Te amar é terreno fértil; Imensidão de possibilidades e riscos. É como ficar preso em um universo, Ou em um poema que já nos diz tudo.
Te amar, Amor, é ser vassalo De um senhor que não nos cobra nada; De um rei a quem sempre sonhamos em servir. De um Deus que escuta o corpo antes da oração.
Te amar é assim: ficar preso à liberdade De poder ir embora quando quiser, E nunca, nunca ousar querer.
Te amar... Ah, te amar é poder te amar! É poder ser teu e te fazer minha, Sem que nenhum de nós precise ser de ninguém.
Gosto de te ver no dia-a-dia, Através da vida que você deixa à mostra. Gosto de saber que está feliz, Sem saber se, de fato, és feliz.
Gosto de te ouvir sem que me digas, De te saber pelo que contas aos outros. Gosto de pensar que estás bem: É meu consolo e incentivo.
A mim, me apraz sentir seus sentimentos Se condensando em algo mais controlável. Mesmo que, a mim, reste a eterna Ilusão e adaga do "e se".
Gosto de te fazer carinhos de longe – carinhos que, sei, você não sente mais. Gosto de fingir que és minha Tanto quanto sei que sou teu.
São só poemas, eu sei. Eles conversam sozinhos Com todas as pessoas que os lêem. Não são teus, não são meus, nem.de ninguém São apenas o que podem ser.
Gosto de sentir que a vida é rima Perfeita para o que nos.reserva o futuro; Mas bem sei que nem a métrica, nem a semântica, Tampouco o seu coração me permitem está ilusão.
Mas, nem por isso, sou mais triste; gosto De imaginar que sou feliz, e, às vezes, consigo: Seja na lembrança de uma voz rompendo o sol, Seja nos planos que ainda tenho aqui, guardados.
Gosto de fechar os olhos, e acreditar, Por um momento, que estás aqui. Mesmo que não possa mais sonhar: Gosto de ti.
A caneta desliza no papel, mas arranha. Deixa nele um rastro de sujeira. Insinua, rasga, roça, mela e assanha, Umedece e preenche a folha inteira.
E a folha, desfolhada em poesia, Oferece seu espaço alvo e macio; A caneta, a desfilar em acrobacia Sobre o branco inocente e vazio.
A caneta - mastro rijo e cuidadoso, Deita à folha os mais belos devaneios, A pintar a celulose com saboroso traço de amor e sonhos, sem rodeios.
Mas a folha, já desvirginada em versos, 'Inda anseia por um desfecho sutil: Um soneto, que desbrave os universos Que ela própria jamais ousou nem sentiu.
A caneta é um bastão que faz carinho na suavidade íntima e sem cor de uma folha que recebe em seu caminho Fino traço, a colorir o amor.
❤️O ABRAÇO❤️ (isso era uma crônica, mas converti em versos e rimas... Espero que gostem)
❤️❤️❤️ O ABRAÇO ❤️❤️❤️
Seu perfume não combina com seu vestido: Você deve se despir de um, então. Seu perfume, no nosso suor, dissolvido; Seu vestido ficará melhor no chão.
Ponho o meu peito em suas costas; dos seus ombros Tiro as alças que levam ao chão o pano E por dentro da lingerie, com tesão e assombro, Vejo todo o teu corpo, perfeito, insano.
Meu olhar te devora, ébrio e faminto Em suas curvas, minha alma afoga e inunda. A Sua boca me promete um labirinto, E meu corpo já clama por sua bunda.
Te envolvo: mão direita em seu umbigo, E a esquerda te acariciando o seio. Me encaixo na sua bunda, e consigo Que meu volume se acomode ali no meio.
Seu gemido, qual um anseio, ao sentir-me Respirar na sua nuca, e, afinal, Abre as nádegas com as mãos, para que meu firme Membro em riste, encontre seu orifício anal.
Puxo sua calcinha para o lado, afastando-a do meu dedo, que ora desce, desbravando os pelos, em busca do molhado Vale do prazer que você me oferece.
Seu quadril responde, se elevando, Buscando o toque que o corpo já adivinha. No ritmo do nosso amor, me entregando, O teu calor pulsante, que a mim aninha.
"Arrebita, vadia, esse traseiro", Eu sussurro em seu ouvido, e o arrepio Percorre como um raio o seu corpo inteiro, Como uma loba, como uma gata no cio.
Você obedece, já rendida ao prazer Do seu instinto animal, selvagem, bruto. E, ao sentir meu toque a te estremecer, "Gostoso...", você diz, em fogo absoluto.
E, uma vez senhor das tuas partes desnudas, Eu puxo o seu corpo para mim, e então, procuro Abrir espaço entre suas nádegas carnudas Para invadir com o meu membro forte e duro.
O êxtase toma conta, em gozo profundo, Nossos corpos se torcem, sem mais segredo. Um universo em nós, desfeito e fecundo, Explode em êxtase, sem culpa e sem medo.
Um dedo à frente, um pau atrás, a mão no peito: Você é minha por completo, e, nesse abraço, Eu te envolvo em sexo, e me deleito, Te faço mulher, e, enfim, te satisfaço.
Dura ausência... Fosse o nosso amor, Conto de Fadas, Não teria a nossa História as duras penas, Os momentos de solidão fria, os mais nadas, Os sentimentos de falta das tuas mãos pequenas, A Tua Essência.
Duros enganos... Fosse as nossas vidas, uma somente, Sem os sofrimentos que minh’alma devora, Sem que precisasse plantar, de meu amor, a semente E esperar o fim da tempestade para germinar ante a aurora Longos anos.
Desencontros banais: O Tempo, a distância, uma nova vida, um novo alguém Não são para mim empecilhos para que ainda possa ter Os teus carinhos, pois sei que vou chegar além Até que um dia eu conquistarei você Nada mais.
Mas para que o teu coração eu um dia alcance, Precisarei ser muito mais que um adolescente: Terei que ser homem à altura do teu amor E te fazer feliz, mas para que eu tente, Sem mais ter que suportar tamanha dor, Me dê a chance.
Ah, como eu queria, Nesta noite fria, Poder te beijar; E no teu olhar Enxergar a chance Do nosso romance Pra sempre durar. E então esta noite Seria a mais bela Que desta janela Iria avistar; E quando acabar, Morrendo de medo, Te peça, em segredo, Pra recomeçar.
Hoje o dia foi de aproveitar a leitura. Me deliciar com o talento que brota daqui dessa plataforma incrível. O difícil é parar de ler... A cada movimento, a cada imensidão, uma amálgama de ideias, de estilos, de universos...
Quem ainda não adquiriu o seu... Bem... Nem posso dizer o quanto está perdendo.
Nada melhor para um dia frio, Do que "Imensidões por um fio".
Sou o que te vê sendo minha, Ao me olhar e se entregar, e a mim ter; Sou aquele a quem você domina, E sou muito mais do que posso ser...
Sou a tua voz quando perdes a fala, Sou tua fome, tua febre, tua calma. Em ti me refaço, em mim me desfaço, Sou teu rastro no lençol e na alma.
Sou teu olhar a me olhar de volta, Nesse teu grito que assombra e excita; Nessa tua boca que me morde e não solta, Recitando "Uh's!" de uma poesia não escrita.
Sou teu gemido contido no espelho, Teu reflexo deitada, rendida, vaidosa. Sou tua pressa, teu cio, teu joelho, Entreaberto pedindo... qualquer coisa.
Qualquer coisa... Mas te entrego tudo: O meu calor e meu sabor, em jorro farto, A lambuzar de amor todo esse quarto, A deleitar teu lábio, agora mudo.
Mudo, teu lábio implora com a língua, Que dança e roça e me prende em feitiço; Meu corpo é verbo, mas contigo... ginga, E rima prazer com cada teu serviço.
E, antes que nos deiximos cair, exaustos, Ainda queres mais e mais, e a mim implora Que experimente o teu mel, que em ti aflora: Bebo, meu anjo, o teu Amor, aos haustos.
Minha alma tem uma dona. Minha alma É cativa de um amor, que se contenta Em confortar meu eu, que me acalenta, Que me envolve, que me enlaça e que me acalma.
No mar azul dos seus olhos, me vejo envolto Na celeste luz que ao meu centro guia; E, assim, me dá alento e calmaria Mesmo nos meus dias maus, de mar revolto.
Hoje o dia é nosso, um dia perfeito. Dia de celebrar a tua presença Nessa minha vida de dor e descrença, A me dar abrigo, a aceitar meu jeito.
Hoje o Amor renasceu pela manhã, Como a cada dia, em dez anos passados; A te olhar dormir, enamorado: A minha amada, minha rainha, a minha Van.
Hoje o dia é de me envolver no odor Suave do teu corpo, e me entregar Inteiro a ti, como a celebrar O Amor.
Minha alma tem uma dona de olho azul, Uma gata que se aconchega e ronrona, E me inspira; minha vida tem uma dona: E és tu.