha,
Ao me olhar e se entregar, e a mim ter;
Sou aquele a quem você domina,
E sou muito mais do que posso ser...
Sou a tua voz quando perdes a fala,
Sou tua fome, tua febre, tua calma.
Em ti me refaço, em mim me desfaço,
Sou teu rastro no lençol e na alma.
Sou teu olhar a me olhar de volta,
Nesse teu grito que assombra e excita;
Nessa tua boca que me morde e não solta,
Recitando "Uh's!" de uma poesia não escrita.
Sou teu gemido contido no espelho,
Teu reflexo deitada, rendida, vaidosa.
Sou tua pressa, teu cio, teu joelho,
Entreaberto pedindo... qualquer coisa.
Qualquer coisa... Mas te entrego tudo:
O meu calor e meu sabor, em jorro farto,
A lambuzar de amor todo esse quarto,
A deleitar teu lábio, agora mudo.
Mudo, teu lábio implora com a língua,
Que dança e roça e me prende em feitiço;
Meu corpo é verbo, mas contigo... ginga,
E rima prazer com cada teu serviço.
E, antes que nos deiximos cair, exaustos,
Ainda queres mais e mais, e a mim implora
Que experimente o teu mel, que em ti aflora:
Bebo, meu anjo, o teu Amor, aos haustos.
Sou o que te vê sendo minha,
Ao me olhar e se entregar, e a mim ter;
Sou aquele a quem você domina,
E sou muito mais do que posso ser...
Sou a tua voz quando perdes a fala,
Sou tua fome, tua febre, tua calma.
Em ti me refaço, em mim me desfaço,
Sou teu rastro no lençol e na alma.
Sou teu olhar a me olhar de volta,
Nesse teu grito que assombra e excita;
Nessa tua boca que me morde e não solta,
Recitando "Uh's!" de uma poesia não escrita.
Sou teu gemido contido no espelho,
Teu reflexo deitada, rendida, vaidosa.
Sou tua pressa, teu cio, teu joelho,
Entreaberto pedindo... qualquer coisa.
Qualquer coisa... Mas te entrego tudo:
O meu calor e meu sabor, em jorro farto,
A lambuzar de amor todo esse quarto,
A deleitar teu lábio, agora mudo.
Mudo, teu lábio implora com a língua,
Que dança e roça e me prende em feitiço;
Meu corpo é verbo, mas contigo... ginga,
E rima prazer com cada teu serviço.
E, antes que nos deiximos cair, exaustos,
Ainda queres mais e mais, e a mim implora
Que experimente o teu mel, que em ti aflora:
Bebo, meu anjo, o teu Amor, aos haustos.