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Tiago Bianchini Fidalgo
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Público
푴풂풅풓풖품풂풅풂
#Desafio 365 Dias (030 de 365)

푴풂풅풓풖품풂풅풂

É madrugada. Sozinho, nesta cama morta,
Espero o sono; aguardo o novo dia;
Pensativo, a torcer profundamente
Para que, também, a essa altura
Ela, de longe, em outra cama
Não menos solitária
Esteja me desejando em seu pensamento.

É madrugada. A essa altura estarás pensando
Que talvez eu esteja pensando em ti,
(Como se eu te esquecesse um minuto sequer!...)
E deve estar rolando
Sozinha, na cama,
Almejando minha presença.
Está longe, contudo: não há como
Envolver-me completo em seus braços
Deitar em seu colo, receber seus carinhos,
Como já fizera outras vezes,
Na espera ansiosa pelo dia de nossas vidas.
Sabes que te quero, mas nessa hora,
Pede a Deus que me leve até ti...
Mas espere, minha princesa
Não peças por uma coisa
Que já tens;
Peça, sim, ao Papai do Céu
Que nos dê a eternidade,
Para que possamos viver o amor
mais bonito deste mundo.


É madrugada. Estarás chorando?...
Ao pensar na minha falta, no seu amor?...
Chora não, meu anjo, que eu te adoro
- Sabes disto -
Que te espero sempre, aqui, parado,
E que ninguém lhe foi tão fiel.
Imagine apenas os momentos
Que poderemos viver, e viveremos;
Viu, coração?
Nunca mais chores por mim, tá?...
Que não é preciso; me tens só para ti
Que, quando, entre nós, aflorar o amor,
Num dia claro e gentil,
Que brilhem em mim teus sorrisos;
Que em mim espelhem teus olhos;
E tão verdes, e cheios de graça,
Como jamais ninguém viu, nem mereceu.
Dorme com os anjos, minha amada,
E vê se sonha comigo,
Como eu sonharei também contigo.
Pede ao Papai do Céu,
Para que Ele me coloque nos teus sonhos,
Para que nem dormindo me esqueças;
E durma tranqüila, contente,
Na certeza de que sempre terei você no pensamento.

É madrugada. Que a Lua
Que, nesta noite calma, e cheia de estrelas,
Fica postada no céu, a nos vigiar,
Cuide bem de ti, já que agora não posso
Te proteger.
Ah, que quando acordares
Possa, ao espreguiçar-se entre os lençóis,
Sentir minha presença!...
E que, nas peças íntimas, tão feminina,
Tua pele sinta os beijos que te mando,
Sem parar, na esperança
De que possam atingir teus lábios molhados
Do frescor, da manhã que estará por se fazer.
Durma com Deus, minha vida;
Que enquanto pensares inocentemente neste amor
Teremos sempre um pedaço do paraíso.
Te adoro!
Boa noite.
Público
#Desafio 365 dias (029 de 365)

Hoje não vou postar um poema ou crônica. Em vez disso, vou explicar meu processo de escrita. Acho muito legal a gente pensar nos processos...
Eu sempre tive dificuldade pra escrever coisas muito compridas (por incrível que pareça ), então eu faço assim:

-primeiro, eu "imagino" que acabei de ler o livro que eu vou escrever. E vou fazer um resumo do livro pra um amigo, como se estivesse contando a história pra ele. Esse resumo tem umas três páginas e conta tudo do livro, até o fim e os plots (então, não é uma sinopse).
- Depois, eu vejo se a história ficou boa e incremento, em um novo "resumo mais detalhado" (que ocupa cerca de 10/15 páginas).
- Aí, eu abro um programa chamado TRELLO, que eu usava quando era funcionário público. Lá, eu organizo capítulo a capítulo, como ficarão os diálogos, quais as resoluções de dilemas antigos e onde ficam os fios soltos, tudo isso. Também retalho os personagens, é claro: como pensam, do que gostam, quais visões de mundo, onde eles mudam a cada capítulo, como percebem as coisas (mais sensitivos? Mais auditivos?)
-O próximo passo é resumir cada capitulo e alterar a ordem dos pontos de resolução, novos conflitos, etc (isso pensando em não deixar muita coisa solta ao mesmo tempo; vai resolvendo e abrindo novos dilemas).
Nesse momento, às vezes, eu já crio uma ou duas páginas de diálogos e narrativas, para dar "o tom" da história, com que nível de ironia, humor, tipo de vocabulário, etc.

Depois que tudo isso está pronto, praticamente o livro está terminado. Basta sentar e contar as partes que já estão lá, organizadas. Raramente eu mexo em algumas coisas na estrutura (porque tudo já está bem amarrado e qualquer mudança causará um efeito cascata).
Começam as revisões, que vão me mostrar se tudo ficou previsível demais ou linear demais... É nessa hora que eu penso em ritmo - em quais momentos a narrativa deve ficar mais rápida e caótica, em quais outros vai ficar mais lenta para que algumas mensagem seja martelada, etc.

-Hora de passar pra alguém ler. Normalmente, o que vem depois dissoné uma ou outra alteração pontual.

Digamos que eu seja mais que um arquiteto: eu sou quase um engenheiro. 

Para poemas, eu conto outro dia. 

PS: Esse post surgiu de uma conversa na página da @carlajaia - recomendo a todos irem lá pra ler como ela faz .
Público
Ao Luar
#Desafio 365 Dias (028 de 365)

O poema de hoje é dedicado à @MarU - e foi baseado na sua genialidade de criar um verso super ritmado, que me deu inspiração para montar esse poema. Espero que ela goste (e que você, que me lê, goste também )

Ao Luar

À noite, a lua brilha,
Enchendo de luz o firmamento.
Eu vejo a maravilha, e sinto o vento.

Na alma, a luz se espelha
Nas sombras do pensamento;
A alma é uma centelha em movimento.

Quisera ter, um dia,
a brisa do amor! - mas, não;
Sou filho da agonia e solidão!...

Me sinto qual uma ilha
num mar de sonho e tormento;
A minha alma é filha d'um lamento.

Na onda, o barco dança
nos indo-e-vindos do mar.
A noite é uma criança, a brincar...

Nos ventos fundos d'alma,
No fundo do oceano da solidão,
Sinto a paz que acalma o coração.

E, então, como magia,
encontro a luz do amor, enfim,
E sinto o nascer do dia, dentro, em mim.
Público
푷풐풆풎풊풏풉풂
#Desafio 365 dias (027 de 365)

Tenho lido por aqui tantos poemas leves, com palavras doces e gostosas de ler... E às vezes acho os meus poemas um tanto sisudos, prepotentes, cheios de "técnicas" e estruturas acadêmicas...
Ô, Tiago, custa fazer um poema bonitinho, engraçadinho?
Bem, custa... Mas às vezes eu consigo. Então, hoje, vou postar um que sempre achei gostoso e fácil de ler, e que inclusive virou música (se eu conseguir, posto aqui também).

푷풐풆풎풊풏풉풂

Se eu fosse um anjo, eu te guiaria
Por uma estrada, que teria fim
Num belo destino, que nos uniria;
Se eu fosse um anjo, te trazia pra mim.

Se fosse uma rosa, Meu Deus, eu iria
Enfeitar seu lar, graciosa, assim;
E quando me olhasse, então pediria
Para que você olhasse mais pra mim.

E se fosse o Sol, por ti, entraria
No seu quarto escuro, como um Querubim,
Pra ninar seu sono, rumo a um novo dia,
E te dizer, em sonho, pra gostar de mim.

Mas nada sou eu, além de uma fria
Lembrança de amor, saudade ruim,
Que espera o momento em que, por magia,
Você se apaixone, de uma vez, por mim.
Público
ME AJUDEM A ESCOLHER UM NOME PARA ESTE POEMA

#Desafio 365 Dias (026 de 365)

Havia um amor miúdo no passeio;
Eu abaixei e o peguei, e o guardei,
Porque, talvez pudesse ser de proveito mais pra logo.

Não; não volto mais pra casa.
Cansei de estar sempre no ponto de partida.
Como podemos jogar fora, dia após dia,
Todos os passos que demos?
Hoje vou em frente.
Vou seguir adiante sem seguir ninguém.
Hoje vou andar devagar
Vou vagar deandar
Vou devoar.

Quando foi que nossas vidas viraram moscas?
Onde ficaram perdidos os bateres de asas de borboletas,
Tão calmos e de pouca ligeireza?
Em que esquina a vida passou a ser
rasante veloz de varejeira?

Ah! Hoje eu reparei num amor miúdo
Esquecido no canto da calçada,
Sem raízes nem frutos;
Atravessei seus sonhos como um espectro,
Sem saber que lhe fazia mal.
Nosso olhar só sabe olhar pra fora.

Hoje havia um amor miúdo
Pedindo esmolas de raios de sol em plena chuva.
Não tinha medo dos predadores que o cercavam,
Mas sabia que iria arder em febre até perecer.

Mas hoje pode ter sido ontem ou na vida passada, não sei;
A vida parou de andar como o ponteiro grande.
O ponteiro pequeno agora dá voltas como uma hélice de helicóptero.
E o ponteiro grande já virou digital, como a vida.

Na vida passada havia um amor miúdo
Em ruas que já não existem mais
Soletrando com dificuldade os pios das aves.
Melodia em andante Cantabile, para a qual
Não há pressa nem banda larga.

Quando foi que deixamos de piscar
Entre um sorriso e outro? Quando foi
Que as árvores pararam de dar sombras,
Que as estrelas pararam de nos dar desejos,
Que a vida parou de nos dar chances?

Ainda estou esperando,
Na curva, na chuva, na calçada.
Amor miúdo que sou, vejo outros eus passarem
Atravessando meu passado como espectros de alegria.

A toda velocidade.
Público
Definição
O de hoje é um poema bonitinho e de bom ritmo.

Definição
#Desafio 355 dias (024 de 365)

Deusa, santa, cálida sereia;
Musa inspiradora das ralés;
Bela brisa, que envolve e premeia;
Dádiva és.

Divina aura, Magna Soberana,
A deixar que te idolatrem aos teus pés;
Calma onda, que leva e traz a chalana;
Ternura és.

Senhora dos corações do Universo;
Doce Yara, a nortear as marés;
Imperatriz das canções, prosa, trova e verso;
Sublime és.

És, por definição, indecifrável:
És incontável como estrelas a piscar no azul:
És a súbita alegria de um amor incontrolável:
És tu.
Público
Reencontro
Ontem não teve nada. Sorte a minha que a LITERUNICO me permite reparar isso em até 72 horas. Então hoje vou postar dois: o de ontem e o de hoje - e talvez o de amanhã, quem sabe...
O primeiro é um soneto, pra variar.

Reencontro
#Dessfio 365 dias (023 de 365)

Éramos jovens; tão cheios de vida...
O futuro era nosso; éramos dois
Apaixonados amantes, sem depois,
Sem sofrimentos, nem dor, nem despedida;

Éramos tolos - eis o nosso erro; pois
Os dias passam; e tu, querida,
Misturaste-te às mágoas, e vós, unidas,
Já somam tantas que nem sei dizer quantas sois.

Éramos pássaros que voavam à toa
Juntos; e hoje, que somos? Apenas
Dois desconhecidos, sob a mesma garoa...

Dois atores, de luto, em diferentes cenas;
Separados por uma distância, que, por mais que doa,
Não é jamais morta por paixões pequenas.
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Me
#Desafio 365 Dias (022 de 365)

Ame-me. Beije-me. Toque-me.
Deseje-me. Sinta-me na pele.
Prenda-me. Corte-me. Olhe-me.
Reze pra que Deus nos vele.

Beije-me. Beije-me. Beije-me.
Abrace-me. Sonhe comigo.
Queira-me. Ouça-me. Chame-me.
Pegue-me. Leve-me contigo.

Me puxe. Me pegue. Me creia.
Grite meu nome. Me queira.
Me vista. Me brilhe. Me veja.
Saiba que és a primeira.

Vista-me. Brilhe-me. Toque-me.
E toque-me sempre. Me veja.
Leve-me. Leve-me. Leve-me.
Leve-me. Onde quer que seja.
Público
Dezoito

Este é um poema escrito quando fiz 18 anos (sim, em um passado longínquo, antes de os dinossauros e CEOs andarem sobre a Terra).
Apesar do tema carregado, acho ele bonito e passa - pasmem - uma mensagem de esperança. Eu acho. Enfim...

Vale R$ 1,00? Não sei.
Mas vocês podem arriscar umas moedinhas, e me dizer depois. Que tal?